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  • Diamond no Ace

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    Diamond no Ace
    Masuhara Mitsuyuki - Production I.G.
    Anime - 75 Episódios + 3 + 2 Episódios
    2013
    4 em 10


    Depois de um longo anime de baseball, o que é que as pessoas normais fazem? Ver outro longo anime de baseball, claro.

    Mas este Ace wo Nerae foi dos piores animes de desporto que tive o desprazer de visionar ao longo da minha vida. Eles jogam baseball, é certo, e a única parte de valor que vi aqui foi o facto de mudarem de jogadores ao longo dos jogos. De resto, os personagens não têm um mínimo desenvolvimento pessoal, a caracterização é básica e estereotipada, e os jogos são aborrecidíssimos: a nível profissional eles tentam jogar, e o nível profissional caracteriza-se por pesquisas chatas.

    A animação é terrível a maior parte das vezes, e a equipa nem sequer tem competência de chegar à Koshien após 75 episódios, perdem no antepenúltimo. Assim, estivemos estas horas todas a tentar ver este bando de inúteis a chegar ao estrelato, para apenas falharem redondamente e irem à repescagem.

    Mas isso será já outra season e já não me interessa nada, por mim que morram todos com um taco enfiado no rabo.

  • Miracle Giants Doumo-kun

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    Miracle Giants Doumo-kun
    Takashi Watanabe - Gallop
    Anime - 49 Episódios + 1 Special
    1989
    5 em 10


    Pois para variar um pouco... Um anime de baseball

    Doumo-kun é um rapazinho cujo pai é uma grande estrela deste desporto. Antes de morrer subitamente, o pai transmite-lhe o segredo do melhor pitch do mundo. Por alguma razão, a equipa em que o pai do jovem estava profissionalizado, substitui o falecido pelo filho menor de idade e ninguém acha isso estranho.

    De resto, vamos seguindo Doumo-kun a vencer todas as equipas, por vezes com trágicos solos de piano em pano de fundo, outras vezes com designs absurdos para as personagens (como o batter espanhol que vinha vestido de toureiro)

    Foi-me de todo impossível de acreditar que Doumo-kun tivesse encarnado o seu falecido pai, sobretudo porque é uma criança tão irritante.

    Um anime bastante fraco.

  • Major

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    Major
    Kasai Kenichi - Shogakukan Productions
    Anime - 26 Episódios
    2004
    6 em 10

    Mais um anime sobre baseball, esse chato desporto. Diz que este é dos melhores, mas ainda assim não toca nos calcanhares de Touch.

    Goro é um menininho de cinco anos órfão de mãe que tem o sonho do baseball. O pai dele é pitcher, o sonho do baseball! Porque é que todo o anime de baseball é sobre o pitcher? Porque não sobre o catcher ou sobre um centerfield? Enfim... Bom, digamos que o anime não é de todo desinteressante, porque está a lidar com os dramas do pai, que tem uma lesão, e os dramas do filho, cujo pai tem uma lesão. Mas depois, tragédia.

    Spoiler: o pai morre com uma dead ball atirada por um gajo americano.

    Três anos depois está Goro a jogar baseball na little league. Adoptou-o a educadora de infância. Esta personagem.... Isto é, aparentemente ela conheceu o pai do Goro uma semana e meia antes dele ter morrido. Mas a paixão era tão grande que ficou com o filho dele. E como tem um fetiche por gajos com grandes tacos acaba por se casar com o melhor amigo do gajo (isto é spoiler, desculpem). Mas que badalhoca mais sem sentido!

    O problema deste anime é que a partir da little league se transforma num vulgaríssimo anime de baseball. Excepto que com crianças de nove anos em vez de adolescentes de dezassete. Não que isso faça uma grande diferença, porque estas crianças de nove anos é como se tivessem dezassete. Não lançam uma bola de 150 km/h, mas estão lá quase. Apaixonam-se tal qual adolescentes e não têm atitudes de criancinhas, como deveriam ter se isto obedecesse à lógica.

    A arte é vulgar, às vezes mete nojo. Estamos em 2004, já devíamos saber desenhar caras com um certo nível de simetria! Sobre música não posso dizer grande coisa, já que apanhei uma versão com as OPs e EDs cortadas. Mas as do parênquima não são nada de especial e parecem recicladas de outros animes de desporto.

    Os jogos até são engraçados, mas nada que não tenhamos visto antes. Claro que depois de ter visto tantos já sei as regras do baseball e já consigo mais ou menos apreciar um jogo destes, apesar de ser um desporto cheio de complicações que eu não veria voluntariamente no caso de estar a dar na Sport TV. Isto se eu tivesse a Sport TV. A minha irmã gostava de a ter, para poder ver os jogos do sporting.
  • Cross Game

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    Cross Game
    Osamu Sekita - SynergySP
    Anime - 50 Episódios
    2009
    6 em 10

    O chamado "remake de Touch". Pois bem, isto pode ser o remake, mas Touch é superior.

    Kitamura Ko é um jovem sem grandes interesses que tem uma amiga, chamada Akane. A amiga, bem, acontece-lhe uma tragédia logo no primeiro episódio. Restam as três irmãs da amiga, respectivamente uma gaja boa com ares de dona de casa, uma pita irritante e estúpida e Aoba, uma bacana que detesta o Ko e que é bastante boa a jogar baseball. Ora, Aoba mete-se a ensinar o Ko a jogar e fica-se a saber que com as técnicas dela aliadas ao je-ne-sais-quoi dele, o jovem é um dos pitchers mais geniais de todos os tempos. Entretanto há um gajo giro que é o quarto batedor e que é mega talentoso, há histórias de amor todas paralelas umas às outras e, avanço desde já, não há beijo.

    Ora portantos, o anime de baseball ensinou-me a gostar de baseball. De certa forma Cross Game é um anime de desporto superior, porque não nos obriga a passar três episódios por jogo a ver em detalhe cada pensamento e flashback sobre a vida de cada jogador. No entanto, e comparativamente com a melhor série de baseball que vi (Touch), a carga emocional é muito inferior e mal explorada. Passamos metade da série a ter flashbacks emotivos da vida de Ko com Akane e a ver o seu amor que acabou por nunca se consumar por motivos exteriores a este pequeno casal de 10 anos de idade. Isto é, numa palavra, chato.

    Gostei do estilo antigo numa animação nova, mas a animação em si não é nada de especial.

    A OP é gira e as vozes estão bastante boas, mas de resto não há um ambiente musical bem definido, com recurso a temas marcantes. É fácil esquecer este sonoro.

    Os personagens parecem não crescer desde que aparecem pela primeira vez (que era quando tinham, já disse, 10 aninhos). A partir do momento em que entram no secundário não crescem mais em altura e nunca cresceram em termos de personalidade. Também não estão muito bem caracterizados, aparentemente basta um lamiré do que são para mostrar a sua relação. Isto é falso. Eu precisava de personagens fortes na sua essência, personagens mais completos, para me envolver melhor emocionalmente com o caso Ko/Aoba.

    Uma série divertida, séries de desporto são sempre divertidas, mas claramente inferior ao seu parente Touch.
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