Hibike! Euphonium
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Hibike! Euphonium
Ishihara Tatsuya - Kyoto Animation
Anime - 13 Episódios
2015
6 em 10
Mais uma vez o estúdio KyoAni volta a surpreender com um anime muito musical. Desta vez o tema são as bandas de metais nas escolas secundárias. E o instrumento principal é pouco conhecido... Pelo menos, eu não sei muito sobre ele. Trata-se de um eufonio (ou "tuba pequena", ou "bombardeiro"), um instrumento de sopro semelhante à tuba que serve como tenor dentro do ensemble.
Acompanhamos os pequenos desaires diários desta banda, curiosamente composta por um grande número de raparigas (quando é pouco comum as meninas se dedicarem a metais de sopro tão grandes como tubas, nem que seja por causa do peso). Logo ao início é estabelecido que o objectivo do ano é ir aos Nacionais de ensembles de sopro e, a partir daí, muitas coisas acontecem sob o jugo tirânico de um professor. São colocadas duas situações em oposição: as pessoas que querem simplesmente divertir-se e as pessoas que querem mesmo ganhar o direito de ir a concurso. Nesse aspecto, existem alguns conflitos que são pouco comuns em animes do género, mas são resolvidos sempre pela forma mais positiva e com a concórdia de todos, o que acaba por ser pouco realista. Assim, em termos de narrativa e de personagens, o anime acaba por falhar um pouco, pois mantém sempre um espírito de relativa alegria quando o mundo da música erudita é altamente competitivo. Não retrata esse aspecto convenientemente, apesar de o resultado final ser sempre relaxante e simpático, como é costume nos fatias-de-vida deste estúdio.
Comparativamente com outros animes produzidos por este, Euphonium aparenta estar um pouco aquém das expectativas. A paleta de cores, cheia de castanhos e dourados, pode tornar-se um pouco aborrecida, apensar de ser apropriada. Para além disso, os cenários - apesar de muito bem desenhados - não têm aqueles divertidos e pequenos detalhes que tanto me fascinam em outras destas produções. A animação dos instrumentos é detalhada e está feita com bastante exactidão, sem cair no erro de recorrer a meios digitais para as partes mais complicadas. Assim, é um anime bastante orgânico apesar de não ser um festim ocular.
Trata-se de um anime sobre música, pelo que esta deveria ter um papel muito importante. No entanto, fora o concerto final e um concerto com uma cover orquestral dos Yellow Magic Orchestra (demorei a reconhecer a música, mas adorei quando percebi qual era), existem muito poucos momentos musicais. A OP e EDs são pouco inspiradas e poderiam ter mais relação com os instrumentos em causa.
Apesar de tudo isto, fiquei com bastante vontade de ver a segunda season. No entanto, não seria o primeiro anime deste estúdio que eu recomendaria.
By : ladyxzeus
O Beijo da Mulher Aranha
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O Beijo da Mulher Aranha
Manuel Puig
1976
Romance
Comprei este livro na Feira do Livro deste ano, pois o nome fascinou-me a sinopse pareceu-me muito interessante. Só depois descobri que é também um filme, com o mesmo nome.
Dois homens encontram-se na prisão. Um deles é um preso político e o outro um homossexual que está aali por ter corrompido menores de idade com as suas "alterações". Este, começa a contar filmes ao outro. E à medida que os filmes vão sendo descritos, a sua relação desenvolve-se para além da simples camaradagem.
Por um lado, o livro caracteriza muito bem a vida numa prisão da Argentina, nesta época conturbada de revoluções, em que não se pode confiar em ninguém e onde a Mulher Aranha pode ser tanto nossa inimiga como nossa aliada e apaixonada. Mas, vendo por outra perspectiva, a narrativa pode acabar por ser um pouco maçuda. Baseia-se quase toda em diálogos, que descrevem em grande detalhe esses tais filmes. Não tenho a certeza se estes existem na realidade ou não. Se realmente existirem, o livro acaba por se tornar bastante banal, mas se forem inventados é um grande exercício de originalidade.
A conclusão do livro é lógica e acaba por ser uma espécie de "final feliz" para a relação que se desenvolveu entre os dois homens. No entanto, não me pareceu muito realista.
Ainda assim, é um livro curioso, sobre um assunto que é pouco documentado.
By : ladyxzeus
Strings
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Strings
Anders Rønnow Klarlund
Animação
2004
7 em 10
Um filme de animação em stop motion em que os intervenientes são... Marionetas!
Num mundo cheio de analogias para a realidade, vivem estas pessoas que, por sinal, se movem pelo intermédio de fios. Os fios ligam-nos à vida e, assim, eles podem viver muitas aventuras. Mas nem tudo é assim tão simpático... Duas facções estão em guerra e tudo dá a entender que a situação não vai melhorar. Poderá o príncipe salvar os dois países?
A história é bastante simples e bastante negativista, o que torna este filme muito pouco infantil. Existem momentos muito trágicos e de elevada violência emocional, sendo que o ambiente é negro e altamente melancólico. Para mim, a parte mais interessante do filme foi a criação de todo um folclore, mito e religião sobre os fios que ligam as pessoas ao céu e, consequentemente, à vida. É um mundo extremamente rico e detalhado.
A animação é complexa e tem um toque digital na iluminação que torna as situações bastante belas. Existe detalhe nos cenários, que nos permitem uma visualização deste universo de forma abrangente. No entanto, fiquei sem ter a certeza se as marionetas eram realmente movidas pelos fios ou se os seus movimentos eram puramente animados. Dependendo de uma situação ou de outra, o filme poderá ser extraordinário ou simplesmente original. Assim, não me senti capaz de lhe dar uma classificação superior.
Temos temas musicais variados, mantendo-se em linha com o espírito melancólico da narrativa, que adicionam grande beleza e delicadeza a algumas cenas. Também a música está relacionada com os fios, o que é um aspecto muito interessante. Assisti a uma dobragem em Inglês, pelo que não me irei alongar sobre as vozes.
Um filme escandinavo muito original, que poderá levar a uma lágrima no fim.
By : ladyxzeus
Som de Cristal
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Som de Cristal
Bruno Nogueira
Série - 10 Episódios
2015
Como poderão constatar pelo conteúdo deste espaço, eu não sou muito de ver séries com pessoas. E como também puderam constatar anteriormente, era tudo menos fã do Bruno Nogueira. No entanto, apanhei por acidente uma repetição televisiva do primeiro episódio desta série. E é algo de surpreendente.
Numa estética semelhante a outros programas de comédia com famosos, Bruno Nogueira convida diversos artistas para passeios de carro e jantares regados a vinho tinto e a cervejas. No entanto, que artistas são esses? Tratam-se, exactamente, de alguns dos nomes mais famosos da música popular Portuguesa, também conhecida como "pimba".
Neste programa ficamos a conhecer um pouco da vida íntima destas pessoas, entrando nas suas casas, visitando as suas aldeias, assistindo aos seus concertos. Tudo tem um toque de cómico dado pelo anfitrião, mas também existem muitos momentos tocantes e trágicos. Porque Bruno Nogueira, apesar de comediante conhecido pro gozar com tudo e com todos, não troça dos artistas, não os provoca e, sobretudo, não os desrespeita. Assim, o programa faz um retrato muito humano destas pessoas a quem, normalmente, não damos qualquer atenção e que muitos de nós considera quase como criminosos e assassinos da boa música.
Ficamos a conhecer os seus medos e os seus sonhos, a sua origem e o seu futuro. Ficamos a conhecê-los melhor enquanto artistas, enquanto força trabalhadora, enquanto pessoas que se dedicam a fundo aos seus projectos, por mais parolos que nos pareçam. E ficamos a conhecer os seus fãs e as multidões que movem. Pois é, apesar de tantos de nós dizermos "não gosto, faz-me doer os ouvidos, isso não é verdadeira música", há pessoas que adoram, há uma imensidão de gente que vive para assistir a estes concertos. E se não respeitarmos isso, não há mais nada que possamos fazer.
Com efeitos de montagem interessantíssimos, o programa acaba por tornar estas conversas informais e partilhas de momentos em segmentos que podem chegar ao surrealismo abstracto, a um puro non-sense que dá azo a gargalhadas incontidas. É uma sucessão de momentos estranhos, desde o Roberto Leal bezano a assinar t-shirts, ao copo de bagaço do Marante e até mesmo ao histerismo das fãs açoreanas do Saúl.
Também é boa oportunidade de ficar a saber quais as novas facetas artísticas destes cantores que conhecemos à tanto tempo. Podemos pensar que continuam ligados à sua estética do antigamente, como uns eternos anos 90, mas a verdade é que continuam sempre em evolução.
Um programa extraordinário, que só peca por ser tão curto. Gostaria de ter visto outros artistas com a coragem de se mostrarem perante o público desta forma.
By : ladyxzeus
Lisboa Games Week 2015
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Lisboa Games Week 2015
Evento
Convenhamos, vamos admitir: aqui a minha pessoa percebe pouco ou nada de jogos. Então, que interesse poderia ter semelhante criatura num evento dedicado exclusivamente a jogos? Bem, duas razões. A primeira... Curiosidade. A segunda... Cosplay!
Apesar de não saber nada sobre jogos e de não os jogar há uma década, é um meio artístico que continuo a apreciar à distância, sem participação. Assim, fui a este evento com esperança de poder experimentar alguns aparelhos e, se calhar, renovar a minha apreciação pelos jogos. Por outro lado, havia uma grande vantagem: cosplayers entravam gratuitamente. Para além disso, havia um concurso e eu estava vontade de fazer um sukito daqueles mais pacíficos, mais na boa, mais calmos, uma espécie de relaxamento depois desse grande stress emocional que foram as inglaterras. Portanto, lá fui eu!
Fui só no Sábado o que, sem dúvida, não foi uma boa opção. Os meus planos de experimentar jogos cairam por terra quando constatei que, para toda e qualquer actividade, existiam filas gargantuescas nas quais teria de gastar imenso tempo, facto para o qual eu não estava mentalmente preparada nem motivada. De resto, existiam vários pavilhões com vários conceitos interessantes. O que mais tive pena de não experimentar foram os jogos experimentais das faculdades. Também havia muita Sony, alguma Nintendo, alguns jogos online. No entanto, não vi nada que se parecesse com esse estilo que tanto aprecio, o RPG e o MMORPG.
O evento estava atafulhado de gente, o que tornou as movimentações com o meu fato (eu tinha umas asas em largura) muito complicadas. Ainda assim, parecia-se mais ou menos com isto:
Enfim, mas falemos do dia lá passado. Cheguei logo depois de almoço. Apesar da minha aversão a conduzir, levei o carro por uma série de razões e tive de o deixar estacionado no parque da Estação do Oriente. Até à chegada ao evento, nenhum sinal de algo geek se passava por aquela zona... Mas quando me comecei a aproximar o Pavilhão 4 da FIL, já se começava mais a parecer com um evento. Achei graça ao olhar perdido de diversas crianças que tinham sido trazidas pelos pais para ver outras exposições, que deviam ser chatíssimas a comparar com a dos Games... Fui para as informações, onde me indicaram um jovem que me deu um bilhete. Estava um calor de morte, portanto foi com alívio que coloquei as minhas asas e passei a estar de vestido sem ombros. Rapidamente, encontrei a banca da Weatherlight Workshop, onde tratavam dos assuntos relacionados ao concurso, onde confirmei a minha inscrição e todas essas coisas. Aprendi, então, que o concurso começaria às 15:00. Eu estava convencida que era às 16:00 e, mais uma vez, me arrependi de ter chegado tão tarde e más horas.
Fui andando por aqui e por ali e descobri que havia um espaço exterior com comidas. Portanto, todas as pessoas que estavam em pânico por não poderem entrar e sair, tinham ali um espaço para relaxar. Quanto ao entrar e sair, é mesmo assim que funciona a FIL e não é questão de má organização do evento. Na verdade, dentro de um evento, não há razão para sair dele. Nem mesmo num festival de música e todos esses locais semelhantes. Se não houvessem comidas, nem espaço ao ar livre, nem casas de banho... Aí também estaria revoltada. Assim sendo, é mesmo parte da conformação dos pavilhões e ninguém tem influência nisso (muito menos os organizadores do concurso, que levaram por tabela estas reclamações sem merecerem). Se tiverem um achaque e tiverem de sair, terão de admitir que provavelmente não estarão em condições para voltar a entrar, né?
Estabelecendo comunicações, fui tirando fotos e distribuindo os meus cartões. Revela-se que é muito menos popular em Portugal dar um cartão a dizer "olha, vou por a tua foto aqui" do que nesse país que é o "lá fora". Acho que deve dar ar de sermos uns convencidos, ou isso. Aproveitei para ver a secção das bancas de artista, que estavam muito bem arrumadas e cheias de gente a ver coisas. Procurei também algo sobre jogos de tabuleiro, mas a busca foi infrutífera.
Aproveito para vos mostrar as minhas aquisições. Desta vez foram pouquíssimas...
- Um laço de origami feito em cortiça, para por nos meus cavelos
- Um autocolante com um pug que me lembra um antigo paciente meu :)
- Cartões e folhetos diversos
E depois começa o concurso. Com um imbatível número de 18 participantes, foi um dos concursos mais completos que vi ultimamente. Para começar, a organização está de parabéns. Tudo começou a tempo e horas, havia liberdade suficiente para vermos todos os sukitos uns dos outros e conseguiram chamar muita gente (talvez pela paleta incrível de prémios que ofereciam! Desta vez fiquei quase com pena de não me ter calhado nenhum, hehehe). Para além disso, havia um elemento original: a fofa "apresentadora" ficava um bocadinho à conversa com cada um de nós e dava para partilhar um pouco do que era fazer estes fatos. Pessoalmente, gostava que ela me tivesse perguntado sobre o skit e acho que fiz uma figura péssima a falar das bolachinhas dos países todos e de que fiz o meu fato com restos. É tudo verdade! Mas não fica bem, acho eu... ;__; Mas houve momentos curiosos, como o amigo que ia de samurai cheio de olhitos que disse que tinha sido o filho a pedir-lhe para fazer o fato! :) Como crítica, coloco apenas o facto do palco não ser muito grande e de ter uma alcatifa perigosa que se mexia e que ia levando algumas pessoas a cair de cueiro no chão (eu inclusa). No entanto, o facto de ter uma televisão à nossa frente foi altamente útil para saber quando o skit ia começar, hehehe.
Como queria muito mostrar este sukito a quem me direito, pedi a uma moça (que entrou depois de mim e eu desconhecia, se soubesse não lho tinha pedido... Desculpa, moça!) que me gravasse a cena. Ela fez-me esse favor imenso e, portanto, fica aqui o meu imenso OBRIGADA!!! Foi mesmo muito simpático da parte dela, sobretudo porque ela ia entrar a seguir e devia estar nervosa de uma forma ou de outra e, favas contadas, foi uma atitude simplesmente mega-fixolas e devia haver mais pessoas assim neste planeta a que chamamos Terra. :)
Acidentalmente, gravei também segmentos de outros skits. Deixo-os todos aqui. Infelizmente não são os skits completos, peço desculpa aos intervenientes, mas eu gravei estes pedaços por puro acaso enquanto tentava tirar fotos. Também só tirei fotos às pessoas que vieram depois de mim, porque não me lembrei que tinha a máquina até ao momento de ter saído do palco.
Segmentos de Sukitos
Estou a ter dificuldades no upload, portanto mantenham-se ligados que em breve os colocarei aqui ;)
Ainda agurdámos bastante até à entrega dos prémios. Eu esperei porque estava convencida que ainda íamos tirar uma foto de grupo e ser fixes, mas isso não aconteceu. De resto, achei que os prémios foram totalmente merecidos, quer no contexto de construção do fato quer no contexto de skit. Mostraram coisas muito interessantes! :) Para além disso houve um sorteio de três t-shirts com aspecto bacanóide, mas como em rifas nunca me calha nada desta vez também não me calhou. ;__;
Ainda estive algum tempo em conversações (aproveitei para entregar uma peruca à vencedora do giveaway da minha página no face) e estabeleci contacto com um pessoal de um fórum em que participo. Não os consegui encontrar, também já estava cheia de vontade de me ir embora, mas descobri que alguns eram da Margem Sul. Até me ofereci para lhes dar boleia, mas não aceitaram... Ainda bem, porque na saída apanhei milhões de trânsito, a entrar na Segunda Circular e a sair da Ponte. Não sei porquê, acho que toda a gente deve ter aproveitado o Verão de São Martinho a ir à praia...
Mas devem estar todos a perguntar-se qual o resultado de tanto passeio e conversações! Pois é, falta verem as...
Fotos
Estas meninas conheceram-me, senti-me tão famosa! Ou não xD
Primeiro lugar, o amigo que tinha sido incitado pelo filho a fazer o fato. Estava fantástico!
Terceiro lugar, os sabres de luz desmontavam-se e foi bué à frente!
Segundo lugar, que skit maravilhoso!
Foi a moça que filmou a minha cena, milhões de milhares de centenas de dezenas de unidades de obrigados!
Conclusões Conclusivas
Este é o tipo de evento que não pode ser visitado num único dia, sobretudo se grande parte dele for ocupado em actividades específicas, como foi o meu caso. Quero muito, para o ano que vem, voltar e gastar um dia a experimentar todos os jogos e todas as bancas e tudo e tudo e tudo!
Foi uma experiência gratificante, de qualquer forma, porque o concurso de cosplay estava muito bem organizado. E foi um prazer para mim interpretar aquele sukito. :)
Portanto, vamos ver-nos lá para o ano, está bem? :)
Desta vez não termina com uma foto da minha pessoa porque até agora não encontrei nenhuma. Talvez quando as encontrar coloque aqui alguma para finalizar, haha!
By : ladyxzeus
Initial D
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Initial D
Masaki Shinichi - Studio Gallop
Anime - 26 Episódios
1998
6 em 10
Às vezes o que faz falta é um anime dos 90s!
Initial D First Stage é o primeira de muitas seasons sobre carros e corridas de carros. Um rapaz cujo pai tem um carrão todo alterado vê-se metido em batalhas na estrada contra outros condutores, cada vez melhores, mesmo ao estilo shounen que tanto gostamos. Assim, assistimos a uma série de corridas supostamente ilegais (mas, apesar de tudo, muito populares) em que podemos ver os variados specs de uma diversidade de automóveis.
A história é simples e progride com um aparente crescimento das personagens, em que conhecem novos oponentes e fazem novos amigos mas sem nunca deixarem as suas personalidades para trás. Estas, são características e, de certa forma, originais dentro do estilo. Não é todos os dias que vemos um personagem principal sem nada de "genki" e que tem uma posição na vida que quase se pode considerar indiferente.
Infelizmente, o anime baseia-se sobretudo nas corridas entre os automóveis (vrum-vrum), o que se pode tornar um pouco aborrecido para quem não perceba nada de carros, como eu. Os diálogos são uma constante partilha de termos e lingo específico que acaba por ser exaustivo e confuso e as corridas em si são um pouco repetitivas, pois são quase todas na mesma estrada e de noite.
Assim, não temos grandes cenários que possamos considerar. Para mais a animação está muito desactualizada e envelheceu muito mal. Os carros estão feitos em CG... Isto, para a época, era quase revolucionário, colocar um elemento tão importante em digital, mas hoje em dia nota-se a idade do anime por causa disto. Também não há muito detalhe nos personagens e suas expressões, se bem que o anime é único por mostrar, sobretudo, pessoas feias.
Na música, temos muita variedade de temas cantados, um pop muito característico da época e que, sem dúvida, poderíamos ouvir no rádio do carro. Também uma nota para a originalidade de termos videoclips na ED em vez de sequências de animação.
Em conclusão: trata-se de um anime muito característico da época e que terá sido marcante para essa geração. No entanto, tem um público muito específico e poderá não ser apreciado devidamente por todos nós.
By : ladyxzeus
Juusou Kikou Dancouga Nova
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Juusou Kikou Dancouga Nova
Oobari Masami - Production Reed
Anime - 12 Episódios
2007
4 em 10
Saiu há pouco tempo uma notícia que anunciava que cheirar puns reduzia o risco de cancro. Ora, depois de ver este anime e tendo isso em conta, acho que estarei livre dessa patologia durante muito, muito tempo. É possível um anime cheirar mal? É.
Quatro jovens, cada um com a sua corzinha, são seleccionados para conduzir um robot imbatível, invencível e muito gigante. No entanto, não é assim tão invencível. A narrativa processa-se de forma errática até à conclusão de que veio tudo do espaço e que ELES estão entre nós, o que era previsível desde o início. De resto, é um anime que se baseia sobretudo na dúvida dos personagens: "porque é que nós fomos escolhidos, boohoohoo" Estes têm uma personalidade semelhante a uma bolacha de água e sal com três dias. Aparentemente recortados de uma caixa de Nestum, são perfeitamente unidimensionais e só se distinguem porque cada um tem uma cor.
A arte é um pavor. Os designs são desinspirados e uma cópia do nosso amigo Galeon (quem se atreve a copiá-lo!?), sendo que existem erros sem fim no respeitante a perspectivas, sombras e anatomia. A animação em si é desconectada, sem fluidez. É um grafismo que chega a meter nojo, de tão pouco estruturado e cuidado, de tão repetitivo em relação a séries memoráveis mais antigas.
Musicalmente, não há nada de especial ou distinguível em nenhum tema. Pareceu-me já ter ouvido todos estes efeitos sonoros centenas e centenas de vezes.
Enfim, um anime horroroso que deveria ser esquecido nos meandros das coisas feias.
By : ladyxzeus
