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  • Rich Dad, Poor Dad

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    Rich Dad, Poor Dad
    Robert T. Kiyosaki
    1997
    Finanças


    Tinham-me recomendado este livro a propósito de maneio de finanças pessoais e, como o vi em promoção, decidi comprá-lo. Não creio que tenha sido uma boa compra.

    A teoria do Pai Rico é simples: o dinheiro não existe, portanto podemos manipulá-lo como quisermos. Isto é uma teoria económica que eu já conhecia, e o autor demora-se a explicar como a aplicar para fomentar a riqueza pessoal. O que ele não considera é que é de logo necessário ter dinheiro para investir, e depois ter o retorno desse "dinheiro fantasma". O autor desconsidera as outras teorias da pobreza e, no esquema económico da actualidade, propõe investimentos arriscados que nem sempre se convertem.

    Para além disso este livro é adequado apenas a leitores dos EUA, porque as leis e regras apresentadas só se aplicam nesse país. Um país da UE com leis de protecção à habitação e leis de protecção financeira não permitem este tipo de investimento imobiliário especulativo, aliás, COMBATEM este tipo de especulação.

    Assim, o livro propõe uma boa ideia, mas que não é de todo aplicável na nossa realidade.

  • O Código das Mentes Extraordinárias

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    O Código das Mentes Extraordinárias
    Vishen Lakhiani
    2016
    Auto-ajuda


    Este livro foi-me oferecido pelo Natal, pela minha sócia, talvez como dica de que preciso de ajuda para desenvolver uma potencial mente extraordinária.

    O autor propõe que nesta vida estamos condicionados por "bullshit rules" (brules), instituídas pela nossa cultura e educação, que temos de contornar por forma a desenvolvermos o nosso pleno potencial. Afirma também que esse pleno potencial será atingido pela meditação, pelo perdão e comprando o curso que ele ministra.

    Ao início o livro estava a ser bastante convincente, mas assim que chegou à parte do "perdão" tive vontade de deitar o livro no lixo: há coisas que são imperdoáveis.

    Enfim, este é um método como outro qualquer para o desenvolvimento pessoal, mas mais que me desenvolver pessoalmente eu preciso é de resolver os meus problemas psiquiátricos.

    Adeus.

  • O Segredo do Amor

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    O Segredo do Amor
    Ruediger Schache
    2008
    Auto-Ajuda

    Dois livros de auto-ajuda seguidos é obra! Este foi achado nos confins do lixo. Trata-se de uma edição luxuosa, muito bonita, com ilustrações e fotografias de gente famosa que, supostamente, também sabem o segredo do amor.

    Vou dizer-vos já: o segredo do amor é um íman interno, que o autor supõe que temos mas que não temos. Em vários passos ele ensina-nos a afinar o íman que não temos. Oferece vários exemplos de como o íman dele é um sucesso, mas todos eles demonstram uma falta de compreensão entre as partes, para além de uma falta de variedade entre géneros que é injusta e absurda.

    O Segredo do Amor parece ser comportar-nos como egoístas, procurando saltar de infelicidade em infelicidade até encontrarmos o parceiro sexual ideal, conforme coisas tão aleatórias como o signo ou a cor do cabelo.

    Inútil e estúpido.

  • Corpo e Mente

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    Corpo e Mente
    Osho
    2003
    Auto-Ajuda

    Ofereceram-me este livro no Natal, dizendo que tiveram dificuldade em encontrar um autor Japonês para mim. Ora nem Osho é Japonês (é Indiano) nem eu tenho necessidade de um excesso de Japão na minha vida. Mas adiante: há muito tempo tinha lido um livro deste autor do qual havia gostado muito, então estava muito esperançosa que este fosse semelhante.

    Infelizmente, Osho apresenta as suas teorias sobre a vivência em bem-estar na conjugação corpo-e-mente sem nunca ter a menor noção de como o corpo realmente funciona. Osho desconhece completamente as noções básicas de fisiologia e biologia que fazem os nossos corpos funcionar e, por isso, o livro apresenta um conjunto de pré-conceitos ignorantes e inanos, sem qualquer conteúdo aproveitável.

    Foi uma leitura péssima, que não recomendo. Tentarei evitar este filósofo no futuro.


  • Mude de Horário, Mude de Vida

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    Mude de Horário, Mude de Vida

  • Nunca Desista dos Seus Sonhos

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    Nunca Desista dos Seus Sonhos
    Augusto Cury
    2004
    Auto-Ajuda
    Não sei mais porque tinha este livro na lista de leitura, mas lá fui eu lê-lo na esperança que não fosse horrível. É horrível. O autor, supostamente um psicólogo brasileiro de renome, decide que as pessoas nunca devem desistir dos seus sonhos e que a melhor forma de as motivar a fazer isso é demonstrando quid por quid que existem outras pessoas que não desistem dos seus sonhos.

    Escolhe quatro pessoas. A primeira, óbvio, para estes retardados cristãos tem de ser JC. Como se soubessemos o suficiente sobre a vida do suposto profeta para saber se tinha sonhos ou não. Depois Abraham Lincoln, que sonhou ser presidente e assim arruinou a vida de muitos americanos, e Martin Luther King, que tinha um sonho (isso sabemos) e que não o viu tornar-se realidade. Finalmente, a quarta pessoa é capaz de ser a escolha mais brilhante no meio disto tudo: o próprio autor. 

    Para motivar os seus pacientes deprimidos, tristes, ansiosos, o autor diz que é uma pessoa feliz. Isto tudo recheado de frases daquelas que aparecem em posts das redes sociais com rosas e montanhas.

    O livro mais ridículo que li nos últimos tempos, apenas atenuado pelo facto de o ebook ter as frases todas misturadas e, assim, lhe dar um certo ar de surrealismo cómico.
  • Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão

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    Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão
    Mário de Carvalho
    2014
    Ensaio 

    Comprei este livor na Feira do Livro 2018, tendo tido a sorte de o ter autografado pelo autor. Trata-se de um ensaio que reúne algumas ideias sobre o que o novel escritor deve fazer para melhorar a sua arte e, assim, escrever com tanto prazer como qualidade.

    Atenção: este não é um livro que fala de escrever em quantidades astronómicas em muito pouco tempo (estou a falar da anormalidade que é o Nanowrimo). Também não é um livro que fala sobre publicar livros e ter sucesso pessoal e financeiro enquanto escritor.

    O que o autor faz é partir da sua própria experiência para dar alguns exemplos do que pode e deve ser feito enquanto se escreve e do que se deve evitar. Repare-se que a experiência principal a que se remete é a da própria leitura. Logo no primeiro capítulo, Mário de Carvalho insiste na importância da leitura enquanto objecto educativo e de pesquisa.

    Fascina-me que haja pessoas que queiram escrever e não gostem de ler.

    Durante o resto do livro, são-nos dados várias dicas de coisas giras que podemos utilizar e como o fazer sem cair na tentação do ridículo. No entanto, a prosa é muito dura, intrincada e um pouco difícil para um leitor menos avisado.

    Um livro muito útil e divertido!
  • The Unspoken Life

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    The Unspoken Life
    Kimberly Pope-Robinson
    2017
    Auto-Ajuda
     
    O tema da auto-ajuda não é especialmente frequente neste blog. Este livro "The Unspoken Life", surge nas minhas mãos após uma palestra pela autora, num congresso da minha ordem profissional no início do ano. As suas palavras tocaram-me e, por isso, decidi comprar o livro.
    A minha profissão é conhecida por todos por ser altamente emocional e, ao mesmo tempo, técnica. No entanto, nem todos sabem que é aquela com maior taxa de suicídios a nível mundial, causados pelo elevadíssimo stress no trabalho, falta de respeito entre colegas e pelos clientes, a elevada carga emocional que lhe está inerente e, sobretudo, pela falta de valorização da pessoa enquanto trabalhador e enquanto indivíduo.
     
    Este livro vai de encontro à ideia de que todos nós somos importantes e insubstituíveis. Com exemplos únicos do nosso trabalho, mas que podem ser extrapolados para qualquer profissão, a autora sugere que encontremos os nossos próprios "balões", que nos elevarão acima da linha do mar, para onde os "sinkers" da vida diária nos afundam.
     
    O livro é precioso como referência, mas fiquei um pouco desapontada por a palestra a que assisti ser uma cópia ipsis verbis deste volume. Assim, acabei por não aprender muita coisa de novo.
     
    De todas as formas, a autora disponibiliza o contacto e uma comunidade para que possamos praticar essas suas sugestões. Penso que me vou inscrever :)

  • Não é Física Nuclear

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    Não é Física Nuclear - Saúde para Homens
    Christopher Lewis
    2005
    Saúde e Bem Estar

    E então eu terminei a lista de leitura do Kobo (por enquanto), portanto voltei à lista de livros físicos, iniciando-a com um livro que fiquei reticente em ler, devido a uma mistura de vergonha e curiosidade. Afinal, acabou por ser uma leitura muito divertida e valer a pena, apesar de eu não ser grande apreciadora deste género de livros!

    Para começar, aprendi a tomar conta dos meus testículos o livro divide-se em capítulos práticos sobe cada um dos sistemas e aparelhos do corpo humano. Estas partes acabei por ler um ppouco na diagonal, pois é conhecimento que obtive em grande detalhe na faculdade. Depois, o autor enumera as doenças de cada aparelho e formas simples e práticas de as evitar ao máximo.

    É claro que o livro está escrito tendo em objectivo uma perspectiva puramente masculina, mas a maior parte dos conselhos podem ser extrapolados aos vários géneros. Essencialmente, os conselhos são: deixar de fumar, fazer exercício e tomar conta da alimentação. E, de certa forma, o livro está escrito de uma forma altamente motivadora, sem assustar mas também sem omitir as piores verdades!

    Apenas achei que o autor cobriu muito mal a secção das drogas (talvez por falta de conhecimento) e que poderia ter dedicado um capítulo à doença neurológica propriamente dita, sendo que se ficou apenas pela depressão. Teria sido importante falar de alzheimer e de formas de o evitar, por exemplo, através de exercícios mentais e por aí em diante.

    Mas foi uma leitura rápida, simples e muito divertida que me deixou com vontade de aplicar algumas das sugestões em mim própria, sobretudo no cuidado dos meus testículos, pois já estou na idade em que uma pessoa precisa de ficar um bocadinho paranóica com a saúde. ;)
  • Comer Orar Amar

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    Comer Orar Amar
    Elizabeth Gilbert
    2006
    Memórias/Auto-ajuda

    Tinha curiosidade por este livro desde que saiu o filme (que não vi), por isso aparecendo a oportunidade li-o. E, bem... Enfim...

    O livro está escrito de uma maneira engraçada. Tem muitas piadas, tem comparações giras, fala de uma maneira casual de um problema sério, que é a depressão da autora. Mas não me vou demorar muito. Este livro ensina como curar a depressão. E a resposta é simples: é preciso ter dinheiro para ir a Itália enfardar massa e pizza, à Índia aprender a meditar e à Indonésia, Bali, arranjar um amante brasileiro. Foi a parte do Amar a que gostei mais, diga-se de passagem, não pelo amante brasileiro mas pelo mestre curandeiro, que é uma personagem muito engraçada (real, mas personagem) e que pensa exactamente da forma que eu tento pensar todos os dias.

    Mas convenhamos... Se eu fosse rica também curava a depressão num instante.

    Sinceramente, não acho que este livro valha a pena o tempo. Achei que depois de o ler iria ter vontade de fazer uma caminhada espiritual e encontrar deus/falar com deus/qualquer coisa divina, mas a verdade é que me deixou completamente indiferente. Liz, tiveste sorte em arranjar alguém que te pagasse as férias. Mas as pessoas normais não são assim.
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