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  • Ninja Batman tai Yakuza League

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    Ninja Batman tai Yakuza League
    Mizusagi Junpei - Kamikaze Douga
    Anime - Filme
    2025
    6 em 10


    Já li alguns mangas do Batman que não eram muito bons, mas este filme de anime mostra-nos um Batman distinto, num universo em que o Japão ficou isolado e condenado a viver sob o jugo de famílias de Yakuzas.

    Aparecem os personagens que mais gostamos da DC, e os designs são mesmo muito muito muito giros. Adicionei logo duas personagens à minha lista de cosplays!

    Mas de resto, o filme não tem conteúdo nenhum. São cenas de acção seguidas de cenas de acção, e não temos qualquer desenvolvimento das personagens, nem nenhuma conclusão especialmente moral ou valiosa.

    Ainda assim, foi bastante divertido.

  • The Batman

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    The Batman
    Matt Reeves
    Filme
    2022
    7 em 10


    Já fomos ver este filme há algum tempo no cinema, mas - culpa mea - esqueci-me de falar dele. Então, temos um novo Batman, do qual toda a gente estava desconfiada, mas que veio a ser um dos grandes filmes do ano até agora.

    Robert Pattinson dá-nos um Bruce Wayne jovem, atormentado pela culpa, convencido de que é a vingança e a noite e que consegue resolver os problemas de Gotham através da sua figura enquanto vigilante: Batman. No entanto, mais coisas se processam nesta cidade de que ele não tem conhecimento e quem lhe vai demonstrar isso é um inimigo misterioso e malévolo: Riddler.

    Para começar, temos uma caracterização de Gotham como não se via há algum tempo. Neste filme é uma cidade viva, mais do que um lugar onde acontecem as coisas, mas um mote para os acontecimentos. As cores escuras do filme transmitem toda uma ideia de depressão e horror, em que os psicopatas andam à solta e ninguém está seguro. Depois, pela primeira vez no cinema, temos um Batman menos virado para a acção e mais orientado para a sua vertente de detective. Os casos de assassinato e violência, que são bastante impressionantes, processam-se de forma obscura e este nosso vigilante terá de resolver tudo à base de lógica e inteligência, em vez de ser à base da porrada como usualmente.

    O antagonista Riddler é perturbador e assustador, lembrando um pouco o clássico Zodiac da nossa realidade. A este sentimento de terror, adiciona-se uma banda sonora altamente estilizada, que nos remete para esta cidade do desespero.

    Enfim, este filme traz-nos um Batman de várias camadas, mas do que um herói, mas uma pessoa com a sua crise existencial e os seus problemas.

    Assim, recomendo bastante, quer sejam fãs ou não.

  • O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar

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    O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar
    Frank Miller
    2001
    Banda Desenhada 

    A sequela do Regresso chega em grande, com Batman a liderar um grupo de jovens delinquentes e preparado para libertar os verdadeiros heróis do jugo de um presidente fantoche e dos vilões que estão por trás deste.

    Infelizmente, este álbum pareceu mais uma colecção de "tudo o que pode acontecer de mal a um herói", com uma sucessão dos famosos da DC em situações desagradáveis e o Batman a livrá-los do mal-amén.

    Os desenhos estão mais rabiscados, com uma anatomia imperfeita que perturba a leitura. As cores, que poderiam ser vibrantes para ajudar a caracterizar o ambiente frenético desta história, são pálidas e opacas, trazendo muito pouca textura à narrativa.

    As novas personagens, isto é, a nova geração de heróis, tem motivações pouco claras e parece estar um pouco mal definida.

    Por isso, se o Regresso era uma obra prima, o novo Ataque fica muito aquém das expectativas.
  • O Regresso do Cavaleiro das Trevas

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    O Regresso do Cavaleiro das Trevas
    Frank Miller
    1986
    Banda Desenhada
    Comprámos esta edição especial de um clássico da banda desenhada e pus-me logo a lê-lo! Fantástico!

    Bruce Wayne deixou de ser Batman. Está velho, alcoólico e acabado. No entanto, uma nova onda de crimes tem assolado Gotham. E Batman quer voltar, tem de voltar. Mas quais serão as consequências?

    Um álbum que critica a sociedade apodrecida e viciada na televisão dos anos 80. Que torna reais as lutas entre heróis e vilões com que sempre sonhámos. E uma pedra lapidar no significado da banda desenhada enquanto meio artístico. Violento, sem pudores, Frank Miller explora as personagens trazendo-lhes uma humanidade há muito perdida, a humanidade real, a humanidade negra.

    Com desenhos agressivos, e uma estética sombria, as vinhetas sucedem-se num ritmo frenético, em que nunca sabemos qual vai ser o próximo passo. Este Batman não obedece a regras, e isso tem tanto de refrescante como de assustador.

    Recomendo vivamente.
  • Batman: Uma História Verdadeira

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    Batman: Uma História Verdadeira
    Paul Dini & Eduardo Risso
    2016
    Banda Desenhada
    Temos uma grande colecção Batmaníaca e agora começo a lê-los a pouco e pouco. Comecei por esta biografia desenhada (BD! Apanharam?) por Paul Dini, mais conhecido por ser o argumentista das Batman Animated Series. O álbum parte da sua infância e foca-se num momento da vida do autor, em que ele foi assaltado e brutalmente espancado no meio da rua por desconhecidos. A partir daí, terá de enfrentar os seus demónios, ie. as suas personagens, de forma a ultrapassar o medo e voltar a criar.

    Em termos autobiográficos, é uma história sincera, que fala da superação através do amor pela BD e por este conjunto de personagens icónicos. A narrativa é bastante simples e directa e, por isso, muito fácil de ler.

    Não gostei especialmente dos desenhos que, devido à falta de realismo das sombras e cores, tiravam muita da emoção das situações complicadas da vida do autor, fazendo com que tudo soasse um pouco a falso e a "inventado".

    Uma curiosidade para os maiores fãs de Batman.
  • Batman: O Príncipe Encantado das Trevas

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    Batman: O Príncipe Encantado das Trevas
    Enrico Marini
    2017
    Banda Desenhada

    Comprámos esta obra em dois volumes na CCPT 2018. A arte da capa fascinou-nos e, assim, não resistimos em adicionar esta graphic novel à biblioteca.
     
    Nesta balada de Gotham City, o autor toma uma série de liberdades com o nosso herói morcego, misturando muitos elementos bastante amados do universo numa só história. Tudo começa quando uma mulher acusa Bruce Wayne de ser o pai da sua filha de 9 anos. Ao saber disso, Joker decide raptar a criança, de forma a obter um avultado resgate.
     
    Apesar das liberdades narrativas e de design, que por ora até são bastante interessantes (uma mota-gato para a Catwoman!), esta é uma aventura viciante que nos permite encontrar novas análises neste conjunto de personagens. A caracterização é especialmente boa no caso de Jokjer e Harley Quinn, que aparecem com um discurso cheio de humor negro e com personalidades malévolas e, ao mesmo tempo, muito divertidas.
     
    Os diálogos casuais entre todas as personagens fazem com que a leitura seja rápida, o que é ajudado pela sequência cheia de acção entre os painéis. O autor faz uso de grandes e largos cenários ao longo das páginas, com uma coloração muito suave que oferece uma boa sensação de movimento. Quase podemos ver cada um dos músculos dos desenhos a vibrar.
     
    Uma excelente aventura com uma conclusão improvável!



  • Batman Begins

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    Batman Begins
    Cristopher Nolan
    2005
    Filme
    6 em 10

    Antes do famoso "Cavaleiro das Trevas" que tanto popularizou o mais popular dos inimigos do Batman, a trilogia de Nolan tem este filme: "Batman Begins". Aqui, vemos o jovem Bruce Wayne e o processo de criação da figura de Batman.

    Após o seu trauma de infância, Wayne decide que deseja ser um vingador. Mais que um vingador, um protector da justiça. Existe aqui uma dualidade de sentimentos: o desejo de retaliação pela morte dos pais contra o desejo de continuar a sua obra através da protecção das pessoas. Com inimigos como Scarecrow envolvidos, este é um filme que explora o personagem através da superação dos seus medos e, assim, a criação de um símbolo através deles.

    Mas, se essa é a principal qualidade do filme, existem outros elementos que são mutio pouco adequados a semelhante figura. Por exemplo, a forma como Bruce Wayne é um patético quando está fora da máscara. A história de amor mal enjorcada que foi martelada ali, protagonizada por uma actriz com muito pouco mérito. E as próprias cenas de acção, pecam por um exagero flagrante e poderiam ter sido reduzidas ao mínimo (especialmente aquela perseguição de carros absurda).

    Todo o filme parece ser uma introdução. Uma introdução com duas horas, mas deixa-nos sempre o pensamento de "o que virá a seguir, quando começa realmente a história?". Parece-me funcionar bem como primeiro elemento de uma trilogia, mas como filme individual fica um pouco aquém das expectativas.

  • Super-Heróis

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    Super-Heróis
    Banda Desenhada - 18 Volumes
    1995

    Esta é uma colecção em 18 volumes das revistas quinzenais de Batman, Liga da Justiça, Super-Homem e SuperBoy que foram publicadas entre 1995 e 1996 em Portugal, pela Abril/Controljovem. Inclui algumas séries semanais, nomeadamente a Queda do Morcego (e o seu regresso) e o prólogo para a Hora Zero.

    Foi uma excelente maneira de onhecer, mais uma vez, alguns dos personagens mais icónicos da banda desenhada e comics americanos. Fiquei a saber um pouco mais sobre Batman e como Bruce Wayne ficou incapacitado durante algum tempo. Fiquei a conhecer a Catwoman, que adorei em fiquei com vontade de fazer cosplay de (embora, talvez, com um fato um pouco menos expositivo). Por outro lado, não gostei de conhecer o SuperHomem, que é um boneco, nem a Wonder Woman, que é uma parva, e muito menos o SuperBoy, que é muito irritante.

    Também não gostei muito de ler as histórias aqui incluídas da Liga da Justiça, que eram todas demasiado improváveis.

    Além disso, esta colecção tem o grande defeito de interromper o Regresso do Morcego, passando da parte das aventuras de Bruce Wayne imediatamente para a luta contra Azrael.

    Em termos de desenho, são comics muito dinâmicos, com um uso de vinhetas muito interessante, mas em termos de cores pareceu-me tudo muito repetitivo.

    Foi uma boa experiência, apesar de tudo!

  • Clássicos da Banda Desenhada: Batman

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    Clássicos da Banda Desenhada: Batman
    Vários
    2003
    Banda Desenhada

    Este volume é uma colectânea de histórias curtas, organizadas por ordem cronológica, dentro do universo do Batman.

    Conhecemos, então, a primeira história em que aparece Joker, que se revela de imediato um psicopata capaz de tudo para destruir e roubar. Conhecemos também a Batgirl, que tem uma história muito mais interessante do que se possa imaginar. Aliás, deu-me logo uma ideia para um skit de cosplay, que certamente nunca se irá concretizar. :p

    Podemos apreciar a evolução do estilo de arte de década para década, sendo que nas primeiras histórias é tudo muito colorido, sem grande atenção ao cenário e vinhetas um pouco monótonas e, mais tarde, evoluímos para algo muito mais dinâmico, fazendo uso de diversos tipos de desenho.

    Nestas histórias Batman não é o herói frágil e emocional que conhecemos de algumas graphic novels, mas sim um poderoso e imbatível morcego que consegue sempre vencer graças à sua estupenda inteligência. Conhecemos também Robin, que se revela ser o personagem mais inútil de toda a história da banda desenhada: apenas está ali para se meter onde não é chamado e ser raptado, para depois ser miraculosamente salvo pelo herói.

    De todos os modos, foi uma leitura muito interessante!

  • Batman: Ano Um

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    Batman: Ano Um
    Frank Miller & David Mazzucchelli
    1986
    Graphic Novel
    Ok, estamos em 86 outra vez. Passa-se aqui algo de muito estranho...
     
    Ofereci este livro ao Qui por um Natal anterior, já que ele gosta do Batima. Agora foi a minha vez de o ler: gostei mesmo muito!
     
    Nesta história, o início da personagem de Batman é reinventada. Numa Gotham assolada pelo crime e por uma força policial corrupta, aparece esta estranha figura que, pela primeira vez, experimenta lutar contra as forças do mal. Ao início, nem tudo corre bem. São-nos mostradas as fragilidades do herói enquanto pessoa, enquanto ser humano que, não possuindo nenhum poder especial, pode apenas contar com a sua inteligência, a sua tecnologia e a sua forma física.
     
    Mas o herói desta história é Gordon, que ainda não é comissário: acabado de chegar à cidade, tem de enfrentar todas as vertentes dos acontecimentos. Por um lado, tem de prender os criminosos, claro. Por outro lado, tem de lutar contra a pressão de uma esquadra corrupta que não só não o deixa trabalhar como o ameaça. E depois existe Batman: quem é ele e o que faz aqui? Devemos prendê-lo? Quando se começa a revelar o porquê da existência desta figura e Gordon descobre o que se passa na polícia, tudo poderá mudar.
     
    Também nos é apresentada uma versão muito interessante da Catwoman, degenerada de um submundo em que a figura feminina nunca poderia vencer. Assim, apresenta a figura feminina com uma grande força colectiva: Catwoman como representação do feminismo.
     
    A arte é crua, bruta, com cores simples e escuras. Existe um uso de sombras paisagísticas excelentes que, não adicionando muito detalhe, transmitem na perfeição o ambiente desta cidade feita de lixo e que deseja continuar assim.
     
    Não conheço muitos comics americanos, mas parece-me que este é um excelente exemplo!

  • Batman (1989)

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    Batman (1989)
    Tim Burton
    Filme
    1989
    6 em 10

    Ignorem a minha classificação, pois a um nível puramente pessoal adorei este filme, que é um dos preferidos do Qui (que foi quem mo mostrou). =D

    Realizado por Tim Burto, este foi um dos primeiros filmes de Batman e o primeiro a introduzir alguns elementos icónicos (como o símbolo sobre amarelo). Também introduziu a famosa música que depois veio a ser a abertura dos famosos desenhos animados que, penso, todos conhecemos.

    Este filme recorda-me a banda desenhada clássica, quer pela sua estética quer pela sua leveza em termos narrativos. é um filme que, ao contrário do que fazem hoje em dia, mostra os heróis como verdadeiros heróis, sem falha e sem mácula, e os vilões verdadeiramente maléficos. Existem alguns elementos que podem ser criticados, como a origem do Joker e tudo o mais, assim como a própria atitude de Bruce Wayne, que aparece ligeiramente fragilizado e pronto para se apaixonar, mas tudo isto faz sentido dentro do contesxto deste filme, já que na altura era uma raridade que as sequelas fossem planeadas desde o início.

    Terei de deixar uma nota de excelência para Jack Nicholson, que faz um Joker absolutamente pérfido e apaixonante, abordando o personagem com uma loucura quasi abstracta que só seria possível com um excelente trabalho de actor.

    Portanto, ignorem o mediano e curtam simplesmente do filme. Dei esta nota porque os efeitos especiais são um pouco terríveis.
  • Suicide Squad

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    Suicide Squad
    David Ayer
    2016
    Filme
    6 em 10

    Num universo cada vez mais obsoleto de filmes de super-heróis, que saem seguidamente numa tentativa cada vez mais frustrada de conquistar um grupo de fãs cansados, os trailers de Suicide Squad apareceram como uma lufada de ar fresco. Por uma vez, um filme em que os heróis são os vilões! Parecia ter tudo para correr bem.

    No entanto, este filme acaba por seguir o mesmo sistema formulaico de sempre, tornando-se apenas mais um falhanço neste universo que, progressivamente, vem perdendo a sua originalidade e frescura.

    Uma mulher poderosa decide reunir um grupo de vilões e obrigá-los a trabalhar para elas, sob o risco de verem as suas cabeças explodidas se não o fizerem. Acabam por se reunir todos e lutar contra uma força maléfica demasiadamente poderosa que, evidentemente, vencem não sem alguns sacrifícios.

    Apesar de todo o grupo ter as suas introduções, os personagens não são desenvolvidos propriamente e acabam por perder a maior parte do seu potencial. Apesar de a escolha dos actores ser boa e de haver alguns gags "mauzinhos" para nos fazer sorrir, sente-se que há uma falta de estrutura por trás do filme, o que o torna bastante previsível. Para mais, o desenvolvimento dos personagens vai contra a sua própria natureza. O final de "não te metas com os meus migos!" é forçado e desnecessário, para além de descaracterizar os personagens enquanto vilões.

    Talvez a parte que tenha gostado mais tenha sido o binómio de paixão Harley Quin-Joker, que por uma vez é retratado como algo mais orgânico e sem uma componente abusadora. Também gostei muito das personagens. Harley foi imediatamente catalogada pelos fãs como fonte de sensualidade desnecessária, mas se virmos realmente o filme veremos que isso faz parte da sua própria caracterização enquanto pessoas que ficou louca pela sua relação com uma pessoa desregulada. Já o Joker, apesar de aparecer muito pouco, também me pareceu uma personagem com algum potencial, que poderá vir a ser desenvolvido em outros filmes.

    Enfim, tudo isto para dizer que este modelo de filme de heróis tem de ser totalmente reformulado para que possa voltar a ter algum tipo de valor. Talvez se mudarem realizadores, argumentistas, produtores, sei lá... Talvez se os fizessem completamente diferentes.
  • Batman: Child of Dreams

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    Batman: Child of Dreams
    Kia Asamiya
    Manga - 10 Capítulos/1 Volume
    2000
    6 em 10

    Para variar um pouco, vamos ler um manga! Este manga foi-me recomendado pelo Qui (que, como já terão ouvido falar é um fascinado pelo Batman), que mo enviou em formato digital para o ler no meu Kobo. Fiquei a descobrir que o Kobo também funciona com este formato especial para a BD, pelo que no futuro poderei ler muito mais neste género, desde que seja a preto e branco. :)

    Enfim, esta é uma história alternativa do nosso querido Batman, em que ele se encontra com um grupo de jornalistas Japoneses quando uma série de misteriosos crimes começa a assolar Gotham. Curiosamente, estão a ser concretizados por criminosos famosos para o nosso público. Mas que estão quase todos presos em Arkham. Então, o que se passará aqui?

    O manga está bem estruturado, com uma típica fórmula shounen que pode mesmo ser aplicada a um dos super-heróis preferidos da comunidade. Progressivamente, o nosso herói luta contra inimigos cada vez mais fortes, descortinando a pouco e pouco o mistério, que se revela bastante curioso, com um antagonista original e moderadamente desenvolvido.

    Infelizmente, o manga baseia-se quase totalmente nas cenas de acção e luta. Estas fazem tanto uso dos negros que se tornam extremamente confusas, especialmente quando a diferença de design entre os dois lutadores é mínima. Assim, torna-se uma leitura um pouco cansativa. Para mais, existem momentos de exacerbamento da forma feminina que estão bastante aquém ao esperado, devido a erros anatómicos graves.

    Assim, é um manga que dará gosto aos fãs do herói, mas que para mim acabará por ser esquecido a seu devido tempo.

  • Arkham Asylum

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    Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth
    Grant Morrison & Dave McKean
    1989
    Graphic Novel

    Ofereci este livro ao Qui pelos anos, porque - depois de ele me ter mostrado algumas imagens na net - achei que era um item de colecção muito interessante. E o Qui gosta do Batman e, portanto, gosto eu também de contribuir para a sua colecção de objectos Batmânicos :) Passado este tempo todo, ele emprestou-me o livro para que o lesse. Bem, devo confessar que eu também lho ofereci para depois lho poder pedir emprestado, lol

    Nesta história, Batman é chamado ao Arkham Asylum, um manicómio onde estão encerrados os vilões e psicopatas mais perigosos de Gotham. Estes tomaram conta do asilo e agora ameaçam fazer mal aos inocentes que lá estão. Mas Joker, o organizador desta revolução, não deseja propriamente fazer "maldades" a Batman: ele quer apenas que o super-herói percorra os corredores do edifício e compreenda um pouco mais sobre si próprio. Pois, palavras do Joker... "Tu é que devias estar aqui, tu é que estás maluco".

    Assim, esta narrativa mistura três histórias terríficas, que nos enviam - através da arte gráfica onírica e difusa - para um reino de pesadelo. Ficamos a conhecer o que se passou com o Dr. Arkham, fundador do asilo, que enlouqueceu após o assassinato da sua mulher e filha. Ficamos a conhecer mais sobre a loucura dos nossos vilões preferidos, que não compreendem porque estão ali e acabam por ser as vozes que perseguem Batman, mas que também levam a que ele tenha a capacidade de compreender mais sobre si próprio. E temos a auto-análise, uma reflexão, sobre o próprio Batman que, cirandando pelos assustadores corredores, entra numa espiral de loucura depressiva, perdido entre os seus objectivos e as suas memórias, em que ele próprio começa a duvidar da sua sanidade mental.

    Será que, no fundo, o herói é o mais louco de entre todos?

    Nada disto seria possível sem um grafismo extremamente original e impecavelmente belo, apesar de todos os momentos horríveis. Pintado em aguarelas, é uma visão muito diferente e revolucionária da banda desenhada como tinha sido até lá, permitindo uma nova corrente artística e uma nova forma de interpretar a BD: como forma de arte. O artista utiliza misturas de cores improváveis, muitas texturas, com um detalhe quase fotográfico - mas ainda assim aquoso - no respeitante a arquitectura e imagens de pessoas. Tudo isto é a recriação de um ambiente pavoroso, assustador, que nos deixa na ponta da cadeira durante toda a leitura.

    Este volume tinha também uma secção muito interessante com o storyboard original, que nos permite compreender um pouco mais sobre a história e o método utilizado para a criar.

    Eu não sou exactamente a pessoa ideal para falar de comics e graphic novels mas mesmo eu, que sei tão pouco, posso dizer que Arkham Asylum é uma BD genial. Todos a deviam ler. :)

  • Batman: Death Mask

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    Batman: Death Mask
    Natsume Yoshinori
    Manga - 4 Capítulos/1 Volume
    2008
     6 em 10

    Talvez já tenha dito isto, mas é uma informação importante: o namoradim, conhecido como Qui, gosta do Bátima (Batman). E por isso eu gostaria de saber mais sobre o Bátima. Mas não tenho muito vagar para andar cinquenta anos atrás no tempo para ler tudo desde o início. Assim, quando encontrei este livro à venda no AmadoraBD 2014, ainda hesitei um pouco em o comprar mas depois decidi-me: mesmo se não gostasse, podia sempre tornar-se num bom presente para o Qui :)

    Mas voltemos ao manga. Esta é uma história alternativa em que temos um Bruce Wayne na força da vida, relelmbrando os momentos do seu treino por terras nipónicas. Quando confrontado com um assassino em série que arranca as caras das pessoas, tem de voltar ao seu passado e enfrentar a sua outra persona, a sua sombra, a sua "máscara".

    Neste aspecto, o da máscara do Batman poder ser uma máscara para a pessoa de Bruce Wayne como indivíduo, o conceito está muito interessante e muito bem explorado. Encontramos o jovem Bruce no passado entrando numa espiral de medo e de busca pela força interior que depois é atingida plenamente na realização de Batman, não enquanto super herói mas enquanto ser humano equilibrado e em paz com o seu passado.

    Por outro lado, a estrutura narrativa é bastante previsível e, apesar do final tocante, acaba por se tornar um pouco aborrecida por o leitor tem sempre uma boa ideia do que se vai passar, de quem é o culpado e o que vai acontecer em traços gerais.

    Artisticamente, temos designs interessantes mas pouco detalhados, com algum ênfase na anatomia masculina e musculatura. Dentro do contexto "Batman", isto é um dado interessante. Não há muito de extraordinário em termos de utilização de texturas e tons.

    Sem dúvida que a parte mais interessante desta edição foi a pequena entrevista ao autor que está no final do volume. Nela, este explica que tentou escrever para um público ocidental, mais do que tentar cativar o público Japonês para os comics americanos. Isto revela bastante sobre o estilo narrativo utilizado, o que é sempre uma coisa gira de que nos podemos aperceber.

    Um manga que os fãs da personagem irão adorar certamente.
  • Batman: Gotham Knight

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    Batman: Gotham Knight
    Vários - Vários
    Anime OVA - 6 Episódios
    2008
    7 em 10

    Foi-me recomendado há muito, muito tempo, pelo Pi. :) Ele gosta do Batima.

    Trata-se de um conjunto de animações experimentais, feitas por vários estúdios, nomeadamente: Bee Train, Production I. G., Madhouse Studios e Studio 4ºC. Todas elas se centram à volta do Batman, animando diversas histórias, com vilões diversos, e experiências mais íntimas que este personagem histórico e marcante vive ao longo da sua vida como protector da cidade de Gotham. É uma série de animações muito interessante, mesmo para quem sabe pouco ou nada sobre o Batman, que é o meu caso. Como são apenas seis, passo a enumerá-las:

    Have I got a Story for You
    Sem dúvida o que tem a animação mais divertida, com uma fluidez e rapidez de movimentos de fazer inveja a muito anime. Vários miúdos encontram-se e contam as histórias do seu encontro com o misterioso Batman. Em nenhuma delas ele é igual, numa voa, noutra transforma-se em sombras, chega até a ser um robot! É uma históriazinha um pouco surreal e infantil, que no final traz um grande sorriso.
    Crossfire
    Explora o lado policial do mithos do personagem. Acompanhamos dois polícias que debatem o significado da sua função, numa cidade assolada por gangsters e protegida por essa misteriosa figura de morcego. Demonstra a faceta protectora do personagem, numa cena recheada de acção.
    Field Test
    Falamos do arsenal de armas mirabolantes do nosso homem morcego. Desta vez inventam para ele um "afastador de metais", uma espécie de colete anti-bala que as repele. Esta história não é especialmente interessante, apesar da animação belíssima. Fica marcada por terem transformado o Bruce Wayne num bishounen, o que é uma experiência ligeiramente perturbadora.

    In Darkness
    Esta trata-se de uma aventura praticamente copiada dos livros aos quadradinhos, embora resumida. Batman procura os raptores de um certo cardeal benfeitor, vendo-se metido numa grande batalha dentro dos esgotos. Os vilões estão muito bem concebidos e são assustadores, sendo que as lutas estão resolvidas com mestria e inteligência, demonstrando o melhor da personagem.

    Working Through Pain
    Esta foi a minha preferida, pelo seu carácter filosófico e intimista. Bruce Wayne viaja até à Índia para o ensinarem a lidar com a dor. E na verdade ensinam. Mas será que isso é suficiente? É um episódio que dá que pensar.
    Deadshot
    Uma boa animação, mas talvez a história menos interessante. Trata-se de uma luta contra um mercenário que tem daquelas armas à distância, que está de olho no Tenente Gordon. Batman protege-o.
    Verdadeiramente, uma experiência interessante. Todos juntos, os episódios fazem pouco mais de uma hora. Força!
  • Batman: O Cavaleiro das Trevas

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    Até na QUINTA DIMENSÃO há Batman: 7/16

    Batman: O Cavaleiro das Trevas
    Cristopher Nolan
    Filme
    2008
    8 em 10

    Porque mesmo numa terra em que tudo é ao contrário temos filmes de Domingo à noite!

    Vi este filme no cinema quando saiu (numa ida ao cinema conjunta com a Zé Gato Crew em massa) mas na altura não lhe fiz uma avaliação. Agora que o revi creio que posso dizer algo sobre ele. Mas repare-se que, acaso do destino, desta segunda vez vi o filme dobrado. Assim sendo Joker passou a Coringa e Batman passou a Batiman.

    Este filme faz um excelente trabalho na apresentação da história do Batman, mantendo a fidelidade com o cerne do original mas incluindo o seu próprio twist. Assim creio que agrada tanto a fãs como àqueles que nunca tinham ouvido falar do Batiman (se é que isso é possível). A recriação de Gotham City, uma cidade um pouco escura e propícia a que cavaleiros das trevas andem por ela, parece-me muito bem feita. Assim como o guarda-roupa, que reinventa o fato de lycra em armadura.

    A narrativa é simples, um suceder de plot-twists marados e imprevisíveis, planos de uma inteligência muito bela. Mas, para mim, o maior problema do filme reside na simplicidade com que Batiman resolve os problemas versus a complexidade dos planos do Coringa.

    Agora, o que é realmente extraordinário naquilo que é apenas mais um filme de super-heróis, é o trabalho de actor. Estão todos extraordinarios, mas não posso deixar de falar do Coringa. Esse sim, é o trabalho de uma carreira. A própria caracterização dada ao personagem, menos palhaço e mais doido, ajuda na manutenção da faceta de loucura, mas esta teria sido impossível sem um poderoso actor para a segurar. Arrisco-me a dizer que valeu a pena morrer para fazer um papel destes.

    Apesar dos filmes de super-heróis serem normalmente uma bela bosta e de estarem super-na-moda, recomendo este. Dá-nos a conhecer o universo Batimaniano com recurso a excelentes e intensas cenas que brilhariam até noutro filme qualquer. Esqueçamos as improbabilidades que acontecem no universo dos heróis. Este filme torna-os quase realistas.
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