Oniisama e...
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Oniisama e...
Dezaki Osamu - NHK
Anime - 39 Episódios
1991
7 em 10
Haviam-me recomendado este manga, de 1974, mas o destino quis que visse primeiro a adaptação para anime, apenas concretizada no belo ano de 1991. Devo dizer que adorei. Já há muito tempo que não via uma série que me fizesse ir dormir mais tarde por motivos de "só mais um episódio" ;)
Tudo se passa numa escola para raparigas, onde a jovem Nanako acaba de ingressar juntamente com a sua amiga Tomoko. Lá chegadas, descobrem que dentro da escola existe uma associação, a Sorority, de raparigas altamente respeitáveis. Descobrem também que há três raparigas preferidas de toda a gente. É com isto em conta que começamos a compreender as relações entre umas e outras e as consequências que isso pode ter para a vida de todas. Sempre vigiadas por uma figura fraternal com quem Nanako se corresponde... "Meu Querido Irmão".
Este é um anime sobre a adolescência que se foca em vários elementos que, se preponderantes na época, ainda se mantém actuais. É um anime que fala das relações humanas tendo em atenção os seus piores aspectos. O amor fraternal exagerado, que leva a fatalidades. O bullying, inveja, desrespeito. A organização social escolar, que muitas vezes se divide numa espécie de casta. Todos estes assuntos são abordados fazendo exercício de um conjunto de personagens apaixonante, realista e vívido. Nenhuma das situações é totalmente improvável e em muitas delas consegui identificar a minha própria adolescência. Nada disto seria conseguido sem estas personagens cativantes e muito densas, possuidoras de diversas camadas que apenas a pouco e pouco vão sendo reveladas.
A animação não é perfeita, sendo que existem muitas reciclagens e muitas imagens paradas reminiscentes do manga. No entanto, fica uma nota para a perfeição dos designs, com roupas muito "modernas" (considerando os anos 70) e altamente usáveis. Na verdade, fiquei com vontade de fazer a maior parte delas para meu próprio uso. :)
A banda sonora é quase perfeita, sendo que o tema principal tem tantas variações que nunca lhe encontramos uma repetição. Também há uso de peças clássicas conhecidas, que dão todo um charme romântico ao anime. Fique também uma atenção para as vozes, com interpretações brilhantes, em que o exagero se torna quase emocional.
Um anime apaixonante, que não hesitarei em recomendar como um perfeito exemplo do género shoujo.
By : ladyxzeus
22º Super Bock Super Rock
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22º Super Bock Super Rock
(Sábado)
Festival de Música
Depois de todas as actividades que tinham acontecido ao longo da semana, o culminar foi visitar, mais uma vez, este festival de música, por forma a assistir a um pouco de hip-hop.
História curiosa se passou com o processo de adquirir os bilhetes. Sendo o dia do hip-hop, estávamos calmos e pouco concentrados, pois nunca perspectivámos que os bilhetes esgotassem. No entanto, no dia anterior ao que havíamos combinado para os ir comprar, o Qui envia-me uma mensagem muito triste, dizendo que esgotaram! D: Mas como? O quê? Quando? Porquê? Nooon ;_____; Já ia eu a correr para casa para ver os sites e páginas de compra e venda de bilhetes, quando me lembro de passar na Fnac mais próxima a ver se ainda conseguia arranjar um. E aí, o Qui liga-me de novo: afinal os Correios ainda tinham bilhetes! E eu na Fnac, a ver todas as pessoas à minha frente a comprarem as suas entradas para o festival e a pensar... "É desta que vão comprar o último!". Mas não. Consegui um para mim também :)
Mas regressemos à nossa aventura!
Depois de me transportar da Quinta das Conchas, onde tinha estado no Picnic Bookcrossing (tinha torcado de roupa lá, pela t-shirt que comprei no picnic e leggings e sapatos confortáveis), comecei a reparar que o metro ia cheio de pessoas que claramente iam para o festival. Mas estranhavam-me essas pessoas. Estavam todas tão bem arranjadas, cheias de saltos altos e colares. Havia uma rapariga toda borbulhosa que ia com os pés em cima do banco da frente, como se fosse mais especial que as outras pessoas. As pessoas, no geral, começaram a perturbar-me. Isso acabou por ter consequências, que veremos de seguida.
Depois de me transportar até ao Parque das Nações, encontrei-me com o Qui e amigos, sendo que depois fizemos uma caminhada heróica até ao carro, onde deixei a minha mochila e preparei uma sub-mochila apenas com os objectos essenciais. Chegando ao recito, começamos a procurar outros amigos, que encontramos imediatamente olhando para uma banca de comida. Achamos boa ideia apostar num kebab vegetariano e ficamos logo por ali. Infelizmente, o kebab saiu frustrado pois, por um exorbitante preço de 4,5€, nos forneceram um wrap com alface, tomate, cenoura e queijo ralado. Nem um falafel para amostra!
Atrasei-me tanto que não pudemos ver dois concertos que queríamos, Kelala e Capicua. Na verdade, nem sequer vimos nada do recinto este ano, porque fomos logo para dentro do pavilhão, onde iriam começar os concertos mais importantes da noite.
Entretanto, fomos adquirir cervejas diversas. Descobrimos que teríamos de pagar uma caução de dois euros para obter um copo de plástico que poderia ser reutilizado todas as vezes que quiséssemos. De certa forma, isto é uma boa ideia, porque nos devolveriam o dinheiro no fim (no nosso caso, ficámos com os copos) e porque é amigo do planeta, sendo que se produz muito menos lixo e resíduos. No entanto, teria sido boa ideia avisarem disto com antecedência, para uma pessoa ir correctamente preparada e motivada... Zanguei-me com o Qui porque ele me trouxe um copo miniatura, quando eu queria um grande como as outras pessoas. O preço era o mesmo e, afinal, foi fácil bastante pedir para trocarem o meu copo bebé por um copo crescido. :)
Mas comecemos os concertos. Acabámos por ver apenas três, mas foram todos excelentes! O primeiro foi
Orelha Negra
Sam the Kid apresenta um novo projecto: uma banda e dois DJs. Porque não? Com uma batida poderosa e um baixo muito melódico, ouvimos uma remistura de samples improváveis, muitos dos quais aparentavamaté ter sido gravados propositadamente para que estes sons fossem criados. Eu já conhecia bem a banda, mas o concerto nunca deixou de me surpreender pela energia que transmitiu, muito positiva.
De La Soul
Contextualizando esta banda, digamos que aparecem em oposição a todo aquele hip hop agressivo de pessoas com armas. São um hip hop feliz e bem antigo. Não os conhecia e, antes do concerto, decidi explorar um pouco os seus álbums para ficar a saber melhor. No entanto, só encontrei disponível para download o álbum de 1989, 3 Feet High and Rising. Que adorei, sendo que estava mesmo ansiosa por este concerto para ouvir alguns sons deliciosos deste disco.
Mas, para meu grande azar, o trio decidiu-se por tocar todo o tipo de coisas menos aquelas que eu sabia. Foi um grande desapontamento. Para além disso, pareciam estar bastante aborrecidos com o público, sempre dizendo coisas relativas à sua juventude, aos telemóveis em pé e outros elementos que devem chatear uma pessoa quando está num palco. Na verdade, até tinham uma certa razão: quando a camera se focava na fila da frente, era só pitas todas arranjadas e maquilhadas com ar de que iam cair de aborrecimento a qualquer momento. Só faltava adormecerem e babarem-se.
Percebo que os De La Soul se tenham chateado.
Outro assunto relativo a este concerto foi a qualidade do som. Os vocais nas músicas eram muito pouco claros e a produção do espectáculo parecia muito mal cuidada. Assim, foi um concerto que ficou muito imperceptível.
Kendrick Lamar
No intervalo, aproveitámos para ir ao banheiro e comprar mais bebidas diversas. Estávamos a ir para o local original onde estávamos, do lado direito, tudo muito calmo, quando um dos nossos amigos se lança em passo rápido para o lado oposto, para ir ter com outras pessoas. E fomos atrás dele. De repente, eu e o Qui estamos perdidos de toda a gente, rodeados de pessoas por todos os lados. E eu devo ter um atractivo qualquer, porque num concerto toda a gente (toda a gente!) decide que é por mim que têm de passar para ri em qualquer direcção. Então, toda a gente (toda a gente!) me estava a dar encontrões. Tentamos ir até à régie, porque é um lugar um pouco mais calmo, mas sem sucesso. Quando concerto começa e se acendem as luzes... Pânico. Entro em pânico. Não consigo estar ali, começo a ficar com falta de ar, e no meio da confusão nem conseguia dizer ao Qui que precisava sair daquele local. Mas conseguimos.
No entanto, no novo local em que estamos, não consigo ver nem o palco nem o ecrã. Apesar de estarmos encostados à parede e eu ter o Qui a proteger-me, continuo a levar encontrões e fortes pisadelas. A qualidade do som era tal que, sem associação à imagem (que não conseguia ver) só consegui identificar uma única música. E eu conheço bem o artista! À minha volta, só ruído. Cada vez que havia uma pausa, gritavam todos PORTUGAL ou CRISTIANO RONALDO e eu não estava a perceber porquê, nem o que tinha aquilo a ver com o concerto que deveríamos estar a ver.
Não conseguia ouvir as letras decentemente, o beat estava todo baralhado. Não vi nada do concerto e só gritava quando os outros gritavam. Ter visto o concerto de frente ou de costas teria sido exactamente a mesma coisa. Foi completamente incompreensível para mim, apesar de a maioria das pessoas ter percebido tudo (talvez porque não tivessem milhões de cabeças altamente penteadas a tapar a vista)
Fiquei muito triste, porque de todos este era o concerto que queria ver mais e não consegui perceber nada. :( Restam os vídeos do concerto, mas não é a mesma coisa. Senti que o dinheiro do bilhete foi, essencialmente, deitado ao lixo.
Depois, saímos do recinto e descobrimos que, mais uma vez, nos havíamos perdido das pessoas. Quando os reencontrámos, caminhámos até ao carro e, nele, adormeci.
Conclusão: espero que o Kendrick volte a Portugal um dia destes, para eu poder ir ver. Já que não vi.
Uma tristeza para mim.
By : ladyxzeus
Picnic BookCrossing de Portugal
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Havia outro elemento no programa que não fizemos, que era escrever uma história em conjunto. Sugeri na altura fazermos um outro "Caderno de Recordações", como já havíamos feito anteriormente. :)
Entretanto, agradeço não terem colocado balões, que me aterrorizam, e terem escolhido uma decoração mais tradicional com garrafinhas e fitas. :) Depois de beber tantas cervejas seguidas, comecei a ter de ir à casa de banho repetidamente, sendo que numa das viagens encontrei uns amigos do universo cosplaico! Assim, lembrei-me de distribuir pelos presentes os meus cartões de cosplay. :p Também lhes deixei um exemplar do "Não Metas um Poeta Dentro de Água", que espero que partilhem entre todos no futuro! =D
Finalmente, ainda não falei da presença de um elemento externo, que nos brindou com uma história. Tratava-se da autora de livros infantis Manuela Ribeiro. Para começar, ela ofereceu um dos seus livros a cada um de nós, sendo que gostei imenso das ilustrações, que me fizeram lembrar uma colecção de livros da minha infância! Depois, ela contou-nos a história do Senhor Sisudo (que sabia tudo, tudo, tudo) e foi muito engraçado. Realmente, quem sabe contar histórias tem outra arte!
Depois, tive também de partir um pouco mais cedo, depois de trocar de roupa, pois deveria estar presente no Parque das Nações para assistir aos concertos do Super Bock Super Rock. Ainda assim, tivemos tempo para tirar uma fotografia. :)
Até à próxima! =D
Picnic BookCrossing de Portugal
Sábado foi dia de ir a um picnic muito especial. Já há muito tempo que não havia um encontro oficial dos membros do BookCrossing e esta foi a motivação para nos reunirmos para beber umas jolans e comer coisas. Bem, eu não comi coisa alguma, mas dá para perceber. :)
Tudo isto foi organizado pelo membro joaquimponte, que também é o mentor da Conchas Little Free Library. Assim, o nosso picnic foi ao lado da casinha dos livros, no Jardim da Quinta das Conchas, em Lisboa. Cheguei um pouquinho atrasada com o meu barco insuflável, onde se colocariam livros diversos para todos tirarem. Depois de cheio, serviu muito bem para tudo. Claro que o deixei lá, para o Joaquim poder ir navegar. :)
Depois, foram chegando mais pessoas e começámos amena cavaqueira sobre livros e papagaios e outros temas que tais. Pus à prova os meus conhecimentos sobre psitacídeos, que ainda são alguns (por causa da pós-graduação em comportamento animal, lol). Depois, mostrei um livro erótico pavoroso que tinha levado e aproveitei para escolher alguns para mim.
Retirei do barquinho os seguintes livros:
- Quantas Madrugadas tem a Noite, de Ondjaki
- A Identidade, de Milan Kundera
- O Século Primeiro depois de Beatriz, de Amin Maalouf
- A Última Dona, de Lídia Jorge
Havia outro elemento no programa que não fizemos, que era escrever uma história em conjunto. Sugeri na altura fazermos um outro "Caderno de Recordações", como já havíamos feito anteriormente. :)
Entretanto, agradeço não terem colocado balões, que me aterrorizam, e terem escolhido uma decoração mais tradicional com garrafinhas e fitas. :) Depois de beber tantas cervejas seguidas, comecei a ter de ir à casa de banho repetidamente, sendo que numa das viagens encontrei uns amigos do universo cosplaico! Assim, lembrei-me de distribuir pelos presentes os meus cartões de cosplay. :p Também lhes deixei um exemplar do "Não Metas um Poeta Dentro de Água", que espero que partilhem entre todos no futuro! =D
Finalmente, ainda não falei da presença de um elemento externo, que nos brindou com uma história. Tratava-se da autora de livros infantis Manuela Ribeiro. Para começar, ela ofereceu um dos seus livros a cada um de nós, sendo que gostei imenso das ilustrações, que me fizeram lembrar uma colecção de livros da minha infância! Depois, ela contou-nos a história do Senhor Sisudo (que sabia tudo, tudo, tudo) e foi muito engraçado. Realmente, quem sabe contar histórias tem outra arte!
Depois, tive também de partir um pouco mais cedo, depois de trocar de roupa, pois deveria estar presente no Parque das Nações para assistir aos concertos do Super Bock Super Rock. Ainda assim, tivemos tempo para tirar uma fotografia. :)
By : ladyxzeus
The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
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The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
Douglas Adams
1979 - 1992
Ficção Científica
Este foi o último livro que me faltava ler do montinho adquirido na Feira do Livro. Já há muito tempo que queria ler este livro e até o tinha em versão digital no Kobo. Mas quando vi este volume "Ultimate", com os cinco livros e um conto extra, pensei que seria uma boa oportunidade.
Os livros são independentes uns dos outros, de certa maneira, portanto falarei de cada um separadamente.
The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
Arthur Dent é um britânico normal que vive uma vida normal, até ao dia em que é informado de que a sua casa será demolida para construir uma estrada. No entanto, o seu estranho amigo Ford Prefect leva-o para fora do planeta, já que este também será demolido para construir uma estrada. Reunindo-se com diferentes pessoas, descobrem uma série de coisas sobre o planeta Terra, que afinal foi construído para dar a Pergunta à Resposta para todas as Coisas do Universo, que é... 42.
Trata-se de um livro muito engraçado, com um típico humor britânico tão característico dos Monty Python (para quem o autor, aliás, escreveu). As descobertas que são feitas uma após outra são surpreendentes, se bem que por vezes muito difíceis de imaginar. Por exemplo, foi muito difícil para mim visualizar Zaphod, com duas cabeças e três braços. Para além disso, estava convencida de que esta aventura seria mais um caminho pelo universo de mochila às costas, mas tornou-se mais uma espécie de mistério policial.
The Restaurant at the End of the Universe
Depois acabamos por ir comer a um restaurante onde podemos ver o universo a acabar constantemente. São introduzidos novos conceitos sobre viagens no tempo e universos paralelos, o que acaba por tornar o livro muito confuso. Para além disso, começo a reparar que este livro tem falhas estruturais graves, como inexactidões, confusões e contradições.
Life, the Universe and Everything
Mais uma vez temos de salvar o planeta, desta feita contra um grupo de pessoas que gosta da paz e do amor e da exterminação de todas as outras formas de vida. Mais uma vez, a narrativa apresenta-se confusa, sempre intercalada com passagens do guia que nada significam para o contexto em questão. O livro começa a tornar-se cansativo e repetitivo e começo a arrepender-me de não estar a fazer intervalos entre cada um dos volumes.
So Long and Thanks for All the Fish
Este foi o meu livro preferido do conjunto, porque pela primeira vez falamos de algo aparentemente normal e vemos como o personagem de Arthur Dent evolui. No entanto, esta evolução acaba por descaracterizar um pouco o personagem. Ficam em falta explicações diversas que nos são prometidas ao início, o que acaba por ser um processo frustrante.
Young Zaphod Plays it Safe
Um pequeno conto, cujo conteúdo me passou completamente ao lado. Não compreendi o contexto nem o objectivo, mas se calhar é porque sou um pouco burrínea.
Mostly Harmless
Introduzem-se conceitos de universos paralelos. No entanto, foi o livro que menos gostei, de todo. Confuso, sem interesse, com uma descaracterização completa dos personagens e mal introduzido dentro da cronologia da série.
Para mais, não foi escrito por Douglas Adams, o que se nota pelo conjunto de piadas altamente forçadas que povoam todo o livro.
Em conclusão:
Este guia para as galáxias aparece com um potencial hilariante imenso, logo ao início. No entanto, o próprio autor diz que tudo isto foi escrito, mais ou menos, por mero acaso e que se há coisas que fazem sentido nem ele sabe porque razão isso acontece. E isto nota-se bastante. Os cinco livros em conjunto tornam-se quase torturantes no sentido em que as piadas se repetem, os conceitos são altamente complexos e estão mal explicados e estruturados e, no fundo, tudo se torna num verdadeiro aborrecimento. Felizmente, houve o Thanks for all the Fish para me fazer relaxar um pouco na leitura.
Recomendo, talvez, o primeiro volume pela sua importância revolucionária no âmbito da ficção científica da época. Os outros, deixaria para trás.
By : ladyxzeus
Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"
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Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"
Hoje falaremos de algo um pouco diferente. Sexta feira que passou, após um dia de trabalho não extenuante (porque cancelado), dirigi-me à Oficina do Cego para o fabuloso lançamento de uma publicação altamente independente, de nome "Não Metas um Poeta Dentro de Água" .
Contexto? Ora bem, já no ano passado, fui fazer um Curso de Escrita Narrativa, com o autor e mestre Rafael Dionísio (publicado pela Chili com Carne). Participaram também a Patrícia M. Noronha e o Rodrigo Prista, sendo que ficámos grandes companheiros literários depois de todo este processo criativo. Ora, com este curso vinha um bónus! A publicação dos contos realizados nesse âmbito, num conjunto de fotocópias com aspecto muito agradável.
A Oficina do Cego é uma oficina de tipografia, sendo que foi lá que foi feita a capa, sob a mágica orientação da Patrícia (já que eu estava a trabalhar e o Rodrigo ausente sem licença). Foi feita em caracteres móveis, que incluem letras e um bonequinho a saltar para dentro de água. Onde arranjámos o título? Ora, estávamos falando sobre um poeta que gostava de natação e alguém, acho que eu, gritou... NÃO METAS UM POETA DENTRO DE ÁGUA! E, assim, ficou o nome.
Neste lançamento, com muita comida e bebida, falámos um pouco sobre os nossos contos, que foram ilustrados de forma bastante macabra pelo mestre João Feitor. Eu cá gostei bastante da ilustração do meu conto, embora não tenha percebido o tema da aranha ;)
Sobre os contos propriamente ditos, dissemos várias coisas. Farei mais um menos um resumo:
Em "O Sonho de Matilde", da Patrícia, um professor de pintura morre de inveja do talento da sua aluna idosa, sendo que posteriormente acontece um crime.
Em "Carlos André ou Antifa", meu, um jovem metaleiro está dividido entre a sua paixão pelo moshpit e a sua paixão pelo jazz. Está sempre acompanhado pelo seu gato anti-fascista, o Antifa e, posso dizer, a história acaba bem. :)
Em "Bequadro", do Rodrigo, falei eu um pouco, já que o referido rapaz está ausente em terras africanas até notícia em contrário. O Rodrigo é poeta e é um conto poético, no universo da música clássica, em que se prevê uma desgraça (mas não é um crime).
Estive acompanhada pela minha mãe e pelo Rui (sua pessoa) e foi muito interessante estar com todos. Falei com muitas pessoas diferentes que me deram toda uma nova perspectiva sobre o mundo editorial, e para quem espero não ter parecido demasiado convencida sobre os meus talentos, que são quase nenhuns...
De resto, fiquei com vontade de praticar mais a minha escrita (que podem acompanhar no meu blog paralelo O Bentivi Urbano), participar em mais cursos e, no fundo, escrever mais coisas. :) Fiquei com 15 mini livros para mim. Foram fotocopiados 50, 15 para cada um e 5 para a Oficina. Dos meus, estou a oferecê-los às pessoas mais próximas de mim, sendo que até já mandei um para o Brasil, para sermos internacionais! Qualquer um de vós que queira ler estes contos, poderei enviar pelo correio um dos volumes. Peço depois é que partilhem com as pessoas. :)
By : ladyxzeus
Blue Submarine No. 6
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Blue Submarine No. 6
Maeda Mahiro - Gonzo
Anime OVA - 4 Episódios
1998
6 em 10
Um curto OVA, com episódios de 28 minutos (excepto o último, que tem 40). Acabou por ser uma experiência mais curiosa do que esperava ao início.
Neste mundo, tudo está semi-submerso no mar. Lá vivem umas criaturas, humanos artificiais, que estão em constante batalha com as pessoas da superfície. Mas quando um piloto vulgar salva um destes seres e volta a pô-lo dentro de água, tudo pode tornar-se um pouco diferente do que se previa.
A história não é original, mas é interessante na medida em que a estrutura social dos vários seres é apresentada de forma diferente. Da mesma forma, distingue-se pelos designs dos personagens, das diversas criaturas e da maquinaria. A história desenvolve-se até um ponto de viragem bastante pessimista, mas infelizmente pareceu-me que o OVA foi demasiado curto para que apresentassem o material na sua íntegra Assim, acaba por parecer demasiado curto. O que eu queria realmente saber não nos foi mostrado (seria, "o que se passará depois de encontrarem os monstros"), mas talvez isso não seja necessário o parte integrante da história. Talvez o objectivo seja efectivamente passar esta ideia de vida perdida.
Apesar de os designs serem muito bons, não se pode dizer o mesmo da animação. Este OVA saiu entre 98 e 2000, pelo que a animação digital ainda é primordial. Isso nota-se com evidência em todas as cenas que incluem máquinas e máquinas dentro de água, o que é um pouco desagradável.
Musicalmente, não temos uma OST muito forte, mas isso pode ser compensado por uma ED sólida e reminiscente de sons populares de décadas passadas.
Foi um anime giro, mas não o recomendaria.
By : ladyxzeus
Cleopatra
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Cleopatra
Osamu Tezuka - Mushi Production
Anime - Filme
1970
7 em 10
Depois de ver a Belladonna of Sadness, recomendaram-me que visse o resto do projecto Animerama. Como já tinha visto o 1001 Noites, restava-me este, que procedi a assistir na companhia do Qui. Este é o outro filme escrito e dirigido pelo mestre Osamu Tezuka, o que acaba por ser bastante evidente no estilo artístico e narrativo.
Para começar, não recomendo de todo a versão que está no youtube (e que vimos para não termos o trabalho de sacar), pois as legendas são uma coisa completamente destituída de sentido. Os próprios subbers dizem "como o filme não faz sentido as legendas também não", mas a verdade é que - pelo pouco Japonês que sei - o filme é bastante mais simples do que aparenta à primeira vista.
Tudo começa com uma civilização do futuro que se vê perante uma invasão com o "Projecto Cleopatra". Para descobrirem do que se trata o tal projecto, decidem enviar três representantes ao passado, à época da conquista do Egipto pelos romanos, para saber o que se passava na altura. As conclusões... Bem, terão de ver o filme :)
A narrativa é simples e acaba por se basear, sobretudo, nas relações entre os personagens. A nossa personagem de foco é a Cleopatra, que aparece mais como uma vítima do acaso e de um amor inusitado que nunca tinha conseguido antes, do que como a entidade manipuladora que os livros de história nos mostram. Assim, o filme acaba por ter uma vertente muito feminista e respeitadora da figura feminina (apesar de todo o erotismo inerente), já que a figura de Cleopatra é apresentada sob uma luz quase vitimizadora, em que há a obrigação de fazer todo o tipo de coisas que colocam os seus ideais em cheque.
Como disse anteriormente, este filme tem uma elevadíssima carga erótica. Isto, à mistura com o estilo característico de Tezuka, tem um resultado deveras estranho e absolutamente hilariante. As cenas mais sérias são cativantes, mas existe uma miríade de outros momentos em que somos efectivamente obrigados a rir. Tezuka faz todo o tipo de coisas, desde uma "pantera cor de rosa" em cavalo até auto-referências nos piores momentos.
E, falando em todo o tipo de coisas, que dizer da animação? Este é um filme absolutamente revolucionário. Fazem-se aqui coisas que se foram tornando vulgares, acabando por desaparecer nos dias de hoje. Temos de tudo, desde animação com recortes, a técnicas de slow-motion, passando mesmo pelos primórdios de uma reciclagem de animação muito discreta... Enfim, a ideia que dá é que lhes disseram "tomem dois euros e façam um filme" e que, com isso, fizeram tudo aquilo que se lembraram :) A forma como algumas cenassão animadas (por exemplo, o assassinato de César) prima por uma originalidade estonteante e uma capacidade de decisão típica de uma pessoa que se quer divertir a fazer coisas. O resultado é, simplesmente, fascinante.
Finalmente, digamos algo sobre a banda sonora. Com uma mistura de sons pop típicos da época e algum sonoro experimental, mantém o filme vivo e palpitante do início até ao fim. Não me impressionou tanto como nos outros filmes da saga, mas ainda assim tem o seu valor.
Enfim, devo dizer que este conjunto de filmes, individualmente ou todos juntos, são uma experiência de visualização fantástica. Sobretudo para quem tem interesse na evolução da animação e como ela veio a ser o que é hoje. Porque estes filmes são sobretudo uma experimentação e a avaliação de tudo o que se pode fazer. Isso é, sem dúvida, demasiado interessante para podermos perder.
By : ladyxzeus




