Yotsunoha
0
Yotsunoha
Nishikiori Hiroshi - Hal Filme Maker
Anime OVA - 2 Episódios
2008
5 em 10
Tirei este anime para ver porque a sinopse me parecia fofinha: um grupo de jovens enterra uma caixa com recordações, combinando encontrar-se três anos depois.
Infelizmente, o anime não passa de mais um harem simplificado. Em dois episódios também não se podia fazer muita coisa, mas estes personagens são demasiado bidimensionais para se poder, de qualquer forma, dar-lhes algum tipo de desenvolvimento. Assim, a história limita-se a "que menina escolherei", havendo uma divisão clara entre duas. Existe um certo mistério, pois a caixa com as recordações foi movida e os jovens têm de resolver problemas para a encontrar. Mas como este não é o foco principal da história acaba por ser um elemento inconsequente.
A arte é suave, sem grandes cenas em que possamos observar animação. O design é bastante típico e nada que não tenhamos visto antes e os cenários de fundo não têm grande detalhe. Musicalmente, temos OP e ED, que não seriam propriamente necessárias devido à extensão do anime e que não são nada de especial.
Assim, é um OVA do qual me esquecerei rapidamente. Se é que não me esqueci já.
By : ladyxzeus
Sanzoku no Musume Ronja
0
Sanzoku no Musume Ronja
Miyazaki Gorou - Studio Ghibli
Anime - 26 Episódios
2014
7 em 10
E, da season que passou, este foi aquele que me marcou mais.
Esta é a primeira série de animação produzida pela Ghibli. Nesta nova experiência, apostaram na moderna animação digital por cell shading. Isto causou uma impressão muito negativa ao início, sobretudo para aqueles que esperavam mais um filme da Ghibli animado em 26 episódios. No entanto, não desisti de ver e o resultado final é algo de fantástico!
Baseado na literatura infantil clássica da Suécia, este anime fala da vida diária de uma menina que vive num castelo rodeado por uma floresta. Ela é Ronja, filha de ladrões. Vive muitas aventuras, mais ou menos perigosas, num ambiente bucólico e fantasioso. Trata-se de um anime para crianças, uma história simples e carinhosa sobre o crescimento pessoal, a coragem e a família. As personagens são cativantes e amorosas e não conseguimos deixar de gostar de todos eles. As crianças são mesmo crianças e têm atitudes próprias para as idades. Mas os adultos, também eles são muito divertidos! Se a Ronja crescesse, como gostaria de fazer cosplay dela! Poderia fazer de Lovis, mas ela é um bocadinho maior que eu e não ia ficar bem...
Apesar da animação dos personagens necessitar de um certo tempo de habituação, temos de admitir que são extremamente expressivas e estão muito bem animadas, com movimentos sólidos e fluídos. Mas a melhor parte da arte será a arte cénica, que está descriminada ao máximo detalhes. São imagens lindíssimas da floresta. Infelizmente há algumas sequências repetidas, e acabamos por ver sempre os mesmos veados e as mesmas raposas. Ainda assim, considerando que os animes muitas vezes erram na anatomia animal, a vida selvagem florestal está muito bem caracterizada.
OP e ED transmitem a faixa etária à qual está dirigida este anime. Mas temos alguns temas no parênquima que são memoráveis e cheguei mesmo a escrever uma nova letra para a canção de embalar, que produzirei com o meu pessoal e usarei em skit de cosplay (para a Erin)
É um anime calmo, muito agradável, querido e memorável. Acredito que se ultrapassarem a primeira impressão da animação digital, poderão apreciá-lo tanto como eu!
By : ladyxzeus
Parasyte
0
Parasyte
Shimizu Kenichi - Madhouse Studios
Anime - 24 Episódios
2014
7 em 10
Da season que passou, fiquei com dois que considerei os melhores. Um deles foi muito popular e o outro ficou aparte. O mais popular é este, Parasyte (ou "Kiseihuu: Sei no Kakuritsu").
Um jovem é invadido por um parasita alienígena. Graças a um garrote consegue limitar a acção do parasita à sua mão direita. Isto dá azo a muitas conclusões precipitadas, mas na verdade este jovem envolve-se numa luta pela sobrevivência da humanidade, enfrentando parasitas e descobrindo mais sobre eles. Estes parasitas consomem os corpos humanos e dão-lhes uma diferente elasticidade, o que os torna muito perigosos. Para mais, alimentam-se de seres humanos. O que fazer então? Destruí-los a todos? Ou tentar compreendê-los?
Estas perguntas são mote para um debate interessantíssimo sobre o próprio papel da humanidade. Já dizia Milan Kundera: "o homem é o parasita da vaca". Assim, porque não poderá haver um parasita do homem, que se alimente dele e o destrua, que o domine e do qual passemos a depender eternamente? O que torna o ser humano numa criatura especial perante todas as outras, o que lhe dá o direito de destruir os parasitas? São tudo questões interessantes para as quais não temos uma conclusão específica, mas que o anime trata com grande interesse.
Em termos de personagens, temos sobretudo uma interacção na dicotomia homem-parasita caracterizada pelos personagens principais, Shinichi e Migi. O seu envolvimento um com o outro oferece-nos uma evolução das personagens bastante complexa, em que cada um obtém características do outro, um pouco de alienígena e um pouco de humanidade. Dentro do resto do cast, há também alguns personagens memoráveis, nomeadamente aquelas que são parasitas (os seres humanos acabam por aparentar ser demasiado fracos emocionalmente para lidar com as situações). Estes referem alguns pontos apontados anteriormente e o seu diálogo está extremamente bem construído.
Na animação, temos momentos de grande intensidade, apesar da censura. São lutas muito bem pensadas, bem coreografadas e, sobretudo, bem animadas. A plasticidade dada ao corpo dos parasitas oferece toda uma nova perspectiva no que respeita a cenas de acção. Os cenários são apropriados, se bem que não muito detalhados. Por vezes detectei alguns erros, sobretudo nas perspectivas e no desenho de animais, mas nada que não se possa perdoar.
Finalmente, a música. A OP é extremamente original, com uma sonoridade de dubstep puro. Infelizmente não gostei nada dela, mas admito que tenha sido uma escolha bastante interessante. Os mesmos ritmos são utilizados ao longo de toda a série, o que funciona bem.
Acho que, apesar de não ser a série de gore e terror mais emocionante que existe, é um bom anime. Merece ser visto.
By : ladyxzeus
Kamisama Hajimemashita◎
0
Kamisama Hajimemashita◎
Daichi Akitarou - TV Tokyo
Anime - 12 Episódios
2015
6 em 10
Depois da Primeira Season, foi com grande alegria que recebi a notícia de que iria haver um novo anime para esta série tão divertida. E aqui está ela, estreando no Inverno de 2015!
Em comparação com a season anterior, esta tem histórias diferentes e com uma estrutura um pouco mais longa. Isto é muito bom, pois fornece mais tempo para o desenvolvimento narrativo e das próprias personagens. Desde o início que estas não tinham nenhuma força especial, mas com esta season é-lhes dada uma outra voz, com mais detalhes e com melhor utilização dos momentos em que estão umas com as outras para desenvolver as suas relações para além do platónico.
A arte é muito simpática, com tonalidades suaves e boas sequências. Infelizmente os cenários não têm qualquer tipo de complexidade, muitas vezes limitando-se a painéis em branco ou com um ligeiro padrão. Também não é feliz a utilização de chibi em momentos mais leves, pois retira o foco do assunto em questão.
A música é muito interessante, mantendo a linha de leveza e pop que caracteriza todo o anime. São músicas doces e muito apropriadas, gostei muito delas.
Digamos que este foi o meu "anime leve" da season, uma coisa simpática, fofinha e que não requer muito pensamento. Para descansar. :)
By : ladyxzeus
Death Parade
0
Death Parade
Tachikawa Yuzuru - Madhouse Studios
Anime - 12 Episódios
2015
6 em 10
Este anime foi inspirado numa curta-metragem muito interessante, de nome Death Billiards. Em doze episódios há um maior desenvolvimento da história e personagens, o que acaba por ser uma experiência curiosa.
Neste bar, as almas são julgadas e um juiz decide para que lado da morte irão: Paraíso (reencarnação) ou Inferno (o nada). Para serem julgadas, jogam jogos variados, em que se vão recordando do que fizeram em vida. E o juiz decide. Existem vários bares, mas neste em específico o dono chama-se Decim. Ele tem uma ajudante, sobre a qual vamos aprender muitas coisas.
O mais interessante para mim foram os jogos entre as pessoas, em que coisas sobre elas são reveladas e podemos nós próprios fazer um julgamento. Na verdade, quase nunca é claro qual a conclusão de Decim e da sua ajudante e há muitos pontos de debate em cada um dos episódios. Infelizmente, os jogos acabam por ser preteridos em favor da história tranversal dos barmans deste edifício, dos seus patrões e das pessoas que por lá ficam. Esta acabou por ser extremamente melodramática e anticlimática, pois o seu desenvolvimento foi demasiado rápido, apesar das dicas dadas ao longo de toda a série.
A animação tem momentos muito bons, mas também tem alturas em que é apenas medíocre. Todo o design, estrutura e variação de cor dá um ambiente muito bom ao bar, o que deixa de ter muita graça quando... Mudamos de bar. Os jogos têm algum toque digital, o que por vezes não se coaduna bem, mas as imagens dos andares superiores do edifício (onde estão pessoas mais importantes... Mais próximas do infinito?) são extremamente belas. Assim, foi uma experiência agridoce.
Musicalmente, temos uma OP muito animada, que pode não agradar a todos devido à pouca ligação que tem com o tema. A ED já está mais próxima do ambiente apresentado.
Foi um anime muito divertido de ver, sobretudo por causa dos debates que provocou no seio das minhas comunidades. De certa forma, fiquei com vontade de saber mais detalhes sobre este mundo depois da morte, já que é um tema que me interessa bastante.
By : ladyxzeus
Log Horizon 2nd Season
1
Log Horizon 2nd Season
Ichihira Shinji - Studio Deen
Anime - 25 Episódios
2014
5 em 10
Depois da primeira season, fiquei com muita vontade de continuar neste universo fantástico, a acompanhar as aventuras da guild Log Horizon, saber mais sobre este mundo e, no fundo, saber o que ia acontecer a estas pessoas. Infelizmente, acabou por ser talvez a série mais desapontante da season que passou (anterior a esta)
Para começar, não há qualquer desenvolvimento na história. Tudo o que parece acontecer, está lá sem um objectivo final que pareça relevante. Conquistar uma caverna, lutar contra as forças do mal, no sentido imediato é importante para os personagens, mas a longo curso torna-se numa narrativa inconsequente. Isto poderia ter sido ultrapassado se estas cenas, para além de cenas completamente irrelevantes como grandes festas, jantares e escolher roupinhas para tais, tivessem sido reduzidas ao essencial, guardando a maior parte da série para coisas que realmente interessem e que dêem força à história (tal como aconteceu nos finais dos finais).
As personagens, que ao início pareciam ter o seu interesse, nesta season são resumidas - ao contrário da história - aos seus traços essenciais. O grupo de pessoas que tanto nos fascinou na primeira season agora são um tipo inteligente, a loli tsuntsun, um gajo brutamontes e um gato. O anime podia ter-se redimido apresentando novas vertentes a personagens existentes, nomeadamente o grupo de miúdos, mas também estes são apresentados numa visão bastante redutora. Para além disso são apresentados novos personagens, uns atrás dos outros, a quem de repente é dado um papel muito importante mas que não têm qualquer tipo de suporte que nos faça dar-lhes importância.
A arte pareceu-me um pouco pior, já que também houve uma mudança de estúdio. As cores estão menos vivas e as cenas de grandes lutas, em que poderiam mostrar animação e técnicas, pareceram-me bastante salobras.
Musicalmente, tudo na mesma, se bem que a ED atingiu um dos meus nervos fatais: demasiado açúcar para o contexto.
Suponho que venha a haver mais uma season ou outra, mas irei deixá-las para trás.
By : ladyxzeus
Gundam G no Reconguista
0
Gundam G no Reconguista
Yoshiyuki Tomino - Sunrise
Anime - 26 Episódios
2014
6 em 10
Anime da season que passou, anterior a esta.
Pois é, toda a gente tinha pensado que o Tomino se tinha despedido para sempre de nós. Que se tinha reformado ou assim. Quiçá até morrido. Mas não. Voltou e voltou a toda a força, com uma nova série de Gundam.
Ao início fiquei dividida: era muito confuso mas o ambiente era muito interessante, com certas influências de Turn A. Mas no final, a verdade é que um universo original não é suficiente quando tudo o resto é fraco. A história toma influências de Gundams anteriores, apesar de algumas diferenças (como piratas do espaço). O desenvolvimento do universo fantástico é feito aos solavancos, com pouco detalhe, de forma a que até ao momento final não conseguimos perceber onde estamos, quem são estas pessoas e o que fazem. E as pessoas... Bem, temos um grupo de juventude muito grande, demasiado grande para os memorizarmos, com um personagem principal com demasiada confiança (o que irrita), uma rapariga muda que tortura um peixe (o que irrita), uma rapariga mais alta que também inspira confiança a mais (o que também irrita) e mais uma série de gente: irritam-me todos. A paleta de personagens pareceu-me demasiado feliz e confiante, ao contrário de outros trabalhos do autor em que havia um desenvolvimento pessoal, história pregressa com um certo sentido e toda uma construção em volta de sentimentos e emoções que tornavam as personagens memoráveis. Aqui isto não acontece, de todo.
Além disso, o Haro tem rodas, que é a coisa mais sem sentido que podia haver.
Não poderei dizer que serve de compensação, mas a verdade é que a arte é muito boa. Apesar dos designs infantilizados e altamente modernos, o que é muito atípico nesta meta-série, temos um conjunto de cores muito agradável, cenários originais e detalhados e sequências de animação muito bem coreografadas.
Musicalmente, temos OPs e EDs pouco específicas, num nível shounenesco que mais uma vez caracteriza a infantilidade desta série em comparação ao resto.
Por um momento, logo ao início pensei "se calhar era mesmo isto que Gundam precisava". Mas não. Gundam precisa apenas de mais UC.
By : ladyxzeus