• Livros de A a Z

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    Apanhei este questionário no Blog de uma colega BookCrosser, o Livros no Tempo. Eu a-d-o-r-o questionários e quizzes de todos os géneros, por isso não podia deixar de responder. Bem, e assim ficam a saber um pouco mais sobre a minha pessoa, o que é sempre interessante, lol.

    Author you’ve read the most books from:
    Acho que o Saramago e o Salman Rushdie

    Best Sequel Ever:
    O Ensaio sobre a Lucidez, também do Senhor S.

    Currently Reading:
    A Rapariga que Roubava Livros, por Markus Zusak

    Drink of Choice While Reading:
    Descobri recentemente que o vinho verde à pressão combina muito bem com a leitura

    E-reader or Physical Book?
    Físicos, mas estou quase quase (falta o quase) a converter-me ao digital

    Fictional Character You Probably Would Have Actually Dated In High School:
    A minha fantasia era o jovem do Crime e Castigo, mas ninguém queria datar comigo na High School

    Glad You Gave This Book A Chance:
    Danças na Floresta, de Juliet Marillier. Eu não costumo dar-lhe muito na fantasia, mas emprestaram-me este livro, estive quase a recusar mas non, foi mesmo muito bom.

    Hidden Gem Book:
    O Evangelho do Enforcado, é fascinante.
    Important Moment in your Reading Life:
    Quando era adolescente e li os clássicos todos, todos desapropriados à minha idade.

    Just Finished:
    O terceiro volume do manga Tenshi Nanka Ja Nai

    Kinds of Books You Won’t Read:
    Nenhum, mas tento evitar fantasia e aqueles livros "fáceis" que são super-populares

    Longest Book You’ve Read:
    Sisson... A Anatomia dos Animais Domésticos. Eu estudei por este livro, li-o todo. São umas 7000 páginas.

    Major book hangover because of:
    Não acontece, leio um e sigo logo para outro.

    Number of Bookcases You Own:
    Doze no meu quarto, em casa do meu pai são imensas.

    One Book You Have Read Multiple Times:
    Também um pecado mortal, mas Os Diários da Princesa de Meg Cabot, eu adorava aquilo

    Preferred Place To Read:
    No autocarro, no metro, no barco...

    Quote that inspires you/gives you all the feels from a book you’ve read:
    Xiii, eu tinha uma colecção *enorme* disto, em folhas de linhas A4. Mas depois ofereci-as a uma árvore e não me lembro de mais nenhuma.

    Reading Regret:
    O Twilight. Porquê? Porque me obrigaste, Ana Cristina? Porquê?

    Series You Started And Need To Finish (all books are out in series):
    Algumas, manga e Light Novels na maioria. E comecei agora a Guerra dos Tronos, vou morrer.

    Three of your All-Time Favorite Books:
    Crime e Castigo, As Crónicas de Nárnia, Watership Down
    Unapologetic Fangirl For:
    Romances lamechas

    Very Excited For This Release More Than All The Others:
    Não sigo nada destas coisas e não tenho nada encomendado de momento. Ah esperem, tenho! O terceiro volume de Ludwig Revolution!

    Worst Bookish Habit:
    Encomendar demasiados livros, depois ficar à rasca dos munnies

    Marks The Spot: Start at the top left of your shelf and pick the 27th book:
    Future Lovers, volume 2 (é um manga)

    Your latest book purchase:
    Prendas de anos para toda a gente, uma data de coisas. E o quarto volume de Ludwig Revolution (que veio antes do terceiro, por alguma razão que me transcende)

    ZZZ-snatcher book (last book that kept you up WAY late):
    E é isto, espero que tenham gostado, experimentem fazer vocês também!


  • Lupin the Third: Mine Fujiko to Iu Onna

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    Lupin the Third: Mine Fujiko to Iu Onna
    Watanabe Shinichiro - TMS Entertainment
    Anime - 13 Episódios
    2012
    6 em 10

    Esta é a minha primeira experiência no universo Lupin. Tinha de conhecer um pouco da personagem Mine Fujiko e recomendaram-me que começasse por aqui. Aviso desde que irá haver aqui uma pequena pesquisa de Lupin da minha parte e que, por isso, os posts neste blog poderão ser repetitivos até mais não (minto, só saquei mais dois filmes)

    A primeira coisa que me atraiu foi a arte. É bastante original, com uma paleta de cores muito interessante e uso de muitos padrões e representações simbólicas (atentem nas corujas). A animação é rígida mas é gira e funciona bastante bem, tendo em conta o tema "policial" e "misterioso" da série. Mas perturbou-me a quantidade de maminhas e ainda mais as cenas de sexo pouco discretas (mas nada explícitas), que - se pensarmos bem na coisa - eram badalhocas como tudo.

    O anime é episódico, excepto nos últimos quatro episódios em que adquire uma tonalidade muito surreal enquanto fala do passado de Mine Fujiko, focando-se nas aventuras desta personagem. Ela é uma ladra profissional, tal como Lupin, e a cada episódio rouba (ou tenta roubar) uma coisa diferente. As histórias estão bem pensadas e os mistérios e armadilhas em cada um são interessantes e originais.

    Mas infelizmente, uma série episódica precisa de personagens extremamente sólidos para se basear. E nesta isso não acontece. Depois de ter lido um bocadinho sobre Lupin, vim a descobrir que a caracterização dos personagens desta série não corresponde à do resto do franchise. A mim pareceram-me todos muito parecidos uns com os outros, excepto Lupin que tem uma personalidade. Sobre Mine Fujiko, bem... Chamá-la de prostituta seria pouco, mas também não quero abusar nos palavrões neste espaço. Ela não é ninguém, ela não é nada, é apenas uma máquina sexual que rouba coisas. O tempo que ela passa de mamas ao léu supera largamente o tempo em que ela passa a fazer coisas úteis. Não tem o charme da femme-fatale. Aliás, não tem charme nenhum. É vulgar, no pior sentido da palavra. Por isso, uma série inteira sobre ela - por mais interessante que seja a arte - tem essa característica da personagem associada. Por um lado, podemos dizer que Mine Fujiko está caracterizada de forma coerente? Bem, depois dos últimos episódios duvidaria disso. Por outro lado, considerando que é coerente, este tipo de personagem seria mesmo necessário? Não seria melhor tê-la feito um pouco mais humana, com uma sedução de cariz menos sexual? Fica o debate.

    Finalmente, em termos musicais, a OP foi muito interessante à primeira (sobreutdo pela sequência de animação), mas cansa rapidamente. A ED não tem nada a ver com nada. E o parênquima? A música é bastante boa, tonalidade jazzística, mas é repetitiva.

    Podem passar esta série à frente, a menos que vos interesse especialmente este tipo de arte no anime.
  • O Anime e o Amor Homem

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    Boa tarde!

    Já há algum tempo que queria escrever um pouco sobre isto: BoysLove. Estava sempre a adiar até que hoje fui parar a um sítio onde já não ia há muito tempo. Tive medo, mas lá tive que adicionar mais umas imagens à minha sempre crescente colecção... É irresistível e a colecção já está a ficar com um tamanho desproporcionado. Por isso inicio este pequeno "artigo" com um rabo e aviso que isto terá desenhos bastantes. Tentarei ao máximo que não sejam perturbadores ou pornográficos, até porque é inconveniente ter isso num blogue familiar (ai as criancinhas!) Assim, iniciemos a nossa festa da mangueira!

    O que é BoysLove?

    Tal como o nome indica, é o amor entre homens, no universo da pop-art Japonesa - Anime e Manga. É importante estabelecer a terminologia usada hoje em dia, para que não nos enganemos e continuarmos a dar nomes de início de 00s às coisas.

    Shounen-Ai - Ai é amor, Shounen é rapaz, daí se tira o que é. Refere-se a trabalhos de conteúdo romântico e pouco explícito. Exemplos de animes típicos seriam Gravitation e Junjou Romantica


    YAOI - Sigla para "Yama Nashi, Omi Nashi, Imi Nashi", que significa qualquer coisa como "Sem Objectivo, Sem Sucesso, Sem Sentido". Refere-se ao conteúdo explícito ou pornográfico. O exemplo mais flagrante é Sensitive Pornograph.

    Vai acontecer algo dentro desta banheira, mas não posso mostrar .__.

    BoysLove (BL) - Termo chapéu-de-chuva que engloba todos os conceitos, o utilizado actualmente. Os outros estão mortos.
    Agora vamos ao twist! Este género é tipicamente desenhado e escrito POR mulheres e PARA mulheres. BL é, na verdade, uma variação do shoujo em que a heroína típica é substituída por um homem. O conteúdo homoerótico não traduz, nem de perto nem de longe, a realidade humana e tudo isto não passa de uma fantasia feminina, em que não existe uma "mulher" a competir pelos favores do personagem predilecto. Este conceito é essencial para se perceber o que é verdadeiramente BL: não é uma coisa "gay". Não tem nada que ver com os direitos LGBT ou com a identidade sexual das pessoas. É apenas uma fantasia e, no fundo, histórias de amor bonitas para nos entretermos.

    Géneros e Categorias

    Tal como em qualquer corrente artística existem variantes à história base. Antes de falar delas, acho relevante definir os tipos de personagem normalmente presentes (podem haver diferenças entre histórias e autores, mas estes são os comummente aceites)

    Seme - O "dador". Tipicamente são homens altos e angulosos, numa posição de poder. Características normalmente associadas a semes são a confiança, o ego elevado, a necessidade de controlo, a frieza. Semes típicos são Iason de Ai no Kusabi ou Yuichi de Only the Ring Finger Knows.

    Uke - O "receptor". Normalmente rapazes, frágeis e com traços femininos. Entre as características mais vulgares, encontram-se a fraqueza física e psicológica, a atitude apaixonada, a resistência à relação. Ukes típicos são Ritsuka de Loveless ou Wolfram de Kyoh Kara Maou (que não é BL, já vou explicar)

    Conforme as características psicológicas do personagem, podemos atribuir-lhe estatuto de seme ou uke. Mas devemos sempre recordar que o seme é sempre o dador e o uke o receptor. Assim, a menos que se usem materiais artificais, uma mulher nunca pode ser um seme. Qualquer série, tendo em conta estes dois termos, pode ser transformada nu BL. E a verdade é que são mesmo. A isso chama-se slashing. Entretanto apareceu uma outra categoria de personagem, ainda não completamente aceite na comunidade BL e usado por fãs mais novas que acreditam no S+U pelas emoções e não pelas "funções":

    Seke - Um personagem com características de seme que é um uke. Um exemplo é Riki de Ai no Kusabi.

    Por exemplo, este gajo que eu não sei quem é. Tem todo o aspecto de ser Seme, mas está-se mesmo a ver que vai ser violentado.

    Agora, tendo em conta que tudo o que existe que tenha pelo menos um rapaz (ou não... Tudo é possível), existem vários tipos de histórias. Se procurarem termos como Angst ou Fluff vão encontrar coisas diferentes. Por exemplo, as categorias da secção de histórias do Aarinfantasy são:
    Isto é, muita coisa. No entanto, há dois subgéneros que saem da norma, se é que há norma em BL. São géneros feitos por homens e para homens. O quê? Vamos ver:

    Bara - Homens grandes, musculados, homens normais, homens mais velhos. Feitos por homens homossexuais para homens homossexuais.

    Isto porque eu sou uma pessoa hilariante, haha. Haha.

    Shota - Miúdos. Ya. Feito por gente perturbada para homens heterossexuais.  SIM.

    Eu ia por uma coisa soft e vocês sabiam.

    Entretanto há mais uma série de variantes engraçadas e não engraçadas. Esta é das que eu gosto mais:

    Travecaaaaaas~~~

    E Agora a Lição de Moral

    Com isto já passei um lamiré sobre o que é mais ou menos o género. Agora vão todos ficar a pensar que eu sou uma doidona tarada, né? Não! Porque eu, e as minhas amigas fujoshis todas, já estamos nisto há demasiado tempo para termos exageros infantis. Vou-vos contar uma história...

    Ao início, aprendi o que era BL (tinha uns 15 ou 16 anos) com uma revista que veio como extra num jornal. O primeiro que vi foi Ai no Kusabi, o que desde logo dá uma perspectiva diferente da coisa. Então eu achava que os homens tinham de ser todos "homoeróticos" para serem giros. Mas com o passar do tempo, fui descobrindo que o que faltava no género era o realismo. Então fui procurar realismo. E deparei-me com muitos outros tipos de histórias, em que há menos de "história de amor fofinha" e mais dos dramas da vida. E comecei a desassociar os homens verdadeiros dos homens do BL. E isso tornou-me numa pessoa mais adaptada à vida real.

    Agora, se vocês ainda acham que a vida real é como no BL... Bem, ainda vão ter de crescer, porque a verdade é que não é. Há histórias de amor entre todos os tipos de pessoas. Homens, mulheres, homens que são mulheres e mulheres que são homens, há amor entre pessoas e cadeiras, há amor em todo o lado. Mas não corre como nas histórias. 

    Temos de nos lembrar sempre que são histórias inventadas. São fantasias. Se misturas as tuas fantasias com a tua vida real a ponto de não te conseguires relacionar com os outros seres humanos porque não correspondem às tuas expectativas, tens um problema.

    E fica a lição de moral. Bem vindas ao mundo BL. Desfrutem da estadia. Mas não abusem.







  • Psycho-Pass

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    Psycho-Pass
    Shirotani Naoyoshi - Production I.G
    Anime - 22 Episódios
    2012
    8 em 10

    Esta série foi escrita pelo nosso Meguqueiro favorito, Urobochi Gen, por isso toda a gente me avisou que ia dar voltas e voltas. Mas não acreditei. Comecei a vê-la a propósito do meu clube, esperando detestá-la logo nos primeiros episódios, mas a verdade é que adorei. E agora vou explicar, com um detalhe difuso que me é característico, os comos e porquês.

    Comecemos pelo universo e pela história: num futuro próximo, o Japão criou uma sociedade em que sensores podem ler o estado emocional e as capacidades das pessoas, classificando-as e orientando-as para o que melhor podem fazer. Por outro lado, também o índice de criminalidade pode ser medido e, assim, se a pessoa tiver potencialidade para cometer um crime é logo colocada sob tratamento ou isolada. Tendo isto em conta, existem equipas policiais para apanhar estas pessoas. A história segue as aventuras de uma das equipas, focada numa inspectora acabada de chegar. Na primeira parte acompanhamos a resolução de vários crimes cruentos e na segunda parte observamos a perseguição ao marionetista por detrás desses crimes.

    A história por si só é bastante interessante, apesar de recordar alguns trabalhos anteriores, tanto em anime (Ghost in the Shell: Stand Alone Complex) como filmes americanos (Minority Report). Mas esta "inspiração" é ultrapassada pelas diferenças nos personagens. Os de Psycho-Pass (ou Psycopath?) são únicos à sua maneira. Todos eles têm um passado que os levou ao estado em que estão, e a melhor parte é que em apenas um caso se recorreu a flashback para o explicar. A verdade é que a intensidade e qualidade do diálogo neste anime são de nota. Gostei bastante do desenvolvimento da personagem principal, Akane, que apesar de se apresentar como a "pessoa ideal para viver nesta sociedade", estabelece relações afectivas incontornáveis que, falhando, a levam a tornar-se num outro tipo de pessoa, mais realista e terra-a-terra. Além do mais, é demonstrada a sua capacidade de aprendizagem e de resolução de problemas. Mas se na série foram todas pelo "bem", num futuro deixarão de o ser: bem dizia o outro que os parvos aprendem com a experiência. Ginoza também sofreu um desenvolvimento interessante mesmo no final, sobretudo quando fazem a referência ao abandono dos óculos. 

    Uma nota para Makishima Shougo. É um vilão interessante e apropriado ao teor da série. Faz lembrar arquétipos como Light de Death Note, com uns traços do muito genial Johan de Monster, mas consegue manter-se único. No entanto, é difícil de compreender como o seu ideal anarquista se envolve com os assassinatos e com a manutenção de psicopatas, sobretudo na primeira parte: eram mesmo necessários para causar o caos? O seu diálogo é muito interessante, cheio de referências a livros que eu não li (bem, alguns eu li), mas pareceu-me também um pouco pretensioso. Não da parte do personagem, mas da parte do autor ("olhem os livros todos que eu li!") Perguntaram-me "já se tornou o teu husbando?". E eu respondo que é muito difícil hoje em dia um personagem obter esse tipo de estatuto. Makishima Shougo nem chega lá perto.

    A arte está interessante, com CG bem integrado e designs estruturados devidamente para acompanhar a noção de "futuro próximo" e de "isto vai ser possível". As cenas de luta, que me costumam aborrecer, estavam fascinantes, mas não só pela qualidade da animação mas também pela banda sonora e pelo contexto em que estavam a acontecer, pois a maioria eram quase como jogos em que quem vence não será o mais forte, mas sim o mais esperto.

    Achei as OPs e EDs extremamente apropriadas, quase como se tivessem sido escritas especialmente para o anime. A primeira OP sobretudo. Também fiquei a nutrir um certo carinho pela ED, pois identifiquei-me imediatamente com a letra.

    Um anime recomendado, nem que seja para pensarmos um bocadinho no estado da sociedade e como seria o mundo se esta fosse controlada pela medição nosso estado emocional e das nossas habilidades. Eu sinto, pessoalmente, que seria bastante opressivo e que nos tiraria toda a liberdade de pensamento e de desenvolvimento moral. Também acho que eu já estaria internada num cubículo a ver anime.
  • Cat Stories

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    Cat Stories
    James Herriot
    1973-1992
    Contos

    Recebi este livrinho encantador num igualmente encantador RABCK (Random Act of BookCrossing Kindness, quando se oferecem livros e outras coisas a pessoas), cujo o tema era "Animais". Tive a sorte estonteante de o ganhar, o que vem mesmo a calhar... Animais é o meu tema preferido!

    Enfim, eu já tinha ouvido falar de James Herriot: é o autor de "All Creatures, Great and Small", um livro que sempre quis ler, pois fala da experiência em primeira mão de um veterinário no campo, nos anos 70. Este livro é mais ou menos a mesma coisa, mas o tema são gatos. O gato é um animal que não me fascina especialmente, porque sempre me tentaram matar. Se bem que eu conheço poucos gatos dentro do seu território... Enfim.

    Para mim o livro foi uma experiência estranha, pois na maioria das histórias eu sentia-me um Sherlock Holmes: quem será o criminoso? Qual será a doença? Que métodos complementares de diagnóstico é que eu usava? Assim se vê como a medicina veterinária evoluiu... Catgut? Vitaminas? Laparotomia Exploratória? Cadê as análises ao sangue e bioquímicas? Cadê a ecografia? Isto é, de certa forma, fascinante.

    De uma forma ou de outra, houve duas histórias que me tocaram: a de Helen e a de Frisk. Não são exactamente as histórias dos gatos que me comoveram, mas as histórias dos donos, que dependiam tanto dos seus animais.

    Gostaria de um dia também ter estas experiências bonitas para as poder escrever.
  • Battle Angel Alita

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    Battle Angel Alita
    Hiroshi Fukutomi - Madhouse Studios
    Anime OVA - 2 Episódios
    1993
    6 em 10

    Uma pequeníssima história de ficção científica, adaptação apenas dos dois primeiros volumes do manga que é um pouco longo (nove volumes e 53 capítulos). Estranhei não haver ninguém chamado Alita, mas vim a perceber que no manga a Gally chama-se Alita (sendo que no anime se chama Gally)

    Os OVAs dão apenas um cheirinho do que é este universo, que me pareceu bastante interessante. A narrativa passa-se numa cidade onde vai parar todo o lixo de uma outra cidade, que está no céu. Os habitantes são, na sua grande maioria, cyborgs. Os designs dos cyborgs são detalhados, mas muito crus, o que não me atrai especialmente. 

    A história é um conto de amor, mas é demasiado curta para que os personagens tenham um desenvolvimento concreto, apesar de os seus conceitos me parecerem sólidos.

    Em cada um dos episódios temos duas grandes cenas de luta, onde a animação poderia brilhar, mas não há nelas nada de extraordinário. O mesmo acontece para a música, que por vezes fazia falta: podia ser alguma coisa especial, mas era demasiado simples.

    No entanto, devemos considerar que Battle Angel Alita, também conhecido por Gunnm, é um clássico do anime e manga. Assim, acho que seria importante, para quem se quiser aprofundar, vê-lo ou - ainda melhor - lê-lo.
  • Meo Out Jazz - Mr. Issac

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    Meo Out Jazz

    Chegou Domingo e porque não ir ouvir uns concertos para o jardim? O jardim escolhido para este dia do Out Jazz foi o Parque Eduardo VII. Lá chegados, um palco - pequeno mas robusto - e um ambiente de micro-festival, com bebidas e comidas e passatempos e montes de gente. Devíamos ter levado uma toalha para sentar, que a relva estava com um ar um bocado tinhoso...

    Mas enfim, o nosso objectivo era ver a Danae, uma africana com ritmos de jazz. Mas não chegámos a tempo, por isso assistimos só ao set de Mr. Issac, DJ.

    Bem, o nome é tão comum que não encontro uma foto dele. Mas eu pensava que ele era estrangeiro até ao momento do "mékié pessoal?" Ele perguntava se a gente estava a sentir as boas vibes. Estávamos!

    Os sons eram essencialmente hip-hip, que conheço pouco. Mas senti as boas vibes dos mixes dos sons que conhecia.

    Foi uma tarde muito bem passada, cheia de gente alucinada. Nada melhor que ir para o jardim com o cansaço acumulado =D
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