• Only the Ring Finger Knows 1 - The Lonely Ring Finger

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    Only the Ring Finger Knows  1 - The Lonely Ring Finger
    Satoru Kannagi
    2001
    Light Novel

    Apareceu-me a oportunidade de comprar os dois primeiros volumes desta novela clássica do universo BL e não pude deixar de a aproveitar. Mas enganei-me na minha leitura: quando saí de casa, levei um dos volumes para ler nos transportes, mas levei o segundo em vez do primeiro. Assim, li primeiro o terceiro capítulo e só agora estes dois primeiros, da primeira Light Novel. Spoilei-me porque fiquei rapidamente a saber que acaba tudo em bem (e agora também vós foram spoilados!), mas nada de grave.

    A história é sobre uma série de mal-entendidos que culminam na formação de um casal, Yuichi e Wataru. Esses mal-entendidos giram todos de volta de dois anéis que se complementam. É uma história muito romântica, gostei muito.

    É também uma história BL muito típica, com uke e seme caracterizados da maneira mais comum. O seme é o rapaz perfeito mas com um génio forte, o uke é frágil e envolve-se sempre em problemas porque tenta fugir a eles. O típico. No entanto, os personagens têm um certo traço de originalidade, quando se revela a fraqueza e a insegurança do seme - Yuichi - e o amor que o uke tem dentro dele. É bonito.

    É um livro leve, bem escrito, com descrições plácidas das acções e dos locais. Conseguem-se visualizar perfeitamente, apesar de não terem muito detalhe.

    E agora que li isto, fico a pensar... Também gostava de ter um anel... ^_________^
  • 108 Termos Essenciais do Japão Contemporâneo

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    108 Termos Essenciais do Japão Contemporâneo
    Fernando Ferreira, Nuno Sarmento e Pedro Moura
    2006
    Glossário

    Ganhei este micro-livro num concurso do ClubOtaku, site para o qual contribuo com as minhas reviews de anime e manga. Era um concurso de fanfiction com o tema do "Natal" e escrevi sobre Rose of Versailles. Se tiverem interesse podem encontrar a minha história no meu deviantArt, entre outros escritos de maior e menor qualidade. Chama-se Entrega de Uma Carta no Dia de Natal.

    Enfim, passado uns tempos de ter recebido este livrito, o dono do site (que será o Fernando, mas que eu conheço como Ogata, ou Tetsuo :3) pediu-me que fizesse um comentário sobre ele aqui. Mas só agora acabei a lista gigante de livros que tinha em atraso, por isso só agora aqui estou a comentá-lo.

    Isto é uma brincadeira de amigos, que decidiram definir alguns termos da cultura pop Japonesa, isto é, de anime e manga. Agora a questão é a quem isto é dirigido: se a nós - os fãs - se aos que não conhecem. Se para nós, não vejo bem a utilidade, pois todos sabemos todos os termos aqui definidos e não existem muitas curiosidades inéditas (bem, talvez nem todos saibam de Mishima, nem da Godijira, mas eu sabia...) Para os que não conhecem, acho necessário fazer o teste e ver se é claro para quem não faz ideia do que é um anime e do que é um manga (eu digo no masculino que acho que fica mais bonito).

    Infelizmente há alguns termos que estão mal definidos e por vezes o tom pessoal é um bocadinho pessoal de mais, ultrapassando a fronteira entre o escritor e leitor de maneira um pouco desconfortável ("eu não defino esta palavra, procurem-na se quiserem e tenham medo, hoho!" Não fica bem) Entre os termos erróneos, fica a nota para shounen-ai e yaoi, que não são a mesma coisa e que são termos que já não se usam (se bem que começaram a ser abandonados circa 2006, altura em que este livrinho apareceu, por isso podemos perdoar). Da mesma forma as yamanba não existem, desapareceram, foi uma moda muito fugaz e desapareceu também a meio dos 00. Em termos de moda seria mais importante definir visual-kei (que também é música), lolita ou gyaru - gal.

    No entanto, gostei deste presentinho e vou submetê-lo ao tal teste. Isto é, vou (tentar) registá-lo no BookCrossing e promover uma actividade de empréstimos com ele. :)

    Digo tentar porque o livro não tem ISBN e não sei se o posso registar sem ele...
  • 200 Anos de Poe

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    200 Anos de Poe - Antologia Comemorativa dos 200 Anos de Edgar Allan Poe
    Edgar Allan Poe (Edição de António Vilaça)
    2009
    Contos

    Um estranho livro para um estranho autor. Comprei este livro horizontal a propósito de uma promoção da Editora Saída de Emergência, que aproveitei em grande (como podem ter reparado).

    São sete contos, que passarei a comentar um a um, brevemente:
    • A Carta Furtada - Um policial muito simples à moda do Sherlock e Agathas e essas gentes, sobre uma carta escondida da maneira mais básica.
    • A Queda da Casa de Usher - Um terror gótico sobre uma casa assombrada e um hipocondriaco.
    • O Escaravelho de Ouro - Piratas. A resolução do mistério tem o seu quê de complexidade e gostei bastante, porque os personagens eram muito divertidos.
    • O Coração Delator - O meu favorito, sobre um assassino.
    • Berenice - O meu segundo favorito, sobre um tipo que é assombrado e fica maluco sem sequer se aperceber.
    • A Máscara da Morte Rubra - Um conto de fadas que dava um belo filme de terror.
    • O Homem da Multidão - Um homem segue um desconhecido no meio da multidão e o desconhecido é estranho.
    Gostei bastante, sobretudo dos contos mais horripilantes. São estes que distinguem Poe como o fundador da literatura gótica e fantástica que tanto apreciamos hoje em dia. Os outros, os mistérios, também são giros, mas são menos impressionantes e "mexem" menos com as emoções do leitor.

    Tinha lido muito pouco de Poe, apenas alguns poemas, mas com estes contos fiquei com vontade de ler mais.
  • Nerawareta Gakuen

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    Nerawareta Gakuen
    Nakamura Ryousuke - Sunrise
    Anime - Filme 
     2012
    7 em 10

    Um agradável filme para o Verão.

    Tudo começa com a chegada de um novo estudante à escola. Esse estudante aparenta ter poderes bastante estranhos e começa a transmiti-los a todos os estudantes. São psíquicos e podem ler os pensamentos, entre outras coisas. De onde veio ele? E como resolver os problemas que são cada vez mais nesta escola? Sobreposta a esta premissa, existe também um triângulo amoroso, feito de dedicação e de sonhos. O resultado é simples, mas bastante interessante. Não posso contar mais, terão de ver o filme para saber. :)

    A arte contribui muito para o visionamento do filme ser um prazer: é profundamente bela, com fundos luminosos, de cores vibrantes e veraneantes e muito detalhado. Os designs do cenário são originais na medida em que não imagino que exista uma escola assim e de que toda a gente vive em casas espectaculares. Um trabalho de fotografia muito bom, com designs de personagens que não são demasiado simples e não destoam do resto do cenário. A animação, sobretudo dedicada a luzes que rodopiam, é boa, se bem que os movimentos dos personagens - num tom de comédia - por vezes tiram um pouco do ritmo do filme, apesar de o tornarem bastante leve. As secções que gostei mais, em termos artísticos, foram aquelas dos "sonhos", pintadas em aguarela e com cores correspondentemente surreais. Por vezes, um CG que ardia nos olhos, mas nada que não se consiga ultrapassar.

    A história tem duas camadas mas é bastante simples, tal como os personagens. De certa forma, é um verão adolescente e as personagens comportam-se como tal. A comédia vem deles e, como digo, por vezes não fica muito bem, mas se os aceitarmos como pessoas (são mesmo assim) posso admitir que estão bastante sólidos. O personagem do avô é sem dúvida o mais interessante. E o cão também, hihi.

    A música tem dois extremos: ou está extremamente bem aplicada - como o caso da constante Claire de la Lune (fica bem em todo o lado...) - ou é extremamente cliché - como o caso da música final. No primeiro caso, adicionava vibrações positivas e calmantes ao teor do filme, mas no segundo tornava-o previsível e aborrecido. Falando em previsões, o final espantou-me completamente.

    Adorei também as referências ao "Sonho de uma Noite de Verão", uma peça que tentámos montar no meu antigo grupo de teatro. Eu era a Helena, mas não conseguimos levá-la para a frente, infelizmente...

    Um bom filme para uma noite quente.
  • City Hunter

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    City Hunter
    Korama Kenji - Sunrise
    Anime - 51 Episódios
    1987
    6 em 10

    Este seria o tipo de anime que eu nunca veria. Mas... Quando fiz a minha nova lista de coisas para ver... Estava lá. E eu ia deixá-lo para o fim. Mas de repente, aparece-me no clube para ver! Oh bolas! Tenho de o ver! Mas vá lá, não é tão mau como eu estava à espera. A sério! Só um bocadinho...

    Ryo Saeba é um bon-vivant. Tem uma parceira que o impede de ser mais badalhoco, com um martelo de uma tonelada. Mas bem, isso é o menos. Ryo Saeba é o City Hunter. Todos os episódios, que são cinquenta e um, é contratado por alguém - normalmente uma mulher - para proteger uma mulher (ou para apanhar, ou para interagir com ela). Invariavelmente, todas se apaixonam por ele no final. Cinquenta e uma mulheres, sem contar com a parceira, se apaixonam por ele. Mas a parceira nunca o deixa ir até ao fim e, assim, Ryo Saeba continua a ser o City Hunter, semi-solitário e corajoso, com uma pistola toda jeitosa e uma pontaria irrepreensível.

    A história, episódica, é repetitiva. Não há nada que se sobreponha a cada uma das historietas dos episódios, que não têm conexão entre si. O esquema é sempre o mesmo: Rwo Saeba encontra uma mulher toda bouah, há uma série de piadas que envolvem a parceira e o seu martelo, depois aparecem os maus, alguns tiros são trocados, a gaja é salva, o problema é resolvido, vão todos para casa. Como encontraram cinquenta e um designs diferentes para cada uma das gajas é uma situação que roça o fascinante. Rwo Saeba, o propriamente dito, é um gajo muito fixe (so cooool!) mas nada mais que isso. Ser fixe simplesmente não chega.

    A arte não está má de todo, mesmo para anos 80. A animação não é, vamos admitir, muita, mas a que existe está bem feita e existem por todo lado alguns truquezinhos para disfarçar a falta dela.

    E, como sempre em tudo o que vem dessa década maravilhosa, a música é deliciosa. Como tudo o resto, não é muita. São sempre as mesmas músicas em todos os episódios, e sempre nos mesmos sítios. São umas cinco ou seis. Mas são mesmo gostosas. Adorei sobretudo a ED, que por acaso até me lembra uma música qualquer de um anime mais moderno, mas que até agora não consegui identificar? Alguém me ajuda?



  • Passaporte para o Céu

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    Passaporte para o Céu
    Paulo Moura
    2005
    Reportagem

    Devo confessar que quando me inscrevi para esta actividade no BookCrossing, não estava à espera que o livro fosse assim. A sinopse enganou-me e pensei que fosse um romance. Devo confessar também que foi uma das raras vezes que li uma reportagem em forma de livro.

    Impressionou-me muito. Eu abomino, faz-me confusão e faz-me triste, ver ou ler ou saber de pessoas, animais ou plantas - seres vivos em geral - que sofrem. E vemos isso todos os dias na televisão, pessoas a serem assassinadas em directo para o noticiário ter notícias para noticiar. E é perfeitamente normal e gozamos com isso e dizemos "bem feita", porque a pessoa era má, ou feia, ou isto, ou aquilo. Temos muita pena se a pessoa é famosa ou bonita, sem sequer a conhecermos, mas todas as outras deixá-las estar a sofrer. E eu sou culpada, porque eu também gozo com os pobrezinhos de África que estão a morrer de fome e se deviam começar a comer uns aos outros, ou comer Americanos que têm mais chicha (ou então, que era o que faríamos se fôssemos criaturas lógicas, pegávamos na fruta toda excedente da nossa produção e mandávamos para lá, mas dizer isto não tem tanta piada, pois não)

    Por isso esta reportagem veio mesmo a calhar. É sobre as pessoas da África subsaariana que tentam fugir das terras deles e vir para a Europa, onde acreditam que vão conseguir trabalhar, estudar, fazer a vida e ter carros e boas casas. Parece que já lhes disseram que não, que não é assim, mesmo que não sejam deportados quando cá chegarem não há trabalho para ninguém e vão acabar mal. E a reportagem fala das histórias que acabam mal. Acabam todas mal, umas menos que outras. É assim a vida, mas não devia ser, não é justo que seja assim, pessoas são pessoas.

    Relatam-nos como vivem como animais, como são transportadas como animais, como são tratadas como animais... Pior que os animais. Até eles têm mais direitos do que estas pessoas. E não são "pobrezinhos". Têm de pagar 3000, 4000, 15000, 40000 euros para chegar cá e isso, até para nós que já cá estamos, é muito dinheiro. Empenham casas, vidas, tudo para dar vidas melhores à família e afinal de contas não há vidas melhores. Porque é que ninguém lhes diz que se vierem para aqui vão acabar a pedir ou na prostituição? O repórter foi ao Intendente e falou com as prostitutas que lá andavam. Ninguém, ninguém no planeta inteiro, por maior que seja a pobreza, ambiciona acabar no Intendente. Mas lá estão. Não é justo. Não é justo que as pessoas tratem assim outras pessoas.

    A reportagem fala das vidas e das diferenças de cultura, das ambições e dos sonhos, das religiões, da inadaptação. E no final a realidade é fria como um matadouro: todas as pessoas são iguais, mas há umas mais iguais que outras.

    Mas o que é que nós podemos fazer? Mandar dinheiro para lá? Não posso mandar dinheiro a todas as causas que me impressionam, não tenho assim tanto. Talvez quem o tenha o devesse fazer. Acredito que a solução, se me é permitida a insolência de sugerir uma solução, é a educação das pessoas e a reformulação desses países para que toda a gente tenha oportunidades. Mas isto não é a época dos descobrimentos, não podemos chegar lá armados em States e dizer "vocês agora são uma democracia, façam as coisas como eu mando e já agora dêem-me coisas". A coisa tem de partir de dentro, mas como mudar uma cleptocracia a partir de dentro? As pessoas têm de mudar, têm de ser substituídas por outras que saibam ser... Bem, pessoas. Deixem-me sonhar a minha utopia em que todas as pessoas se comportam de forma a não se prejudicarem...

    Quem puder ler este livro e tiver um bom estômago, recomendo. Pode ser que se todos soubermos o que se passam encontremos uma solução viável.
  • Livro

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    Livro
    José Luís Peixoto
    2010
    Romance

    Pois é, um livro chamado Livro. Tinha uma certa curiosidade em ler este autor e o livro chama-se Livro, é um nome muito engraçado. Gostei e não gostei, tudo ao mesmo tempo.

    A primeira parte fala da vida de Ilídio e Adelaide, numa aldeia Portuguesa, e da sua mudança para França, onde se tornam os típicos emigrantes lá sediados. Está muitíssimo bem escrito, cheio de detalhes que se interligam todos uns com os outros com grande mestria. Uma leitura fascinante que transmite imagens muito precisas e emocionais da vida na aldeia e da vida em França da perspectiva de Portugueses que nem sabem muito bem porque lá foram parar.

    Agora, a segunda parte... Detestável. Ficamos a saber porque o livro se chama Livro e é desapontante, foleiro e triste. Eu pensava que era por causa do livro que está sempre presente na vida dos dois personagens e, de uma maneira um pouco rotunda, acaba por ser... Mas a verdade que está mais acima é de um grande mau-gosto. Esta parte está escrita numa primeira pessoa pretensiosa, que dá ares a grande erudito da literatura e no fundo é praticamente uma lista de "todos os livros que eu li, o que não li mas ouvi falar", isto é, "olhem para mim, sou tão culto"

    Assim, não sei o que pensar deste livro. Não pode existir sem a segunda parte, mas gostaria muito mais se tivesse sido escrita de outra forma...
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