Strike Witches
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Strike Witches
Takamura Kazuhiro - Gonzo
Anime - 12 Episódios + 1 OVA
2008
6 em 10
Parafraseando o que uma amiga disse: "Este é um anime que fez tudo bem em todas as partes erradas"
Estamos em 1944, mas existe magia e alta tecnologia. O mundo está a ser invadido por uns bicharocos voadores, os Neuroids, e a única maneira encontrada de lutar contra eles foi reunir um grupo de menininhas e dar-lhes umas pernas robóticas com asinhas de helicóptero, que lhes permitem voar em todas as posições possíveis e dar tiros portentosos nesses tais bichos (que parecem mais robots, mas aparentam estar vivos, à medida que a história progride)
Por alguma razão muito pouco convincente, elas não usam parte de baixo. Calças? Saias? Calções? Nada. Só a cuequinha. Por alguma razão que nem sequer é explicada ("porque magia" parece ser suficiente) cada vez que elas usam os seres poderes voadores aparecem-lhes orelhas e caudas de bicinho, cãozinho, gatinho, coelhinho, inho.
Enfim, em termos de história a coisa não é propriamente a rainha da cocada preta. Em termos de personagens também não. Passamos os doze episódios a assistir à sua vida diária, com umas lutas voadoras por aqui e por ali. Elas simplesmente não fascinam, não têm suficiente densidade e humanidade para que realmente acreditemos nos seus sentimentos e emoções. Cada uma é um estereótipo muito mal cortado da caixa dos Cheerios. O facto de não usarem parte de baixo também não ajuda nada, sobretudo quando estão a tentar convencer uma série de senhores de uniforme que são elas que estão com a razão.
No entanto, e aqui a suína torce as suas vértebras caudais, no entanto... A arte. A animação. São estrondosas. O cenário é o mar, num Verão calmo e com poucas nuvens. É bem bonito. E as cenas de acção, têm momentos únicos e apaixonantes. Quase que dá vontade de gostar de tudo o resto, para que possamos dar uma melhor classificação a isto. Há, certamente, um grande exagero em mostrar volumes vulvares (que, se formos pelo lado negativo, se parecem muito com volumes penianos do universo shota. éÉ tudo uma questão de perspectiva) e uma vez até aparece um mamilo aos pulos, mas perdoemos isto, tendo em conta de que é uma série para rapazinhos hiperexcitados.
Musicalmente, nada de bom, nada de mau. OP e ED vulgaríssimas, parenquimatosamente nada de muito especial.
Enfim, eu cá gosto de ver todas as coisas. Serve como experiência. Recomendo a rapazinhos hiperexcitados.
By : ladyxzeus
O Cónego
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O Cónego
A. M. Pires Cabral
2007
Romance
Tive a boa sorte de receber este livro pelo BookCrossing. Trata-se de uma edição rara, difícil de encontrar, que está esgotada há muito tempo. Felizmente, uma membra teve a oportunidade de adquirir o livro e a bondade supersónica de o partilhar cá com a gente. :)
Devo dizer que há algum tempo que um livro não me dava um gozo tão grande como este. É maravilhoso, tanto que até o li à noite antes de dormir, coisa que faço muito raramente e apenas em livros que estou a adorar positivamente.
Um jovem padre de Trás-os-Montes é colocado a paroquiar uma aldeia nos confins do país, muito próxima de outra aldeia de onde veio uma pessoa que conheço e é muito minha amiga. Isto é, este lugar existe mesmo! Será que os personagens também existem? Pelo livro, tudo indica que sim. Enfim, este padre, ao longo de várias conversas com o antigo padre, que está acamado, e outros personagens, vai descobrindo - segundo diversas perspectivas - tudo sobre a vida e obra de uma figura que muito marcou esta aldeia: o Cónego.
É no retrato deste homem, que aparece tanto como figura mitológica como ser humano irascível, que ficamos a conhecer muito sobre a vida nestas aldeias, numa época em que ainda estavam completamente isoladas daquilo a que se poderia chamar civilização moderna. Os personagens são únicos e realmente acreditamos que todos eles possam ter existido. Não pude confirmar com a minha amiga, pois a narrativa passa-se nos anos 30-40 (não consegui perceber com muita precisão) e ela ainda não era nascida. Senti, talvez, falta de que aparecessem outras pessoas da aldeia para além do eixo referido constantemente, os quatro personagens essenciais na partilha das histórias sobre o Cónego.
Mas aquilo que gostei mais foi, sem dúvida, a maneira de escrever. Toda a escrita está cheia de pequenos detalhes, talhados em ourivesaria, pequenas expressões, palavras, maneiras de dizer, todas típicas do tempo e do espaço onde decorre a história. Assim, o relato torna-se vivo e está inserido dentro de um lugar que passamos a desejar visitar, para falarmos com estas pessoas e comermos o que elas comem, todas essas pequenas coisas.
Sinto-me uma sortuda e muito feliz por ter tido a oportunidade de ler este livro. Se houver outros do autor, gostaria de os encontrar e lê-los todos também!
By : ladyxzeus
Waga Seishun no Arcadia
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Waga Seishun Arcadia
Katsumata Tomoharu - Toei Animation
Anime - Filme
1982
8 em 10
Há bastante tempo tinha visto o anime de Captain Harlock, pelo qual não morri de amores. Assim, não alimentava grandes esperanças quanto a este filme. Mas fiquei muito surpreendida, e pela positiva!
Waga Seishun Arcadia, ou "A minha juventude em Arcadia", passa-se antes de Harlock ser um pirata. Na verdade, conta a história de como se tornou um, como perdeu o olho e como reuniu o grupo de pessoas que viriam a ser os seus amigos, companheiros e parceiros. É uma história dolorosa num ambiente de guerra muito semelhante àquilo que se vivia depois da Segunda Guerra Mundial, no Japão.
O filme explora diversos elementos neste cenário de guerra, em que no fundo Harlock consegue reunir um grupo de pessoas que estão contra o sistema e que desejam a serem livres de viver e de se expressar num mundo governado pela opressão. Não há histórias comoventes do passado, não há relatos das maldades cometidas para com estas pessoas. No entanto, os personagens revelam uma dor muito forte, expressada pela emotividade de cada cena. E, no meio disto, há sempre uma mensagem de esperança, uma mensagem de que a revolta pode realmente acontecer se nos reunirmos e acreditarmos que é possível.
Os personagens, dos quais não tinha gostado na série original, apresentam-se aqui muito mais humanos. Logo na cena inicial, falando da juventude passada em Arcadia, sobre como Arcadia é a nossa juventude, percebemos que estes personagens viveram algo inexplicável, inconcebível. E é isso que nos vão mostrar. São personagens que têm sentimentos muito fortes e que acreditam verdadeiramente naquilo porque podem lutar. O seu desenvolvimento é a descoberta: partimos de um ponto em que estão completamente indefesos, para ver como abandonam esses medos e percebem que podem, efectivamente, marcar uma diferença no panorama actual.
Se o design dos personagens varia um pouco do original, estando mais adaptado aos anos 80 (em que o filme foi feito), nem por isso deixam de ter variações muito interessantes, sobretudo no respeitante às expressões faciais. Em termos de maquinaria, existe uma atenção intensa no detalhe. A animação, não sendo soberba, está bastante boa para a época. Mas o que mais me impressionou na arte foram os cenários, sobretudo os espaciais, que são feitos num tom aquarelável e têm, por si só, uma intensidade fora do vulgar.
E tudo isto não seria possível sem uma banda sonora primorosa, feita de peças instrumentais que marcaram toda uma geração de animes. São estas peças que acrescentam a emotividade às situações, como falava anteriormente, sendo essenciais para que o espectador consiga captar com exactidão o que realmente os nossos personagens estão a pensar e querem dizer. No final, temos uma música característica da época e do género em que o anime está inserido.
Não posso deixar de recomendar este filme. Parece-me uma peça importantíssima no universo de Leiji (o Leijiverso) que deve ser vista por todos aqueles que tenham interessa na história do anime. E por todos aqueles que, simplesmente, gostem de anime!
By : ladyxzeus
David Bowie is...
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David Bowie is...
Documentário de Exposição
Isto foi uma experiência diferente, portanto o melhor é começar pelo princípio.
Eu costumo ler um blog, que sigo, chamado Sound+Vision. É administrado pelo João Lopes e Nuno Galopim que são, respectivamente, críticos de cinema e música. Ambos são fãs inveterados do David Bowie. Então, anteontem, apareceu um passatempo no blog, para ver o documentário de uma exposição que estava instalada no museu V&A em Londres, sobre a vida e obra de Bowie. O passatempo consistia em dizer em que cinema queríamos ir ver o filme, o nosso álbum favorito do Bowie e porquê. Eu escolhi aleatoriamente o Space Oddity e inventei um porquê, pois realmente não tenho um álbum preferido (gosto de todos). Ganhei os bilhetes e, assim, fui com um amigo.
A minha experiência com Bowie vem, desde o seu ponto inicial, da minha paixão por tudo quanto é belo, nomeadamente Gackt. Um dia, a minha mãe, ao ver-me em adoração ao meu altar de Gackt (sim, tenho um) comentou casualmente:
"Isso que tens por esse Japonês, é aquilo que eu tinha pelo David Bowie"
A partir daí, a curiosidade apareceu e imediatamente segui para ouvir a discografia completa. Fiquei maravilhada, pelos sons, pela imagem, por todas as coisas. Por isso, ter oportunidade de saber sobre um dos que se tornou artistas favoritos foi uma experiência única.
O dia foi estranho. Chovia torrencialmente, vi uma árvore a tentar atravessar a estrada (caindo, com um som "ploft" com toda a sua massa vegetal em cima da passadeira. Ainda bem que não estava a passar ninguém), a estrada ficou cortada por causa da árvore, etc. Comi, pela primeira vez, um frozen yogurt, que é delicioso. E, com isto, entrei na sala para ver o filme.
Antes do filme, os críticos ainda falaram sobre toda a discografia e videografia do artista durante um tempo que estava entre os trinta e os sessenta minutos (quarenta e cinco, portanto). Mostraram três videoclipes essenciais e falaram muito. Passado certa altura, confesso, já não os estava a ouvir. Finalmente, veio o filme.
Essencialmente, era a visita guiada à exposição, com comentários dos visitantes e com comentários de pessoas que conheciam o Bowie. Começavam pela infância, mostrando fotos de bebé nunca antes vistas e pedaços do trabalho prematuro de Bowie, que desde logo se interessou pelo aspecto gráfico da música e não só pelo facto de tocar e cantar. Depois, passou para toda a cenografia, incluindo os fatos e máscaras utilizados ao longo do tempo. Como eu não sou muito de ver vídeos, desconhecia a maioria deles. Realmente, o homem é dono de um estilo muito único, que veio a influenciar géneros, modas e atitudes de toda uma geração.
Falaram, também, de material como as fotografias e capas dos discos. Vi pela primeira vez a imagem completa da capa do álbum "Diamond Dogs", que é estranhíssima e fascinante. Vi também muitas outras fotografias que nunca tinha visto. A partir daí, passaram para o trabalho cinematográfico, que nunca pensei ser tão grande (vi apenas dois filmes). Falaram bastante de "Labyrinth", que nunca vi mas parece ter um estilo próprio, e do "Homem que veio do espaço", que é um filme bastante estranho e sobre o qual tenho sentimentos mistos.
De entre as pessoas que foram falar, estava um estilista Japonês que muito influenciou Bowie ("Bowie is Bowie, Kansai is Kansai"), um historiador de cinema, um coleccionador de memorabília que tinha a avaliação escolar do artista. Mas o mais interessante foi ver aquilo que os visitantes, fãs normais como nós, tinham a dizer.
Para concluir, o mote da exposição era "David Bowie is..." Isto porque, apesar de tudo, ninguém sabe exactamente quem ele é e o que é que ele é. Durante muito tempo a sua identidade estava presa a personagens, tendo renascido como uma versão integral dele próprio durante o período de Berlim e vagueando por aí até agora em que, no topo da sua maturidade, Bowie apresenta novos discos e novas músicas e novos vídeos, sempre frescos e excitantes. Portanto, o que é David Bowie?
eu tenho a minha resposta.
David Bowie is Love.
By : ladyxzeus
Mobile Suit Gundam Seed Destiny Special Edition
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Mobile Suit Gundam Seed Destiny Special Edition
Yatate Hajime - Sunrise
Anime Special - 4 Episódios
2006
5 em 10
Tinha esta pasta guardada há muito tempo e foi tempo de a ver e arrumar (quase toda, pois ainda falta um filme). São quatro filmes com uma hora e meia cada um, que vi mais ou menos de seguida, se não rapidamente perderia a vontade e deixa-los-ia para sempre no limbo.
São filmes que resumem a história de Gundam Seed Destiny, segundo outra perspectiva. Para saberem mais sobre a série original, remeto-vos para o meu post sobre ela. Na verdade, a história não varia em nada. Uma fraca imitação do universo UC, com pequenas variações.
Os personagens não sofrem mais nenhum desenvolvimento ao longo destes filmes, mantendo-se insossos e aborrecidos.
A arte estará um pouco pior, por causa de um uso constante de CG nas cenas mais emocionantes, como naves espaciais a levantar voo.
Musicalmente, temos alguma variedade, mas não ultrapassamos a barreira do pop.
No fundo, um conjunto de filmes que nada acrescenta à série, se não talvez uma certa idoneidade na perspectiva. Não os poderia recomendar nem para fãs, que já viram a série e gostaram (pois será ver tudo de novo) nem para pessoas interessadas em conhecer, porque isto não é um bom representativo de Gundam.
quem quer conhecer Gundam, vê United Century.
By : ladyxzeus
Zone of the Enders: Idolo
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Zone of the Enders: Idolo
Watanabe Tetsuya - Sunrise
Anime OVA - 1 Episódio
2001
6 em 10
Hoje é dia de aviar alguns filmes.
Zone of the Enders, ou Z.O.E., é uma série que eu não vi. Aparentemente, trata de uma guerra civil em Marte, contra um sistema terráqueo opressivo. Este OVA conta como foi o primeiro atentado à integridade terráquea, por acção de um super robot chamado Idolo.
A história não está muito desenvolvida. Desenrola-se em volta das relações entre três personagens, com o homem no eixo e duas apaixonadas, uma oficial e outra que ainda não o admitiu. Assim, o filme tem potencial para ser altamente romântico, tendo no final uma cena bastante comovente, até. No entanto, falta-lhe alguma coisa, falta-lhe um certo desenvolvimento quer na explicação do contexto quer na evolução das personagens, que é demasiado rápida. Como estes eventos se passam antes da série propriamente dita, acredito que não sofram qualquer tipo de referência nela.
A arte não está má, mas para início dos 00s está bastante desactualizada. Nesta altura já deveríamos ter efeitos um pouco melhores e uma paleta de cores um pouco mais alargada. O facto de toda a acção se passar em Marte, um planeta desértico, não ajuda à caracterização do universo. O design dos robots não parece muito funcional e Idolo, o super robot, não tem qualquer beleza.
Musicalmente, não há grande coisa a apontar.
Neste caso, não fiquei muito curiosa em ver a série. Portanto, acho que vou passar.
By : ladyxzeus
Shin Getter Robo
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Shin Getter Robo
Kawagoe Jun - Brains Base
Anime - 13 Episódios
2004
5 em 10
Aparentemente este anime é uma versão alternativa de uma coisa do antigamente, de nome Getter Robo. Porque é que eu tinha este na Plan to Watch e não o original é um mistério para mim e pura responsabilidade de quem me recomendou.
Porque é realmente uma coisinha má.
O mundo, presente, passado e futuro e todos misturados, está a ser invadido pelos Oni, criaturas maléficas e demoníacas que têm intenções destrutivas de razão não clarificada. Para lutar contra eles, um grupo de maluquinhos reune-se para conduzir um robot, tipo um Megazord mais redondinho com um machado e um raio laser no umbigo. A história não chega a ser um monstro da semana porque os episódios são poucos, mas a verdade é que eles estão num futuro em que há robots e depois vão à época Edo em que há casas voadoras com metralhadoras incorporadas e depois têm de lutar contra Onis cada vez maiores e mais feios até os vencerem. Pelo meio morre um tipo que se transforma em Oni, mas depois renasce dentro do robot, o que significa que o robot é super... Bem, uma confusão pegada. Em termos narrativos, não tem ponta por onde se lhe pegue.
O ponto forte serão as personagens, que são sem dúvida uma trupe bastante original para combater demónios gigantes. Entre um tipo que sabe o que está a fazer, um monge budista e um chefe de um gang, o nível de psicose eleva-se a um píncaro que é consumado pelo banho de sangue e tripas decorrente de todas as lutas. Fora a sua caracterização inicial, não há mais nada nestes personagens que nos faça dizer "epah, que gente tão interessante!" São assim e já está.
A arte é bastante forte, com traços a negrito e um estilo altamente masculinizado, como um shounen no final da adolescência. A animação, no entanto, não é o ponto mais positivo, pois tem partes muito simplificadas e pouco fluídas, assim como muitas cenas em que estão simplesmente parados à espera do próximo movimentos.
Musicalmente temos um épico típico, força para vencer o mal até ao dia da tua morte.
O conceito poderia ter sido aproveitado de melhor forma, com uma história melhor contada e personagens mais carismáticos. Como está, não lhe posso dar melhor classificação.
By : ladyxzeus