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  • Festa do Avante! 2023

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    Festa do Avante! 2023
    Festa


    O Kalorama foi sexta e domingo lá fui eu arrastada em braços, essencialmente obrigada, a ir ao Avante, porque temos de ir ao Avante ninguém sabe porquê. Eu estava ultra cansada, e mal me conseguia mexer, mas sobrevivi com muita calma.

    Começámos por beber um Pisco em Cuba, que tinha um sabor um bocado estranho, uma espécie de caipirinha de ovo, e depois ficámos a ver o comício à chuva, porque todos sabemos que no Domingo do Avante é obrigatório ver o comício. Achei curioso que desta vez falaram imensos jovens, e o delegado parlamentar ou lá quem é remeteu-se ao silêncio a maior parte do tempo. Mas lá que foi bonito foi, aquelas bandeiras vermelhas todas à chuva

    Depois vimos um concerto que se atrasou horrores, e que era de música tradicional reinterpretada para tempos modernos. À nossa frente estava uma senhora muito bezana, e foi mais divertido olhar para ela do que para o concerto.

    Depois fomos ver a Mísia, que afinal é uma senhora velhinha, que conhece montes de gente e para quem montes de gente escreve letras. Ela canta lindamente, mas foi uma coisa um bocado mortiça.

    Finalmente fomos em busca de comida, mas quando chegámos à área internacional já tinha acabado a comida nos países quase todos, e acabámos por nos abastecer de hamburgueres, que é a coisa mais capitalista que existe.

    Depois foi uma tragédia para apanhar um uber, mas conseguimso chegar a casa e só por isso é que estou aqui a escrever, se não ainda lá estava, escondida até para o ano dentro do pavilhão do espaço ciência.

  • Feira de Corroios 2023

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    Feira de Corroios 2023
    Festival


    Como sempre lá fomos a Corroios ver a Feira e, desta vez, um concerto de Peste e Sida.

    A Feira continua igual a si própria, embora este ano tenha sentido a falta da novidade do ano passado, a Heimdall Geek Store. Vi uma t-shirt de Sailor Moon muito gira, mas não tinha dinheiro trocado e acabei por não a trazer. Um dia destes ainda compro a que diz "Back to Corroios" em modo Back to the Future, porque acho giríssima.

    Quanto ao concerto, vimos lá de longe para eu me poder sentar, porque ando muito cansada. A banda foi muito divertida, estavam sempre a dizer piadas, mas muitas vezes as piadas eram autodepreciativas para a banda, o que acabou por ser muito estranho. Coisas como "o baterista não sabe esta música", "a banda está bezana" ou "não me lembro da letra" calharam um bocado mal, apesar de ser engraçado. Mas lá tocaram chutacavalochutacavaloEMORRERÁS, e ficámos todos felizes.

    Para o ano há mais!

  • Festa do Avante! 2022

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    Festa do Avante! 2022
    Festa/Festival


    E então este ano, apesar da posição global do PCP não ser muito agradável, lá voltamos ao Avante! Fomos apenas dois dias, pois na sexta-feira e sábado eu estava a trabalhar.

    Comecemos por Sábado: a festa estava, mais uma vez, lindamente organizada, mas este ano não visitámos as exposições e o resto, dedicámos a nossa atenção mais à música. Começamos por ver Scúru Fitchádu, que abriu a tarde numa explosão de energia e dança. Claro que isto chegou ao seu auge com Pongo, que levou à exaustão dos corpos logo à tarde. Impossível não dançar na loucura com os beats africano-electrónicos e as coreografias simples mas eficientes que nos foram apresentadas. 

    Deslocámo-nos para o Palco 1º de Maio (ex-Palco Lago) para ver Paulo Bragança, com um concerto de proximidade, humilde e poderoso, cuja voz talvez tenha ficado um pouco apagada devido ao ruído de fundo sempre presente por todo o lado.

    Finalmente, vi uma banda que nunca tinha visto, e que era quase criminoso nunca ter visto: Mão Morta. Neste concerto não tocaram nenhum clássico mas, por outro lado, contaram uma complexa história de terror e ficção científica que me tomou a atenção durante todo o tempo. Penso que era um dos novos discos, que tocaram na íntegra, e ainda bem, já que a história que nos contaram era longa e estranha.

    Fomos comer ao Partido Comunista Italiano, que tinha esparguete à bolonhesa e era delicioso.

    Portanto, passemos a Domingo. Fomos um pouco mais cedo, mas o único concerto que vimos atentamente foi o da Bia Ferreira, uma cantora e activista brasileira que muito me impressionou pelo poder das suas letras. Anti-fascista, anti-capitalista e antirracista, este concerto chegou a comover-me em certos instantes, e fiquei muito agradada com a presença desta artista.

    Não vimos os cabeças de cartaz, Carmino e Dino d'Santiago.

    Foi um óptimo Avante! e espero voltar para o ano, contando que o PCP se manifesta mais positivamente acerca do mundo que o rodeia.

  • Festa da Casa da Cerca 2018

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    Festa da Casa da Cerca 2018
    Festa
    Este ano voltámos à Casa da Cerca para a sua festa anual. Desta vez chegámos um pouco mais tarde, pois eu havia estado a trabalhar. Curiosamente, estava bastante menos gente concentrada, talvez porque este ano a festa calhou nos mesmos dias dos santos de Almada, sendo que a cidade estava toda em festa (por exemplo, estava um estaminé com um DJ de pimba com o seu Mac, a bombar à frente à minha porta).
     
    Portanto, chegámos e começámos por ver a exposição temporária, uns estranhos ovos com caras e orelhas. Eu não estava a achar aquilo nada de especial, mas agora que olho para trás era uma coisa realmente muito estranha.
     
     
    Descobri também a parte inferior, uma espécie de claustro onde estava outro ovo com uma orelha. Mais tarde, vim a saber também do andar superior, onde uma casa de banho secreta se encontrava. Agora que digo isto deixa de ser secreta, mas enfim.... :p

    Depois atravessámos o jardim para nos sentarmos nas mesas dos comes e bebes. Estava a dar um concerto de piano  que não compreendi totalmente. Também não lhe achei graça e, por isso, fomos visitar o resto do jardim. Encontrámos uma secção com comidas de feira e uma secção com comidas mais tradicionais. Um senhor insistiu em contar-nos sobre as suas plantas, e eu peço desculpa por ter sido um pouco mal educada para ele. Acabámos por parar numa banca de comida vegan que tinha uns salgadinhos a 1€, absolutamente deliciosos. Eu comi um "Pão de Beijo", um pão de queijo vean com cream cheese de amendoim, pão de batata doce e tomate. O Qui comeu uma micro-quiche de vegetais que também estava uma maravilha! Ficámos com o contacto destas pessoas, talvez para um futuro... ;)

    DMais acima, estavam algumas bancas com outros produtos, mas a maior parte já estaava encerrada. Vimos umas plantas dentro de bolas de terra que pareciam um Odish (o pokémon). Também havia micro-laranjeiras com micro-laranjas. Eram super fofineos! *__*

    A exposição botânica também estava muito engraçada, apesar de durante a noite ser difícil de a apreciar, porque o jardim tem uma iluminação muito fraca. Este ano o tema é as plantas e os materiais usados em artes.


     

    Entretanto, já começava a música propriamente dita. Um DJ que só passou clássicos dos anos 80, mas sem se perder em grandes rainhas do pop. Gostei imenso de dançar os The Cure com a minha t-shirt que tem a cara do Robert Smith! Passámos a maior parte do tempo na conversa e começou a ficar tarde. Ainda procurei algumas pessoas conhecidas que tinha encontrado antes, mas haviam sido substituídas por putos mitras e desistimos.

    No entanto, foi uma noite muito agradável e, como sempre, a repetir! =D
  • Festa da Casa da Cerca 2017

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    Festa da Casa da Cerca 2017
    Festa
    Foram raras as vezes que tive oportunidade de ir a esta festa, a da Casa da Cerca. Gosto muito desse espaço, pois tem um jardim botânico lindíssimo. Sábado passado, decidimos passar por lá para ver uns concertos.
     
    Chegámos um pouco atrasados e o concerto que q1ueríamos ver já estava quase no fim. Era Cacique 98, uma banda com raízes moçambicanas que estava a dar tudo por tudo para que toda a gente dançasse. Infelizmente, começou uma trovoada com chuva torrencial. Até soube bem, porque estava imenso calor, mas esconder-nos debaixo das árvores foi insuficiente. Fugimos para a estufa, onde estava um bafo medonho.
     
    Havia espalhados pelo espaço vários elementos alimentares e lojinhas com artesanatos variados. Como terão feito com a chuva?
     
    Passado um pouco vimos que estava existindo uma performance de dança e teatro à porta da Casa da Cerca propriamente dita. Tanta gente lá estava que achámos melhor nem assistir.
     
    Finalmente, chegou o DJ Lizardo, que pôs toda a gente, efectivamente, a dançar (tendo sucesso onde outros falharam), com mixes e viagens à descoberta do indie pop mais antigo e obscuro.
     
    Depois ainda fomos a um bar novo que um amigo abriu, mas eu já não dizia coisa com coisa :)
     
    E assim se passou Sábado.

  • Festa da Amizade 2017

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    Festa da Amizade 2017
    Festa
    Ainda antes de existir a famosa Festa do Avante, já o Partido Comunista Português celebrava a sua existência com a Festa da Amizade. Após algum tempo sem se realizar, mudou-se aqui para o pé de casa, pelo que este ano decidimos ir. Foi a primeira vez que estive nesta festa e, embora tenha ficado um pouco desapontada, gostaria de voltar no ano que vem para voltar a experimentar.

    Ora, a festa está situada num jardim que tem um campo de futebol. No campo, estava instalado um palco um pouco precário e, quando chegámos, estava a tocar uma banda de rock mais pesadote. Viemos a descobrir mais tarde que se tratava do concurso de bandas, para definir quem irá tocar no Palco Novos Valores da Festa do Avante propriamente dita! Infelizmente, chegámos já no fim da última banda.

    Descendo um pouco, para a secção do jardim, estavam comes e estavam bebes, muito acessíveis e muito baratos, com o sistema de senhas a que o Avante já nos habituou (e que penso que funciona muito bem, reduzindo bastante as filas). Ao lado dos bebes estava uma banca com livros à venda, todos eles sobre a causa vermelha. Achei que seriam leituras um pouco pesadas para o meu estado emocional dos últimos tempos...

    Sentámo-nos em frente a um outro palco, de menores dimensões, onde passava fado, entrecortado pela bateria do palco principal. Quando esta se calou, subiu ao palquinho um senhor com botas de biqueira de aço que se propôs a fazer uma performance poética. Foi fasicnante! Recitou Ary dos Santos e Vinicius de Moraes, de uma forma tão potente que ficou toda a gente agarrada à sua voz! Isto sim, um verdadeiro espectáculo revolucionário!

    Depois, começaram a levantar a festa, o que foi uma pena. Mas, afinal, não se poderia continuar com música noite adentro a um dia de semana com os vizinhos todos a dormir.

    Apesar de no geral a festa me ter parecido um churrasco de grandes proporções, até foi engraçada. Para o ano, espero poder ir!
  • Doclisboa '16 | Festas

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    Doclisboa '16 | Festas
    DJ Set
    Depois do evento fui para casa jantar com o Qui e fomos para uma festa que ele queria ir imenso, uma festa temática do Doclisboa (o festival de cinema documental). Segundo a descrição do evento, a festa consistiria no seguinte:

    22 OUT / das 23.00 às 04.00
    Look at These Pictures
    No dia da projecção única de Mapplethorpe: Look at the Pictures, vestem-se casacos de cabedal, sintoniza-se a telefonia e dança-se com Patti Smith, Lou Reed e The Stooges.

    DJ Set: Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar) 

    Decidi fazer este comentário porque foi uma noite engraçada. Para começar, demorámos sete mil anos a estacionar, sendo que apenas conseguimos lugar no parque de estacionamento de Santos. Claro que para subir dali até ao Príncipe Real, onde iria ser a festa, ia morrendo. Depois, começou a chover torrencialmente. Mas, finalmente, conseguimos entrar no lugar da festa.

    Achei-o simplesmente fascinante! Um palacete antiquíssimo, todo partido aos bocados (o que constituía um certo perigo, não fosse o tecto cair-nos em cima, ou aquilo tudo ficasse em chamas por causa de um cigarro mal apagado no chão), onde imaginei como seria a família que vivia ali antes de o lugar ser transformado em palco para festas.

    Arranjámos lugares no último andar, zona de fumadores, onde podíamos ouvir um outro DJ Set que estava na sala ao lado, que passou grandes sons (nomeadamente, Arcade Fire). No entanto, não fomos dançar porque estava toda a gente cansada e aquilo estava a ficar cheio de gente.

    Grandes aventuras na casa de banho, que estava desfeita em pedaços e cheirava a fezes.

    Mas, o mais importante de tudo, o DJSet do gajo dos Heróis do Mar! Enquanto lá estivémos... Não aconteceu! =D Nada de sons punk, nada de fotos agressivas, nada de nada. A nossa teoria é que o DJ não arranjou lugar para estacionar. Afinal, ele não estava lá...

    Talvez tenha chegado mais tarde.
  • Project X

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    Project X
    Nima Nourizadeh
    Filme
    2012
    5 em 10

    Mais um filme de ano-novo. Mais um filme sem qualquer tipo de conteúdo.

    Project X é uma festa. Três rapazinhos criam uma festa que corre mesmo bem, depois corre mal, depois corre pior, mas que é divertida. Basicamente é uma festa para a qual deviam ter ido 30 pessoas e que acaba com milhares delas. Como couberam todas dentro da casa é um mistério. Mas enfim, o filme é só a festa. Adolescentes a beber, a fumar, a meter pastilhas, a ter sexo e mamas ao léu, já falei das mamas ao léu? E depois há um lança chamas.

    Porque, concordemos, a coisa mais normal do mundo - pelo menos quando estás nos estados unidos - é ter um lança chamas e levá-lo para uma festa.

    A única coisa interessante do filme é a forma como está filmado, por uma camerazeca com uma pessoa sempre atrás e por telemóveis. Gravar isto também há-de ter sido giro, já que a única coisa que as pessoas tinham de fazer era estar a ter uma festa.

    Enfim, só eu é que não vou a festas destas. Por um lado ainda bem, que não deve haver sítio onde sentar.
  • Festas de Corroios - Planeta Vaca e Linda Martini

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    Festas de Corroios
     
    Mais um ano, mais umas Festas de Corroios! Não as perco já há uma série de tempo e ontem lá estive eu.
    Como festa, é sempre a mesma coisa, exactamente com a mesma conformação. Bancas de comidas e bebidas e bancas de lojas de Corroios. Lembro-me que houve um ano em que cheguei a comprar uma gaiola nova para o meu querido Lípio, que já está para onde vão os passarinhos quando morrem. Este ano fui eu a estrear a banca das Caipirinhas. O que varia são os concertos, vários durante vários dias. Ontem foi Planeta Vaca seguido de Linda Martini e é sobre os concertos que vou fazer os meus comentários
     
    Planeta Vaca

    Não conhecia e não fiquei com vontade de conhecer. Aparentemente vencedores de um concurso de bandas, apresentaram-nos um um rock com tendências mais pesadotas mas que ainda assim cai no vulgar dos Foo Fighters. Não consegui perceber as letras (excepto numa música em que berravam PAZ PAZ PAZ), que admito que possam ter algum conteúdo interessante. A atitude em palco foi um pouco convencida de mais, com algumas tentativas de humor muito falhadas. Não parecem dominar bem a música, apesar do guitarrista/vocalista se ter atirado para o chão a tocar feito rock-star e ter duas guitarras, uma das quais triangular.

    Linda Martini
     
    Possivelmente a minha banda portuguesa preferida a seguir a Ornatos Violeta. Eu adoro Linda Martini. Parece-me que compreendo o que eles querem dizer com as suas músicas e identifico-me com elas. Foi a quarta vez que os vi ao vivo. Eu distingo dois tipos de pessoas num concerto de Linda Martini: os que estão à frente a curtir a loucura e os que estão atrás sem fazer ideia do que estão a ouvir. Dado que o meu corpo estava sob o efeito de uma hora de sono durante todo o dia (insónia encantadora sobre a qual podem ler no meu DeviantArt, por enquanto) eu fiquei atrás e mais atrás a curtir a loucura.
     
    É um som pesado, muito complexo e muito intenso, coroado por letras que, sendo um pouco surreais, caracterizam uma realidade crua e violenta. Neste concerto percebi que todos os elementos da banda se encontram na mesma sintonia, o que levou a momentos de grandiosos improvisos, alguns com a colaboração do público. Nota-se que conhecem e amam os seus instrumentos. Não nos disseram muitas coisas mas era evidente que estavam felizes por estar ali.
     
    Além disso, tocaram a minha música preferida. Estava cheia de medo que não a tocassem. Fica aqui para quem conhece e gosta de ouvir muitas vezes e para quem não conhece experimentar estes excelentes sons.
     
     

  • Rosa de Versailles

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    Bem vindos a um post um pouco diferente. Isto porque estamos a fazer uma CELEBRAÇÃO. O blog faz um ano de idade e, por isso, decidi fazer uma pequena festa.


    Antes de mais apresento-vos a nova banner do Não Me Apetece Estudar. Foi feita por uma bacana da Aarinfantasy, num pequeno concurso que fiz. Apresento-vos também a minha nova assinatura de fórum, que há-de linkar para aqui:





    Aproveito também a oportunidade para agradecer à minha legião de fãs, em que se contam pelo menos 10 amorosas criaturas, mais uns peixes-lua adoráveis e uns gatos-pingados de raça Ragdoll. A vós agradeço-vos deixando-vos aqui um humilde par de ornintorrincos. Obrigada.




    E agora, ao essencial! Como celebração decidi traduzir (de forma adaptada) a review que fiz para o meu anime preferido:

    A Rosa de Versailles

    Aviso que vai ser extenso, é uma review extremamente detalhada e completa. No entanto, espero que gostem. E, se ainda não tiverem visto o anime ou lido o Manga, que o venham a ver ou ler, pois são obras-primas da cultura pop Japonesa. Fica também a nota de que é o manga preferido da minha 先生!


    Iniciarei os trabalhos falando um pouco da minha experiência com esta série. Comecei por ver o anime, em Francês, na televisão. Amei e nunca perdi um episódio, chegando por vezes a ver dois por dia. Entretanto vi o anime mais cinco vezes, três delas em Francês, uma em Catalão e outra no original Japonês. Devo dizer que a minha versão favorita será sempre a Francesa, pois dá uma certa autenticidade ao anime (e a voz da Oscar é de chorar por mais). Entretanto, comprei o manga, os dois volumes editados pela Tonkam (também em Francês) mais um terceiro volume de histórias curtas. O manga é certamente diferente e nesta review falarei mais directamente dele e das personagens, mas isso de certa forma também explicará os meus detalhes preferidos do anime.

    Como estava com pressa na altura em que escrevi esta review, para o manga apenas, decidi colocar os pontos essenciais numa lista, que segue aqui em baixo:

    1. História: Conseguiu romantizar um evento histórico de tal forma que chegamos a acreditar que aconteceu assim e não como as aulas de história nos disseram.

    2. Personagens: Aconselho a leitura da próxima secção deste post para uma análise mais detalhada sobre Oscar. Sobre outros personagens, Antoinette está - pela primeira vez para o leitor médio - descrita como uma pessoa séria, mas inocente no que respeita à realidade. O que, de acordo com a história, era o que ela era na realidade. O seu marido Louis também é um personagem muito sólido, especialmente em comparação ao que o media nos mostra sobre ele. Em vez de um perdedor, ele é apenas um homem de mãos atadas. Fersen, o outro elemento importante do trio principal (Oscar, Antoinette e ele) aparece como um estranho a toda a história e penso que a sua personalidade complementa muito bem os eventos que acontecem depois da sua presença na corte. Finalmente, o meu outro personagem preferido, André. Um comentário foi feito na edição Tonkam que reparou como ele gradualmente evolui emocionalmente, enquanto a sua condição física se degrada. Pessoalmente, acho isto brilhante. Todos os personagens mostram um crescimento físico e psicológico que é raramente visto num manga shoujo, tal como no manga em geral.

    3. A arte: apesar de estar povoada de flores e estrelinhas, como qualquer coisa para miúdas de 14 anos devia ser, é extremamente detalhada. Considerando a sua idade, é também engraçado ver como a autora usa medias diferentes, provavelmente apenas disponíveis para o público em geral a meio da série, e os usa para adicionar mais ricos padrões e fundos detalhados.

    4. O facto de usar montes de elementos da tragédia Grega para ilustrar eventos emocionais.

    5. O facto de a autora ser uma amadora. Ela de facto era uma estudante de história que olhou para o cenário do manga e pensou que as mulheres não estavam a ser bem representadas. Então criou um travesti, a única maneira encontrada na época para criar uma líder feminina forte. De alguma maneira ela é a percursora do manga shoujo de hoje em dia. Além disso, a criadora involuntária do prototipo que ira dar à luz o género que veio a ser conhecido como YAOI, ou BoysLove.

    6. A carta de agradecimento da autora no final da minha edição diz "Fico muito feliz e orgulhosa haja mulheres, que eram meninas quando comecei Rosa de Versailles, a escreverem-me dizendo que elas agora são mães de meninas com idade suficiente para ler este tipo de manga e que elas recomendaram o meu trabalho" Sobreviveu ao tempo e isso é sempre algo a ter em conta.

    Note-se que eu escrevi a seguinte review num vôo transatlântico de regresso a Portugal, do Brasil. E agora vou ao Brasil outra vez. Como a vida é engraçada, não é? :)

    Para começar, esta avaliação de Oscar de Jarjayes foi baseada tanto no anime como o manga. Acredito que, no que respeita à personagem Oscar, mais que copiar o manga o anime completa a sua exposição. Há três pontos essenciais em que gostaria de me focar:

    • O design
    • A exposição
    • O significado e significância histórica e cultural
    O Design de Oscar de Jarjayes e a sua conivência com a peça

    Como calha a qualquer manga shoujo e anime, Rosa de Versailles está cheia de brilho, flores aleatórias e uma quantidade sem precedentes de ornamentos inúteis. Considerando o quão antigo o manga é e o media disponível na altura isto é fantástico, mas isso é um debate a ter numa discussão posterior. O que interessa aqui é que Oscar é uma flor contra o seu fundo. Como o nome diz: Rosa de Versailles. O seu próprio design é a personificação de uma flor em todos os seus significados. A beleza associada ao sofrimento e sacrifício, uma criatura delicada rodeada de espinhos. O design gráfico é mais que apropriado dentro do ambiente. O manga tem muitas referências mitológicas e clássicas, o que denota uma cultura elevada da autora e expõe a sua associação ao universo académico da história. Enfim, a personagem principal aparece como uma semi-deusa da guerra e do amor. Isto também aparece no anime, no retrato que ela tem pintado para si. A figura de um oficial de alta patente rodeada da beleza da natureza, entregando-a nos seus braços e sempre acompanhada pelo seu cavalo branco. Figura Diânica, a virgem que manda sobre a luta e beleza mas tem de se manter afastada do amor e dos seus desígnios mais profundos.

    O outro facto importante sobre o seu design é o mais óbvio: o - provavelmente o primeiro - uso de um travesti para criar um dilema e gerar sofrimento para o personagem e, consequentemente, histórias shumarenta. Se conhecermos a história, conhecemos os porquês e os comos de Oscar e da sua opção de vestuário. Tudo começa na figura de seu pai que, frustrado por não ter ninguém para receber a sua herança, força a sua filha mais nova a seguir o caminho de um homem. Enquanto isto é sobretudo para caractgerizar o ambiente da era, podemos atirar no escuro e dizer que este pai também funciona como um complexo para Oscar que, incapaz, o vai redirigir a outras figuras masculinas, nomeadamente Fersen. Se pegarmos no seu ambiente familiar, mais problemas se adicionam. Ela é a mais nova de um rebanho de filhas e, assim, está rodeada de figuras femininas. No entanto, educada como homem, ela muito provavelmente usa este ambiente familiar apenas como modelo para as suas "aventuras femininas", como usar um vestido e... Bem, é basicamente isso. Tanto no anime como no manga a sua mãe joga um importante papel e através dela vemos que Oscar trata as mulheres com o respeito de um homem. Ela não é capaz de entender o seu próprio género e não tem outra opção senão seguir os seus sentimentos. O que é exactamento o que qualquer líder de shoujo devia fazer, mas neste caso não é por causa de uma causa maior ou dúvida amorosa, mas porque é a sua única opção. Gosto de imaginar o quão confuso terá sido para Oscar sofrer todas as maravilhas fmininas pela primeira vez, mesmo quando no fim do manga (quando ela tem cerca de 40 anos, segundo a minha matemática macarrónica) ela ainda tem traços masculinos na sua personalidade. O seu primeiro período, a sua primeira paixão, ou mesmo seios. Se para uma rapariga que é uma rapariga isto é estranho, para um rapaz que é na realidade uma rapariga deve ser um pesadelo. xD

    Num todo, o seu design é perfeito não só por ser original: porque é apropriado. Mais que apropriado: encaixa. Encaixa em toda a história e faz com que esta se mova, mesmo quando a história não se centra nela. É dito por alguns críticos que a verdadeira Rosa de Versailles é Maria Antonieta. Certamente, a Delfina é a personagem central da história e Oscar é muito secundária. Mas a sua presença é tão verdadeira que a sua influência na história (e a outra história) é simplesmente necessária.

    A exposição da personagem: como a evolução dos eventos muda Oscar (e a faz mais awesome)

    Oscar não é o tipo de personagem que tem apenas um design excelente e um propósito original. Ela é muito moldada pela história. Se considerarmos a tragédia da monarquia Francesa como o ponto central, Oscar é aquela que a faz andar para a frente. No entanto, se considerarmos as acções de Oscar em relação a este momento histórico como o ponto central, ela é aquela que é movida por ele.

    Comecemos pela sua infância. Como referido anteriormente, educada como um homem mas rodeada por mulheres, ela só tem um ponto de saída. Que é Andre, o seu companheiro de brincadeiras e servo. À medida que o tempo passa, ela cresce um bocadinho e outra pessoa aparece no jogo: Maria Antonieta. Ela aparece como o exemplo de tudo o que é frágil e belo, a coisa que Oscar tem de proteger a todo o custo e que protege até ao fim da sua própria meira. No manga eles são quase mostrados como amantes na juventude de Oscar (mas depois ela cresce, graçasadeus) mas penso que esta relação é mais como uma borboleta e a pessoa que a caça para a manter segura. No final do anime há uma libertação oficial da borboleta, uma despedida brilhantemente chamada "Adeus é Até Já" (em Francês é mais bonito) que apenas aprofunda a importância deste laço. O tempo passa um pouco mais e Fersen entra no jogo. Oscar descobre que pode ter sentimentos femininos. Estes são um pouco ignorados no anime comparando com o manga (a sério, o seu desespero é mais... Desesperado) mas em ambos Fersen é aquele amigo que todas as gajas têm: aquele que não nos importávamos de ter como amante mas que, devido a uma série de circunstâncias - incluindo o facto de algumas de nós sermos líderes do exército travestidas - é apenas amigo próximo. Então Madame de Polignac ensina Oscar como funciona a sociedade. Finalmente, as duas irmãs, Rosalie e Jeanne. Rosalie mostra a Oscar uma nova forma de amor e, de novo, leva a mais lágrimas. Oscar apaixona-se um pouco por ela, como citado do manga:

    "Prometo que se fosse um homem te faria a minha esposa"

    Mas, ainda assim, aceita a sua posição como protector e "onii-chan" (desculpem, tenho de usar o termo xp)

    Finalmente, no leque de personagens que moldam a personalidade de Oscar, Jeanne (a irmã má). Jeanne não faz grande coisa além de espalhar veneno. De algum modo isto é muito importante porque Oscar tem de lidar com isso. A exposição da sua identidade, posição e género torna tudo mais complicado.

    Depois há alguns momentos específicos da história que produzem novas facetas para o seu carácter. Desde a festa a que vai como mulher, onde ela admite firmemente o seu papel e o seu verdadeiro desejo, para a guerrilha na Bastilha onde ela finalmente aceita com um coração cheio a sua condição e nos deixa como mártir pelo amor (e liberdade também, ok). Outros momentos importantes que ajudam a expor a sua personagem são o sacrifício por Andre quando a Princessa é levada pelo cavalo (e o salvamento da Princesa também) e o primeiro encontro com Robespierre. Aqui ela evolui de simples rapariga com confusão de géneros para uma figura politicamente activa, que duvida, se questiona e participa em toda a revolução. De alguma forma a sua participação é motivada pelos seus sentimentos de amor, mas se ela nunca tivesse sabido da situação das pessoas em Paris ela nunca se teria envolvido (aposto que teria fugido para um sítio fixe, tipo Portugal, onde temos praias bacanas e vivemos felizes para sempre. Vejam, a sua natureza corajosa de proteger e amar erra na sua própria natureza. Se fugir fosse a primeira opção plausível para proteger os seus entes queridos, teria acontecido. Mas aí a história teria acabado demasiado cedo!) É também extremamente relevante que ela tenha juntado o "exército do povo" para se afastar da Rainha e de Fersen e de toda a nobreza e aliviar a sua própria dor. Durante a vivência com homens que não a respeitam por nada excepto as suas verdadeiras qualidades ela finalmente aprende a aceitar-se como é e viver com isso. Citando o anime:

    "Desculpem nunca vos ter dito, mas eu sou uma mulher. Podem continuar a respeitar a minha autoridade, mas também vos é permitido partir"

    Ao que o soldado mais irritante responde

    "Não interessa se és homem ou mulher desde que continues a ser o nosso General"

    No entanto, o que interessa mais na maneira que o personagem é coberto, é a sua relação com Andre. Ignorando o facto de que esta é uma das mais belas tragédias de amor que eu alguma vez li ou vi, Andre é o tipo que de uma forma ou de outra move Oscar. Ela não sabe disto até ao fim (no anime, mais cedo no manga). Ela originalmente move-se para proteger a Princesa, o Rei, a sua mãe, Rosalie, até Fersen. Mas no fim é Andre que a faz mover, devido à sua lealdade como servo e confiança como amigo. Como amante platónico, ele segura-a na escuridão. Assim que ele admite o seu amor, no manga, a atitude de Oscar muda: ela fica perdida por um tempo e depois aceita-o como protector. É ele que a ajuda a crescer da pessoa-que-pode-ser-um-rapaz que proteje uma princesa para a meia-adolescente que se envolve num amor impossível até à mulher madura que se oferece como sacrifífio pelo sentimento. É com ele que a maioria destes momentos acontece.

    Primeiro, quando se disfarça de Masque Noir e perde a vista pela primeira vez. Oscar valoriza a sua presença e a sua vida, já que ela nunca esperava que ele se pudesse magoar, ou morrer, ou deixá-la de alguma forma. Neste momento ela até lhe ordena que nunca a deixe, admitindo que precisa do seu "servo" como muleta para sobreviver como uma mentira num ambiente social tão complexo.

    Segundo, um evento apenas do manga. Num momento desesperado e meio bêbado, Andre declara-se e atira-se à febra. Basicamente, tenta violar Oscar. =D Aqui, ela aprende sobre o medo a a conclusão invitável. Não interessa o quão boa tu és com a espada ou quantas vezes lhe pontapeteaste a cabeça durante o treino. Ele vai sempre ser mais forte, porque ele é um homem. Graças a este conhecimento a sua adaptação ao novo exército é ainda mais difícil no manga.

    Terceiro, quando Andre é tomado por um nobre e levado pelo povo de Paris. Ela subitamente descobre que o ama e ela própria se surpreende com isso.. Este momento significa exactamente o que parece. Quando Fersen a encontra desesperada, implorando que ele "Salve o meu Andre!", toda a gente finalmente suspira de alívio que ela tenha atingido o óbvio. Excepto Oscar, porque ela parece aterrorizada e não sabe o que fazer com o seu novo protector. Deverá tê-lo como amante como uma mulher ou deverá mantê-lo como amigo como um homem deve fazer?

    Quarto, a consumação do amor. Acontece de maneira muito diferente no manga e no anime mas basicamente representa a maturidade dos sentimentos e a naturalidade do acto. Oscar demora 40 episódios e 10 volumes para descobrir que está apaixonada por Andre o suficiente para deitar fora a sua máscara de homem e continuar. No anime é uma cena maravilhosa que me moveu até às lágrimas de todas as 6 vezes que a vi, rodeada por uns pirilampos numa floresta, uma entrega à natureza apropriada à sua figura Helénica. No manga, é mais planeado, o que funciona muito bem como destruição da fachada.

    O evento final é a morte de Andre. Acontece em várias cenas. A sua morte, logo depois de terem decidido "vamos só tomar a Bastilha e depois casar e ter uma ninhada de crianças". As tentativas de o ressuscitar e o desespero. O seu funeral e a decisão de Oscar: sem o seu amor não há nada mais na Terra pelo qual viver. O momento mais maravilhoso do anime é, para mim, aqui. Num flashback narrado por um soldado inimigo, ela luta com os Guardas e eles matam o seu cavalo. O narrador diz:

    "Acabámos de lutar contra um bravo General inimigo na ponte. Quando seu cavalo caiu e ele perdeu a sua pistola, puxou da sua espada e lutou corajosamente matando muitos. E enquanto o fazia, os seus olhos estavam brilhantes de desespero e solidão, e parecia que choravam."

    E acho que é tudo: Oscar existe não só por si mas através de outros. Isto é outra coisa que torna a sua personagem maravilhosamente criada.

    A significância do personagem no mundo exterior

    Citando o prefácio do meu manga:

    "Agora os guias turísticos do Palácio de Versailles saberão porque é que tantas raparigas perguntam "e Oscar de Jarjayes?" nos tours.

    Se isto não diz tudo não sei o que faça. Oscar está tão bem feita que parece real. Tanto que eu pesquisei metade da internet para me convencer que ela era fictícia (e mesmo agora não estou bem convencida).

    É um modelo maravilhoso para tudo o que uma líder de shoujo devia ser e é lembrada mesmo pelas pessoas mais improváveis: no Museu dos Coches um dos guardas é um fã tão grande de Oscar que faz cosplay de Guarda Real Francesa dentro do museu. Noutra ocasião estávamos na aula de Japonês a debater sobre os nossos animes preferidos e quando referi "Versailles no Bara" a nossa professora gritou de alegria e partilhou que leu o manga durante a sua adolescência e que Oscar ainda é a sua personagem de manga preferida. Socialmente, esta personagem foi uma revolução, uma mulher feita de coragem que viveu pelos valores mais altos.

    E o meu impacto social favorito... O protóptipo de shounen-ai. Finalmente, não mais a líder feminina chata. Agora temos uma mulher que se parece horrivelmente com um homem. Ela tem todas as características tanto de um um personagem masculino ou da nossa meina do anime, a personalidade do primeiro associado às dúvidas e emoções da segunda. Muitas críticas debatem que Oscar foi aquela que abriu o caminho para o género BL. E isso é fantástico.

    Em conclusão, Oscar é uma personagem fabulosa tnato nas suas características inerentes como na sua influência social.

    Vou agora adicionar alguns dos meus screenshots preferidos da série de anime. Reparem que são screenshots do Panda! Eu tinha televisão no pc. :3








    Fica também a tradução da tradução das notas editoriais do meu manga. Não adiciona muito mas adoro a maneira como o escreveram.

    Apresentação dos personagens
    Oscar

    Oscar François de Jarjayes, sexta filha do General de Jarjayes. Para continuar a tradição da família, Oscar é criada como um rapaz. Ela cresce com Andre num ambiente familiar e a sua amizada cresce até ao dia em que se transforma em amor. Tornada Capitão da Guarda Real, ela continuará o seu dever com coragem, resignação e fervor. Promovida a Coronel, ela vai fazer uma escolha clara pelo seu destino e assumir o que o seu pai decidiu para ela: ser um soldado. Se o corpo trai a personagem, as duas almas são ambíguas: uma é constantemente atenta, uma de dever, e tenta fugir da outra de forma a cumprir o seu dever; a outra alma é a da mulher que vive em Oscar e que apenas se vai revelar no final.

    Oscar é a dualidade: duas almas num único corpo.

    Descobrindo o amor, o seu coração entrega-se a Fersen, mas como ele não devolve nada sem ser amizade ela acaba por dizer adeus. É aquilo que ela acredita ser amizade por Andre que se transforma em amor - destino cruel para esta mulher que, se não olharmos mais longe, está errada na sua vida! As suas escolhas de trabalho, amizade, amor, tudo está errado. Ela perde para a Revolução, ela muda de lado e enfrenta a realeza, ela ama Andre. Mas a mudança não pode durar moite, pois a morte chega.

    (...)

    Reflecções

    Vício e Versailles, um certo olhar sobre uma era

    O que vem de Lady Oscar é o estudo da vida na Corte, a aristocracia que planeia maquinações diabólicas e vinganças maquiavélicas.

    Pelo final dos 90s, o filme de Patric Leconte "Ridicule" trouxe uma quadra adicional à valsa de Chateleaine, em que Lady Oscar poderia ter sido uma nota musical magnífica. O conhecimento médico muito pobre da era adicionou anos de vida felizes à vida de homens e mulheres da época. Por isso viveram rapidamente os seus tempos, como se nunca os pudessem concluir. Os seus espíritos preversos tornaram-se em maquinações absurdas e crueis e, nessa era negra, a sombra da Revolução aparecia muito melhor que hoje. Para isso, nada melhor que dinheiro e poder. E para obter o poder só tendo nascido com riqueza e sem qualquer traço de humanidade, não pensar em mais ninguém e nunca hesitar. Oscar, ela vai tentar to lutar contra estas terríveis vinganças, os traidores mais baixos, consolar as vítimas do drama, castigar os culpados, etc. Assim é o seu partido, com os oponentes inevitáveis - A sua vontade de mudar a forma das coisas, de as tornar melhor, leva-a a acções igualmente perigosas, mesmo homicidas, guiadas pelos seus sentimentos pessoais e emocionais na direcção das causas justas e mais nobres que nobres. Oscar é uma heroína que pode ilustrar os dias de hoje: escolher entre o destino e o dever, entre a condição e poder, entre as suas próprias escolhas e o seu trabalho, ou mesmo, adaptando aos nossos dias, entre o trabalho e família.

    A Rosa

    Como Andre irá dizer a Oscar: "Branca ou vermelha, uma rosa é sempre uma rosa!" Quer leve um vestido ou um uniforme, ela ainda é a mesma. A rosa representa a essência do efémero: ela nasce, cresce, floresce, mas rapidamente desaparece e é condenada a ver as suas pétalas levadas pelo vento. Esse é o destino de Oscar. Ela cresce e torna-se no homem pelos bons homens e mesmo mulheres... Ela vai desaparecer, levada pela mão do destino, e as suas memórias serão levadas pelo vento até sobrar apenas um sussurro.

    Uma foto muito labrega da Oscar e do Andre, juntos para sempre na minha prateleira. Não parece na foto, mas são figuras muito bonitas (o Artbook de Sailor Moon também é bonito)

    Gostaria de finalizar as festividades com uma grande surpresa, mas não tive ainda tempo de a concluir. Preparem-se, pois será de arrasar! Para terminar, deixo-vos uma bela canção.


  • Festa do 13º Aniversário da Kingpin Books

    3
    Festa do 13º Aniversário da Kingpin Books

    Mais um ano mais um aniversário, e desta vez o terceiro - que dá azar (ou sorte!). Bem podiam ter pegado no tema, teria sido giro.

    Tal como no ano passado inscrevi-me para o Casting das Caras da Kingpin. Tal como no ano passado não vou ficar Afinal tinha ficado no ano passado, tal seja a minha grande surpresa! Mas fica válido a situação de não fazer mal porque eu adoro ir a castings de todos os tipos e divirto-me sempre muito. Desta vez não houve tratamento capilar, mas fiquei muitíssimo bem maquilhada. Adorei as maquilhagens que me puseram e estou seriamente a considerar ir à Sephora comprá-las (Benefit, fica a marca). Também adorei a simpatia das moças a quem estava entregue este trabalho.

    De resto, fui tirar as fotografias, mas desta vez não me deram indicações sobre que cara fazer. Por isso fiz cara de parva em todas e caretas e coisas. Pode ser que me escolham para a "Cara da Parvoíce". :3

    De resto, a loja está sempre muito bem guarnecida. Infelizmente está guarnecida com coisas que não me interessam muito (eu gosto mais de comprar mangas que só tenham um volume, para depois não ter de comprar a colecção toda). Quando precisei de ajuda não havia ninguém para me ajudar, porque estava toda a gente nos comes e bebes. Zona que nem sequer aproveitei, porque tinha ar de estar "reservada" aos amigos e conhecidos (e eu sou só uma meio-conhecida ^^; ) Tudo o que eu queria saber era quantos volumes tinha o manga em questão, para saber se o levava ou não. Talvez volte à loja para perguntar, porque me interessou realmente (era um BL, como sempre), mas a Alameda fica-me muito fora de caminho... Daí ir tão poucas vezes à loja. Acabei por trazer um manga que nem sequer me agradou especialmente, da Natsume Ono, mas que era o único que aparentava ter um só volume. No ano passado comprei pelo mesmo critério uma Light Novel que adorei (A Wind Called Amnesia) e tinha esperança de encontrar algo semelhante este ano. Kingpin, por favor invista em boas Light Novels para eu as comprar!

    Ainda falei com algumas pessoas, mas não indo com um grupo de amigos é sempre difícil de nos imiscuirmos na conversa. Espero que eu não tenha soado desagradável para ninguém, sobretudo no meu desespero de "tenho de comprar alguma coisa, se não até parece mal!". Mas a mim parece-me. Não sou nada apologista das pessoas que vão para as lojas conviver e conversar e nunca compram nada. É uma falta de respeito para com quem está a trabalhar e contribui para que a loja acabe por desaparecer. Aceito que seja um local de encontro e de convívio, mas também ninguém vai para um café passar a tarde e pede só um copo de água.

    Uma experiência positiva e, se tudo correr bem, para o ano lá estarei de novo!

    Nota: duas pessoas diferentes perguntaram-me "estás a fazer cosplay de Kobato"? Eu ainda nem vi Kobato. Estava a fazer cosplay de mim própria. Hah!
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