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  • Ninja to Koroshiya no Futarigurashi

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    Ninja to Koroshiya no Futarigurashi
    Iizuka Aya - Shaft
    Anime - 12 Episódios
    2025
    4 em 10


    Continuando com os animes patéticos do groupwatch, seguimos para um dos mais patéticos.

    Este anime fala sobre ua pequena ninja que saiu da sua aldeia de ninjas e se vê acolhida por uma assassina profissional. Seguimos o anime com a descoberta de que o único poder ninja da pequena ninja é transformar os outros em folhas, o que é muito prático para nos livrarmos de cadáveres. Logo logo, outras pequenas ninjas da aldeia ninja vão tentar matar as nossas duas amigas, e rapidamente se transformam todos em folhas.

    Isto é suposto ser um animezinho divertido e casual, mas a verdade é que me irritou até ao cubo, porque estas meninas fofinhas são tão atrasadas mentais que perdem a fofura toda.

    Para ver animes sobre atrasos mentais, posso ver outros, penso eu de que, porque há muitos. 

  • Sasuke

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    Sasuke
    Shirato Sanpei - Eiken
    Anime - 29 Episódios
    1968
    6 em 10


    Um raro anime dos anos 60, que me deixou meio que mesmerizada.

    Sasuke é o filho de um poderoso ninja e, juntos, partem numa jornada para destruir todos os inimigos deste ninja. Daqui parte um anime muito pesado, extremamente violento, com muitas cenas de acção que poderiam ser consideradas chocantes na altura (muito sangue e ferimentos) e mesmo cabeças cortadas em fileira.

    Infelizmente Sasuke não é um personagem que nos cative muito, sobretudo a partir do momento (isto é um spoiler) em que ele usa o poder ninja da multiplicação e subitamente já temos quatro Sasukes. Também a animação não é um exemplo perfeito do melhor que se podia fazer nesta época, tendo um valor de produção bastante baixo.

    Ainda assim, um anime curioso para os fãs mais experientes.

  • Kill Bill Vol.1

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    Kill Bill Vol. 1
    Quentin Tarantino
    Filme
    2003
    6 em 10

    Acontece que só me faltava ver um filme do Tarantino e calhou mesmo que fosse este, que está dividido em duas partes. Infelizmente, talvez tenha sido o filme do Tarantino que gostei menos. Debati-me um pouco sobre se havia de o comentar todo junto (volume 1 e volume 2 no mesmo comentário) mas depois dos argumentos do Qui achei por bem dividir.

    Se há coisa que o Tarantino sabe fazer é criar uma história fascinante. Neste filme temos uma história complexa, cheia de detalhes, que permite um desenvolvimento de personagens quase perfeito. Isto aplica-se às duas partes, sendo que a narrativa não possui um intervalo grandioso que nos permita separar perfeitamente a história num espaço-tempo. Uma mulher faz parte de um grupo de assassinos a soldo. Tudo começa com a sua "morte", no dia do seu "casamento". Na verdade, ela entra num coma, do qual acorda passados quatro anos. Quando acorda, só tem um desejo: Kill Bill. Bill foi o homem que orquestrou a sua morte e que ela amava. Para além de matar Bill, ela tem de percorrer um longo caminho e matar todos os outros participantes do espectáculo mórbido, os outros assassinos do grupo das víboras.

    Esta primeira parte tem um estilo muito kitsch. Trata-se de uma espécie de homenagem aos antigos filmes de ninjas e artes marciais. A nossa personagem obtém uma espada e usa-a para matar uma série de gente, em lutas espectaculares que servem como uma experiência, um teste à capacidade do realizador de formular coreografias complexas que envolvem uma série de artistas físicos. No entanto, pareceu-me a mim que esta homenagem acabou por falhar: senti que Tarantino pode amar este tipo de filme, mas que a sua interpretação moderna teve grandes falhas, acabando por troçar do género em vez de o elogiar.

    Contribuem para isto vários elementos. Para começar, há um uso um pouco horribilis de material digital, em CG que, apesar de moderno para a época, ficaria melhor se tivesse sido completamente evitado. Dá um aspecto irreal aos momentos, assim como todo o exagero das lutas, que são OTT numa escala pouco realista (dentro do imaginário destas lutas de espadas). O mesmo acontece com a caracterização dos personagens. Da mesma forma, as coreografias podem estar muito bem pensadas mas possuem um erro evidente: a perspectiva. Tudo está filmado da mesma perspectiva. Isto tira completamente o dinamismo das lutas e é como se o observador não estivesse realmente dentro da luta, mas sim admitidamente num cinema a ver um ecrã.

    O filme tem, no entanto, um elemento gráfico muito original: uma cena de animação produzida pelo estúdio Production I.G. que, não tendo um estilo puramente oriental, está muito bem animada e é, sem dúvida, o momento mais impressionante de toda esta primeira parte.

    Finalmente, pareceu-me também que a música foi muitas vezes anticlimática. As canções são, por si só, muito interessantes e originais. No entanto, a forma como estão usadas acaba por dar ao filme todo esse aspecto de gozo de que falei anteriormente.

    Vamos, de seguida, à segunda parte. Aguardem por mim. :)

  • Ninja Scroll

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    Ninja Scroll
    Kawajiri Yoshiaki - Madhouse Studios
    Anime - Filme
    1993
    6 em 10

    Nestes dias que passaram tive por cá uns amigos da Holanda, portanto o meu visionamento de objectos foi limitado. Diga-se, entretanto, que gostaram bastante, apesar de acharem que Lisboa está pejada de turistas até à medula. Na primeira noite em que estiveram cá, ao voltarmos para casa o Ni achou que este era um filme bom para ver. Essencialmente um dos dois ou três animes que ele viu e que eu ainda não tinha visto. Blasfêmia!

    Nunca tinha visto este filme, porque tinha visto a série e detestado. Mas o filme é bastante diferente. Bastante mais simples também.

    No decurso de um dia, um ninja tem de ajudar um velhote a impedir que haja um roubo de uma grande quantidade de ouro. A ajudá-lo está uma rapariga ninja e contra eles estão muitos outros ninjas. O que distingue o filme de outros animes do género é que cada um dos personagens tem um poder específico e especial. Assim, a narrativa resume-se essencialmente a uma sequência de cenas de acção.

    Estas, estão animadas de forma extrema, excelente. O ritmo está muito bem concebido, assim como todo o ambiente negativo e historicamente informado que envolve todas as cenas. Ainda assim, a excelência das sequências de acção não é o suficiente para tornar o filme muito memorável.

    Em paralelo, existe uma história de amizade e amor, que revela uma personagem feminina bastante bem concebida, com um misto de força e fragilidade emocional que a torna muito interessante. Infelizmente, os outros personagens seriam passíveis de mais desenvolvimento psicológico. A sua ausência torna a narrativa inócua e pouco flexível.

    De qualquer forma, foi um filme interessante e posso recomendá-lo a todos os fãs de shounens de batalha que andam por aí. :>
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