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  • Davy Crockett

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    Davy Crockett
    Enid Lamonte Meadowcroft
    1952
    Novela


    Aparentemente Davy Crockett foi uma figura histórica dos EUA, um herói da guerra da independência e um espertalhaço sem limites. Este volume, pelo que percebi, trata-se de um resumo desta história real numa narrativa para a infância e juventude.

    E nota-se.

    A narrativa é altamente simplificada, sem nenhum elemento descritivo que nos permita imaginar onde estamos, sem nenhum elemento característico da personagem (que aqui se apresenta apenas como esperto, corajoso e trabalhador) que nos permita perceber de onde vêm as suas decisões e para onde elas vão.

    A história é certamente divertida, mas altamente americanizada - como faz todo o sentido - o que fez com que talvez não a possa apreciar devidamente.

  • Os Marginais

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    Os Marginais
    S. E. Hinton
    1967
    Romance

    Este foi o outro livro resgatado e, por razões cronológicas, talvez o tivesse lido primeiro. Mas bem, não me fez diferença.

    Um grupo de jovens entre os 13 e os 20 anos tenta viver a sua vida sem problemas, mas estão constantemente marginalizados. Eles sabem que não são "normais", nunca poderão ser como os miúdos ricos que os atormentam, gozando com as suas roupas e cabelos e maltratando-os sempre que possível. Quando ocorre uma desgraça, o seu problema agrava-se ainda mais. 

    Neste livro, o personagem principal tem um discurso mais adequado à sua idade, o que torna a leitura muito interessante, apesar de bastante juvenil. Ele fala-nos da sua família e da sua família alargada, e acabamos por conhecer cada um dos personagens como se tratasse de um amigo. Assim, torcemos por eles incondicionalmente, apesar de sabermos que nem sempre as suas atitudes são as correctas.

    A autora também cria uma caracterização para o grupo dos atacantes, demonstrando que todos e cada um também são pessoas, com vidas, com sentimentos, com medos, com sonhos. E, para mim, talvez isso seja o mais importante.

    Recomendo!

  • Very Far Away From Anywhere Else

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    Very Far Away From Anywhere Else
    Ursula K. Le Guin
    1976
    Romance

    Trouxe este livro da casa do meu pai. Não sei de quem era: só sei que era de uma miúda que, claramente, era atrasada mental, porque teve de o ler para a escola, sublinhou o livro todo a ROXO e a CANETA até meio, com traduções de palavras óbvias e, depois, considerando que o livro não mais está sublinhado, parou de o ler.

    Adiante: este livro é da querida Ursula K. Le Guin, mas não é fantasia, nem ficção científica. Na verdade, é um livro com os pés bem assentes na terra. Fala de um rapaz, que sabe apenas que deseja estudar longe dos pais, e da sua relação com uma rapariga, que sabe apenas que se quer dedicar à música. No meio destas certezas surgem, é claro, muitas dúvidas: será este o futuro certo para mim? Será este o futuro certo para nós? O que fazer com estes sentimentos?

    É um livro simples, juvenil, mas que trata com delicadeza estas dúvidas de jovens, pelas quais já todos passámos, e - sem chegar a uma conclusão concreta (afinal, que vida tem uma conclusão concreta?) - explora estes sentimentos tão próprios da adolescência.

    Gostei muito, e fez-me sentir como se fosse pequena outra vez.

  • O Mistério do Gato Cómico

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    O Mistério do Gato Cómico
    Enid Blyton
    1954
    Livro Juvenil
    Calhou-me ler este livro, eu que odeio a Enid Blyton de morte e que odeio ainda mais os parvalhões dos bem comportados e bons meninos dos Cinco.

    Sempre achei os Cinco uns patetas, uns meninos que não sabem viver aventuras e só fazem tropelias e se metem onde não são chamados simplesmente porque são irritantes e não sabem estar. Em vez de coleccionarem pedras como os miúdos normais andam por aí a inventar que apanham ladrões e que têm "pistas" e que são muito espertos. Irritam-me todos eles sem excepção, sobretudo os mais pequenos, que raio de amigos são estes que levam estas criancinhas para situações perigosas e bizarras, uma irresponsabilidade tamanha, deviam eraa morrer todos numa dessas aventuras para verem o que é a realidade das coisas e nunca chegar à vida adulta irritantes como são.

    Pronto, já disse. 

    Agora que estou mais calma, posso dizer que o livro até seria divertido se não fosse a existência dos Cinco. E se o crime do mistério fosse realmente um crime. Porque pelos vistos Enid Blyton, essa fascizóide, quer tanto inocentar as crianças e as aventuras de crianças que nada do que acontece tem qualquer tipo de consequência. O que é um pouco chato e eu já achava isso quando era miúda.

    Para a próxima afastar-me-ei dos mistérios juvenis dos cinco taralhocos como da morte. Obrigada.
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