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  • The Producers

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    The Producers
    Mel Brooks
    1967
    Filme
    6 em 10


    Um produtor de peças de teatro e o seu contabilista descobrem a maneira mais genial de fazer uma fortuna: arranjar patrocínios e produzir uma peça falhada. Para isso escolhem a peça mais absurda que encontram: "Springtime for Hitler". E vão começar a montar o espectáculo.

    Um filme irónico e cheio de comédia física, com o qual ri até às lágrimas em alguns momentos. Os elementos musicais são hilariantes e todo o processo de construir a peça, desde contactar o dramaturgo maluco até encontrar o actor ideal mostra-nos um pouco de como funciona o mundo da Broadway, sem no entanto revelar o suficiente para nós próprios o fazermos.

    "Springtime for Hitler" é uma peça tão idiota que só pode causar riso compulsivo, e a conclusão do filme - em que a equipa desesperada por falhar decide rebentar com todo o teatro - é tão improvável como cómica.

    Gostei bastante.

  • History of the World, Part I

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    History of the World, Part I
    Mel Brooks
    1981
    Filme
    5 em 10


    Um filme sobre a história do mundo, mas contada de forma engraçada. Da pré-história passamos aos romanos, depois à época medieval e finalmente à revolução francesa. Uma narrativa completamente quebrada, mas isso não é importante. 

    Numa sucessão de piadas infalíveis, com momentos musicais hilariantes, este filme serve também como crítica ao anti-semitismo e racismo no geral, também com um travo feminista que agradará até aos mais duros.

    A parte mais cómica é sem dúvida a da inquisição, mas tudo o resto também é uma amálgama de situações bizarras.

    Fartei-me de rir, e isso é o suficiente.

  • Spaceballs

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    Spaceballs
    Mel Brooks
    1987
    Filme
    5 em 10

    Depois de irmos ao cinema, achámos boa ideia ver algo que não requeresse qualquer tipo de pensamento avançado para acompanhar. Assim, calhou mais um filme do grande Mel Brooks, embora este me tenha parecido claramente inferior aos outros que já tenho visto do autor.

    Spaceballs é uma paródia a Star Wars e a outros filmes de ficção científica. Seguindo mais ou menos uma linha narrativa semelhante, conta a história dos maléficos habitantes do Planeta Spaceball, que querem roubar todo o ar do Planeta Druid, de onde fugiu uma princesa, que se encontra com um fulano que anda de autocaravana no espaço e tem um amigo que é metade homem/metade cão.

    O filme é uma sucessão de piadas, sem deixar grande espaço para uma narrativa ou algum tipo de desenvolvimento de personagens. É certo que tem a sua graça, mas as piadas proto-judaicas rapidamente se tornam repetitivas. Apesar de tudo, é um filme altamente citável.

    O guarda roupa e os efeitos de maquilhagem talvez sejam a parte mais curiosa de todo o filme. Apesar de os efeitos especiais serem apropriados para a época, creio que teriam sido mais impressionantes se os valores de produção para eles tivessem sido dirigidos.

    De resto, os personagens e a história são pouco memoráveis. Fica a dica "I see your shwartz is as big as mine"

  • Young Frankenstein

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    Young Frankenstein
    Mel Brooks
    Filme
    1974
    7 em 10

    Chegados a casa em noite de tempestade, faço o pedido: vamos ver um filme com pessoas para rir. E o Qui desencantou este filme. 8D

    Inspirado nas personagens do livro original, Young Frankenstein é um tributo em forma de comédia a todo o franchise antiquado "Frankenstein". Mantendo personagens e conceitos fiéis ao livro, acrescenta-lhes um twist cómico que dá azo a demasiadas gargalhadas.

    O trisneto do Frankenstein original não acredita no trabalho das gerações anteriores. Apenas quando se desloca à Transilvânia começa a trabalhar nisso, ficando totalmente obcecado com a ideia de reanimar tecido morto. Com ajuda dos seus assistentes, Igor e Inga, consegue criar "A Criatura", um ser enorme mas com um cérebro anormal, que o torna numa pessoa extremamente simples, delicada e ao mesmo tempo perigosa. No final, depois de muitas voltas, obtemos o mesmo elemento moral do livro original: apesar de todos termos medo da Criatura, ela não quer fazer mal a ninguém.

    O elemento cómico é obtido por séries de gags que apenas são melhorados pela capacidade dos actores. Igor, sobretudo, é um personagem hilariante e muito simpático. Também as situações em que aparecem grandes discursos altamente filosóficos, fazem com que até os mais fortes se desfaçam em risos.

    O filme está a preto e branco, em homenagem aos filmes antigos do Frankenstein, mas isso apenas o melhora. Todo o ambiente é de puro terror, com trovoadas, nevoeiros e lobos a uivar. Mas tudo isto aparece em oposição a um conjunto de personagens tão fabuloso que o efeito final é irónico e apenas nos faz gargalhar mais.

    Das melhores comédias que vi ultimamente, recomenda-se.
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