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  • Ex-Arm

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    Ex-Arm
    Usui Hisato - Visual Flight
    Anime - 12 Episódios
    2011
    2 em 10


    Bem vindos, meus amigos, ao pior anime do mundo e ao meu segundo (de sempre) 2 em 10. Porque este anime não tem ponta por onde se lhe pegue, a ponto de nem sequer ter piada. É simplesmente horrível.

    Para começar, a animação integralmente digital está tão mal feita que senti os meus olhos a derreter dentro das órbitas e, de imediato, a cair. Depois tive de os lavar com lixívia para os purificar, porque isto é simplesmente tão feio e tão mal feito.

    De resto, a história em si também não tem muito sentido de razão: um rapaz é tra nsformado numa espécie de cubo, e anda por aí a lutar contra os ex-arms, e de resto ele é um cubo digital. O que fazemos com isto? Desesperamos, acho que é a única resposta válida.

    Portanto, temos aqui o pior anime de sempre. Eu - sinceramente - não acreditava que pudesse haver algo tão mau e foi por isso que decidi ver isto. Mas é decididamente horrível.

  • Berserk (2016)

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    Berserk (2016)
    Itagaki Shin - Milepensee Studios
    Anime - 12 Episódios + 12 Episódios
    2016
    4 em 10

    Queria muito saber a continuação da história de Berserk, e para além disso enganei-me num torrent e saquei a série de 2016. Então bora lá.

    Ou NÃO. Não vejam isto. Nunca vejam isto.

    A sério. Por melhor que seja a história, e a história é muito boa, a animação é simplesmente grotesca. Não existe um ponto da anatomia que faça sentido, os cenários não têm sal nem pimenta, o digital é um exagero e as expressões faciais em CGI estão feitas de forma a que toda a gente tenha aspecto de um trissómico.

    Balha-me a senhora que ainda há o manga. Vou já limpar os olhos.

  • Toy Story 4

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    Toy Story 4
    Josh Cooley
    2019
    Filme
    6 em 10
    Da série "como ordenhar uma vaca que já tinha ido para abate".

    O quarto filme da franquia de Toy Story não desilude sem ser na sua génese. Afinal, para que é que este filme existe? Apenas para vender mais brinquedos, os brinquedos que são os protagonistas do filme.

    Apesar de esta nova ideia sobre as aventuras dos brinquedos estar bem pensada e bem articulada com o resto dos filmes, com pouco recurso a ideias recicladas, é uma aventura extra que se torna um pouco fastidiosa e repetitiva. A obsessão dos brinquedos com "terem crianças para brincar" torna-se obsoleta no decorrer do filme e, assim, mantém-se a questão: "porquê?"

    Salva a animação excelente e o sentido de humor ardiloso, embora o foco esteja remetido para um conjunto de novas personagens que não trazem muita coisa de novo.

    Gostei de ver, mas não me impressionou.
  • Aquaman

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    Aquaman
    James Wan
    2018
    Filme
    5 em 10

    Quem me conhece sabe que eu não estou muito envolvida na fandom dos super-heróis. Até para mim foi uma surpresa ver o Aquaman. E foi terrível.

    Uma princesa da Atlântida dá à costa e é adoptada pelo faroleiro. Apaixonam-se e têm um filho, o Rei Artur que vai em busca do Tridente que, preso na pedra, só pode ser retirado pelo verdadeiro rei. Tudo muito bem, excepto que não.

    Com efeitos especiais espectaculares e um mecanismo narrativo extremamente báscio, este é um filme que vive exclusivamente das potentes cenas de acção dentro de água. Os efeitos estão bem feitos (embora em muitas partes pareça apenas um filtro aquático de uma qualquer aplicação de telemóvel), mas o filme é apenas isso.

    Os personagens não cativam e Aquaman, o famoso actor que é muito "bom" actor, de bom só tem mesmo o aspecto. Porque não tem uma frase com mais de seis palavras para dar ao público e porque não convence ninguém.

    O design das estruturas é um misto de futurismo aquático bastante iverosímil, que não obedece a nenhuma lei conhecida da física ou da química.

    Admira-me que este filme tenha uma gota de popularidade, porque é terrível.

  • Mortal Engines

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    Mortal Engines
    Christian Rivers
    2018
    Filme
    3 em 10
    Vamos tentar ser rápidos e tocar neste filme só com a ponta de um pauzito.

    Depois do apocalipse causado por armas de neutrões gigantes maléficos, as pessoas vivem em cidades móveis que andam com as suas lagartas e fagocitam as cidades mais pequenas que encontram.
     
    O Agent Smith é super mau e é fixe ser arqueólogo, porque se encontram coisas vindas directamente do século XXI, que foi há milhares de anos. A luta agora é entre pessoal que tem avionetas de palhinhas e vive no paraíso das coisas boas e Londres a cidade gigante onde toda a gente se conhece.
     
    O final é em zoom out.
     
    Três em Dez.

  • Popee The Performer

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    Popee The Performer
    Masuda Ryuuki - Nippon Animation
    Anime - 39 Episódios
    2000
    4 em 10
    São trinta e nove episódios, com quatro minutos cada um. Portanto, pouco mais de duas horas e meia de puro horror e sofrimento.

    Um anime que se popularizou durante uns instantes porque envolve um palhacito, cócó e sangue do nariz, trata-se nada mais nada menos que uma sequência de historietas sobre o circo, que envolvem desgraças em maior ou menor nível. Um anime infantil (fora o facto de os bonecos sangrarem), meio demente, que seria muito engraçado se não fosse absolutamente horroroso.

    A animação desta coisa é um objecto de negação da arte. Não há uma linha direita nestes sprites digitais e a sua textura, estrutura, anatomia, design geral e movimento são tudo menos coerentes. Tudo falha, há erros em todos os momentos e parece que cada episódio foi feito pelo mais incompetente estudante do curso profissional de animação do novas oportunidades.

    Temos um conjunto de musiquinhas assustadoras e perturbadoras que ligam muito bem com o pavor que é isto tudo.

    Fica um pontinho a mais pela originalidade.
  • Ready Player One

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    Ready Player One
    Steven Spielberg
    2018
    Filme
    8 em 10

    Recusei-me a ver este filme no cinema porque pensei que seria um espectáculo de referências básicas para geeks básicos. Mas, agora que o vi, acho que se tornou num dos meus filmes preferidos do ano!

    Este filme é um jogo. Uma realidade virtual em que toda a gente de todo o mundo vive. Após a morte do seu criador, um "easter egg" foi escondido dentro do jogo. Quem o ganhar, fica dono dele e pode fazer as suas regras. Parzival é um single player que continua a tentar resolver o mistério. Mas existe uma grande empresa, a IOI, que quer ser dona de tudo. E eles têm grandes armas, tanto dentro como fora do jogo.

    Temos, então, duas realidades: a virtual e a "real". A narrativa é muito simples assim que as duas se misturam, mas o que eu gostei realmente foi como o jogo em si parecia perfeitamente jogável e, para ser sincera, parecia um jogo ideal para mim e onde eu adoraria estar! A realidade virtual é integralmente digital, mas de uma maneira tão sofisticada que tem um realismo extremo (dentro do contexto do jogo). As cenas de acção são estimulantes, muito bem animadas e coreografadas. A maior vontade é mesmo pegar nos óculos VR e entrar lá dentro para viver aquilo!

    É um filme ao qual dou uma surpreendente nota positiva, não tanto pela sua qualidade narrativa mas pela sua qualidade técnica e, acima de tudo, pelo facto de me ter feito sonhar um bocadinho. :)

  • Hottarake no Shima

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    Hottarake no Shima: Haruka to Mahou no Kagami
    Shinsuke Sato - Production I.G.
    Anime - Filme
    2009
    6 em 10

    Tinha este filme para ver já há algum tempo, mas não o conseguia encontrar para download (nem para streaming) em parte alguma. Mas, finalmente, após muito esforço (e um convite para um tracker privado) pus-lhe as mãos em cima. Portanto, fui vê-lo com o Qui.

    Este filme é curioso porque normalmente este tipo de animação, digital em 3D, não é utilizado em anime. Com este filme, a Production I.G. faz uma experiência arriscada, mas com resultados bastante satisfatórios.

    Uma rapariga vai para o mundo das raposas que apanham as coisas que ficaram esquecidas. Tenta encontrar um espelho que a sua falecida mãe lhe havia dado. No processo, faz amigos e inimigos e vence as forças do mal. É aqui que reside o principal defeito deste anime: a história, o desenvolvimento de personagem. É tudo muito fraco e centra-se sobretudo numa série de lugares comuns que não têm interpretações excelentes. Talvez para as crianças pequeninas isto seja suficiente, mas sabemos que até as crianças pequeninas podem ser muito exigentes (o que é o meu caso).

    No entanto, a animação é muito interessante. Apesar de não ser excelente, o autor faz um excelente trabalho em mostrar o mundo fantástico, com uma mistura de recursos tradicionais e digitais que tornam o filme num bom regalo para os olhos. Infelizmente, os modelos 3D estão pouco fluídos e não têm peso real, pelo que se perde bastante do potencial desta animação. Talvez agora, que estamos quase uma década mais à frente, tenhamos os recursos para utilizar estas técnicas de forma melhor integrada.

    Foi um filme engraçado e leve, mas que serve melhor para os pequenos. Em termos de sentido crítico, uma experiência que não deixa de ser interessante.

  • Stand By Me Doraemon

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    Stand By Me Doraemon
     Yamazaki Takashi - Shirogumi
    Anime - Filme
    2014
    7 em 10

    Ontem foi um dia tão satisfatório e produtivo que achei por bem terminá-lo com um filme. Calhou-me ver esta nova interpretação do nosso grande amigo Doraeomon. Há muito tempo que não via nada com ele e, claro, ainda tinha muito na minha mente a querida dobragem espanhola da adolescência. No entanto, foi um filme muito querido e foi um prazer vê-lo. :)

    O filme mostra-nos toda a história de Doraemon e Nobita desde o início (supomos, o primeiro capítulo). Eles conhecem-se e o gato do futuro é obrigado a ficar com o pequeno e infeliz Nobita até ele encontrar a felicidade. Ao início Doraemon resolve-lhe todos os problemas com os fantásticos gadgets que estão no seu bolso mágico. Mas o foco essencial do filme, ao contrário da velhinha série, não é mostrar os objectos prodigiosos do gato cósmico. Aqui, procura-se sobretudo uma evolução na relação entre as personagens e no seu crescimento através das várias vivências.

    Nesse aspecto, o filme faz um excelente trabalho, apesar de envolver algumas técnicas narrativas que passam por um pouco forçadas. Comenta-se que o ritmo do anime é um pouco apressado, mas em todo o caso achei que a estrutura estava bastante coerente com o espírito da série. O final é amoroso e quase libertei uma lagriminha. ;>

    Outro aspecto extraordinário deste filme é a animação. Ao início disse "não!", quando vi que iria ser tudo em 3D digital. No entanto, os momentos animados estão de tal forma detalhados (apesar de as estruturas serem um pouco "leves", em termos de animação), que conseguimos distinguir todas as pequenas texturas, desde uma nódoa na roupa até ao tecido usado. É uma técnica ainda a ser explorada e que, pelos vistos, pode vir a ter excelentes resultados.

    A música é simpática, apesar de o tema principal não ser muito memorável.

    Um filme ideal para todos os fãs de Doraemon, mas também para quem (porventura) ainda não conhece a personagem. Um filme acessível para todos!

  • Freedom

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    Freedom
     Morita Shuhei - Sunrise
    Anime OVA - 7 Episódios + 1 Special
    2006
    6 em 10

    Infelizmente, tive de ver este anime com a manhosa dobragem Americana, pois as tracks de legendas não estavam a funcionar... Enfim!

    Um grupo de jovens vive numa colónia na Lua e nada sabem sobre a Terra, o planeta de origem. Dedicam-se a corridas futuristas, moderadamente ilegais, em motas construídas por eles próprios. Dois amigos, depois de encontrarem umas fotografias, decidem ir à Terra ver o que lá está e se há pessoas a viver lá. O que acontece depois é uma grande aventura.

    Este anime esforça-se por apresentar uma distopia em oposição a um universo de felicidade, fazendo para isso recurso de uma narrativa muito simples, consistindo em "fazer amigos -> salvar os amigos". É uma falha grande o facto de o universo apresentado não estar convenientemente explorado e tudo se dirigir para uma guerra fatalista e, de todos os modos, extremamente previsível. Também as atitudes dos personagens são indistinguíveis. A sua caracterização é mínima e os personagens secundários têm grandes limitações no seu desenvolvimento. Quanto aos principais, fora um discurso moralista que deveria ter grande intensidade, são indistintos e esquecíveis.

    Um aspecto interessante deste anime é a arte. Fazendo uso de um arcaico CG com cell-shading (talvez uma das primeiras experiências neste estilo em grande escala), a animação está bem cuidada e temos cenas de acção de excelência que são muito agradáveis de ver. Os cenários são pintados de forma tradicional, tendo em si grande detalhe e uma construção de edifícios e maquinaria originais e fascinantes. As cores são vibrantes e uma delícia para os olhos.

    Musicalmente, temos pouco a apontar, fora uma OP e ED que têm uma certa intensidade que liga muito bem com o tema do anime.

    Este OVA de 7 episódios terá ficado para trás, mas é uma experiência curiosa e terá a sua importância técnica.

  • Catblue Dynamite

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    Catblue Dynamite
    Higa Romanov
    Anime - Filme
    2006
    6 em 10

    Coisas obscuras são obscuras. Este filmezinho, produção independente, libertado como Original Net Animation, com dobragem em inglês e legendas em japonês, é uma dessas coisas.

    Fala de uma moça que é um gato e que, por que tem uma cauda, pode segurar em três armas ao mesmo tempo. Também tem o poder de ver fantasmas. Dirige-se a um bar para se encontrar com uns tipos que não a conhecem mas que vai ajudar, na companhia de John, o seu amigo fantasma. A partir daí são perseguidos por um bando de mascarados e há uma luta com outra gaja.

    É uma história simples, que aparenta ser uma espécie de episódio piloto para algo maior, que nunca chegou a acontecer. É uma pena, pois estes personagens realmente tinham potencial para se fazer algo com eles. Aliás, até as vozes americanas são muito apropriadas, apesar do diálogo ser muitas vezes um pouco foleiro e enfadonho. Mas está tudo bem, talvez fosse mesmo assim que se falava nos anos setenta.

    Trata-se também de uma experiência de animação, pois encontra-se nos primórdios da utilização de animação digital com CG em cell shading. É uma animação arcaica, mas gostei bastante das expressões faciais, sobretudo da boca. Infelizmente, acaba por não funcionar muito bem nas cenas de acção, que são bastantes e acabam por parecer um pouco desadequadas, já que não há fluidez nos movimentos suficiente para que as coreografias sejam realistas.

    A música é um pouco repetitiva, mas a peça usada mais vezes tem o seu charme e leva-nos de volta à época a ser retratada.

    Um filmezinho interessante, que merecia desenvolvimento.

  • Rakuen Tsuihou - Expelled from Paradise

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    Rakuen Tsuihou - Expelled from Paradise
    Mizushima Seiji - Toei Animation
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10

    Filme muito recente que nos oferece um novo tipo de visionamento, com um estilo de animação ainda pouco explorado. No entanto, o resultado fica aquém das expectativas.

    Apresenta-nos uma história original: neste universo os seres humanos estão reduzidos a informação numa rede de internet. Uma agente deste mundo dirige-se ao planeta Terra, onde as pessoas ainda têm corpo, para descobrir o paradeiro de um hacker que poderá por em perigo a existência humana tal como se conhece nesse momento. Acompanha-a um humano real, Dingo. Ainda assim, pareceu-me que este mundo de influência cyberpunk poderia ter sido melhor explorado, pois tem detalhes sobre os quais gostaria de ter sabido mais.

    Os personagens sofrem um desenvolvimento muito típico, sendo que o mais interessante ao longo do filme é a sua relação e diálogos, à medida que ambos aprendem mais sobre o mundo um do outro. No entanto, a estrutura da narrativa é muito igual a tudo o resto que vamos vendo e, assim, não se distingue pela positiva. Em termos de designs, pareceram-me um pouco ilógicos e a chamar claramente por fanservice, o que dentro do contexto é bastante desnecessário (e até um pouco surpreendente, tendo o filme cunho da Toei)

    O que realmente distingue tudo isto dos outros filmes que foram saindo ao longo do ano são a arte e animação. Primeiramente, é um filme puramente digital e 3D. No entanto, o efeito tridimensional é amaciado com uma pintura em cell-shading. É uma técnica que vem sendo utilizada ultimamente em pequenas sequências, pelo que um filme de longa duração em que a utilizam é sem dúvida uma boa novidade. No entanto, tudo isto não funciona bem pois não há atenção nos detalhes. Os movimentos dos personagens parecem demasiado fixos e pouco plásticos, sendo que também as cenas de acção sofrem bastante com a falta de fluidez. Em termos de cenários e sua animação, este estilo pode parecer um pouco estranho.

    Musicalmente, temos uma boa panóplia de sons, entre o techno e o rock, primorosamente encaixados nas sequências respectivas.

    Um filme curioso e bom para quem gosta de curiosidar, mas que certamente irá envelhecer pessimamente.
  • Frozen

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    Frozen
    Chris Buck e Jennifer Lee - Disney
    Animação Ocidental - Filme
    2013
    6 em 10

    Aos Domingos, por vezes, muitas vezes, fazemos um piquenique ou um passeio ou props de cosplay. Este que passou fomos para casa de um amigo ver o Frozen. O filme já me causava certa irritação, por causa da abundância sem paralelo de jpgs e gifs e ficheiros de som que populam todo o Tumblr. Mas também por causa desse excesso, tinha certa curiosidade em saber se o filme era realmente assim tão bom.

    Não é. Não é sem razão que há quem diga que a Disney perdeu a magia. Se calhar fomos todos nós que crescemos... Enfim, o filme tem os seus momentos, mas de resto não tem grande coisa onde pegar. Começa logo pelo epíteto de "baseado na história da Rainha da Neve". Ora bem... Eu adoro a história da Rainha da Neve. Mesmo. E este filme, de Rainha da Neve, tem neve e rainha, mais nada. A história é tão bonita, porque é que fizeram algo completamente diferente? A inspiração? Nenhuma!

    A história é simples, a causa e efeito do amor fraternal e da relação entre irmãs. De certa forma, o filme distingue-se por dar um certo poder ao amor entre as duas, a capacidade feminina. As princesas não são frágeis, apesar de serem puras e inocentes. Ainda assim, acho que o Tumblr anda a ler demasiadas coisas entre as entrelinhas... Não creio que o filme seja representativo de feministas ou doenças mentais (apesar de haver um personagem com uma rena que é esquizofrénico).

    A arte é plástica, bem modelada, mas a paleta de cores é extremamente aborrecida. É tudo demasiado azul, não havendo aproveitamento das várias imagens de paisagens nevadas. Bem, eu só vi neve uma vez, mas já vi fotografias e os campos gelados não são assim tão monótonos.

    As músicas... Demasiadas. Esta gente está sempre a cantar e como são feitos por computador parecem pessoas e isso é estranho. Pareceram-me todas parecidas umas com as outras e ficaram-me na cabeça... Mas todas misturadas. Por isso tenho andado a cantar "LET IT GO LET IT GO THE COLD NEVER BOTHERED ME ANYWAY DO YOU WANNA BUILD A SNOWMAN"

    Em resumo, o filme parece-me sobrevalorizado, apesar de ter os seus momentos. Gostei imenso do Olaf, apesar de ter pensado que ele me ia irritar. A verdade é que é um bonequinho bem simpático.
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