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  • 11-nin Iru!

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    11-nin Iru!
    Satoshi Dezaki - Magic Bus
    Anime - Filme
    1986
    7 em 10


    Este anime foi sugerido no jogo Blind Matching do server Re:Conquista. Em baixo o meu comentário ao meu sugeridor.

    A tua sugestão de filme foi mesmo gira! 

    O filme é uma mistura entre os shounens de agora e o Alien e, se não fossem os momentos de comic relief, teria sido realmente uma aventura quase terrorífica. Gostei imenso da exploração do sentido de género, que para a época do manga era algo extraordinário. 

    Os designs são muito lokos e cada still image daquilo é um desktop! Ficou mal precisamente pelo comic relief (luta de tartes, a sério?) e porque não tiveram oportunidade de explorar todas as personagens. Assim, ficamos na dúvida sobre se algumas delas (nomeadamente Rednose e Toto) mereciam estar ali. Penso também que se tivesse corrido tudo mal e tivessem todos morrido não teríamos ficado desapontados.

    Óptima recomendação, 7/10

  • Moonlight Mile: Lift Off

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    Moonlight Mile: Lift Off
    Suzuki Iko - Studio Hibari
    Anime - 12 Episódios
    2007
    5 em 10

    Este é um anime sobre a exploração espacial. Aliás, um anime sobre a competição para ser um astronauta digno de de fazer a dita exploração espacial.

    Um homem escala montanhas e, depois de chegar ao topo do Evereste, promete ao seu amigo que ambos irão escalar as grandes montanhas do espaço e da lua. Mas nem tudo é assim tão fácil e existe uma imensa guerra interna para ver quem chega primeiro à escola dos astronautas.

    Os personagens têm o seu interesse, sobretudo o principal, mas existe muito pouco desenvolvimento para além do "eu sou melhor que tu". As relações entre eles são muito forçadas e relativas à luta para chegar a astronauta. A partir do momento em que eles chegam lá tudo se torna muito mais aborrecido, porque o mote principal se perde.

    É um anime um pouco violento em palavras e acções, embora não haja sangue nem nada do género. Existem muitas cenas de nudez e sexo, em que é patente a fraquíssima qualidade da animação. Existem erros anatómicos pavorosos e que não fazem sentido para um grupo de profissionais e também há um uso muito evidente de CG, que acaba por ser utilizado nas ocasiões menos adequadas. De resto, não existe nada de especialmente impressionante quer na maquinaria quer nas paisagens e cenários.

    A música também é pouco impressionante e não fica na memória.

    Fiquei sem vontade de ver a segunda season.

  • The Martian

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    The Martian
    Ridley Scott
    Filme
    2015
    6 em 10

    E subitamente, mais um filme em que temos de salvar o Matt Damon! O que é que lhe acontece desta vez... É simples: ele é apenas um astronauta que vai a Marte ver as vistas. Infelizmente, depois de uma tempestade de areia, ele fica lá sozinho, sendo que todos os seus companheiros estão convencidos de que ele está morto.

    O que sucede de seguida é a parte mais interessante do filme: como sobreviver num planeta completamente inóspito? São as soluções apresentadas que tornam esta película numa grande aventura. Tudo o que pode correr mal, corre mal. Mas com a inteligência humana e alguns materiais mínimos, tudo é possível! Não me alongarei muito sobre isto para não contar o que se passou, mas achei a maioria das coisas simplesmente geniais.

    Achei também curioso o uso da tecnologia, que está num futuro muito próximo (eu pensava que o filme era muito mais antigo) e que, por isso, é muito realista. Também temos paisagens paradisíacas de Marte, que parecem estar bem fundamentadas no pouco que se conhece até agora.

    Infelizmente, não temos personagens ao nível desejado. O nosso perdido em Marte está desesperado mas tem semelhante ego que acaba por ser aborrecido. Poderiam ter usado esse traço da personalidade para provocar uma evolução patente da personagem, mas não o fizeram. Quanto ao resto dos personagens, não têm muita identidade.

    Um filme divertido para festa de ano novo.

  • Galaxy Express 999

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    Galaxy Express 999
    Nishizawa Nobukata - Toei Animation
    Anime - 113 Episódios
    1978
    6 em 10

    Depois de terminarmos o filme do Galaxy Express 999, o Qui disse que seria realmente uma grande aventura ver a série. Bem... Agora está vista. Foi uma grande aventura, é verdade. É um anime muito longo, com um baixo valor de produção, de finais de anos 70. E eu realmente pensei que este anime fosse muito doloroso de ver, por ser tão longo, mas a verdade é que se revelou precisamente o oposto.

    A história é a mesma do filme, mas com muito mais detalhes. Desta vez o Galaxy Express para numa série de planetas, todos diferentes, cada um com as suas características e com os seus personagens. Em cada um deles, os nossos viajantes vivem uma aventura. E todas as aventuras revelam uma profunda humanidade e uma capacidade de autocrítica do ser humano. Porque muitas vezes as pessoas destes locais não vivem como seres humanos deveriam viver, seja pelas características da sociedade em que estão inseridos ou pelas próprias características físicas do planeta. Tendo isso em conta, há sempre uma pequena história muito lógica e bem estruturada, em que há diversos intervenientes humanos ou mecanizados (normalmente um casal), que explicam um pouco as diferentes maneiras de viver e que acabam por admitir que podem ser felizes dentro do seu contexto.

    Assim, é um anime que está sempre a inovar-se e que permite aos personagens o sonho e a esperança. Nesse aspecto, tem uma moral muito bonita, para além do facto de sermos todos viajantes que um dia se irão separar. A vida, em si, é uma viagem.

    Infelizmente, a arte revela a idade deste anime. Existem muitos e constantes erros de animação, assim como em termos de detalhe e profundidade. Apesar de os universos serem bastante complexos, por vezes pecam por falta de detalhe gráfico e podem acabar por ser um pouco monótonos. Curiosamente, este é o tipo de anime cujo valor de produção não vai sendo reduzido ao longo do tempo: à medida que os anos passam (a série terminou apenas em 1981) a paleta de cores vai ficando progressivamente mais abrangente, havendo também uma maior variedade de texturas e uma redução dos erros simples.

    Musicalmente, temos uma banda sonora excelente e muito original, mas curta para tantos episódios. Apesar de os momentos serem sempre emocionantes, podem parecer um pouco repetitivos pelo facto de as músicas serem sempre as mesmas e serem utilizadas sempre no mesmo tipo de ocasião.

    No entanto, devo admitir que foi um verdadeiro prazer assistir a esta série. Ainda por cima, estou neste exacto momento a preparar um cosplay desta fonte... E, por isso, sinto-me muito motivada! Até tenho mesmo vontade de ver a segunda season! Mas acho que vou deixar para outra ocasião... :p

  • Uchuu Kyoudai

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    Uchuu Kyoudai
    Wataname Ayumu - A-1 Pictures
    Anime - 99 Episódios
    2012
    6 em 10

    Foi estranho estar este tempo todo sem escrever sobre anime... Foram duas semanas! Mas a verdade é que demorei este tempo infinito a ver esta série. Afinal, 99 episódios ainda é qualquer coisa! Foi-me sugerida pelo meu clube, com alguma antecedência, e terminei de a ver mesmo no fim do prazo. :p

    Uchuu Kyoudai ("Space Brothers") conta a história de dois irmãos que sempre sonharam em ir para o espaço. Hibito, o mais novo, conseguiu e agora está prestes a ir para a Lua. No entanto, o mais velho - Nanba - é vítima de uma série de azares e agora está desempregado. Será que a sua vida vai mudar quando a sua família envia uma candidatura em nome dele para a Jaxa, agência espacial Japonesa?

    Ao longo de bastante tempo (passam-se vários anos na série) assistimos à luta de Nanba para se tornar um astronauta e conseguir cumprir com o seu sonho: construir um telescópio na Lua. Este é o foco principal da série: o realismo na selecção e treino de astronautas, tudo aquilo pelo qual eles têm de passar para vierem a pisar a superfície lunar. Existe muito detalhe nestas cenas e é esta a principal fonte de interesse ao longo de toda a série.

    Para efectuar todas estas acções, a série precisa de personagens. Assim, temos uma paleta bastante variada de pessoas que estão envolvidas com Nanba e Hibito, desde os seus superiores a colegas, que os acompanham ou vão ficando pelo caminho. Cada um tem as suas motivações, desejos e sonhos, mas apesar de tudo a sua caracterização está feita de tal modo que é difícil obtermos uma identificação próxima com eles. Assim, todos os momentos dedicados aos personagens - conversas, jantares, coisas pessoais - podem tornar-se um pouco aborrecidas e repetitivas. Os nossos irmãos, personagens principais, têm um pouco mais de personalidade, mas mesmo assim poderia ter havido um desenvolvimento mais claro da sua relação, que aparece um pouco fria tendo em conta as imagens da infância que aparecem repetidamente. Aliás, estes flashbacks são muitas vezes repetidos e parecem desnecessários.

    A animação tem momentos muito interessantes, sobretudo no que respeita ao detalhe dado no material utilizado no espaço. Nota-se que a produção teve um certo cuidado em manter pequenas coisas que, apesar de não serem essenciais, trazem um pouco de personalidade à série. As cenas em que aparece o céu são normalmente belas, mas por vezes há um uso exagerado de CG, que destoa.

    Musicalmente, temos bastantes OPs e EDs, bastante variadas também mas sempre dentro do mesmo tema. Não as considerei extraordinárias, embora tenha havido uma (a quarta ou a quinta ED?) que gostei muito. Os efeitos sonoros são sempre os mesmos, o que os torna um pouco repetitivos e transforma cada cena em algo bastante previsível: cada efeito sonoro é usado sempre no mesmo tipo de situação.

    Apesar de tudo, é uma série muito interessante no que respeita ao estudo da vida e obra dos astronautas, relatando muitos acontecimentos, fantasiosos ou verdadeiros, e com um certo espírito de comédia que o distingue de um mero documentário. Mereceria uma segunda season, mas quiçá um pouco menos longa.
  • The Galaxy Railways

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    The Galaxy Railways
    Kikuchi Yasuhito - Planet
    Anime - 26 Episódios
    2003
    6 em 10

    Esta é uma adaptação recente de mais uma das histórias do sempre infinito Leijiverso, com elevada inspiração no Galaxy Express 999.

    Neste anime seguimos as aventuras diárias do grupo de pessoas que protege a rede de Galaxy Expresses, os comboios da galáxia, de diversos problemas, de piratas a quedas aparatosas em planetas desconhecidos. Infelizmente, ao contrário de outros animes do mesmo grupo, este encontra-se americanizado de tal forma que os conceitos sugeridos por Leiji Matsumoto não são tocados, nem ao de leve. Assim, este anime de grande potencial está reduzido a episódios com pouco interesse filosófico, apenas aventuras normais, como já vimos tantas vezes.

    Apesar das histórias dos episódios serem pouco originais, os personagens encontram-se bastante bem desenvolvidos, sendo que todos eles têm pelo menos um episódio que lhes é dedicado. Com recurso não só a flashbacks como também a símbolos diversos, é criada uma empatia com os personagens bastante única. Infelizmente, o seu destino não é o melhor, quando a narrativa decide entrar pelo caminho bélico, como num vulgar shounen de batalha.

    Infelizmente só encontrei este anime numa versão com pouca qualidade, pelo que não pude - certamente a- apreciar a arte devidamente. Ainda assim, pareceu-me que não havia grande detalhe nas ilustrações do espaço, que é sempre a parte que me capta mais interesse em animes que são lá passados. A animação dos comboios faz um uso bastante evidente de CGI, que por vezes calha como uma pedra no sapato.

    A música está bastante boa, recordando os bons tempos dos anos 70, com uma tonalidade altamente épica e muito sonora. Existem momentos que, motivados por ela, se tornam bastante emotivos.

    É um anime bastante mediano, com alguns elementos fortes, mas que ainda assim não recomendo dentro do contexto de Leijiverso.
  • Galaxy Express 999

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    Galaxy Express 999
    Rintaro - Toei Animation
    Anime - Filme
    1979
     7 em 10

    Para a nossa celebração de ano novo, dirigi-me na companhia do Qui para o chamado "isolamento total". Inclui uma lareira, o isolamento total, mas não inclui internet. Os comentários que se seguem serão aos objectos vistos durante esse período de tempo, uma espécie de limbo entre 2014 e 2015. Este foi o primeiro filme visionado neste período, ainda no ano passado.

    Inserido no infinito universo de Matsumoto Leiji, Galaxy Express 999 conta a mesma história de uma perspectiva um pouco diferente. Um rapazinho, depois de ver a sua mãe assassinada às mãos do terrível Count Mecha, procura entrar no Galaxy Express, um comboio que dá a volta ao espaço. Isto com o objectivo de ir até à galáxia de Andrómeda, onde obterá um corpo robótico que lhe permitirá encetar a sua vingança pela morte da mãe. Para entrar no comboio, forma amizade com uma estranha mulher, Maetel.

    O filme é altamente contemplativo, debatendo assuntos como o valor da vida humana em contraponto com a evolução de tecnologia. Ainda seremos humanos depois de termos sido transformados? E será que merecebmos voltar aos nossos corpos? Numa viagem por vários planetas em que vemos todo o tipo de atrocidades e encontramos uma variedade de pessoas, chegamos a algumas conclusões.

    Para esta viagem, temos de ter como acompanhantes uma série de personagens com as quais crescemos verdadeiramente. É conveniente, antes de ver este filme, ver a série do Captain Harlock, pois este a Queen Esmeraldas são personagens importantes. Mas os personagens mais interessantes são sem dúvida os principais. Maetel, sobretudo, impressionou-me pelo conceito que está por trás da sua criação que é muito emocionante. éuma personagem maravilhosa, com a qual me identifico muito, pelo que a vou acrescentar ao meu Cosplay Portfolio.

    Em termos de arte, não podemos dizer que tenha sido um filme a sofrer muito com o tempo. Porque a realidade é que a arte aquarelável da época, com toda uma qualidade e detalhe nos fundos e uma série de cenas de acção de elevado orçamento, é o tipo de coisa que calha sempre bem. Existem alguns momentois de repetição de frames, mas que são tão poucos que escaparão a um olhar menos clínico e não impedem a apreciação do filme.

    A banda sonora é um ponto a salientar, pois é muito variada, quer em peças instrumentais quer em baladas agradáveis que nos trazem realmente esperança neste comboio do espaço.

    No geral, um filme muito bem concebido que me deixou muito curiosa para ver a série. Todos os conceitos são altamente originais, ainda hoje, e a força das personagens torna toda a viagem muito desejável: se pudesse não viver para sempre,l certamente que iria viajar neste comboio...
  • Interstellar

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    Interstelllar
     Cristopher Nolan
    Filme
    2014
    7 em 10
     
    Fomos ao cinema! Quarta feira é um dia um pouco estranho, mas foi o que se combinou com o pessoal. Até se reuniu bastante gente. :)
     
    PAra vermos este filme temos de partir de um princípio, uma verdade inabalável: o mundo está a acabar. Pragas assolam os terrenos de cultivo e imensas tempestades de pó perturbam todos os habitantes que restam neste planeta. Cooper costumava ser engenheiro e astronauta antes de se dedicar às ceifeiras debulhadoras. Mas quando um misterioso "fantasma" envia uma mensagem, descobre que tem a capacidade de ir ao espaço e descobrir um mundo novo para a humanidade viver. 
     
    E a partir daqui tudo poderá ser um spoiler grave.
     
    No aspecto das viagens espaciais, o filme está bastante bem construído. As ideias têm um fundamento científico, o que as torna bastante realistas. Existe uma dinâmica importante relacionada com a teoria da relatividade e o factor "tempo", que está explorada de forma interessante através das relações entre os personagens.
     
    Estas, são muito fortes e são aquilo que dão a humanidade ao filme. Vive-se um drama familiar, não só pela distância mas também pelo tempo, que apenas tem resolução no final e que é muito bonita e comovente. Os actores participam nisto com excelentes capacidades, transmitindo com emotividade estes valores. Pois a certo ponto, não queremos saber muito mais sobre se vão salvar a humanidade ou não. Infelizmente, aparentamos estar todos condenados. Queremos saber apenas se Cooper se vai reunir com a família ou não.
     
    Dentro da teoria dos wormholes e buracos negros, o final dá uma perspectiva muito interessante, em que o tempo se torna uma dimensão física. Ficou apenas a dúvida: se foram os seres humanos do futuro que enviaram o wormhole e deram a Cooper a capacidade de encontrar a solução para o problema, como é que eles chegaram lá ao início? É um argumento circular, uma pescadinha de rabo na boca, e se alguém tiver algum esclarecimento lógico pode por favor por aqui como comentário... Pois foi essa a minha dúvida principal.
     
    Gostei também da perspectiva extremamente negativa do nosso futuro, dado que os três planetas visitados são todos horríveis. E são também muito originais! Um tem água, outro tem gelo, outro é um deserto... Parece uma perspectiva bem triste. Mas fiquei com a ideia de que, certamente, nos iremos safar. :>
  • Space☆Dandy 2nd Season

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    Space☆Dandy 2nd Season
    Watanabe Shinichiro - Bones
    Anime - 13 Episódios
    2014
    8 em 10
     
    E assim termina a season. Com o melhor dela e, potencialmente, o melhor do ano. Realmente, há muito, muito tempo que não via um anime que ultrapassasse as barreiras desta forma. Space Dandy é um anime definitivo que, certamente, virará culto dentro de uns anos, quando já tudo estiver esquecido.
     
    Nesta season acompanhamos mais aventuras, mais ou menos interessantes mas todas elas com algo em comum: a loucura. Em todos os episódios há um tema, muitas vezes uma crítica a estilos de animação, géneros musicais ou simplesmente tropes anímicos e televisivos a que já estamos tão habituados que nos esquecemos deles. Nesta season há mais ridículo e mais exagero. Mas como tem um estilo próprio, acaba por não cansar e por nos manter sempre interessados no que virá a seguir.
     
    Existem episódios muito conceptuais que merecem que rebolemos em químicos. Existem episódios mais directos ao assunto. Há para todos os gostos. Mas aqui se inicia uma conclusão, que aparece nos dois últimos episódios, e que vem explicar porque é que de vez em quando os personagens morrem e coisas do género. Essa explicação aparece para fazer explosões nas nossas cabeças, levando o conceito mais além e dando uma camada de profundidade muito mais intensa àquilo que poderíamos pensar à primeira vista.
     
    Flando nos personagens, eles estão aqui e cada vez mais mirabolantes. É-lhes acrescentada mais densidade e mais detalhes na personalidade, sobretudo às personagens femininas. Se ao início apareciam como figurantes, agora é-lhes dado um destaque merecido, que apenas contribui para a caracterização de Dandy como homem e como indivíduo.
     
    A arte ultrapassa todos os limites e dá-nos novas perspectivas sobre o que pode haver de novo na animação oriental. Numa explosão de cores, formas e texturas, viajamos pelas tridimensões (e bidimensões e tetradimensões!) e em cada momento nos espantamos mais com toda a imagética e com a força da imaginação destas pessoas.

    Desta feita temos uma música ainda mais variada, mantendo uma OP que é do melhor pop de ultimamente. Cada história está definida por uma banda sonora específica, única e altamente crítica de si própria.

    Enfim, não posso ficar aqui mais tempo sem continuar a desfazer-me em elogios. Adorei e irei adorar outra vez quando for rever (que será em breve). Recomendo a todos esta viagem!
  • 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte

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    José Cid - 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte
    Concerto
    Quando se diz o nome "José Cid", no que pensamos? Macacas, bananas, Nova York, favas com chouriço... Pois bem, há uma excepção. O que pouca gente sabe é que José Cid não é só o autor de músicas foleiras do antigamente. Também é o autor de música boa do antigamente. Foi em 1978 que foi editado o album de rock progressivo que continua a ser citado como um dos melhores do mundo. Um album que nos leva a viajar pelo espaço, saindo da Terra destruída para depois voltar a formar uma nova civilização. 

    Desde o primeiro momento em que ouvi estes sons, há anos atrás, mostrados pelo meu amigo Chicorita, que tive o desejo de o ver ao vivo. Pensei que seria uma grande viagem a não perder. Tornei-me admnistradora do grupo do facebook que desejava ver isto ao vivo (apesar de ter descurado as minhas funções e de agora vir a destruir o grupo). Cheguei a mandar um fanmail ao José Cid, que me respondeu com a máxima simpatia, provando que é uma excelente pessoa. Mas na altura não se concretizou. Mas aconteceu. Sexta feira à noite estava eu na fila para entrar na Aula Magna, vestida no meu melhor (com um tema espacial) para assistir a um dos concertos da minha vida. Não podia ter sido melhor.

    Tudo começa com os dois primeiros temas de rock sinfónico que compôs, como introdução ao tema. "Cantamos pessoas vivas" e "Vida - Sons do Quotidiano" são excelentes sonoros que podem servir como intro ao próprio album dos 10.000 anos como "os sons e a música que as pessoas fazem antes de a Terra ser destruída".

    Depois, seguiram-se quatro temas do novo projecto "Vozes do Além". Com letras de Sophia de Mello Breyner e Natália Correia, são músicas com uma tonalidade ligeiramente mais pop, mas típica do Cid que todos conhecemos. Ainda assim, gostei bastante e achei o tema muito apropriado ao meu estado de espírito do momento. A vida, a morte, a vida depois da morte. Estou desejosa de ouvir o novo album, apesar de as minhas companhias não terem gostado por aí além destes novos temas.

    Finalmente (já eu numa aflição para ir no banheiro), começa o que todos estamos à espera. Grita um gajo punk atrás de nós "EU QUERO CHORAR!", levantam-se os cotas - maioria do público - os namorados à nossa frente tiram mais uma selfie... E começa a viagem.

    Como descrever? Primeiramente, congratulo a escolha da Aula Magna, porque a qualidade do som é sem dúvida maravilhosa. Tudo à nossa volta era o espaço e, aliado às luzes e vídeos, entrámos todos dentro da nave espacial e fomos até além de Plutão para depois voltar. Seguiram-se as músicas pela ordem correcta, todas as pessoas dançando nas suas cadeiras, muitas pessoas levantando-se para bater palmas no fim de cada música, todos unidos por uma única razão: o hiperespaço.

    Chegou a minha música preferida do album: "Fuga para o Espaço". Cantei-a toda, com cuidado para não perturbar as pessoas à minha volta, quase me comovi com a beleza desta música. É a minha preferida porque sinto realmente a solidão do vácuo e a melancolia de se estar longe do planeta mãe, em busca de algo que não sabemos e não poderemos saber, que só se concretizará tanto tempo depois, 10.000 anos.

    No final, repetiram algumas notas desta música e um encore. No final, todos nos levantámos e todos cantámos "um planeta vazio entre Vénus e Marte", até explodirmos em aplausos, bem merecidos. Gostei de ver a alegria na banda por terem concretizado o sonho de tantos de nós.

    Apesar do épico e maravilhoso que foi, não posso deixar de notar que o nosso amigo José Cid já não tem a mesma voz. Não faz mal, porque foi excelentemente substituído por cantores líricos que fizeram todos os efeitos sonoros espaciais de que necessitávamos. Ainda assim, fiquei com muita pena de não ter ouvido os a-a-ahs na Fuga para o Espaço, que lhe traziam enorme beleza.

    Mas concluo que foi um dos melhores concertos que já vi e que valeu absolutamente a pena ter ido. Obrigada, amigo José Cid, por teres concretizado este meu sonho de viajar pelo espaço! E muitas mais vezes viajaremos!

    Vem amiga, a nave de comando... Esquece a noção do tempo... Não me perguntes quando. Vem depressa, antes que seja tarde... Não olhes para trás... Já toda a terra arde! Marte é verde e Mercúrio brilha, entre Vénus e centauro! Plutão é branco e ponto de paragem, na viagem pelo céu! A cabine central, emitiu um sinal! O ecrã do radar, tudo indica normal!



  • Space☆Dandy

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    Space☆Dandy
    Watanabe Shinichiro - Bones
    Anime - 13 Episódios
    2014
    8 em 10

    Um anime que comecei a ver só porque achei o nome giro. Revelou-se, por larga margem, o melhor da season.

    De natureza episódica, relata as diversas aventuras espaciais de Dandy e seus companheiros, um alienígena e um robot. Cada aventura é única na sua natureza, desafiando a lógica e explorando os vários conceitos de física e, até, de filosofia. Cada episódio tem um tema, sendo que podemos encontrar tudo o que é passível de acontecer, do holocausto zombie a corridas de naves espaciais, passando por histórias emotivas, sobre o amor e a família. Não há tema que se repita, apesar dos lugares recorrentes, nave espacial e Boobies, o restaurante favorito desta trupe que se caracteriza por ter empregadas em trajes menores e, sobretudo, com grandes boobies.

    Os personagens de sempre são únicos na sua natureza e perfeitamente caracterizados, apesar do seu teor não ser trágico ou pesado. São personagens de comédia que produzem gags nas suas atitudes naturais. Mas é isso o que os distingue como bons comediantes: as piadas não são forçadas e aparecem como característica essencial e una dos personagens, fazendo um trio dinâmico com uma química muito especial. Outros personagens que vão aparecendo ao longo da série têm características um pouco mais superficiais, sobretudo o gorila vilão, que poderia ser mais explorado. Talvez numa segunda season, quiçá? Quem dera!

    Coisa verdadeiramente extraordinária é a arte. Uma explosão de cor e textura, com uma animação muito fluída e divertida, de quem sabe o que está a fazer mas decidiu simplesmente atrofiar com as situações. Existem alguns cenários extremamente originais, como o mundo de plantas ou o universo a preto e branco, em que o uso da paleta e do contraste se torna absolutamente delicioso. Vale a pena ver este anime na grande tv da sala e deixar os nossos olhos absorver tudo, pois existem momentos absolutamente hipnotizantes.

    Finalmente, a música. Há muito tempo que não ouvia uma banda sonora tão boa. Tem a sua dose de açúcar, o que trás o bom humor a todo o ambiente, com algumas peças que, individualmente, são valiosas. A minha preferida foi a ED, por falar de tantos conceitos estranhos de maneira tão simples e boa-onda.

    Uma comédia visual com temas tão vastos como o universo em que vivemos (ou outro). Sem dúvida um recomendado. Agora, fico ansiosamente à espera da segunda season.

  • Gravidade

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    Gravidade
    Alfonso Cuarón
    2013
    Filme
    6 em 10

    E o último filme do fim de semana. Copi? Copi.

    Um espectáculo de imagens que deveria ter valido a pena em 3D. Infelizmente, a história não suporta o poder visual do filme.

    Comecemos pela parte boa: os visuais. Imagens muito exactas do espaço, com um excelente jogo de luzes entre o sol e as estrelas. Muito bons cenários das estações espaciais e naves. A utilização do negro, o vácuo, adiciona grande emoção. E existem alguns momentos fotográficos de grande beleza, como a astronauta a flutuar na cápsula.

    Agora, o problema de tudo isto é a história. Uma reacção em cadeia de debris (Restos? Destroços?) espaciais faz com que dois astronautas, Sandra Bullock e George Clooney, fiquem completamente isolados. Depois a Sandra tem de voltar à terra, de qualquer maneira. E é essa a aventura. É muito simples e o diálogo (copi?) não é especialmente bom, pontilhado por uma banda sonora muito vulgar que - em vez de induzir emoções - retira a vontade de levar o filme a sério.

    Adicione-se a isto uma série de "liberdades cinentíficas" que não fazem grande sentido. Não que eu saiba muito sobre viagens espaciais, mas já fui bem ensinada por tanto space opera que vi.

    Filme que desapontou. Mas copi? Copi! =D
  • Mouretsu Pirates

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    Mouretsu Pirates
    Satou Tatsuo - Satelight
    Anime - 26 Episódios
    2012
    6 em 10

    Por ordens elitistas vindas de lado, encontrei-me a ver este anime, que não tinha qualquer intenção de ver. Porque... Piratas de mini-saia. Mas disseram-me que era giro e tive esperança. Mas foi infundada, como veremos de seguida.

    O anime segue a vida de uma jovem que se torna capitã (capitana, conforme as minhas legendas espanholas)  de um navio pirata. Aliás, de uma nave espacial pirata. Intercala as suas aventuras piratosas com as suas aventuras com o clube de navegação da escola, procedendo a fundi-los. Assim, é um anime cheio de meninas (de mini-saia). Em minha opinião, se calhar meninas a mais. Sendo que um dos pontos mais aclamados é o das tecnicidades técnicas de conduzir uma nave espacial, eu achei isto muito chato. Porque não percebo nada, não quero perceber, não quero aprender a conduzir um barco pirata do espaço e, em resumo, não me interessa. Certamente que no que respeita a isto a culpa é minha. Mas não só: se eles tivessem explorado estas tecnicidades de uma maneira mais interessante eu não me teria aborrecido e, quiçá, até teria gostado.

    Isto leva-me a outro ponto largamente aclamado, que é o do conceito dos piratas nesta história. Também não gostei. Neste universo os piratas são uma fonte de entretenimento. "Somos piratas, viemos matar-vos" "OOOOH VIVAAA!!! *toda a gente aplaude*". Isto retira ao conceito primordial de "pirata" toda e qualquer realidade palpável. Lembrou-me muito o conceito de Tiger and Bunny, será que houve aqui imitação? Será que agora tudo o que se passar no futuro vai ser assim? O anime é suposto ser bastante "lighthearted" (como se diz isto em PT-PT? "Coração-leve"?), mas existem maneiras de tornar um pirata lighthearted que não levem o conceito ao ridículo. Veja-se os Piratas das Caraíbas. Ou One Piece, que eu nunca vi mas que conheço mais ou menos de tanta imagem e tanto macro que vejo nos grupos sociais que frequento (até os da vida real).

    Dos personagens, o mais interessante pareceu-me ser a mãe da personagem principal e o único que recebe algum tipo de desenvolvimento é esta última. Este desenvolvimento só se desenrola nos últimos episódios, em que finalmente lhe dão uma certa autonomia e os seus actos passam a ter consequências directas no bem-estar das pessoas que a rodeiam. Ainda assim foi muito insuficiente. Se tivessem passado menos tempo a treinar e mais tempo a fazer coisas úteis isto ter-se-ia reflectido na personagem e ela teria acabado por ter mais conteúdo. Continuo a apreciar bastante mais a mãe dela pois, apesar de não possuir desenvolviemento, possui um laivo de personalidade característico.

    Em termos artísticos, temos designs que correspondem ao "lighthearted" da série, numa mistura de tonalidades que funciona muito bem para trazer alegria e humor ao conceito. E, efectivamente, piratas de mini-saia. A animação tem os seus momentos altos, mas desapontou-me um certo excesso de CG mal disfarçado nos designs das naves espaciais e navios piratas em geral.

    A música fez-me lembrar muitas vezes Fairy Tail e tantas ou mais vezes combinava muito pouco com a situação. Mais uma vez, adição à lightheartdice do anime. A ED foi-me indiferente mas nota para a OP que me deixou absolutamente dividida. Gosto do início, depois detesto, depois gosto mais ou menos, depois odeio, depois gosto bastante. Tudo isto dentro da mesma música. Acho que pode ser considerado um feito.


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