• Yakitate!! Japan

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    Yakitate!! Japan
    Aoki Yasuhiro - Sunrise
    Anime - 69 Episódios
    2004
    4 em 10

    Apresenta-se-nos um shounen de batalha com um ligeiro twist. É que este anime é uma luta contra oponentes cada vez mais fortes, fazendo uso de poderes e talentos especiais, mas que consiste em falar sobre... Pão.

    Pois é. Temos aqui um conjunto de personagens que enfrentam, ao longo de sessenta e nove sofríveis episódios, outras equipas de padeiros em concursos de pão, em que eles buscam o poder das "mãos douradas", que lhes dará a capacidade de fazer o melhor pão de sempre e, assim, salvar a sua empresa panificadora. Vemos pães de todos os géneros e feitios, desde aqueles que provavelmente existem até àqueles que provavelmente são inventados porque nunca ninguém no mundo teria uma ideia tão absurda para fazer um pão.

    Os personagens não têm muita caracterização, para além daquela que pode ser dada aos protagonistas e elementos secundários de um shounen. Existem alguns momentos em que a série os impele a ter algum tipo de desenvolvimento, mas a oportunidade que lhes dão é tão idiota que mais valia terem ficado quietos. Porque, afinal, como é que um palhaço se pode revelar o rei do Mónaco, quando Mónaco até é um principado? Em outras ocasiões, a série tenta acrescentar algo de lógico a uma sucessão de piadas (secas), mas existem erros narrativos tão crassos que se torna impossível levar isto a sério. Se ao menos as piadas fossem, efectivamente, engraçadas...

    Outro aspecto é a arte. Um pavor. Erros de anatomia, erros de perspectiva, erros de animação, erros a seguir a erros, coisas básicas tortuosamente erradas e, no geral, uma dor para os bastonetes oculares do pobre que se dê ao trabalho de ver isto.

    Finalmente, a música. Apesar de termos (algumas) EDs engraçadas como música singular, os efeitos sonoros são ridículos e a banda sonora baseia-se essencialmente numa mutilação de peças clássicas conhecidas de todos, sendo reciclada a toda a hora e todo o momento.

    Portanto, horrível. E nem sequer aprendi a fazer pão.


  • Con Air

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    Con Air
    Simon West
    1997
    Filme
    3 em 10

    Tenho estado doente por estes dias, portanto ontem optámos por ficar em casa a ver televisão. E quando se vê televisão, existe sempre a possibilidade de se apanhar um filme péssimo! =D

    Con Air é um filme de acção inusitado, em que a grande estrela é Nicholas Cage cheio de cabelo, que consiste num grupo de presidiários de alto risco que são, por uma decisão altamente inteligente, colocados todos no mesmo avião. Após um breve motim, Nicholas Cage, que é boa onda, tentará fazer com que eles sejam vencidos, com ajuda de um polícia um pouco incompetente mas com boas intenções.

    Tudo neste filme peca pela falta de sentido. Os diálogos são absurdos, as situações são demasiadamente improváveis. No arco final, editado por uma pessoa com as narinas cheias de branca, o filme finalmente admite que está a gozar consigo próprio, já que matam o mauzão cinco vezes seguidas num espaço de vinte segundos.

    Os efeitos especiais são péssimos, com chamas e slow-motions em exagero, sempre acompanhados por uma emocionante banda sonora de solos de guitarra, que também deve estar em chamas.

    Ao menos fartámo-nos de rir e, por isso, senti-me um pouco melhor. :>

  • Não é Física Nuclear

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    Não é Física Nuclear - Saúde para Homens
    Christopher Lewis
    2005
    Saúde e Bem Estar

    E então eu terminei a lista de leitura do Kobo (por enquanto), portanto voltei à lista de livros físicos, iniciando-a com um livro que fiquei reticente em ler, devido a uma mistura de vergonha e curiosidade. Afinal, acabou por ser uma leitura muito divertida e valer a pena, apesar de eu não ser grande apreciadora deste género de livros!

    Para começar, aprendi a tomar conta dos meus testículos o livro divide-se em capítulos práticos sobe cada um dos sistemas e aparelhos do corpo humano. Estas partes acabei por ler um ppouco na diagonal, pois é conhecimento que obtive em grande detalhe na faculdade. Depois, o autor enumera as doenças de cada aparelho e formas simples e práticas de as evitar ao máximo.

    É claro que o livro está escrito tendo em objectivo uma perspectiva puramente masculina, mas a maior parte dos conselhos podem ser extrapolados aos vários géneros. Essencialmente, os conselhos são: deixar de fumar, fazer exercício e tomar conta da alimentação. E, de certa forma, o livro está escrito de uma forma altamente motivadora, sem assustar mas também sem omitir as piores verdades!

    Apenas achei que o autor cobriu muito mal a secção das drogas (talvez por falta de conhecimento) e que poderia ter dedicado um capítulo à doença neurológica propriamente dita, sendo que se ficou apenas pela depressão. Teria sido importante falar de alzheimer e de formas de o evitar, por exemplo, através de exercícios mentais e por aí em diante.

    Mas foi uma leitura rápida, simples e muito divertida que me deixou com vontade de aplicar algumas das sugestões em mim própria, sobretudo no cuidado dos meus testículos, pois já estou na idade em que uma pessoa precisa de ficar um bocadinho paranóica com a saúde. ;)
  • Spice and Wolf (8)

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    Spice and Wolf (8)
    Isuna Hasekura
    2006
    Light Novel

    Para os volumes anteriores, carreguem neste local ;)

    Finalmente, após uma irritante pausa na narrativa, Hasekura volta a falar-nos das aventuras de Lawrence e Holo. Após voltarem para trás, encontram um segredo que lhes poderá dar uma pista sobre a localização de Yoitsu, a terra natal de Holo. Assim, nesta nova cidade, tentarão utilizar a sua rede de conexões para descobrir mais sobre este tema proibido, sendo que o livro acaba por ser uma descrição do funcionamento e dramas internos desta cidade mais do que alguma contribuição para a história propriamente dita.

    Mais uma vez, o autor anda às voltas sobre si mesmo. O conhecimento que tinham obtido anteriormente revela-se completamente obsoleto. Portanto, porquê dar-lhes esse conhecimento? As personagens tomam atitudes erráticas dentro da sua caracterização, estabelecendo laços de amizade com pessoas que anteriormente os haviam traído. Para mim, o que me estragou realmente foi ver Holo a ter ataques de ciúmes inadequados à sua personagem, sobretudo porque se revelam infundados a cada momento. Aí está um "wisewolf" que sabe tantas coisas que se perde de ciúmes, está bem, está...

    Também existem erros de edição estranhos, como o facto de numa página estarem num local e na outra já estarem noutro sítio. Mas o mais irritante é mesmo quando os personagens fazem uma série de coisas que se vêm a revelar inúteis. Porque é que o autor os faz dar tantas voltas sem justificação?

  • Fausto

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    Fausto
    Goethe
    1808
    Poesia Épica

    Este é um clássico da literatura alemã que sempre havia querido ler. Como consegui um e-book, com tradução portuguesa, iniciei-o. No entanto, esta edição continha apenas a primeira parte do poema, pelo que irei falar apenas dela.

    Escrito como uma peça (bastante difícil, senão impossível, de encenar), conta a história de Fausto, um doutor versado em muitos conhecimentos que é tentado pelo demónio, Mefistófeles, que fez uma aposta com o divino em como conseguia corromper a alma deste homem. E quase que o consegue, pois a sede de conhecimento e o desejo de conseguir tudo com toda a facilidade, levam Fausto a envolver-se com todos os tipos de espíritos, feiticeiros e bruxas, tendo como consequência a corrupção da jovem Margarida, que de nada tinha culpa.

    Apesar de ser um poema com alguns detalhes um pouco difíceis de entender, sobretudo se não se estiver plenamente concentrado, é uma leitura muito motivante, com uma cadência muito própria que nos deixa sempre a querer saber o que se irá passar de seguida. As situações, altamente detalhadas em termos cénicos e visuais, são bastante aterrorizantes da perspectiva do início do século XIX (sendo que os primeiros esboços foram ainda escritos no século XVIII), mas nunca deixam de ter uma certa ponta de ironia e diversão, com alguns momentos tão retorcidos que não podemos deixar de rir.

    O poema está cheio de pequenas referências a outras obras clássicas, para as quais as notas ajudarão. Também tem uma aura de crítica social, sendo que muitos dos personagens são caricaturas de pessoas que realmente existem.

    Agora só me falta a segunda parte, quando a encontrar logo vos falarei! =D
  • The Star of Cottonland

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    The Star of Cottonland
    Ooshima Yumiko - Mushi Production
    Anime - Filme
    1984
    6 em 10

    E agora tempo para ver um dos filmes mais fofinhos em que consegui colocar as minhas patitas! Baseado no manga que popularizou a moda das orelhas de gato (nekomimi e kemonomimi), é um filme sobre gatos e gatinhos que... Se vêm como pessoas!

    Chibi-Neko é uma gatinha de dois meses que tinha sido abandonada pelos seus donos originais. é adoptada por um estudante um pouco deprimido, Tokio, trazendo-lhe grande alegria. Mas quando sai à rua, conhece um misterioso gato de pêlo prateado, Raphael, que a convence a ir em viagem e ser uma gata vadia com ele. Quando ela o procura, acaba por viver uma série de aventuras.

    Este filme pode ser interpretado como uma metáfora para a adolescência, mas eu não senti isso de todo. Na verdade, vi-o mais como uma sucessão de comportamentos de gatos que, sendo realistas, estão desfazados com o correspondente da realidade. Também o tratamento dado aos gatos é arcaico e improvável, mesmo nesta época. É um filme que tem muitos momentos de puro amor e muitos momentos engraçados, se bem que a escolha de alguns diálogos acaba por não fazer grand sentido e muitas vezes a narrativa acaba por roçar o absurdo.

    A arte é encantadora, com uma boa utilização de técnicas tradicionais para transmitir os designs de personagens e de cenários. Temos uma cena final avassaladora em termos de animação, mas relativamente ao resto não há nenhuma parte que impressione especialmente, Nota para a utilização de expressões faciais nos personagens, que está tão bem utilizada que lhes dá um grande toque de personalidade.

    A música dividiu-me. Apesar de ter alguns momentos muito bons, com um piano virtuoso como pan de fundo, existem outros momentos que não fazem qualquer tipo de sentido ("let's eat fish pies"? O que é uma fish pie?)

    Ainda assim, recomendo bastante, pois é uma referência e certamente que se irão divertir ao vê-lo. :)
  • Takarajima

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    Takarajima
    Dezaki Osamu - Madhouse Studios
    Anime - 26 Episódios
    1978
    7 em 10

    Este anime surpreendeu-me muito pela positiva!

    Adaptação em jeito de World Master Theatre do famoso "A Ilha do Tesouro", livro juvenil que foi a referência de muitos nós, fala-nos das aventuras do pequeno Jim Hawkins num navio pirata, em busca de um tesouro misterioso numa ilha plena de armadilhas. Fala-nos da relação entre este jovem e John Silver, o pirata que provoca o amotinamento do navio, sendo que existe aqui uma dicotomia de sentimentos, um misto de adoração com ódio, que se vai desenvolvendo ao longo do anime de uma maneira tanto contida,  que é raro num anime desta época, como muito completa.

    No entanto, achei que em termos de adaptação não se trata de um excelente anime, pois a caracterização dada aos personagens difere bastante da do livro, assim como as suas relações interpessoais. Também penso que desaproveitaram e não tomaram em consideração a deficiência de Silver, especialmente nos momentos de acção.


    Falando em acção, este anime tem uma animação que deixaria de boca aberta muitos dos animes que saem na época corrente. Com uma fluidez rara, um excelente uso de recursos, atenção ao detalhe dos personagens e algumas cenas de grande virtuosismo técnico, este anime distingue-se dentor da sua época por ter uma animação perfeccionista e exemplar.

    Musicalmente, não é especialmente impressionante, mas tanto a abertura como a música final ajudam a caracterizar muito este anime.

    Gostei imenso e recomendo bastante!

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