• 200 Anos de Poe

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    200 Anos de Poe - Antologia Comemorativa dos 200 Anos de Edgar Allan Poe
    Edgar Allan Poe (Edição de António Vilaça)
    2009
    Contos

    Um estranho livro para um estranho autor. Comprei este livro horizontal a propósito de uma promoção da Editora Saída de Emergência, que aproveitei em grande (como podem ter reparado).

    São sete contos, que passarei a comentar um a um, brevemente:
    • A Carta Furtada - Um policial muito simples à moda do Sherlock e Agathas e essas gentes, sobre uma carta escondida da maneira mais básica.
    • A Queda da Casa de Usher - Um terror gótico sobre uma casa assombrada e um hipocondriaco.
    • O Escaravelho de Ouro - Piratas. A resolução do mistério tem o seu quê de complexidade e gostei bastante, porque os personagens eram muito divertidos.
    • O Coração Delator - O meu favorito, sobre um assassino.
    • Berenice - O meu segundo favorito, sobre um tipo que é assombrado e fica maluco sem sequer se aperceber.
    • A Máscara da Morte Rubra - Um conto de fadas que dava um belo filme de terror.
    • O Homem da Multidão - Um homem segue um desconhecido no meio da multidão e o desconhecido é estranho.
    Gostei bastante, sobretudo dos contos mais horripilantes. São estes que distinguem Poe como o fundador da literatura gótica e fantástica que tanto apreciamos hoje em dia. Os outros, os mistérios, também são giros, mas são menos impressionantes e "mexem" menos com as emoções do leitor.

    Tinha lido muito pouco de Poe, apenas alguns poemas, mas com estes contos fiquei com vontade de ler mais.
  • Nerawareta Gakuen

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    Nerawareta Gakuen
    Nakamura Ryousuke - Sunrise
    Anime - Filme 
     2012
    7 em 10

    Um agradável filme para o Verão.

    Tudo começa com a chegada de um novo estudante à escola. Esse estudante aparenta ter poderes bastante estranhos e começa a transmiti-los a todos os estudantes. São psíquicos e podem ler os pensamentos, entre outras coisas. De onde veio ele? E como resolver os problemas que são cada vez mais nesta escola? Sobreposta a esta premissa, existe também um triângulo amoroso, feito de dedicação e de sonhos. O resultado é simples, mas bastante interessante. Não posso contar mais, terão de ver o filme para saber. :)

    A arte contribui muito para o visionamento do filme ser um prazer: é profundamente bela, com fundos luminosos, de cores vibrantes e veraneantes e muito detalhado. Os designs do cenário são originais na medida em que não imagino que exista uma escola assim e de que toda a gente vive em casas espectaculares. Um trabalho de fotografia muito bom, com designs de personagens que não são demasiado simples e não destoam do resto do cenário. A animação, sobretudo dedicada a luzes que rodopiam, é boa, se bem que os movimentos dos personagens - num tom de comédia - por vezes tiram um pouco do ritmo do filme, apesar de o tornarem bastante leve. As secções que gostei mais, em termos artísticos, foram aquelas dos "sonhos", pintadas em aguarela e com cores correspondentemente surreais. Por vezes, um CG que ardia nos olhos, mas nada que não se consiga ultrapassar.

    A história tem duas camadas mas é bastante simples, tal como os personagens. De certa forma, é um verão adolescente e as personagens comportam-se como tal. A comédia vem deles e, como digo, por vezes não fica muito bem, mas se os aceitarmos como pessoas (são mesmo assim) posso admitir que estão bastante sólidos. O personagem do avô é sem dúvida o mais interessante. E o cão também, hihi.

    A música tem dois extremos: ou está extremamente bem aplicada - como o caso da constante Claire de la Lune (fica bem em todo o lado...) - ou é extremamente cliché - como o caso da música final. No primeiro caso, adicionava vibrações positivas e calmantes ao teor do filme, mas no segundo tornava-o previsível e aborrecido. Falando em previsões, o final espantou-me completamente.

    Adorei também as referências ao "Sonho de uma Noite de Verão", uma peça que tentámos montar no meu antigo grupo de teatro. Eu era a Helena, mas não conseguimos levá-la para a frente, infelizmente...

    Um bom filme para uma noite quente.
  • City Hunter

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    City Hunter
    Korama Kenji - Sunrise
    Anime - 51 Episódios
    1987
    6 em 10

    Este seria o tipo de anime que eu nunca veria. Mas... Quando fiz a minha nova lista de coisas para ver... Estava lá. E eu ia deixá-lo para o fim. Mas de repente, aparece-me no clube para ver! Oh bolas! Tenho de o ver! Mas vá lá, não é tão mau como eu estava à espera. A sério! Só um bocadinho...

    Ryo Saeba é um bon-vivant. Tem uma parceira que o impede de ser mais badalhoco, com um martelo de uma tonelada. Mas bem, isso é o menos. Ryo Saeba é o City Hunter. Todos os episódios, que são cinquenta e um, é contratado por alguém - normalmente uma mulher - para proteger uma mulher (ou para apanhar, ou para interagir com ela). Invariavelmente, todas se apaixonam por ele no final. Cinquenta e uma mulheres, sem contar com a parceira, se apaixonam por ele. Mas a parceira nunca o deixa ir até ao fim e, assim, Ryo Saeba continua a ser o City Hunter, semi-solitário e corajoso, com uma pistola toda jeitosa e uma pontaria irrepreensível.

    A história, episódica, é repetitiva. Não há nada que se sobreponha a cada uma das historietas dos episódios, que não têm conexão entre si. O esquema é sempre o mesmo: Rwo Saeba encontra uma mulher toda bouah, há uma série de piadas que envolvem a parceira e o seu martelo, depois aparecem os maus, alguns tiros são trocados, a gaja é salva, o problema é resolvido, vão todos para casa. Como encontraram cinquenta e um designs diferentes para cada uma das gajas é uma situação que roça o fascinante. Rwo Saeba, o propriamente dito, é um gajo muito fixe (so cooool!) mas nada mais que isso. Ser fixe simplesmente não chega.

    A arte não está má de todo, mesmo para anos 80. A animação não é, vamos admitir, muita, mas a que existe está bem feita e existem por todo lado alguns truquezinhos para disfarçar a falta dela.

    E, como sempre em tudo o que vem dessa década maravilhosa, a música é deliciosa. Como tudo o resto, não é muita. São sempre as mesmas músicas em todos os episódios, e sempre nos mesmos sítios. São umas cinco ou seis. Mas são mesmo gostosas. Adorei sobretudo a ED, que por acaso até me lembra uma música qualquer de um anime mais moderno, mas que até agora não consegui identificar? Alguém me ajuda?



  • Passaporte para o Céu

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    Passaporte para o Céu
    Paulo Moura
    2005
    Reportagem

    Devo confessar que quando me inscrevi para esta actividade no BookCrossing, não estava à espera que o livro fosse assim. A sinopse enganou-me e pensei que fosse um romance. Devo confessar também que foi uma das raras vezes que li uma reportagem em forma de livro.

    Impressionou-me muito. Eu abomino, faz-me confusão e faz-me triste, ver ou ler ou saber de pessoas, animais ou plantas - seres vivos em geral - que sofrem. E vemos isso todos os dias na televisão, pessoas a serem assassinadas em directo para o noticiário ter notícias para noticiar. E é perfeitamente normal e gozamos com isso e dizemos "bem feita", porque a pessoa era má, ou feia, ou isto, ou aquilo. Temos muita pena se a pessoa é famosa ou bonita, sem sequer a conhecermos, mas todas as outras deixá-las estar a sofrer. E eu sou culpada, porque eu também gozo com os pobrezinhos de África que estão a morrer de fome e se deviam começar a comer uns aos outros, ou comer Americanos que têm mais chicha (ou então, que era o que faríamos se fôssemos criaturas lógicas, pegávamos na fruta toda excedente da nossa produção e mandávamos para lá, mas dizer isto não tem tanta piada, pois não)

    Por isso esta reportagem veio mesmo a calhar. É sobre as pessoas da África subsaariana que tentam fugir das terras deles e vir para a Europa, onde acreditam que vão conseguir trabalhar, estudar, fazer a vida e ter carros e boas casas. Parece que já lhes disseram que não, que não é assim, mesmo que não sejam deportados quando cá chegarem não há trabalho para ninguém e vão acabar mal. E a reportagem fala das histórias que acabam mal. Acabam todas mal, umas menos que outras. É assim a vida, mas não devia ser, não é justo que seja assim, pessoas são pessoas.

    Relatam-nos como vivem como animais, como são transportadas como animais, como são tratadas como animais... Pior que os animais. Até eles têm mais direitos do que estas pessoas. E não são "pobrezinhos". Têm de pagar 3000, 4000, 15000, 40000 euros para chegar cá e isso, até para nós que já cá estamos, é muito dinheiro. Empenham casas, vidas, tudo para dar vidas melhores à família e afinal de contas não há vidas melhores. Porque é que ninguém lhes diz que se vierem para aqui vão acabar a pedir ou na prostituição? O repórter foi ao Intendente e falou com as prostitutas que lá andavam. Ninguém, ninguém no planeta inteiro, por maior que seja a pobreza, ambiciona acabar no Intendente. Mas lá estão. Não é justo. Não é justo que as pessoas tratem assim outras pessoas.

    A reportagem fala das vidas e das diferenças de cultura, das ambições e dos sonhos, das religiões, da inadaptação. E no final a realidade é fria como um matadouro: todas as pessoas são iguais, mas há umas mais iguais que outras.

    Mas o que é que nós podemos fazer? Mandar dinheiro para lá? Não posso mandar dinheiro a todas as causas que me impressionam, não tenho assim tanto. Talvez quem o tenha o devesse fazer. Acredito que a solução, se me é permitida a insolência de sugerir uma solução, é a educação das pessoas e a reformulação desses países para que toda a gente tenha oportunidades. Mas isto não é a época dos descobrimentos, não podemos chegar lá armados em States e dizer "vocês agora são uma democracia, façam as coisas como eu mando e já agora dêem-me coisas". A coisa tem de partir de dentro, mas como mudar uma cleptocracia a partir de dentro? As pessoas têm de mudar, têm de ser substituídas por outras que saibam ser... Bem, pessoas. Deixem-me sonhar a minha utopia em que todas as pessoas se comportam de forma a não se prejudicarem...

    Quem puder ler este livro e tiver um bom estômago, recomendo. Pode ser que se todos soubermos o que se passam encontremos uma solução viável.
  • Livro

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    Livro
    José Luís Peixoto
    2010
    Romance

    Pois é, um livro chamado Livro. Tinha uma certa curiosidade em ler este autor e o livro chama-se Livro, é um nome muito engraçado. Gostei e não gostei, tudo ao mesmo tempo.

    A primeira parte fala da vida de Ilídio e Adelaide, numa aldeia Portuguesa, e da sua mudança para França, onde se tornam os típicos emigrantes lá sediados. Está muitíssimo bem escrito, cheio de detalhes que se interligam todos uns com os outros com grande mestria. Uma leitura fascinante que transmite imagens muito precisas e emocionais da vida na aldeia e da vida em França da perspectiva de Portugueses que nem sabem muito bem porque lá foram parar.

    Agora, a segunda parte... Detestável. Ficamos a saber porque o livro se chama Livro e é desapontante, foleiro e triste. Eu pensava que era por causa do livro que está sempre presente na vida dos dois personagens e, de uma maneira um pouco rotunda, acaba por ser... Mas a verdade que está mais acima é de um grande mau-gosto. Esta parte está escrita numa primeira pessoa pretensiosa, que dá ares a grande erudito da literatura e no fundo é praticamente uma lista de "todos os livros que eu li, o que não li mas ouvi falar", isto é, "olhem para mim, sou tão culto"

    Assim, não sei o que pensar deste livro. Não pode existir sem a segunda parte, mas gostaria muito mais se tivesse sido escrita de outra forma...
  • World Cosplay Summit (2013)

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    World Cosplay Summit
    Comentários (às performances)
    Ora bem, o que é o WCS? World Cosplay Summit é um concurso de cosplay a nível internacional, com países do mundo inteiro a competir. Cada país tem as suas preliminares e a final é no Japão. Existem alguns países que vão na qualidade de "observadores", isto é, participam em tudo mas não estão habilitados a prémios. Segundo consta, esses são os países que poderão ou não vir a participar no concurso no ano seguinte. 

    E agora a parte que nos agrada e nos interessa: em princípio Portugal vai, pela primeira vez, participar! E as preliminares serão no Iberanime OPO deste ano. Eu lá estarei, se tudo correr bem. E, por isso, estive a investigar e a recolher informações que irei partilhar aqui. Recolhi-as de vários fóruns que frequento, sobretudo do brasileiro (onde as pessoas são as mais simpáticas e onde têm uma grande experiência de WCS). Fica então a lista das coisas que recolhi (que poderão ser apenas rumores, tenham isso em atenção):

    • Os juris têm uma "mania" anual. Pode ser efeitos com pó de talco (em Portugal não usamos, mas são muito populares no Brasil); podem ser vestidos enormes; podem ser asas. Como nós por cá nunca tivemos concurso, não sabemos quem vai ser o juri. Tendo em conta que toda a gente está a pensar participar (eu sei, eu conheço-vos!) duvido que tenhamos algum dos nossos cosplayers no juri, mas logo se verá. Enfim, isto para dizer que a "mania" poderá não existir cá.
    • O fato não conta muito, o que interessa é a performance
    • É melhor ter uma das pessoas num fato confortável para se poder mexer, para o skit ser mais activo
    • Em alguns países os cosplayers têm de levar um portfolio dos seus fatos todos, com explicações de como os fizeram e fotos
    • O skit da final tem de ser em Japonês
    • São precisos três fatos para o Japão, um para a performance, outro para aparições na tv e outro para o desfile
    • Só podem ir fatos de origem Japonesa e há alguns animes (de algumas editoras) que estão interditos, mas ainda não consegui perceber quais são, toda a gente me diz diferentes. Se calhar são todos.
    • Os fatos podem ser feitos na costureira (isto, de certeza, depende de país para país)
    • E é isto! Se eu descobrir mais coisas partilho, ou vão-me perguntando que eu vou sabendo!
    E agora vamos ver os sukitos deste ano! Preparados?

    Segundo Lugar
    Brother Award (Melhor Fato)
    O prop de palco é mesmo muito, muito giro e funciona muito bem como espectáculo. Mudança de roupa eficiente também. Prémio merecido!

    Pouco expressivo. O Japonês é básico o suficiente para eu o perceber, mas havia ali algumas frases pouco naturais...

    Terceiro Lugar
    Luta muito interessante e expressiva, se bem que levemente longa. Final totalmente inesperado e ena, a trabalheira que tiveram! Prémio merecido!

    Muita conversa mas acção um pouco mole. O final dá a parecer que vai continuar, mas acaba.

    A primeira parte está um pouco sem razão, depois a dança está bastante boa. Quando abre as asas chega a parecer que estão a voar!


    A luta está um pouco aborrecida, falta-lhe fibra. E aquele sotaque...

    O discurso está chato (como quase todos nos skits de cosplay, porque está gravado e não dá para ter nuances nas inflexões) e a luta amolecida, mas adorei aquela cena do cenário que se mexia

    Anistar Award (Melhor Sincronia)
    Realmente, melhor sincronia. Teve alguns momentos parados, mas a sincronia, céus...

    Team Japan
    Cyperous Award (Melhor Peruca)
    Luta aborrecida. Não é assim que se luta com floretes (e eu sei pouco de esgrima). Houve um momento bem expressivo, mas fora isso... Ah, e nota-se que são Japoneses, melhor audio até agora.

    Team Italy
    Primeiro Lugar
    NicoNico Award (Prémio do Público)
    Não percebo o prémio, tenho muita pena, mas o público parece ter gostado. Os fatos são muito giros, mas têm muito pouca mobilidade, então o skit está um pouco frouxo.

    Team Indonesia
    Muito giro, adorei que os efeitos do jogo fosse incluídos (apesar de eu só ter jogado um bocadinho de Kingdom Hearts). O cenário está bem usado.

    Team France
    Pobre de quem não viu a série... A conversa está fraca (e o sotaque...), porque o texto é muito rápido para as acções delas. O final é imperceptível e poderia ter sido mais evidente.

    Team Finland
    Não encontro imagem com fotos dos cosplays da final, sorry...
    Vá, isto tem piada. Está um bocadinho mal feito, porque não está firme, mas no final é engraçadinho

    Team Spain 
    Awn, que bonitinho. Não percebo, mas é claramente a história do jogo, e é fofinho.

    Team Denmark
    Estou com cada vez mais dificuldades em encontrar os fatos da final
    Luta animada, mas pouco eficiente

    Team China
    Joysound Award (Melhor Audio)
    A dança está engraçada e bonita ao início, mas falta-lhe uma certa sincronização.

    Team Brazil
    Braziw! Braziw! Braziw! Weee!
    A boca... Não está sincronizada... E montes de pó, não ia funcionar outra vez...

    Team Australia
    Bom cenário e bom audio, a mudança de fato ficou meio coisa que as asas não ficaram no sítio...

    Team Germany
     
    Vampire Knight, a sério? Julgava que já ninguém sabia disto, haha. Enfim, no texto o sotaque não ajuda e a luta está pouco vibrante.

    Em Resumo...

    O nível do WCS é muito mais à frente, yay! Parece que este ano a moda foram lutas (bem diziam que isto era por modas), veremos como será o próximo. Em que vamos todos participar. :) Os prémios pareceram-me bem justos e, no geral, isto é um espectáculo muito interessante. Se fossem todos assim, bem contente eu ficava... :p Vamos ver como corre a Portugal: quem quer que vá tem de manter o nível, por isso comecem já a treinar!
  • Ai no Kusabi 6 - Metamorphose

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    Ai no Kusabi 6 - Metamorphose
    Rieko Yoshihara
    Light Novel 
    1986

    Para saberem mais sobre o anime e os volumes anteriores consultem a tag.

    Este é o volume final. Deixa-me triste, porque a história deveria ter continuado. O volume deixa-nos num impasse: o que vai acontecer com Riki? Será que a relação entre ele e Iason vai florescer de forma ainda mais bizarra? E Kirie? Onde está ele?

    No entanto, acho que com a construção da história e do universo ao longo dos volumes anteriores, este é de longe o melhor. Riki volta a Eos como pet e ficamos a saber mais sobre o funcionamento desse universo dos pets. Também é revelado mais sobre Iason e sobre os sentimentos que ele tem em relação a Riki, mais do que um "Master - Pet" e mais uma relação de poder e pressão emocional.

    Em conclusão, achei a série de Light Novels bastante inferior ao OVA de 1992, que foi o meu ponto de partida. Isto é raro, o filme ser melhor que o livro, mas é verdade, pois a condensação do OVA não transmitiu a maneira de escrever do livro, que é bastante inferior às minhas expectativas. No entanto, o mundo de Tanagura é fascinante e muito original. É uma ideia excelente, que infelizmente só foi explorada até meio.

    Esta novel é um clássico do universo BL e toda/o fã que queira ter um conhecimento mais abrangente (isto é, mais do que Gravitation e Junjou Romantica) deve, impreterivelmente, lê-lo. É uma obra da maior importância, mesmo que a sua qualidade em termos literários não seja muito grande. No entanto isto pode sempre ser um problema da tradução.

    Para quem não quiser ler, há sempre o primeiro OVA, obra clássica de referência.
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