• Gun X Sword

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    Gun X Sword
    Taniguchi Goro - Geneon Universal Entertainment
    Anime - 26 Episódios
    2005
    6 em 10

    Então estava eu muito contente a ver um anime que parecia um western. Tinha tudo para ser um western. Mas de repente, aparecem mechas. O que me leva a questionar a validade da minha Plan to Watch actual (era para dizer "nova PtW", mas já não é nova, já ando nela há um par de meses). Eu sabia que tinha mecha, mas nunca imaginei que tivesse tanto. Enfim, não se podem só ter coisas boas. Não é que eu desgoste de mecha, mas mecha à paulada já cansa um bocadinho.

    Este anime fala de uma arma e de uma espada. Aliás, das pessoas que as carregam. São elas uma miúda que procura o seu irmão mais velho e um homem à guisa de anti-herói que procura vingar a sua noiva, assassinada no dia do seu casamento por um homem conhecido por "Claw" (porque só o conseguem reconhecer pela garra que ele tem em vez de mão). Seguem por um universo desértico, com cidades perdidas pelo meio como oásis, onde têm aventuras e vão descobrindo a história por trás do malfeitor. Nisto o anime é interessante, no universo, apesar de ser muito (muito) semelhante a Trigun. Não é original, mas é giro e cada cidade tem um conceito muito bem definido que por vezes é muito divertido. Os personagens também não têm nada de original, quer na personalidade quer no design, mas têm os seus momentos. Por vezes, são mais interessantes os personagens secundários do que a espada e a arma, diga-se de passagem.

    E diga-se de passagem também que este anime tem uma das mascotes mais fofas de sempre, uma tartaruga que é uma jóia, que é um colar e anda pendurada ao pescoço da miúda e que faz uns barulhinhos fofinhos (pouco naturais para tartaruga, é certo)

    A animação é bastante fluída e os designs dos mechas são originais e divertidos (especialmente aquele com cara de gato). Temos algumas cenas de luta muito bem coreografadas, mas por vezes um excesso de brilhantina tira o realismo às situações.

    Em termos musicais não me pareceu nada de extraordinário, apesar de a música ser variada. Temos não uma, nem duas, mas SEIS EDs! A OP estabelece um ritmo de western que depois não é entregue, como visto anteriormente. No meio, umas cordas épicas para as lutas e pouco mais. Muito insosso.

    No geral um anime divertido, mas não o suficiente para eu o recomendar.


  • Allison & Lillia

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    Allison & Lillia
     Nishita Masayoshi - Madhouse Studios
    Anime - 26 Episódios
    2008
    6 em 10

    Ora aqui está um anime que podia ter sido muito giro. Mas que, por uma razão ou outra, não conseguiu. Manteve-me focada a cem por cento durante os primeiros seis episódios. Depois perdeu-se.

    tudo começa com o conceito. Estamos no ano três mil e troca o passo. Mas conduzimos biplanos e sidecars. Porque não estabelecer isto na época correcta? Será que iremos regredir no futuro, só para ser giro? Nada o indica. Enfim. Temos dois países em guerra e dois adolescentes envolvem-se na busca de um tesouro que poderá acabar com a guerra, de biplano. São eles Allison e Wil. Descobrem o tesouro muito rapidamente, em quatro episódios ou o que o valha. Diga-se de passagem que o tesouro não é nada de especial nem de impressionante e que só nos desenhos animados é que graças a uma coisa destas acabaria a guerra. Um casal de palestinos num biplano devia ir procurar um tesouro igual, tudo estaria solucionado! Depois descobrem uma princesa e depois passa para a segunda parte, a parte de Lillia. Que é

    [nãoháspoiler]
    A filha de Allison e Wil. Note-se que Wil, convenientemente, morre quando ela é pequena.
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    E desenvolve-se uma história em tudo semelhante à da primeira, parte, excepto com outros personagens. A história, como se pode ver, podia ter o seu interesse se se focasse nos dramas políticos com mais seriedade, mas é tudo demasiado leve para ser levado a sério.

    Os personagens estão bem caracterizados ao início, especialmente Allison, mas não saem do mesmo sítio. Os filhos são recortes da caixa dos chocapitos. E, facto interessante, nestes dois países a quantidade média de habitantes deve ser de 10 a 15 pessoas, porque são todos filhos uns dos outros.

    Em termos de animação, temos muitas perseguições como cenas de acção. Perseguições de aviões de todos os feitios, de motas com sidecar, de jipes, de comboios, temos meios de transporte para todos. O CG só funciona de vez em quando e a maior parte das vezes está enfiado a martelo de uma forma muito desagradável.

    De música, só a OP se aproveita. É muito bonita e caracteriza bem a série. O parênquima quer dar uns ares de "sou muito épico", mas falha quando associado à animação.

    É uma série leve e divertida, mas inconsequente. Agora percebo as pessoas que desistiram dela no episódio 6.
  • Quem Tramou Roger Rabbit

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    Quem tramou Roger Rabbit
    Robert Zemeckis
    Filme
    1988
    7 em 10

    A propósito da Monstra, Festival de Animação, passei a tarde toda no Cinema S. Jorge. Perdi o filme de anime, porque cheguei meia hora depois de ter começado, mas vi o Roger Rabbit. Que é um filme que sinceramente não me importo nada de ir ver no cinema, porque sempre gostei dele.

    Um policial com um twist: os desenhos animados são pessoas. Pessoas loucas, mas pessoas vivas. Valiant é um detective privado que já teve melhores dias e que um dia tem de ir tirar umas fotos pornográficas à mulher do Roger Rabbit, um coelho toon. Depois alguém morre, Roger é acusado e o detective protege-o e esconde-o enquanto tenta perceber quem é o verdadeiro vilão da história. O resultado é um filme divertidíssimo.

    Groundbreaking (partidor de chão) na utilização de animações que interagem com actores e objectos, é um excelente exemplo das coisas que se podem fazer com desenhos. Foram precisos muitos animadores para fazer isto, mas cada detalhe está no sítio certo e até coisas difíceis, como a cena do candeeiro, foram conseguidas.

    Os actores verdadeiros não estão a fazer nada fora do comum, mas funciona. As vozes dos desenhos também funcionam. E é o conjunto que trás um resultado divertido.

    A única coisa que eu não gosto deste filme é que os desenhos são todos "toons" antigos e eu não aprecio toons. Não acho graça a coisas que caem e se magoam. E Roger Rabbit passa o tempo a dizer que os desenhos animados foram feitos para rir e isso não é assim tão verdadeiro.

    Depois do Roger Rabbit ainda vi a sessão de competição das Curtíssimas, Super Shorts. Foram 72 minutos e eu estava a ver que nunca mais acabavam. Porque quando digo Curtíssimas... São mesmo curtas. Com 30 segundos. A dois minutos. Bom para ver no youtube, mas numa sala de cinema, dezenas delas umas a seguir às outras, já me estava a alucinar. De qualquer forma, a minha preferida chamava-se Woof Woof e era com quadradinhos e triângulos. Perdi o lançamento da revista Banzai porque fui lanchar, mas estava lá uma exposição.

    Gosto sempre de ir à Monstra, vou todos os anos. Talvez para o ano finalmente vá acompanhada. Quizas quizas quizas
  • Arve Rezzle: Kikaijikake no Yoseitachi

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    Arve Rezzle: Kikaijikake no Yoseitachi
    Yoshihara Tatsuya - Zexcs
    Anime Special - 1 Episódio
    2013
    6 em 10

    Afinal de contas, o que é isto? É uma light novel que se tornou special, um episódio de 20 minutos sem consequências, animado por uma das revelações que trabalhou em Sket Dance. Lançado na niconico, pelo que indica a watermark no vídeo.

    Bom, infelizmente isto é - como disse - apenas um episódio de 20 minutos. Se fosse uma série teria muito potencial. A história é complexa e envolve almas que trocam de corpo e ficção científica. Os personagens têm potencial para crescer. Este special fez um bom trabalho a apresentar a história e as personagens, mas deixa-nos com vontade de desenvolvimento.

    A animação é bastante boa, com uma utilização interessante de texturas e cenas de acção envolventes, quiçá um pouco confusas porque não nos apresentaram as "formas de lutar" deste universo convenientemente.

    Gostei bastante do trabalho dos voice actors, mas a música não é nada de extraordinário, com uma ED meio punkosa sem graça nenhuma.

    Enfim, uma pena que seja só um episódio. Pode ser que façam mais.
  • Ikoku Meiro no Croisée

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    Ikoku Meiro no Croisée
    Yasuda Kenji - Satelight
    Anime - 12 Episópdios + 1 Special
    2011
    7 em 10

    Desde que se foi lá a primeira vez que existe um fascínio mutuo entre o Japão e a Europa. Sobretudo entre o Japão e a França. Até hoje, como se pode ver pela secção de manga da Fnac, pelas lojas de roupa lolita em Paris e pelo tamanho da Japan Expo (onde irei um dia, quiçá). Ora bem, este anime fala precisamente sobre o choque entre as duas culturas.

    Yune é uma japonaise pequenina que vai viver para França, criada de uma loja de ferragens numa galeria comercial. O anime é episódico e fatia-de-vida, falando sobre os pequenos momentos da sua vida em França e as diferenças entre hábitos. Rapidamente faz uma amiga, uma weeaboo do século XIX, e convence o seu patrão, Claude, do seu valor como criada e como pessoa.

    É um anime muito agradável na arte, com belíssimos retratos da arquitectura parisiense e excelente caracterização da época. Excesso de gatos, como é habitual no anime, mas nada de irrealista. As cores são suaves, com um resultado muito bonito. Adicione-se a isto uma música muito leve e ambiental num estilo europeu clássico e o que temos no final é um universo muito bem explorado e suave.

    Os personagens têm muitos dramas na vida deles, sobretudo no seu passado. Isto é um grande exagero e tira lugar a sentimentos presentes mais importantes, nomeadamente as saudades de Yune. Houvessem menos flashbacks e a série teria sido muito melhor.

    No geral, é um bom fatia-de-vida, bastante original. Lembra-me Aria, por vezes.

    Em relação ao Special, fiz um comentário específico para ele que traduzirei aqui de seguida:

    Enquanto que o episódio 4.5 é muito belo por causa da sua componete musical, não foi impressionante no geral. A história deste episódio baseia-se demasiado  numa coincidência e não explora muito bem o facto de Yune estar a lidar com um país e cultura diferentes. Fala sobre as suas saudades, mas apenas toca a pele do assunto.
  • A minha verdade é o amor

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    A minha verdade é o amor
    Luanne Rice
    2007
    Romance

    Porque é que eu pedi este livro no BookCrossing? Sei lá, pareceu-me interessante. Quando o mostrei aos meus amigos disseram "é mesmo literatura de gajas". E é mesmo, apercebi-me mais tarde.

    Bernie é freira e Tom é o seu jardineiro. Amam-se e tiveram um filho, mas depois ela virou freira, coisas da vida. Teve uma revelação da virgem. Entretanto o seu filho, Seamus/James vive no orfanato com Kathleen. E amam-se. Mas acabam separados. E assim o livro consiste em: Bernie e Tom à procura do filho; todos à procura de Kathleen. Com revelações da Virgem Maria à mistura, mas isso não é nada impressionante.

    Não é que o livro esteja mal escrito. Foi claramente feito por uma dessas "profissionais da escrita", o pessoal que tira cursos para aprender a escrever e que eu desprezo profundamente. Mas não tem alma. As descrições são estéreis e existem demasiados personagens sem qualquer relevância para a história que são explorados em pormenor desnecessário. A história em si é previsível, com os seus momentos trágicos mas acaba tudo em bem. Acaba sempre tudo em bem. Estava-se mesmo a ver que ia acabar tudo em bem.

    Não foi um livro motivante. Deixa-me triste que uma árvore tenha de ter morrido para que este livro exista.
  • Bubblegum Crisis

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    Bubblegum Crisis
    Obari Masami - AIC
    Anime OVA - 8 Episódios
    1987
    7 em 10

    Depois de um falso clássico, é hora de um verdadeiro! Bubblegum Crisis, o anime que não tem quase nada de pastilha elástica!

    Este é um futuro que hoje em dia não é muito distante. Ainda assim existem uns andróides chamados Boomers que são um perigo para a sociedade. A AD Police está encarregada de os destruir mas devido aos seus elevados níveis de incompetência existem as Knight Sabers, quatro gajas dentro de fatos robotizados que lhes dão uma força super-poderosa e a capacidade de transformar os boomers em grandes explosões de óleo!

    Elas são quatro e cada uma está extremamente bem definida dentro do seu arquétipo. Têm as suas vidas além da luta pela justiça, têm as suas personalidades e têm os seus problemas. Também têm passado. São um conjunto de personagens interessante e bem caracterizado. A natureza episódica da série trás-nos um conjunto de novos personagens a cada episódio, cada qual também muito bem caracterizada e realista. O drama atinge o seu pico a meio da série, tudo o resto é um intercalar entre momentos muito sérios e momentos de humor muito próprios derivados da personalidade de cada personagem.

    Os designs são típicos da época, mas a animação é muito boa. É muito detalhada e bem coreografada, sem abuso nas cores. O ambiente criado é o primórdio do cyber-punk, para sempre imortalizado com Ghost in the Shell mas que vê os seus inicios em Bubblegum Crisis. A vida e interacção com robots eram grandes preocupações dos anos 80 (infundadas, como se pode ver) e a funcionalidade de todas as máquinas desta série está muito bem estruturada, sobretudo a nível artístico.

    Mas a melhor parte é sem dúvida a música. Pastilha elástica? Sim senhor! O melhor pop dos 80s Japoneses,  beat electrónico e letras sensuais. Duas grandes músicas por episódio, ilustradas por fantásticas sequências de animação. A abertura do primeiro episódio, o concerto de Priss, é memorável. Estes momentos musicais contribuem muito para o ambiente geral da série, uns 80s futuristas, e tornam-na absolutamente deliciosa.

    Um clássico recomendado, e não só para quem se deseja informar.
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