• Ralph Breaks the Internet

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    Ralph Breaks the Internet
    Rich Moore e Phil Johnson
    2018
    Filme
    6 em 10
    Atenção: eu não vi o primeiro Wreck-it Ralph.

    Ralph e Vanellope vivem numa arcada, fazendo mais ou menos as mesmas actividades todos os dias. Até que um dia, um novo cabo é ligado: um cabo wi-fi. Quando o jogo de Vanellope se parte e ela fica sem um lugar onde viver, os dois decidem ir até à internet para comprar a peça que falta. E aí começa a aventura.
     
    Este filme é, essencialmente, um festim de referências. A todo o instante e momento, surgem coisas que conhecemos e com as quais lidamos todos os dias . Isto tem um potencial cómico enorme, que funciona realmente em algumas partes (eu morri com a parte das princesas, a sério), mas no fundo não se passa nada de extraordinário que nos faça ficar ligados à narrativa ou às personagens.
     
    Apesar de a visão do "interior da internet" se esforçar por ser criativa, já vimos esta interpretação muitas vezes, o que torna o espaço previsível e pouco estimulante. A animação não é de todo extraordinária, havendo secções com designs bastante confusos.
     
    Um filme satisfatório que dá para rir, mas pouco mais. Peço apenas que vejam os pós-créditos, que vale a pena. :)

  • Sayonara no Asa ni Yakusoku no Hana wo Kazarou

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    Sayonara no Asa ni Yakusoku no Hana wo Kazarou
    Okada Mari - P.A. Works
    Anime - Filme
    2018
    8 em 10

    Um filme de anime que realmente me encheu as medidas.

    Maquia é uma rapariga de um povo perdido, os Iorph. Estas pessoas, com uma longevidade extraordinária, são conhecidos como "o povo das despedidas", porque sempre ultrapassarão em idade os que as rodeiam. Tecem um tecido especial que contem mensagens e as vidas das pessoas. Tudo está bem na sua cidade cheia de água. Mas um dia, são invadidos por um povo bélico que conduz criaturas dracónicas muito antigas. Vêm em busca das mulheres dos Iorph, para que com a gestação de uma descendência ofereçam vida imortal ao rei.

    Este é um filme que explora o sentido da maternidade e das relações familiares. As personagens, construídas com uma base muito sólida e altamente realistas - mesmo para seres mitológicos - são constantemente confrontadas com realidades que ou não conseguem compreender ou que são demasiado difíceis de processar.

    Falamos aqui do verdadeiro objectivo do amor e das pequenas coisas que fazem com que as pessoas se tornem em famílias. Com cenários lindíssimos e cenas de acção muito bem trabalhadas, num mundo fantástico cheio de detalhes, vivemos esta aventura de Maquia que tenta salvar o seu povo ao mesmo tempo que se esforça para que as pessoas com que se uniu não desapareçam.

    E no final, continuará sempre a fazer parte do povo das despedidas.

    Nota: quero fazer cosplay da Maquia! ^_^
  • À Porta da Eternidade

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    À Porta da Eternidade
    Julian Schnabel
    2018
    Filme
    8 em 10
    Um filme sobre os últimos anos da vida do pintor Vincent Van Gogh, interpretado por Willem Dafoe. Uma viagem desesperante e brilhante pela visão do pintor.

    Van Gogh, pintor apaixonado pela sua arte mas completamente desconhecido, decide afastar-se do ambiente urbano de Paris para se fixar numa aldeia do sul de França, de forma a dedicar o seu tempo à pintura e à apreciação do que o que a natureza tem de mais belo. Mas nem tudo corre bem, pois Van Gogh tem uma doença e o vício da bebida, que o fazem ter episódios amnésicos em que se torna violento e irracional.

    Filmado de forma quebrada, tal e qual a visão de uma pessoa, é um filme que nos permite uma tentativa para entrar dentro dos detalhes dos ideais do génio. Percorrendo com Van Gogh os planos naturais maravilhosos, ficamos a conhecer toda uma ideia do que é a arte e de como devemos e podemos trabalhar a arte.

    Assistindo ao nascimento das pinturas que mais tarde se tornariam ícones famosos, podemos espreitar a cabeça do pintor e acreditar que assim ele pensava e assim ele fazia.

    Um filme delicado e doloroso, que recomendo.
  • Noragami Aragoto

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    Noragami Aragoto
    Tamura Koutarou - Bones
    Anime - 13 Episódios
    2015
    7 em 10
    Segunda season de Noragami. Surpreendeu-me bastante pela positiva.

    Os nossos deuses têm estado a viver pacificamente, até que uma série de lutas familiares e buscas pelo poder começam a destruir a família de servos de Bishamon, a deusa da guerra. Aprendemos um pouco melhor como funciona este universo de deuses e ajudantes e envolvemo-nos verdadeiramente com a história da destruição e tentativa de salvamento de uma família unida apenas pela bondade da sua criadora.

    Temos uma série de cenas de acção, frequentes, muito dinâmicas e com aspectos mais positivos do que na primeira season. A fluidez funciona muito bem dentro deste contexto, sendo cada uma das lutas motivo para nos encostarmos à beira da cadeira a roer as unhas. Também os designs e cores nos permitem perceber um pouco mais sobre este universo.

    Musicalmente, temos uma OP muito interessante e ED com boa qualidade. Na verdade, a OP coloca logo em riste o verdadeiro ritmo deste anime, funcionando muito bem.

    Recomendo, mas apenas para quem já viu a primeira season.

  • If Beale Street could talk

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    If Beale Street could talk
    Barry Jenkins
    2018
    Filme
    6 em 10
    Filme vencedor de um Oscar (para melhor actriz secundária) fala-nos dos meandros do racismo oculto nos anos 60. 
     
    Um casal muito apaixonado - se calhar até excessivamente apaixonado - procura começar a sua vida numa nova casa quando o rapaz é preso por violação. A partir daí começa uma busca pela verdade, na tentativa de esclarecer que ele não é de facto o culpado e que merece ficar em liberdade. Entretanto, uma gravidez se anuncia.

    Penso que a segunda metade deste filme é bastante mais positiva que a primeira, que se foca quase em demasia na relação entre os dois. A performance dos actores faz com que esta paixão se torne um pouco telenovelesca, com discursos simples e ditos de forma muito mecânica. Depois, os diálogos tornam-se mais complexos e maduros, o que nos ajuda a compreender a dimensão desta rela~ção que, no fundo, é o tema central do filme.

    De resto, foi uma visão pouco memorável, que peca por um exagero nada subtil e pela fraca performance dos actores que, a todo o instante, parece que estão a ler as falas de um teleponto.

  • Liz to Aoi Tori

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    Liz to Aoi Tori
    Naoko Yamada - Kyoto Animation
    Anime - Filme
    2018
    6 em 10

    Este filme está altamente cotado e recomendado. Mas para mim não passou de uma sessão de cinema em casa perfeitamente vulgar e talvez até um pouco aborrecida.

    história aparentada com Hibike Euphonium!, fala das raparigas que iam ter o solo no espectáculo final. Era um solo de flauta transversal e oboé, mas estas duas raparigas têm a relação de amizade um pouco instável. Em paralelo, assistimos à história de Liz e do Pássaro Azul, a peça que irão tocar. A relação de Liz com o pássaro e das duas começa de uma forma para depois se inverter.

    No entanto, isto é tudo muito simples e muito pouco emocionante. Apesar de uma das personagens estar suficientemente bem caracterizada, as outras aparecem um pouco por acaso e o seu envolvimento na história é demasiado discreto. O final deixa-nos a pensar para que serviu todo o filme, afinal, já que acaba por não haver o distanciamento necessário para o reaproximar da relação depois da escola, depois do fim.

    é certo que temos uma animação belíssima, mas a forma como é aplicada tem um tom de exagero encantatório, como se todos os espaços da escola tivessem uma magia oculta e secreta. A maior parte das cenas exploram o cenário, expondo-o com um nível de detalhe que não seria necessário se simplesmente existisse uma história para assistirmos.

    Felizmente, temos uma banda sonora única e muito intensa. Apesar de o anime ser sobre uma banda filarmónica, não temos grandes momentos musicais, mas quando eles existem entregam bons momentos.

    Esperava muito mais.
  • Os Meus Sentimentos

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    Os Meus Sentimentos
    Dulce Maria Cardoso
    2005
    Romance
    Li pouco desta autora, mas o que li gostei bastante. Este volume, uma das suas obras iniciais, deixou-me um pouco desapontada. É impossível não fazer um paralelismo, quer em tema quer em estilo, a António Lobo Antunes.

    Uma mulher gorda é vítima de um acidente de viação. Enquanto olha para as gotas luminosas da chuva que cai, recorda-se da sua vida e da vida dos seus pais, da vida do seu meio-irmão, da vida da sua filha. A pouco e pouco vamos conhecendo melhor esta mulher com nome de flor que também é uma cor e observando o seu desespero por não perceber, ou talvez por fantasiar, a realidade.
     
    Se a história é bastante simples, a forma como está narrada torna-a emocionante e interessante, quase desesperada. Mas aí entra o paralelismo com ALA: o formato é extremamente semelhantye e, tal como neste autor, pode tornar-se cansativo e repetitivo.
     
    Um livro que me deixou com um sabor agridoce.

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