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  • Hellsing Ultimate

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    Hellsing Ultimate
    Tokoro Tomokazu - Madhouse
    Anime OVA - 10 Episódios
    2006
    10 em 10


    Estava muito deprimida com o mundo, então pensei "o que há-de melhor para descomprimir do que ver um pouco de zombies vampiros nazis?" E assim fui rever Hellsing Ultimate e dar um refresh no meu score que, como vêem, subiu de 9 para um belíssimo e redondo DEZ (10)

    Hellsing é uma obra prima maior do anime. Com um argumento invejável, que pega na mitologia do vampiro e cria Alucard, o verdadeiro Cão da Morte, o vampiro indestrutível, o pecado original, o pássaro de Hermes que comeu as próprias asas para sua própria segurança, Hellsing acrescenta a esse mito a modernidade de lutar contra o grande inimigo da humanidade: os nazis.

    A isso acrescente-se um toque sexy, para rapazes e raparigas, personagens apaixonantes, designs que *espuma* preciso de fazer cosplay (INTEGRA!) e uma pitada de gore. Ooops! Deixei cair o frasco do gore.

    Todos os elementos de Hellsing se conjugam num anime que só posso considerar perfeito, quer em termos narrativos quer em termos visuais, porque a destruição total apenas funciona com o exagero total, quando o anime vai mesmo full anime, e este anime não se poupa em recursos para nos mostrar o caos absoluto. Podemos dizer que a animação está datada? Não. Para mim está ainda mais apurada.

    E agora, vou de mãos dadas com o Alucard apanhar umas florinhas, com licença.

  • MaXXXine

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    MaXXXine
    Ti West
    2024
    Filme
    6 em 10


    O terceiro filme da trilogia X (X e Pearl) segue agora a vida de uma Maxine adulta e já sem esperança de continuar a fazer pornografia. Ela agora quer ser uma actriz do mundo real e está com muita dificuldade em ser aceite nesse mundo. E o segredo de X persegue-a. E há um assassino à solta.

    Um filme violento mas bastante divertido, em que Maxine se revela uma heroína improvável e uma muito bizarra defensora dos direitos das mulheres. O gore não é abusado, faz sentido dentro do contexto, mas o filme acaba por sair furado na medida em que quando o assassino é revelado, a "coincidência" é demasiado direitinha para fazer sentido.

    Ainda assim, temos aqui a revelação de uma grande actriz, com uma excelente capacidade interpretativa, e sentimos que é feita justiça em relação à personagem.

    A trilogia num todo é uma diversão de terror, e isto sou eu, que tenho medo de filmes de terror.

  • Chainsaw Man

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    Chainsaw Man
    Nakayama Ryuu - MAPPA
    Anime - 12 Episódios
    2022
    7 em 10


    Uma pausa no Naruto para ver um shounen um bocadinho diferente. Quem me lê sabe que eu já não tenho grande paciência para este género, no entanto o Homem Motosserra acabou por ser uma belíssima surpresa.

    Neste universo os demónios circulam por aí, e um dos trabalhos mais perigosos e pior pagos de sempre é precisamente a função de os eliminar. Deku é um rapaz sem nada de seu, cuja única coisa que tem é uma ligação ao demónio da motosserra. Juntos destroem muitas coisas, apanham muitos demos, até ao dia em que ele é recrutado para fazer parte da tal organização. O arqui-inimigo é o demónio da guerra, muito perigoso.

    Apesar de os personagens terem características muito infantis, nomeadamente o desejo sexual desenfreado do protagonista, servem o bastante para contar esta história de demónios bons e maus, e para nos mostrar momentos de animação fantásticos. As cenas de acção estão realmente muito bem feitas, apesar de por todo o lado haver uma explosão de sangue.

    Fiquei ansiosa por saber o resto da história, e aguardo pacientemente uma nova season.

  • As the Gods Will

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    As the Gods Will
    Takashi Miike
    2014
    Filme
     5 em 10


    Um filme com o conhecido formato Battle Royale, mas em que os grandes inimigos são figuras do imaginário dos jogos infantis tradicionais.

    Apesar de ser um filme com muita violência, sangue e gore, não impressiona grandemente porque não existe uma caracterização de personagens, e seu respectivo desenvolvimento, que nos permita estabelecer um laço de identificação com eles.

    Assim, quando morrem ou não morrem é-nos totalmente indiferente, e assim o filme torna-se numa sucessão de desafios em que o único papel do espectador é tentar perceber como resolver os jogos.

    Também os efeitos especiais são muito maus, com animações 3D horrorosas e nada realistas.

    Só tinha visto um filme deste realizador, o Ichi the Killer, e mesmo o Ichi é melhor que este filme.

  • Heavy Metal 2000

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    Heavy Metal 2000
    Michael Coldewey & Michel Lemire
    2000
    Animação
    5 em 10


    Sabia que o Heavy Metal 2000 era um pouco diferente do original, mas aqui estamos. Desta feita não temos uma natureza episódica, de vários momentos em que a orbe maléfica actua, mas sim uma história com cabeça tronco e membros, motivada - claro - pela consumação de um soldado pela tal orbe verde.

    Este soldado, alimentado pelo desejo de ser imortal, procura neste momento encontrar um dado químico que lhe permitirá fabricar ampolas de imortalidade. Por isso, destrói todo um planeta e seus habitantes, sobrando uma mulher corajosa que irá tentar vingar-se.

    Este filme é claramente inferior ao anterior, quer em termos de animação (apesar de mais moderna, bastante fraca para a época) quer em termos de designs. Os actores de voz também são muito pouco convincentes.

    Mas fiquei feliz por ter visto este filme porque reconheci logo um design! Uma amiga brasileira fez esse cosplay e fiquei mesmo contente por descobrir de onde era!

  • Ousama Game

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    Ousama Game
    Sasaki Tokihiro - Seven
    Anime - 12 Episódios
    2017
    5 em 10


    Um anime de terror que consiste no seguinte: um dia toda uma turma da escola recebe uma mensagem a dizer que estão a participar o Jogo do Rei. Ninguém pode parar o jogo se não é castigado, e têm de obedecer às ordens do Rei se não são castigados também. Os castigos são mortes horríveis.

    Embora seja bastante divertido ver bonecos a sofrer mortes horríveis, do enforcamento à decapitação,  esta anime não tem muito por onde pegar. Por um lado, afirmam que o Jogo do Rei "é um vírus" (???). Por outro, as suas mortes são totalmente inconsequentes.

    A animação também é bastante fraca, e os designs simples não ajudam. Temos diversos momentos traumáticos que poderiam ter dado mais sumo aos personagens, mas no fundo são todos estereotipados.

    Por isso, apesar de ter sido um anime divertido, não lhe dou grande nota.

  • Corpse Party: Tortured Souls

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    Corpse Party: Tortured Souls
    Iwanaga Akira - asread.
    Anime OVA - 4 Episódios + 1 Episódio
    2013
    6 em 10


    Vi este anime a propósito de um jogo do grupo do Re:Conquista.

    Tudo começa quando um grupo de estudantes faz um amuleto em papel, que dividem entre todos. A partir daí vêm-se numa escola abandonada, repleta de cadáveres, em que existem fantasmas de crianças que estão preparados para os tornar, portanto, também em cadáveres. Como sair disto?

    Gostei bastante deste anime. Apesar de os designs e animação serem um pouco insuficientes, a história aterrorizante compensa largamente. Temos várias camadas dentro desta história, que envolvem abusos variados e de diversas índoles, mas no fundo tudo isto é uma vingança sobre outra vingança, mistério que dará grandes dores de cabeça aos nossos protagonistas.

    O final é chocante e surpreendente, ainda mais do que todo o gore misterioso de tripas a saltar por todo o lado que está patente durante todos os quatro episódios.

    Já há algum tempo que não via um anime de terror, e fiquei satisfeita.

  • Gantz:O

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    Gantz:O
    Keiichi Satou - Digital Frontier
    Anime - Filme
    2016
    7 em 10

     Este anime foi recomendado na Roleta da Geringonça.

    Eu gostei imenso do anime original de Gantz e já tinha muita curiosidade em ler o manga. Na verdade, já tinha recebido um spoiler do manga que ajudou muito a perceber o contexto deste filme. Se não fosse assim, acho que teria ficado um bocado à nora. 

    A animação está brutal, mesmo bem feita, e acho que isso é o melhor ponto do filme. 

    De resto, não nos adianta muito mais sobre o sentido de Gantz, nem sobre as relações entre as personagens, por isso penso que este filme será mais um complemento ao manga (que vou adicionar à PTR). 

    Também achei que foi violento "de menos", se isso faz sentido? De todos os modos, vou dar-lhe um 7 em 10, sobretudo pela animação, que é mesmo um mimo

  • Wicked City

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    Wicked City
    Kawajiri Yoshiaki - Madhouse
    Anime - Filme
    1987
    6 em 10

    Um dos primeiros filmes deste realizador, um noir hard-boiled em azul e vermelho. 

    Nesta história temos o mundo dos demónios a tentar conquistar o mundo das pessoas, através das formas mais horríveis. Uma dupla, demónio-humano, irá tentar resolver a situação.

    Apesar de termos uma animação impressionante, os cenários azuis e vermelhos são estranhos e um pouco cansativos. A pouca variedade nas cores dá ao filme todo um ambiente de depressão, que funciona dentro do contexto, mas que entra em oposição com o comical relief presente na figura do mestre velhote. Aliás, penso que este personagem tira muito da seriedade do filme, que seria mais positivo se ele tivesse uma personalidade completamente diferente.

    Também a conclusão do "amor vence tudo" é um pouco ridícula dentro deste contexto de violência e gore.

    Ainda assim, é um filme clássico imperdível para um estudioso desta arte.

  • Elfen Lied

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    Elfen Lied
    Okamoto Lynn
    Manga - 12 Volumes/113 Capítulos
    2002
    5 em 10
     

    Este manga foi-me recomendado na Roleta da Geringonça.

    Bem, este manga deixou-me muito dividida. É certo que na época gostei muito do anime, mas na época o anime foi revolucionário para mim: nunca tinha visto nada com tanta nudez, sangue e uma op tão loka, e na altura comoveu-me imenso. Agora, com mais uns 1000 animes no cinto, acho que já não sentiria o mesmo.

    Portanto, não senti o mesmo com o manga.

    Para começar a arte é um pavor. Apesar de melhorar bastante a partir do último terço do manga, foi extremamente difícil suportar aquelas meninas deformadas e feíissimas que pululavam em todas as páginas. No entanto, o ritmo era excelente até... Ao último terço do manga. Aí perde o gás e com todas as ideias de dominação mundial, criação de novas humanidades, eventos pseudo-apocalípticos, acabou por se tornar um manga como todos os outros, que acabam sempre com a mesma ideia de épico e magnânimo que, simplesmente, me pareceu excusada.

    Para além disso, fiquei extremamente perturbada com todos os elementos ecchi, que me pareceram desnecessários, em nada acrescentando para a história e levando-me a um estado de permanente niquice e nojo, sobretudo porque há uma miúda de fralda e, pior, a fralda está melhor desenhada que a miúda.

    Por isso, na generalidade, vou dar-lhe um 5/10, que talvez seja o que o anime merecia se eu o tivesse visto agora e não há 3000 anos antes de cristo.

    Ainda assim, obrigada pela sugestão, fico sempre feliz por ler coisas novas

  • Parasyte

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    Parasyte
    Shimizu Kenichi - Madhouse Studios
    Anime - 24 Episódios
    2014
    7 em 10

    Da season que passou, fiquei com dois que considerei os melhores. Um deles foi muito popular e o outro ficou aparte. O mais popular é este, Parasyte (ou "Kiseihuu: Sei no Kakuritsu").

    Um jovem é invadido por um parasita alienígena. Graças a um garrote consegue limitar a acção do parasita à sua mão direita. Isto dá azo a muitas conclusões precipitadas, mas na verdade este jovem envolve-se numa luta pela sobrevivência da humanidade, enfrentando parasitas e descobrindo mais sobre eles. Estes parasitas consomem os corpos humanos e dão-lhes uma diferente elasticidade, o que os torna muito perigosos. Para mais, alimentam-se de seres humanos. O que fazer então? Destruí-los a todos? Ou tentar compreendê-los?

    Estas perguntas são mote para um debate interessantíssimo sobre o próprio papel da humanidade. Já dizia Milan Kundera: "o homem é o parasita da vaca". Assim, porque não poderá haver um parasita do homem, que se alimente dele e o destrua, que o domine e do qual passemos a depender eternamente? O que torna o ser humano numa criatura especial perante todas as outras, o que lhe dá o direito de destruir os parasitas? São tudo questões interessantes para as quais não temos uma conclusão específica, mas que o anime trata com grande interesse.

    Em termos de personagens, temos sobretudo uma interacção na dicotomia homem-parasita caracterizada pelos personagens principais, Shinichi e Migi. O seu envolvimento um com o outro oferece-nos uma evolução das personagens bastante complexa, em que cada um obtém características do outro, um pouco de alienígena e um pouco de humanidade. Dentro do resto do cast, há também alguns personagens memoráveis, nomeadamente aquelas que são parasitas (os seres humanos acabam por aparentar ser demasiado fracos emocionalmente para lidar com as situações). Estes referem alguns pontos apontados anteriormente e o seu diálogo está extremamente bem construído.

    Na animação, temos momentos de grande intensidade, apesar da censura. São lutas muito bem pensadas, bem coreografadas e, sobretudo, bem animadas. A plasticidade dada ao corpo dos parasitas oferece toda uma nova perspectiva no que respeita a cenas de acção. Os cenários são apropriados, se bem que não muito detalhados. Por vezes detectei alguns erros, sobretudo nas perspectivas e no desenho de animais, mas nada que não se possa perdoar.

    Finalmente, a música. A OP é extremamente original, com uma sonoridade de dubstep puro. Infelizmente não gostei nada dela, mas admito que tenha sido uma escolha bastante interessante. Os mesmos ritmos são utilizados ao longo de toda a série, o que funciona bem.

    Acho que, apesar de não ser a série de gore e terror mais emocionante que existe, é um bom anime. Merece ser visto.
  • Umineko no Naku Koro ni

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    Umineko no Naku Koro ni
    Kon Chiaki - Geneon Universal Entertainment
    Anime - 26 Episódios
    2009
    6 em 10

    Quando elas choram, quando elas choram... Parece uma música pimba, é melhor não começar assim. :3

    "Quando as Gaivotas Choram" é um outro take da série "Quando Choram", do qual conhecia - anteriormente - a história das cigarras. Nesta série temos mais ou menos a mesma estrutura, com um mix de magia, bruxas e maldições. Tudo começa quando os elementos de uma família riquíssima se reunem numa ilha do Pacífico para decidirem sobre a herança que cada membro irá receber aquando a morte (que está para breve) do líder familiar. No entanto, não sabem eles que este líder tem uma obsessão gravosa com o amor da sua vida, a bruxa Beatrice. Ora, para ela aparecer e viver, é necessária uma série de sacrifícios, que se inicia logo no segundo episódio. Felizmente há uma salvação: Battler, um jovem membro da família, recusa-se a acreditar na existência da bruxa. Assim, fazem o acordo: se Battler resolver os crimes misteriosos que, repetidamente, matam a sua família, poderá mandar Beatrice embora. Se desistir e passar a acreditar nela... Bem, logo se vê.

    A complexidade da história torna-a numa espécie de conto policial místico, o que tem o seu interesse. Infelizmente, a existência dos personagens apenas perturba o "jogo" e torna tudo menos emocionante. Afinal, são tantas personagens que não conseguimos criar uma ligação forte com elas. Não haveria problema no número de personagens (que são realmente muitos, quer do lado dos vivos quer dos mortos e parecem nunca acabar, pois de tantos em tantos episódios mais personagens são introduzidos), se estas estivessem desenvolvidas com algum tipo de propriedade. Existem algumas relações de interesse, como a de Maria e a sua mãe, mas acabam por ficar para trás perante a sempre presente possibilidade de todos morrerem antes de se observar uma conclusão. Gostaria de ter ficado a saber mais sobre as outras pessoas, como a mãe de Battler ou aquela senhora do cabelo com dois tons quenãomalembraonome.

    A própria Beatrice (na sua encarnação de Beato) poderia ter sido desenvolvida de forma muito mais acutilante, de forma a explicar o porquê da sua maldade inerente. De certa forma, a atitude das bruxas é um elemento cativante, pois revela inteligência na escrita do argumento. Mas a sua personalidade, propriamente dita, acaba por se tornar um pouco errática. As vozes não ajudam, com interpretações exageradas e histriónicas que tornam estas personagens um pouco vergonhosas.

    Em termos de animação, não posso dizer que esteja excelente, mas tem os seus momentos. O design dos personagens é um pouco confuso e aleatório: de alguma maneira aparentam ter uma "farda", apesar de estarem todos vestidos de maneira diferente. Mais interessante é a montagem de cenas, que mantém sempre o mistério dos crimes.

    Musicalmente, achei aborrecido. OP e ED de contornos "épicos" que criam um ambiente de opulência que depois não se vem a revelar. No parênquima, muito pouco a apontar.

    Tinha dito algures que tinha esperança que esta série me entretesse fenomenalmente. Não foi fenomenal, mas vê-se.
  • A Dark Place to Die

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    A Dark Place to Die
    Ed Chatterton
    2012
    Policial

    E com este livro celebro o facto de ter terminado todos (ou quase todos!) os livros que sobraram da Convenção do BookCrossing 2013!! Viva! Viva!

    Este é um policial algo estranho, visto que desde logo sabemos tudo o que se passa com todos os personagens, de todas as perspectivas possíveis. Mas os personagens não sabem. Ainda assim, é difícil manter a concentração e focar-nos na história destas pessoas e destes crimes, pois não existe mistério nem expectativa.

    Temos um psicopata extremamente divertido e são as coisas que ele faz que tornam a leitura mais interesante, pois o tipo é totalmente passado da caixa dos pirolitos. No entanto, só mais para o fim é que ele teve o protagonismo devido. O herói Keane é muito sem sal, mas conseguimos identificar-nos com Koop, uma personagem que entra ao barulho mais tarde e que tem uma posição na vida muito simpática.

    O mais interessante será talvez a linguagem, que viaja entre os vários sotaques da língua inglesa, fazendo uso de muita gíria local que dá um tom bastante realista aos diálogos e à narrativa em geral.

    De resto, não é nada de especial. Agora vai viajar como RABCK. :)
  • Another

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    Another
    Mizushima Tsutomu - Lantis
    Anime - 12 Episódios + 1 OVA
    2012
    7 em 10

    Realmente, o que me fazia falta neste momento era ver um curto anime de mistério e horror. Another foi uma excelente viagem a um universo de terror.

    Um rapaz muda-se para uma cidade e vai para uma escola nova. Na sua turma, há uma rapariga - Misaki Mei -  que é tratada por todos de forma estranha. Ao falar com ela, apercebe-se que há um mistério dentro daquela turma: uma vez por mês um estudante irá morrer, pois há uma pessoa a mais na turma. Esta pessoa, que não sabemos quem é até ao momento final, já está morta e não o sabe. O que fazer para resolver o mistério e evitar que todos morram?

    é neste ambiente que a acção se processa. Ao longo de doze episódios, descobrimos o que fazer para solucionar o problema e tentamos realmente fazê-lo. As consequências? Muitos mortos, mas sem sangue excessivo. Como o mistério se vai desenvolvendo ao longo da série e tudo só é revelado nos momentos finais, o espectador pode questionar-se também e formular as suas próprias teorias. É um verdadeiro policial, com o toque de horror causado pelas mortes estranhas. Estas são sempre extremamente improváveis, como se tivesse um toque de Destino Final, o que nem sempre é realista ou intenso (sobretudo nos últimos episódios, em que um psicopata se junta à cena)

    Em termos de personagens, temos um conjunto de pessoas interessante, se bem que não há um desenvolvimento muito forte. A personagem de Misaki Mei é sem dúvida a mais complexa, devido à relação apontada no episódio 0 (que talvez não deva ser visto antes da série). A sua relação com a simbologia das bonecas está pouco desenvolvida e pode parecer bastante confusa. A mim pareceu-me simplesmente desnecessária e apenas um instrumento para colocar mais horror gráfico na história.

    Falando nos gráficos, temos cenários bastante bons, com uma gradação de cores melancólica, trazendo um pouco de ferrugem a todo o ambiente. Por vezes há uma integração incapaz de elementos tridemensionais, mas de resto está tudo bastante realista. Nos momentos sanguinolentos, os movimentos estão fluídos, apesar de achar que estas pessoas terão, digamos, sangue a mais.

    Musicalmente, para além de uma OP e ED arrepiantes, temos uma banda sonora que sempre nos motiva a manter um certo ambiente de pânico.

    Assim, no final, temos uma série que - não sendo extraordinária - é um pequeno exemplo da capacidade imaginativa do mundo do anime e da capacidade de o transformar numa obra cativante.
  • Tokyo Ghoul

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    Tokyo Ghoul
    Morita Shuhei - Studio Pierrot
    Anime - 13 Episódios
    2014
    5 em 10

    Pois é, a season está terminando e, portanto, temos de dizer quais os melhores e os piores e essa traquitana toda. Assim sendo, digo desde já: para mim, este foi o pior.

    Talvez tenha sido porque fui vê-lo com uma expectativa um pouco diferente do que se veio a revelar a realidade. Eu esperava, esperava de todo o coração, um thriller psicológico. Um certo gore e tudo mais, mas sobretudo uma história que perturbasse. Mas Tokyo Ghoul não é sobre isso. É sobre uns bichos canibais em que as pessoas se transformam depois de serem infectadas por alguma coisa meio incompreensível e as suas aventuras enquanto bichos canibais que vivem à margem da sociedade (mas com roupinhas jeitosas).

    Isto, que por si só não tem grande interesse e que já tinhamos visto (até bem recentemente), tem as suas faltas exacerbadas pelo ritmo shounenico que a história toma, que apenas se recupera nos episódios finais que relatam os momentos em que o personagem principal é horrivelmente torturado. Destaque para o actor de voz, os seus gritos arrepiam. No entanto, nem mesmo isto retira a vulgaridade ao conceito, pois as "escolhas horríveis" e os flagelos que o personagem sofre até sofrer a sua digivolução final são coisas que já vimos uma e outra vez, e feitas de melhor maneira.

    Existe sangue com fartura, mas logo desde o início houve uma forte censura (com resultados bastante engraçados), que depois decaiu para o "não se mostra, não se vê". A arte é moderna e fluída, como o sangue que corre, mas as coreografias das cenas de acção são perturbadas pela falta de grafismo. Isto é, tudo funcionaria melhor se realmente víssemos o que estava a acontecer em vez de recebermos insinuações por aqui e por ali.

    Finalmente, a música. Possivelmente a melhor parte deste anime. A OP e a ED são belíssimas e tratarei já de as encontrar para as ouvir com melhor atenção. As vozes, como disse anteriormente, transmitem o terror dos personagens com exactidão. As músicas do parênquima, essas, são pouco memoráveis.

    Enfim, um anime que desapontou e para o qual não tenho mais expectativas. Fiquei sem vontade nenhuma de saber o que acontece a seguir, portanto acho que irei passar a próxima season (a menos que não haja nada de muito melhor para ver quando ela vier)
  • Litchi☆Hikari Club

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    Litchi☆Hikari Club
    Furuya Usamaru
    Manga - 9 Capítulos / 1 Volume
    2005
    7 em 10

    Um estranho manga, que envolve muito sangue e uma elevadíssima carga homoerótica. Terá sido inspirado numa peça de teatro dos idos anos 80. Só poderemos imaginar como seria a peça, tendo em conta o manga...

    O "Clube da Luz" é um clube muito especial. Estes rapazes, com certas características dos Sete Anões da Branca de Neve, constroem um robot alimentado a lichias. A função desse robot é apenas uma: apanhar raparigas. Estes rapazes querem conhecer a beleza mais pura. Então têm de ensinar Litchi, o robot, a identificar a beleza. E para isso ele necessita de características humanas.

    É neste ponto que a história se torna extremamente interessante. À medida que o robot começa a reconhecer-se como ser humano, desenvolve-se uma estranha história de amor entre Kanon - a rapariga número um - e Litchi. Paralelamente, há uma busca do poder dentro do Hikari Club, que acaba com a trágica morte de... Toda a gente.

    O manga explora de forma muito clássica alguns temas em que a ficção científica pega repetidas vezes. Mas a forma como esses temas são abordados torna-os  - a eles e aos dilemas que daí advêm - bastante elegantes e com um grande sentido estético. A arte usa muito o preto e o branco. Também o vermelho, apesar de tudo ser a preto e branco: conseguimos distinguir o vermelho, uma cor essencial nesta história. O design dos personagens é directo e original, algo de horrivelmente belo.

    Apesar de a narrativa ser muito rápida, não parece pecar por falta de conteúdo. Aliás, se fosse mais longa correria o risco de se tornar repetitiva e aborrecida. Achei que - talvez - o maior (quiçá único) defeito foi o excesso de sangue e tripas, que poderiam não ser necessários caso a abordagem às mortes fosse mais emocional e psicológica, em vez de gráfica.

    Como é um manga bastante curto, posso recomendá-lo. Mas aviso desde já que não está censurado, pelo que a quem se perturbe com isso não direi para ler.
  • Narutaru

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    Narutaru
    Kitoh Mohiro
    Manga - 67 Capítulos / 12 Volumes
    1998
    5 em 10

    Há muito, muito tempo, vi o anime. Marcou-me profundamente: tratava-se de uma bizarra desconstrução do género das mascotes mágicas, em que se inserem os Pokémons e Digimons e outros que tantos. Como o anime deixou um final de água na boca, sempre tinha tido vontade de ler o manga. E que desapontamento foi!

    Shiina é uma mocinha que vive com o pai, piloto de aviões, e que vai a uma ilha visitar os seus avós. Nessa ilha, encontra um bicharoco em forma de estrelinha, a quem dá o nome de Narutaru. Depois disso, conhece outros miúdos com bicharocos semelhantes, chamados de "Shadow Dragons". E é aí que a coisa começa a ficar bizarra. Mas... É apenas isso. A história está confusa, mas não porque seja confusa na sua natureza. Simplesmente, muito pouca coisa é explicada, sendo que por vezes senti que a história "saltava" de cena para cena, sem conexão entre elas. Sofre com isto, sobretudo, a introdução de novos personagens, que aparecem na história como se nós, leitores, tivéssemos a obrigação de descortinar de onde é que eles vieram. Na realidade, o conceito é bastante simples, apenas se apresenta bastante baralhado. O final de tonalidade pós-apocalíptica é a prova disto.

    Em termos artísticos, existe uma fissão completa em termos de design. As personagens e os cenários são todos extremamente simplificados. No entanto, numa oposição que muitas vezes cai mal, todas as armas, aviões... Tudo aquilo que esteja relacionado com a guerra: demasiado detalhado. Existem erros nas perspectivas que tornam tudo ainda mais confuso, sendo muitas vezes difícil de distinguir as acções dos desenhos à primeira. Convenhamos que a estrelinha é das coisas mais fofinhas de sempre, sobretudo quando corre, gira, dá abracinhos ou faz outras coisas amorosas. Deu-me até vontade de coser uma mochila em forma de estrelinha. Mas fora isso, há pouco de positivo a apontar.

    E, agora, o extraordinário: apesar de a história ter muita violência e muito conteúdo sexual, o manga é muito pouco explícito. Diria mesmo que o anime é mais explícito, o que é de certa forma estranho.

    Enfim, foi bastante diferente do que eu estava à espera. Simplesmente, demorou demasiado tempo a chegar a alguma conclusão e esforçou-se demais para estranhar, mas sem entranhar. O próximo será certamente melhor.
  • pupa

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    pupa
    Mochizuki Tomomi - Studio Deen
    Anime - 12 Episódios
    2014
    4 em 10

    Um anime para o qual se gerou uma grande expectativa e que se revelou desapontante e inútil.

    Primeiramente porque o que se esperava ser uma série de horror é apenas um conjunto de clips com dois minutos. A história, mal explicada e sem conclusão ou narrativa coerente, é a de uma miúda que se transforma num monstro canibal. Pelos vistos ela ama o irmão mais velho (nii-chan nii-chan) e come-o às dentadas, sendo que ele se regenera.

    No final não passa de cenas de amor fraternal da miúda a comer o miúdo, tudo isto com uma dose demasiado carregada de censura que não permite nem o motivo violento actuar nem quase perceber o que se está a passar (não que haja muita coisa a passar-se)

    Os designs têm uma tonalidade interessante, com uma textura própria. Também existem cenas da infância relatadas por ursinhos que poderiam dar uma perspectiva original à história, se existisse uma história.

    em termos musicais, a OP e ED (que ocupam metade de cada episódio) são intensas e bonitas.

    Infelizmente, nada disto compensa a ausência de narrativa e de desenvolvimento dos personagens. O conceito está interessante, mas foi muito mal executado.
  • Shigurui

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    Shigurui
    Ueda Yasayuki - Madhouse Studios
    Anime - 12 Episódios
    2007
    7 em 10

    Normalmente um anime de samurais está recheado de coisas como a honra, a força interior e todas esses atributos positivos. Shigurui é diferente. Shigurui é uma violenta história de traições e vingança, caracterizando a época Edo - a preferida de toda a gente (a minha é a Heian) - como um lugar terrível e ameaçador. Uma novidade para o género.

    Tudo começa com uma luta que será com espadas verdadeiras. Os samurais que se apresentam é um homem sem um braço e um cego aleijado. E com isto o anime entra num flashback que explica quem eles são, qual a sua relação e como vieram parar a esta situação. Infelizmente o final deixa muito a desejar, deixando muitas perguntas no ar. A história está incompleta no anime. Sei que me vão mandar ler o manga, mas não vale a pena, não vou investir nesta colecção. Porque eu gostei foi do anime.

    A história é suportada pela força horrenda destes personagens. Cada um é pior que o outro e fazem coisas horríveis uns aos outros, por motivos muito claros de "proteger a honra" (aí está ela) e, com isso, proceder a vinganças extremas. O estilo narrativo fascinou-me. A história progride lentamente, como uma peça de teatro No, apresentando grandes momentos de tensão. Isto não seria possível se tivessem escolhido outra forma artística para mostrar a história.

    A arte, para mim, é um ponto bastante forte. Apesar de a animação ser bastante incapaz e de haver algum CG muito feio (intestinos e cigarras, sobretudo), o anime tem um sentido artístico forte. A paleta de cores é escura, isto é quase um "filme" a preto e branco, mas que tem algumas cores. Azuis e verdes secos, sobretudo, contrastando com o vermelho sempre presente no sangue que espirra por todo o lado a toda a hora. A violência gráfica é inusitada, mas está feita de tal forma que se integra com o espírito do anime, sem parecer forçada ou exagerada.

    A música é um aspecto fascinante. Não temos exactamente temas musicais para caracterizar os momentos. Em vez disso, somos colocados em tensão por canções infantis e, sobretudo, por efeitos sonoros com os instrumentos tradicionais japoneses da época. Efectivamente, um shamisen pode não ser o instrumento mais melódico do mundo, mas possui uma alma muito característica própria para contar histórias deste género.

    Tive pena que o anime ficasse incompleto e, como não irei ler o manga, resta-me imaginar o que se irá passar a seguir. Não alimento a esperança de que façam uma segunda season, mas espero que - se a fizerem - lhe dêem uma animação correspondente ao estúdio.

    Nota Pessoal ou Porque é que eu quase nunca leio manga:
    Porque eu me recuso, recuso e R-E-C-U-S-O a não pagar pelos livros que leio. Já começo a aceitar o ebook como forma de livro mas, para mim, a edição em papel ainda é o mais importante. Por isso recuso a ler manga na internet, que é o que toda a gente faz. Recuso-me a ler scanlations do que quer que seja. Há muito manga que eu quero ler e que só existe em Japonês. E, assim, aprendo a ler em Japonês. Para poder ter os livros na mão e lê-los. Mas, efectivamente, também não aprecio manga por aí além. Aborrece-me lê-lo, desconcentro-me com os desenhos - sobretudo se a arte for muito boa - e perco-me na narrativa e tenho de voltar para trás. Acontece-me isto com toda a banda desenhada com histórias mais complexas, apesar de não ter experimentado muita e ainda desejar, bastante, entrar por esse universo um dia. Quando me fizer sócia de uma biblioteca. Porque eu não vou ler na net. Nem que o manga em questão me conte os segredos da existência da humanidade.
  • Hellsing Ultimate

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    Hellsing Ultimate
    Tokoro Tomokazu - Madhouse Studios
    Anime OVA - 10 Episódios
    2006-2012
    9 em 10

    Isto foi... Uma experiência. Uma experiência que durou seis anos. Bem, quatro no meu caso. Valeu a pena? Sim. Absolutamente. Agora resta-me ver tudo de seguida para saber se tem o mesmo efeito.

    Isto é um remake de Hellsing, que agora segue o manga e tudo o que ele tem para oferecer. É uma coisa completamente diferente, não só mais uma aventura de vampiros. É uma aventura de vampiros de proporções astronómicas, com todo o sangue que isso implica.

    A história é muito simples, apesar de ter algumas vertentes distintas que dão azo a uma grande variedade de personagens. O mundo está a ser invadido por vampiros nazis que andam a matar toda a gente e a única que pessoa que pode resolver a situação não é uma pessoa. É uma instituição, Hellsing, que por acaso é dona de um vampiro, Alucard. E aí entram as personagens. São todas sinceramente fascinantes. O autor apresenta-nos um conceito original de vampiro, um ser detentor de um poder acima das possibilidades de qualquer menina apaixonada. Isto motiva muitas situações de luta e guerra que roçam o genial, pois nunca há a certeza do que os personagens vão fazer. Integra Hellsing é (já era) uma das minhas personagens femininas preferidas. Cosplay na calha, avisa. É um personagem cheio de força, com uma moral desactualizada mas inabalável, detentora de uma coragem aprendida. Seras Victoria evolui de forma estonteante, sem nunca abandonar a sua personalidade inicial. E dentro dos inimigos, temos alguns bastante simples, outros extremamente complexos mas todos, TODOS, completamente passados da marmita. O chefão é um vilão genial, com um discurso coerente mas ainda assim louco, é perfeitamente realista dentro dos parâmetros de "nazi que tem vampiros nazis e um zepelim"

    A animação é variada, mas no geral está extremamente (extremamente), extremamente, boa. Tem algum CG horroroso pelo meio, em cenas que poderiam ter sido fabulosas, mas é compensado por cenas de luta cheias de sangue e de membros cortados que não deixam de ser interessantes. O mais belo é a história por detrás de algumas das cenas, que dão uma intensidade muito própria e tornam toda esta glorificação da violência e da morte em algo significativo.

    A música cria um grande ambiente, já que na sua maioria utilizaram música clássica e peças de ópera para ilustrar as situações (com alguma rockalhada pelo meio, isso não podia faltar). Por vezes trás beleza, na maioria das vezes torna tudo mais perturbador e emocionante.

    A única coisa estranha eram os momentos de comédia, com versões chibizadas dos personagens e florzinhas, que não tinham absolutamente nada a ver com o teor de Hellsing. Mas estão feitas de tal forma que em vez de engraçadas se tornavam bizarras e penso que não deixa de ser uma boa adição ao ambiente fantasioso e improvável em que a série se passa.

    Extremamente recomendado. Valeu a pena.
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