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  • Maio 2026: O que se Viu e O que se Papou

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    Já estamos a meio do mês, que foi de bastantes visualizações e alguns eventos, de que falaremos mais tarde. Abordemos o que se viu. Abordemos também o que se papou.


    Orb. - Anime sobre Copérnico e Galileu e sobre a terra ser redonda e sobre heliocentrismo. Foi ok, mas ver gajos de anime com uma tonsura é extremamente estranho. Viu-se bem.

    Hamnet - Livro slice of life da época inglesa renascentista. Só se percebe a relação com o Shakespeare mesmo no fim. Leu-se bem.

    Gundam Gqux - Reinventar dos acontecimentos de Gundam United Century, ao início pareceu ok mas depois não tinha nada a ver com nada. Aparece o Char Aznable, e ele tem uma vida feliz, o que não faz sentido. Gostei de ver a malta a apanhar fresco em cima do Gundam. Papou-se.

    Ryuuseki Gakusaver - OVA que desconstrói o género shounen mecha. É bastante engraçado, eles têm de cantar para o mecha funcionar. Papou-se.

    Rock wa Lady no Tashinami deshite - Miúdas numa escola privada super selecta tocam música proibida. Ao contrário da maioria dos animes sobre bandas, estas não são pop-rock: tocam post-rock, o que é bastante fixe. Viu-se bem.

    A Última Coisa que Ele Me Disse - Pretenso livro policial que não interessa a ninguém. Papou-se.

    Atlas das Criaturas Mágicas de Portugal - Livro infantil sobre mitologia portuguesa, ficamos  conhecer bichos giros como os trasgos e o homem do saco. Leu-se bem.

    Noir - Edição de autor de livro de terror em Portugal, um homem vai para uma casa e fica lá preso até perceber quem é ele mesmo e a sua família. Leu-se bem, mas é pouco memorável.

    Tenkuu Shinpan - Espécie de Battle Royale em altura, com mind control e máscaras fixes. Não é especialmente bem animado, tem imenso ecchi e no geral só se papou.

    Ghost Stories - Conhecido por ter a dub mais estúpida de sempre, o anime na verdade não é realmente estúpido e até tem alguns episódios bastante interessantes. Viu-se bem.

    A Impostora - Uma mulher serve de barriga de aluguel e convence-se que a mãe da criança é amante do pai (confere). No final os maus são os sogros, como sempre. Papou-se.

    Gorilla Man - Anime sobre delinquentes em que um deles tem cara de gorila. Completamente esquecível, e se papou.

    Hakugei Densetsu - Moby Dick mas no espaço. Com imensos episódios que não fazem sentido porque são puro filler cómico, mas a ideia de a baleia branca ser um explosivo interplanetário é gira. Viu-se bem.

    Spiral - "The Iron-Blooded children do not belong in this world". Repetiram esta frase até à nausea e é só gente a falar. Papou-se.

    Wind Breakers - Shounen composto só de rapazes bonitos. Muito bem animado e a história do gajo trans é giríssima. Viu-se bem.

    Margo's Got Money Troubles - Uma rapariga vê-se a braços com o seu próprio bebé e decide fazer um onlyfans, com as consequências que isso traz. Viu-se bem.

    The Stand - Livro com 1400 páginas em que Stephen King nos investe completamente nas personagens para depois acontecer NADA. Odiei muito, o que é raro neste autor, portanto podemos dizer que se papou.

    Espíritos e Criaturas do Japão - Colecção interessante de histórias da mitologia e folclore japoneses. Não gostei muito da arte. Leu-se bem.

    Watashi wo Tabetai, Hitodenashi - Miúda depressiva e suicida conhece uma sereia que se oferece para a comer após a sua morte. No entanto a sereia apaixona-se por ela. Foi um anime bastante bonito, que se viu bem.

    Niwatori Fighter - Anime shounen, mas o MC é uma.... GALINHA. Hilariante. Viu-se bem. COCORICOCO!

    Chaos Dragon - Anime sem qualquer tipo de sentido. Papou-se.

    Manuel de Auto Defesa - Livro oferecido por um amigo que achou que combinava comigo, e realmente combina porque é muito randomico. Leu-se muito bem no trânsito.

    Sword Art Online: Alicization Rising - Continuação da novel de Aliciation, agora o Kirito e o seu amigo imaginário têm de subir uma torre. Surpreendentemente bem escrito, lê-se bem.

    Kumo ni Naru - Anime completamente absurdo sobre um profeta que pode vir a ser bom ou mau conforme a sua sociabilização. Fica mau. Papou-se.

    Sono Bisque Doll wa Koi wo Suru - Versão manga do anime de cosplay, muito giro este romance e todos os dados pesquisados sobre o mundo do cosplay. Único defeito é que é um bocadinho smutty. Fora isso, lê-se muito bem.

    Avatar Aang: The Last Airbender - Só vale a pena pela animação e pelo gostoso do Zuko. Papou-se.

    Daidai Wa. Hantonei ni Nidote - Manga sobre uma cidade estranha onde acontecem coisas estranhas. Muito surrealista e bizarro, lê-se bem.

    RWBY - Espécie de versão manga de um OVA publicitário ao anime (pseudo anime) propriamente dito. Só miúdas desenhadas de forma anormaloide a porrada. Papou-se.

    RG Veda - Há imenso tempo que não lia CLAMP, e este manga é muito bonito. Até chorei no fim. Leu-se bem.

    Nem Todas as Árvores Morrem de Pé - Recomendação de uma amiga. Livro sobre o Muro de Berlim, mas de uma autora portuguesa. Nada de especial, mas lê-se bem.

    Calígula - Peça de Camus. Secante em texto, talvez mais secante encenada. Papou-se.

    A Witch's Guide to Self Care - Grimório dedicado a coisas que nos fazem sentir bem connosco mesmos. Mas já li tantos grimórios que já começa a ficar repetitivo. Sabendo as correspondências nada disto é preciso. Papou-se.

    Industry - Quatro seasons sobre o mundo da alta finança, que se veio a revelar ser um universo de fodilhões incontornáveis. Não gostei mesmo nada e com muita dificuldade se papou.

    Antique Romance - Manwha coreano que seria bonito se a moça não fosse adolescente e o MC 10 anos mais velho. Fora isso tem uma arte bem bonitinha. Leu-se bem.


    E assim se conclui, por enquanto, a aberta hostilidade. Até já!

  • Análise: Vinland Saga - Em Busca de um Mundo Perdido

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     Depois de ver o anime de Vinland Saga, não quis esperar para saber mais sobre as aventuras de Thorfinn, um menino que se tornou guerreiro viking por força das circunstâncias. Assim, pus-me a ler o manga, e foi dos melhores que alguma vez tive o gosto de ler.

    Digamos que esta história se pode dividir em três partes: Infância; Adolescência; Juventude Adulta.

    Numa primeira parte, este rapaz que mencionamos, envolve-se com um grupo de guerreiros vikings com o objectivo de vingar o seu pai, assassinado por estes. Rapidamente se torna também um guerreiro sanguinário, sem remorsos e sem escrúpulos. Afinal, a educação de um guerreiro faz-se desta forma. Apreciei bastante que nesta secção o autor faz uma pesquisa muito detalhada sobre o modo de vida medieval no Norte da Europa, tendo um especial cuidado no desenhar de arquitectura e cenários, e mostrando-nos alguns elementos que - no meio de toda esta violência - são pequeninos pedaços de vida bastante engraçados.

    Nesta altura começamos também a perceber um pouco dos aspectos políticos deste universo, todos baseados em eventos reais. Canute, o príncipe, é um personagem fascinante, com uma evolução tremenda, em que passa de fracote tímido a rei imperial num instante. Sim, quererei fazer cosplay dele, sim sim.

    Mas não deixemos de lado o nosso amigo Thorfinn, porque passamos para a segunda secção do manga. Neste, o nosso rapaz é um muito jovem adulto que - perante o desrespeito que cometeu ao corpo do príncipe - é enviado como escravo. A parte interessante desta época medieval é que todos podiam ser escravos e, por isso, eram mais ou menos tratados com uma ideia de justiça (ao contrário do que foi introduzido por Portugale colonialista, que considera que há pessoas sub-humanas que não merecem nada de direitos ou de consciência social). Mas enfim, Thorfinn escravo passa por esta fase essencial em que ele tem uma aprendizagem transcendental: é atormentado pelos fantasmas dos mortos de guerra e, por isso, decide que a partir de agora irá apenas fazer a paz. Esta contemplação é mesmo muito interessante e original, pois nunca vi um protagonista de shounen a simplesmente recusar-se a lutar. Mesmo quando o enchem de pancada, este guerreiro fortíssimo rejeita a ideia de responder, de magoar, de matar. É isso o que torna a terceira parte da história tão interessante.

    Nesta última parte, que serve de conclusão definitiva, Thorfinn decide que já que nas terras do Norte não há paz, ele vai inventar uma terra só dele, uma em que não haja escravos nem guerras nem nada. Essa é a Terra de Vinland, que hoje conhecemos por Estados Unidos da América.

    Após vários momentos engraçados, em que até temos um casamento falhado, e a introdução da minha outra personagem favorita, a caçadora Hild (da qual também irei fazer cosplay e ninguém me pode impedir), os vikings pegam no seu barquito e atravessam o Atlântico à procura da mítica Vinland. Mas, coisa que ninguém estava à espera, lá chegados descobrem que Vinland já é habitado. Por pessoas bem esquisitas: pele morena, cabelos escuros e lisos, e uma série de hábitos estranhíssimos, ainda não chegaram à idade do ferro. Apesar disso, também são guerreiros, e por isso Thorfinn irá ter de lidar não só com eles como com os membros do seu grupo que querem lutar contra os nativos, insistindo na ideia de guerra que agora é completamente rejeitada pelo nosso MC.

    Ele está em crescimento, apaixona-se, multiplica-se mas, no meio disto tudo, o realmente relevante é que é um personagem com várias facetas que acabam por se unir numa personalidade pacifista, mas no corpo de um poderoso guerreiro. Os capítulos finais, dos ensinamentos trocados entre vikings e nativos, e da forma como assim se iniciou uma globalização primitiva, são altamente comoventes.

    Deixo-vos com a última página do manga, que classifiquei com um 9/10. Haveríamos de aprender com o Thorfinn e finalmente passar a fazer o que ele pretendia de Vinland: uma terra de felicidade, de liberdade, sem escravos, sem dor e sem guerra. Thorfinn, que existiu mesmo na realidade (e cuja figura histórica, pelo que se vê na sua estátua, é bastante comível), deverá estar bastante triste por ver que o caminho que ele abriu para um mundo de paz plena.... Não está em paz plena. Mas continuemos a tentar fazer o que ele nos pediu: Vinland não precisa de ser um lugar. Basta que seja uma ideia.





  • O Infante

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    O Infante
    Daniela Viçoso
    2015
    Manga

    Chamo-lhe manga mas a obra é de uma artista portuguesa. No entanto tem óbvias, mais que óbvias influências, na fandom de boyslove, que eu adoro, e por isso já aos anos que queria este livro.

    Conta a história de um Infante que se apaixona lenta mas definitivamente pelo seu escudeiro. No entanto, o livro parece ser curto para a história que pretende contar, porque não temos uma conclusão evidente e as cenas de amor são parcas.

    De resto, a arte é riquíssima, misturando o estilo oriental com arquitectura manuelina, apesar de por vezes a organização dos painéis ser um pouco difícil de compreender, por causa da profusão de linhas azuis.

    Não recomendaria, mas foi uma excelente tentativa.

  • Yon e Mu

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    Yon e Mu
    Junji Ito
    Manga - 1 Volume / 10 Capítulos
    2007
    7 em 10


    O mestre do terror do manga não era fã de gatos, até que se vê a viver com dois, Yon (o que tem a cara de malvado) e Mu (o que tem os pelinhos fofos). Este manga relata as experiências do autor a habituar-se aos gatos, e os gatos a ele, e a ganhar um novo amor pela espécie felina.

    As aventuras de gatinhos são tais quais as que podemos esperar: brincar com gatinhos, alimentar gatinhos, cuidar de gatinhos, limpar gatinhos, e tudo isso com uma arte extremamente detalhada e um pouco perturbadora, que caracteriza o estilo do autor, mas que neste relato amoroso da relação com os gatos da família se torna um pouco.... Irónica?

    Ainda assim, gostei mais deste livro do que do Uzumaki, que é um manga verdadeiro.

  • Ribbon no Kishi

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    Ribbon no Kishi
    Osamu Tezuka
    Manga - 3 Volumes / 20 Capítulos
    1953
    7 em 10


    Um clássico de Osamu Tezuka, que comprei no Aniaki baratíssimo e cujos últimos volumes a minha tia me mandou do Brasil, yay

    Conta a história de uma menina que, por no seu reino não permitirem que mulheres herdem o trono, tem dois corações: um de rapaz e um de rapariga. Um anjo é enviado para corrigir o problema, mas como o anjinho é um pouco pateta ele decide deixar o coração de rapaz e a confusão acontece.

    Seguem-se diversas aventuras com príncipes encantados, batalhas de cavaleiros, uma feiticeira má que transforma pessoas em pedra e assim por diante. É um conto de fadas muito divertido, com painéis altamente detalhados para a época e um design de personagens muito cativante. Fiquei com muita vontade de fazer cosplay da bruxinha Hékate, que acrescentei aos meus cosplans.

    Além disso, acho absolutamente revolucionário que no Japão dos anos 50 um autor já tenha pensado em divisão de género, em direitos das mulheres e em disforia sexual. Isso torna este manga extraordinário.

  • O meu marido dorme no congelador

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    O meu marido dorme no congelador
    Yazuki Mizaka & Takara Yaku
    Manga - 2 Volumes / 14 Capítulos
    2020
    6 em 10


    Comprei este manga por impulso (tipo anteontem) e já o li.

    Uma mulher é vítima de violência doméstica de todo o tipo, desde porrada a violação e traição. Portanto, decide matar o seu marido e guardá-lo numa arca congeladora que tem em casa. Qual a sua surpresa quando, na manhã seguinte, o marido surge feliz e contente a pedir o pequeno almoço. Nisto começa uma espiral de loucura. Será que ela o matou realmente? Quem é este homem? E ela começa a alimentá-lo com a carne do cadáver que está no congelador.

    Se as cenas de violência são realmente impressionantes e conseguimos compreender no nosso íntimo o sofrimento desta mulher, Nana (sobretudo porque o marido é especialmente atraente, isto torna tudo ainda mais perturbador), a conclusão do manga acaba por ser bastante óbvia e parecer uma cópia de vários media que já vimos anteriormente no cinema e comics ocidentais. Gostei bastante da arte e da forma como Nana duvida da sua própria sanidade mental, mas a conclusão realmente não é muito boa, e acaba por frustrar bastante o leitor.

    Tendo isso em conta, não posso dar mais do que uma nota mediana a um manga que, com um argumento pensado de outra forma, poderia ter sido excelente.

  • AmadoraBD 2024

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    AmadoraBD 2024
    Evento


    Mais um ano, mais um AmadoraBD, mas desta vez levei uns amigos diferentes.

    Este ano a exposição era dedicada ao 25 de Abril, devido à celebração dos seus 50 anos. Tinhamos uma miserável exposição de Naruto sem qualquer original, no entanto achei de valor colocarem alguma coisa de manga para variar. Depois uma belíssima exposição de Daredevil com algumas pinturas muito bonitas, coisas sobre cartoons e o elemento principal da exibição era....

    A Mafalda.

    A porra da maldita da Mafalda.

    De 5 em 5 anos ela faz 5 anos de qualquer coisa e temos de levar com a porra da Mafalda e eu detesto a Mafalda, abomino a Mafalda, não posso com a Mafalda nem pintada, e mais de metade do show era a porra da Mafalda. Mafalda, porque não morres com o teu autor? Porque não te matas já que a tua vida é tão infeliz?

    Encontrei uma cosplayer perdida, a PrettyLittleSparkle, que estava lá a trabalhar, e recordei os bons tempos em que o FIBDA era o evento de cosplay mais importante do circuito. Ela ficou bastante surpreendida e eu disse-lhe que agora estava nas suas mãos trazer isso de volta *wink wink*

    Depois fiz MUITAS compras e ultrapassei o meu orçamento. Isso foi fonte de felicidade para compensar a porcaria da Mafalda.

    Adeus AmadoraBD, até para o ano, em que mais alguém fará 5 anos de qualquer coisa.

  • Makotoshiyaka ni Mau Hana wa

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    Makotoshiyaka ni Mau Hana wa
    Tsukahara Saki
    Manga - 1 Volume/7 Capítulos
    2020
    7 em 10

    Um BL que comprei de recordação em Espanha sob o nome de "La Flor que Parecia Bailar".

    Um manga muito romântico que relata a história de amor entre um professor de dança de gueishas e um homem de negócios vindo da Europa, no momento do início da guerra e dos bombardeamentos sobre Quioto. Os personagens são encantadores, a relação entre eles muito fofinha e os momentos em que se começa a revelar a sua paixão extremamente sensuais. Cheguei a verter uma pequena lágrima no seu reencontro, e quando finalmente a sua paixão é consumada fiquei mesmo muito feliz.

    Um manga curto e muito bonito, com desenhos lindíssimos, em que a flor que parece dançar efectivamente parece uma flor, e parece mesmo dançar.

    Para as fujoshis como eu, é recomendado.

  • Look Back

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    Look Back
    Tatsuki Fujimoto
    Manga - 1 Volume
    2021
    6 em 10


    Comprei a edição portuguesa deste manga muito baratinha na Kingpin, a propósito de um passeio que fizemos no Meet anual do Re:Conquista.

    Este manga está agora na berra por causa da adaptação para filme, de que falaremos depois, e porque o autor é famosíssimo pelo seu manga Chainsaw Man.

    Este manga é uma retrospectiva do autor sobre a sua luta enquanto mangaka, colocando-se nos pés de uma personagem que não desenha muito bem mas que trabalha muito por isso, e que conhece uma rapariga hikkikomori que tem um grande talento inato para desenhar cenários. Juntas, elas vão ter um sucesso especial a desenhar manga, mas os seus caminhos irão separar-se. O autor contempla os caminhos das personagens e o sentido de perda, o sentido do que poderia ter sido feito para evitar a tragédia, o sentido do que poderia ter acontecido se tudo fosse completamente diferente, e contempla a dor do luto e a sua própria experiência com as dificuldades de ser mangaka.

    O manga é muito curtinho e tem uma mensagem forte, no entanto não me tocou especialmente, apesar de ser muito triste, já que os desenhos não são nada de extraordinário e a narrativa torna-se algo confusa na parte final, em que ficamos sem saber o que é fantasia, o que é real, e o que é desejo.

    É um manga bem intencionado, mas o talento do autor talvez se revele insuficiente para uma história tão pesada. Ainda assim, será o meu manga do ano, visto que li muito poucos.

  • Helter Skelter

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    Helter Skelter
    Kyoko Okazaki
    Manga - 1 Volume / 9 Capítulos
    1995
    7 em 10


    Começando as minhas leituras da Feira do Livro, temos esta luxuosa edição em português de um manga pouco conhecido mas cheio de valor.

    Lilico é uma super modelo, muito famosa e muito querida pelos seus fãs. Mas algo de errado está a acontecer com o seu corpo, e rapidamente ela será substituída por alguém mais jovem e sem problemas. Com uma arte violenta, rabiscada, manchada, a autora mostra a ascensão e queda desta modelo, que está literalmente a desfazer-se por excesso de cirurgias plásticas, e aborda este lado negro da indústria da moda.

    A narrativa revela-nos muito sobre o passado verdadeiro de Lilico, mas também nos mostra a sua decadência física e moral, reflectida nos abusos sexuais a que submete a sua assistente. É uma personagem perturbadora, altamente sexualizada, mas com um ideal de vida que está a desaparecer a pouco e pouco.

    Assim, temos um manga com uma arte simples mas muito eficiente, que nos conta uma história de horror moral e ético com grande mestria.

    Recomendo.

  • DJ Cat Gosshie World Tour

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    DJ Cat Gosshie World Tour
    Harukichi
    Manga
    2022
    8 em 10


    Um manga absolutamente genial que comprei na Kingpin Books (loja) num encontro do Re:Conquista.

    Gosshie é um gato, que também é DJ. Na sua carrinha mágica visita vários países do mundo, onde vai passar bons sons e fumar muita ganza. Gosshie vai a cada país e descobre as coisas típicas de cada um deles, com as suas coisas boas e com as suas limitações. Ele até vem a Portugal, onde passa Moonspell no Festival Boom!

    Para além disso Gosshie é um connoisseur, um verdadeiro melómano, e sua variedade de discos não só é excelente como muito representativa.

    Este manga tem muita cor, em traços finos que dão todo um aspecto acidificado e tripanado a cada uma das histórias. É impossível deixar de querer acompanhar Gosshi nas suas viagens, sobretudo agora que ele tem uma carrinha nova.

    Recomendo!

  • Ilha dos Gatos

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    Ilha dos Gatos
    Tukushige Kawatase
    Manga
    2014
    7 em 10


    A minha única compra no AmadoraBD. Um manga editado em português, muito curioso, e que precisa de um certo contexto para ser plenamente entendido.

    A arte bizarra, simples e em traços grossos é típica do manga dos anos 60. Este autor, fascinado com o estilo, recria uma história do género com uma perspectiva moderna. Esta história é assustadora e estranha, aparentemente real (isso torna tudo mais assustador)

    Gosto especialmente que o mistério da Ilha dos Gatos nunca é resolvido, na verdade é como se nunca existisse. E isso torna a narrativa ainda mais esquisita, o que neste caso é uma vantagem.

    Um manga que se lê em 10 minutos.

  • Na Prisão

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    Na Prisão
    Kazuichi Hanawa
    Manga - 1 Volume | 12 Capítulos
    1998
    6 em 10


    Novo manga publicado em Portugal pelas mãos da também nova editora Sendai, chamou-me a atenção numa livraria pela capa maravilhosa. Chegamos ao livro e o estilo da capa é totalmente distinto do interior.

    Esta é uma história autobiográfica em formato banda desenhada, em que o autor nos fala brevemente sobre a sua passagem pela prisão, onde foi parar por posse ilegal de armas. Ora, fica a estranheza de que a prisão no Japão é um universo totalmente distinto do ocidente. Para começar, o autor fala sobretudo de comida, e pelos vistos come-se bem por lá. Depois, as regras estabelecidas são muito estranhas e, embora limitativas, parecem permitir uma liberdade de ser vagamente semelhante à do exterior.

    A arte é predominantemente realista, com traços grosseiros e feios, mas que permitem um bom retrato do ambiente (afinal, era proibido desenhar na prisão).

    Assim, foi um manga interessante, mas que parece ter-se focado pouco nas coisas que mais interessavam.

  • CinePlay Setúbal 2021

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    CinePlay Setúbal 2021
    Evento

    Quem me acompanha nas redes sociais sabe que já falei bastante deste evento, que voltou a abrir o calendário de eventos após um ano inteiro de pausa. No entanto, não podia deixar de falar um pouco dele aqui, por escrito, no lugar habitual.

    Falarei primeiro do espaço: este lugar onde aconteceu o evento foi um auditório estreado a cores e em directo com este evento, construído na fase de campanha do PCP em Setúbal. Como auditório, este lugar é uma nulidade: não tem backstage, não tem espelhos. O espaço exterior tinha muito pouca coisa, e era quase tudo coreano.

    De resto, em termos de organização houve algumas falhas de que já falámos, nomeadamente terem perdido a minha mala no tempo e no espaço, e também a prioridade extrema dada a elementos das embaixadas. Nos outros eventos os elementos diplomáticos andam por lá normalmente, mas aqui foi feita uma espécie de espectáculo privado, em que os participantes ficaram impedidos de entrar enquanto as pessoas importantes lá estavam.

    Sobre o concurso, também a organização falhou bastante, para grande desespero dos técnicos que não sabiam o que haviam de fazer com aquilo. Não havia cabos suficientes para passar vídeo e som ao mesmo tempo, pelo que houve algumas pessoas que ficaram sem skit. No entanto safaram-se muito bem, com muita coragem. O meu skit correu muito bem, adorei fazê-lo, dancei imenso e gritei e saltei e PALMINHAS CARALHO, foi mesmo muito giro. Ainda não o vi, mas quem o viu comenta que eu não tenho um pingo de sensualidade, que pena. Mas foi óptimo para tirar o pó e agora sinto-me mesmo muito motivada para fazer mais cosplay!

    Só tirei uma foto no evento, mas por motivos políticos não a irei partilhar. Fica uma foto de mim própria! Obrigada!



  • pink

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    pink
    Okazaki Kyoko
    Manga  - 20 Capítulos / 1 Volume
    1989
    6 em 10

    Este manga foi-me recomendado na Roleta da Geringonça.

    Ao início fiquei muito contente por poder ler este manga, Pink, porque parecia mesmo a minha onda. Papei todo à hora de almoço do trabalho.

    Se este manga aparece como uma espécie de crítica pessoal à rapariga "moderna", a gal que dedica o seu tempo ao aspecto e a coisas bizarras, a personagem que a autora escolheu para caracterizar as gals é tão oca, tão vazia e tão destituída de conteúdo que é impossível encontrar qualquer ponto de identificação com ela. Ela na verdade não ama, não gosta, não faz nada. Só faz porque pode. E porque pode, será que quer? Esta dicotomia também é uma crítica, mas é muito difícil de compreender uma personagem que não tem nada onde pegar.

    Achei curiosa também a "patada" que a autora dá aos escritores literários: afinal aquele rapaz não faz um livro, ele junta bocados de outros e acaba por ganhar o prémio. No fundo, é uma maneira muito ácida e picante de dizer ao mundo que a grande cidade está toda ao contrário.

    Apesar de tudo isso, aliado à transparência de Yumi, a autora usa referências sexuais estranhas e perturbadoras, que não parecem corresponder a uma realidade física. 

    Assim, todo o manga passa como se nada estivesse a acontecer, como se tudo fosse um género de fantasia. O recurso do crocodilo perde-se no vazio de Yumi. 

    Apesar de ser um manga muito curioso pelos temas que apresenta, a forma como está construído dá-lhe a montra final de 6/10. Obrigada!

  • The Dissociation of Haruhi Suzumiya

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    The Dissociation of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2007
    Light Novel

    Mais um volume de Haruhi Suzumiya e estou quase a acabar a (incompleta) série.

    Este é um volume estranho, em que o autor tenta fazer algo de revolucionário e escrever duas histórias alternativas ao mesmo tempo. Ora, isto acaba por funcionar muito mal, porque grandes partes do texto estão repetidas. Existe a introdução de uma série de outras personagens, que são os equivalentes "maus" (?) da trupe que já conhecemos, mas a sua caracterização é fraca.

    Assim, o volume torna-se maçudo e um pouco aborrecido, com esta experiência que se calhar teria corrido bem com um autor que escrevesse.... Livros. Não light novels. Que chego à conclusão que, na sua maioria, são mesmo parvinhas.

  • Elfen Lied

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    Elfen Lied
    Okamoto Lynn
    Manga - 12 Volumes/113 Capítulos
    2002
    5 em 10
     

    Este manga foi-me recomendado na Roleta da Geringonça.

    Bem, este manga deixou-me muito dividida. É certo que na época gostei muito do anime, mas na época o anime foi revolucionário para mim: nunca tinha visto nada com tanta nudez, sangue e uma op tão loka, e na altura comoveu-me imenso. Agora, com mais uns 1000 animes no cinto, acho que já não sentiria o mesmo.

    Portanto, não senti o mesmo com o manga.

    Para começar a arte é um pavor. Apesar de melhorar bastante a partir do último terço do manga, foi extremamente difícil suportar aquelas meninas deformadas e feíissimas que pululavam em todas as páginas. No entanto, o ritmo era excelente até... Ao último terço do manga. Aí perde o gás e com todas as ideias de dominação mundial, criação de novas humanidades, eventos pseudo-apocalípticos, acabou por se tornar um manga como todos os outros, que acabam sempre com a mesma ideia de épico e magnânimo que, simplesmente, me pareceu excusada.

    Para além disso, fiquei extremamente perturbada com todos os elementos ecchi, que me pareceram desnecessários, em nada acrescentando para a história e levando-me a um estado de permanente niquice e nojo, sobretudo porque há uma miúda de fralda e, pior, a fralda está melhor desenhada que a miúda.

    Por isso, na generalidade, vou dar-lhe um 5/10, que talvez seja o que o anime merecia se eu o tivesse visto agora e não há 3000 anos antes de cristo.

    Ainda assim, obrigada pela sugestão, fico sempre feliz por ler coisas novas

  • Ping Pong

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    Ping Pong
    Matsumoto Taiyou
    Manga - 55 Capítulos / 5 Volumes
    1996
    5 em 10

    Este anime foi sugerido na Roleta da Geringonça.

    Então, eu já conhecia o anime e não fiquei fã dele na altura. Gosto bastante de anime de desporto, mas nunca tinha lido um manga do género, então foi uma experiência nova. Infelizmente, não me cativou o suficiente. Os personagens têm uma caracterização forte, mas saem pouco dela, apesar dos dilemas que vão passando ao longo dos anos da narrativa. Esta, foi suficientemente aborrecida para me fazer adormecer no comboio (ontem) e quase que perdi a paragem e fui parar a Lisboa.

    A arte é curiosa, gostei do estilo cru e houve alguns momentos artísticos muito bons. No entanto, a falta de detalhe é flagrante, o que dificulta a percepção da leitura e, por vezes, a distinção de alguns personagens (de quantos carecas precisamos na nossa vida?) 

    De resto, acho que o aspecto mais positivo foi a disposição das vinhetas durante os jogos, que tornam a acção muito dinâmica, o que transmite bem o que é um jogo dePing Pong. 

      Por isso, não foi um manga que me enchesse as medidas e vou dar-lhe um 5/10


  • Saint Seiya

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    Saint Seiya
    Kuramada Masami
    Manga - 28 Volumes / 110 Capítulos
    1985
    5 em 10
     
    Tinha este manga na minha lista há muito tempo, desde que recebi o primeiro volume de oferta num evento de anime. Na verdade, e isto confesso, eu nunca gostei dos Cavaleiros do Zodíaco, em nenhum dos animes que vi. Portanto, este era o teste final para saber se afinal eu gosto deste franchise ou não. As minhas conclusões estão divididas.
     
    Trata-se de um shounen de batalha típico, em que os personagens dizem sempre o nome dos seus ataques e em que a força cresce com o número de palavras nos ataques. Existe uma base mitológica engraçada, mas a verdade é que há uma fraqueza constante nas personagens, que parecem apenas evoluir na base da porrada. E as personagens femininas, que são três ou quatro, são fraquíssimas, sobretudo Atena que ou está morta, ou quase a morrer ou em perigo de vida.

    A arte vai melhorando com os capítulos, mas muitas vezes temos erros de perspectiva e anatomia absurdos. O aspecto mais positivo dos desenhos são os fundos e o exagero dos ataques, que com uma série de padrões aparecem bastante belos.

    No entanto, devo dizer também que o final foi de certa forma comovente e que gostei de alguns (poucos) cavaleiros de ouro.

    Portanto, acho que valeu a pena a leitura, embora me vá manter afastada do resto do franchise, acho eu (conforme calhar).

  • Cosplay Art Festival

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    Cosplay Art Festival
    Evento
    No ano passado estive a vender neste evento e achei brilhante. Foi super divertido e vendi bastante. Portanto, este ano convenci duas amigas a acompanharem-me para vender (e uma delas também foi dar um workshop de costura!). Também fui participar no concurso. Mas nem tudo correu muito bem...

    À chegada, podíamos escolher as nossas mesas. Escolhi a que estava no meio, pensando que as que estavam em volta também iam ser escolhidas. Mas entretanto levaram-nas para a rua e ficámos ali sozinhas no meio da sala, o que foi um pouco constrangedor. À medida que as pessoas foram chegando, começamos a ver que algo não estava bem: no ano passado o evento estava pelas costuras, mas neste ano... Muito vazio. Sempre as mesmas 40 a 50 pessoas, durante todo o dia, sem comprarem nada, sem levarem nada. Foi muito triste. Acho que isto se deveu à mudança no espaço. No ano passado, o local era a associação ADAO, num lugar muito mais central (muito perto da estação dos barcos), e com muitas pessoas que vieram precisamente porque estavam relacionadas com a ADAO. Este ano, vi mais caras conhecidas, mas menos gente de fora, o que prejudicou e muito as nossas vendas.

    Entretanto fui para o concurso. A organização estava um pouco fraca, com transportes de pessoas entre as diversas partes do evento um pouco periclitantes, mas foi um concurso muito divertido. Pudemos ensaiar (pedi a uma amiga que gravasse o ensaio, já que não tinha ninguém para gravar o resultado final) e tivemos um pre-judging só de costura. Foi um pre-judging muito agradável e é assim que todos deviam ser. As senhoras eram muito simpáticas e pudemos conversar. Uma delas lembrava-se de mim de um outro evento, mas confesso que já não me lembrava da senhora... Desculpe senhora ;_; Desta vez quis levar um skit muito simples, mas que para mim era um sonho fazer. Tinha tudo a ver com a minha personagem, a P-Chan, que dentro da série e do manga é aquela amiga de quem as pessoas se esquecem de vez em quando e está sempre um passo atrás dos outros. Portanto, um skit com o "Favorite Things" (versão jazz da série "Sakamichi no Apollon") parecia-me perfeito para ela! Infelizmente, talvez por ninguém conhecer a personagem, não foi especialmente bem recebido. Em breve coloco o vídeo na minha página Cosplay Portfolio by ladyxzeus. Eu estava assim!




    No entretempo as vendas foram... Zero. Aproveitei para ver as outras bancas e beber umas cervejas Kirin japonesas, que estavam à venda numa roulotte lá fora. O espaço era, sem dúvida, muito bom e agradável, espaçoso e com zonas exteriores. Mas compradores é que nºao. :(

    No segundo dia cheguei um pouco mais tarde, pois tinha estado a celebrar o meu aniversário durante a noite. Tinha pensado ir com o cosplay da Midori Saejima, que é outra personagem de Ai Yazawa, mas depois lembrei-me que podia ir de lolita (a P-Chan é uma lolita muito antiga), mas depois não me apeteceu por maquilhagem então fui à civil.

    Neste dia aproveitei para dar um apoio às outras bancas, que também se queixavam das poucas vendas, e comprar algumas coisas: comprei um hoodie, um colar e uma boina. Também arranjei um contacto de alguém para ilustrar um dos meus contos (adorei os desenhos) e o cartão de uma menina que vendia roupa lolita, que me fascina mas não me serve porque sou um hypothetical hyppopotamus.

    Uma das minhas companheiras foi dar o seu workshop, que aparentemente foi um sucesso. Apenas se queixou que não havia cabo para ligar o computador ao projector e que, para além disso, não havia canetas para escrever no quadro branco. Eu tinha umas, mas não serviam porque eram permanentes. Achei engraçado que um dos intervenientes mais vocais do seu workshop fosse um rapaz: é raro ver rapazes interessados em costura, e quantos mais melhor! =D

    Entretanto, as vendas nada. Venderam-se duas bolsas e duas prints, mas nenhuma delas era minha, portanto voltei para casa de mãos a abanar. As pessoas olhavam, viam, diziam que era giro, mas ninguém estava com vontade de gastar dinheiro. Mais tarde teorizei que talvez fosse por ser fim do mês e não houvesse mesmo dinheiro para gastar...

    No entanto, foi um evento que - cansativo - também foi giro, sobretudo pelo convívio e por ter feito um dos meus skits de sonho! Agora, vou-vos mostrar fotos.

     SERES HUMANOS LINDOS DE MORRER






     A vencedora do prémio costura! Estava super loko e bem feito, parabéns! =D


     Terceiro lugar no concurso! Menina super simpá! <3











     A grande vencedora! Parabéns!

     O segundo lugar! Achei este fato liiiiiiindo de morrer <3

     As únicas moedas que ganhei durante todo o evento :(










     Este fato estava giríssimo! Mas não apontei a série e já me esqueci. Sabem de onde é? Fiquei com curiosidade em ver...

    Um personagem que adoro e acho super smexy :o Faltava só a peruca :p

    Sugiro, no ano que vem, repensar-se o espaço. Em termos de actividades e concurso estava muito giro, mas infelizmente o quorum não foi suficiente, sobretudo o quorum de pessoas adultas. Assim, para o ano, penso que vou só ao concurso e vou deixar de ter banca. Fico com pena, porque ter banca até é bastante divertido! =D
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