Muramasa
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Muramasa
Osamu Tezuka - Tezuka Productions
Anime - Filme
1987
8 em 10
Este é um filme de 8 minutos dirigido por Osamu Tezuka, o rei do anime e pioneiro da animação japonesa.
Aí está para vocês verem, que vale muitíssimo a pena e não custa nada a ninguém.
Um pouco de história só para ter a noção: era uma vez um tipo chamado Sendo Muramasa que fazia espadas. O gajo era um bocado passado da caixa dos pirulitos, por isso formou-se à volta dele uma lenda que dizia que quem pegasse numa espada dele ficava doidão. Mas mesmo sem esta noção, o anime desenvolve uma situação muito mais complexa que uma espada assombrada.
"Aquele que segurar uma espada para destruir espantalhos também se tornará num espantalho"
Seguimos portanto o caminho de um homem que começa por destruir espantalhos e a sua sede de sangue, ilógica e injustificada (como todas o são), se desenvolve até à sua própria morte. É um pequeno elogio à loucura, com uma moral discreta: também tu podes morrer sob o mesmo objecto que mata os outros. Quase se pode dizer que é um manifesto anti-guerra, anti-morte, anti-tortura, anti-sadismo, anti-sofrimento.
Temos uma animação muito simples, duas frames de cada vez, mas muito eficiente em conjunto com a música. É uma curta que, como todas deveriam, prima pela simplicidade. Os desenhos são muito bonitos e os poucos momentos de animação estão muito bem feitos.
Um perfeito exemplo do que uma pessoa verdadeiramente talentosa pode fazer. Muito recomendado.
By : ladyxzeus
Optimus Alive
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Eu era para não ir ao Alive. Queria muito ir, ao dia 14, queria muito ir ver The Cure e queria um bocadinho ver a Florença e as Máquinas, mas não tinha ninguém para vir comigo. Mas depois a Sandra disse que ia! E outros amigos ganharam bilhetes num passatempo! Viva! Fui!
Mas, ao contrário de outros Alives que estiveram cheios de aventuras, este não foi uma experiência muito agradável psicologicamente.
O espaço é o de sempre, três palcos mas bandas a tocar à entrada. Muitos espaços com presentes e muitas actividades. E achei esse o maior defeito. Tantas actividades que parecia que as pessoas não estavam lá nem pelos concertos nem pela música. Passei três concertos na fila para uma t-shirt (mas eram concertos que não me interessavam muito. Mas também não fiquei a conhecer as bandas, que era o meu objectivo), que saiu bastante gira e estou a usar neste momento.
Depois houve ali um momento na casa de banho que envolveu umas filas de proporções gargantuescas. Que me pôs completamente psicótica. Completamente passada da marmita. Desculpas a todos. Ao menos não fui expulsa.
Depois não podia beber sob o risco de ter de ir à casa de banho durante o concerto.
E depois não vi Morcheeba.
Mas ainda assim valeu a pena. Valeu a pena porque vi The Cure. E, sem contar com toda a existência do Gackt, The Cure é a minha banda preferida e Robert Smith era o tio que eu queria ter (porque ninguém substitui o meu pai)
Estávamos um bocado mal localizados, por isso só podíamos ver os ecrãs. Fomos avançando ao longo do concerto, mas mal os conseguimos ver. Mas estavam lá. Via-se no ecrã. O Robert está um bocado mais envelhecido do que da última vez que o vi, mas ainda assim esteve ali a dar-lhe com a fé toda. E continua a pintar os lábios com coelhinhos de amora. <3
Para mim foi um concerto maravilhoso. Apesar de terem tocado algumas músicas que eu não conhecia (o que me deixou em grande suspense, eu pensava que sabia a discografia toda! Terei perdido um álbum recente?) o ambiente geral foi muito bem conseguido, com um ritmo constante, fácil de gostar, fácil de dançar. Muitos solos, o Robert estava todo passado. Mas solos mesmo bonitos. Dizem que era para fazer o concerto durar mais tempo, mas eu acho que estavam lá a acreditar no que queriam fazer. Deram-lhe muito nas músicas lentas, o que deixou o público um bocado atazanado, mas eu gostei. O Robert quis tocar uma música e não o deixaram e isso reflectiu-se no resto do concerto. Como público, achei que lhe falhámos.
As pessoas não estavam viradas para ouvir a introspecção do Robert. As pessoas queriam dançar. Mas o Robert queria uma cena calma, era a onda que tinha nesse dia. O que não é ideal para um concerto de festival, mas quando se é o líder dos The Cure pode-se estar na onda que se quer e dizer a toda a gente "ma cagar". E foi o que ele fez. Falhámos quando ele nos pediu, mas ainda assim foi um fofo e continuou lá. Durante três horas e meia. Com três encores. And that's it. Não percebi o que fazia tanta gente a ir-se embora, tanta gente a reclamar e tanta gente a mandar vir. Não gostam não viessem! Senti falta dos verdadeiros fãs, mas se calhar era porque estava muito longe do palco.
Os arranjos eram diferentes do que estamos habituados a ouvir no album, mas tudo aquilo juntamente com as luzes, com a voz sentimental do Robert Smith e com o fabuloso talento que esta banda tem para tocar os seus instrumentos, tornou-se numa viagem lindíssima, um pouco psicadélica mas muito feliz.
Uma bonita trip que envolveu dançar e cantar non-stop durante as horas todas (com pausa para ir embora porque ninguém estava à espera de três encores)
Obrigada Robert, por me fazeres tão feliz. Mesmo com todas as outras coisas. Tu fazes o dia valer a pena.
By : ladyxzeus
MEO Outjazz - 5watts
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5 watts
Concerto (inserido no Meo Outjazz)
Seguimos pois para o Museu da Água, longo caminho íngreme e pedregoso, para apanhar sol e ouvir música (os grandes chamativos deste pseudo-festival) A banda que ouvimos foi 5 watts, que aparentemente já tinham ido tocar ao Louie's e sido um grande sucesso. Vou-me abster de dar ratings aos concertos, porque são experiências irrepetíveis, mas irei falar um pouco sobre ele.
Chegámos muito cedo, durante os testes de som, por isso apanhámos puffs!
De resto, a música desta banda é interessante. Um baixo poderoso, uma bateria divertida, bons ritmos, sonoridade muito agradável. No entanto a banda parecia desmotivada por estar a tocar no Out Jazz. Não estavam felizes, parecia que estavam ali por obrigação, não estavam a gostar do público - que ainda por cima havia de ser composto por amigos - não comunicaram bem.
O gajo das teclas bem podia ser substituído porque ele não faz ideia do que está a fazer e só perturba o talento dos outros.
E a esquizofrenia do guitarrista, que falava sozinho enquanto tocava, também foi bastante perturbadora. Ainda fui falar com ele mas depois tive vergonha de lhe perguntar porque é que falava sozinho.
Demasiados solos, prolongamento desnecessário de apresentações, houve ali um momento em que pensei que nunca mais ia acabar.
De resto, boa banda, fica aqui para conhecerem:
By : ladyxzeus
MUDE
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No segundo andar temos mais duas exposições:
Diz-me do que gostas dir-te-ei quem és é uma interessante colecção de moda que nos permite conhecer um pouco dos designers por trás das peças. Juntamente com vestidos e peças de roupa (das quais eu usaria mais de metade) aparece uma pequena colecção de objectos pessoais que inspiram os autores. Também há uma micro-entrevista a cada um. Uma pequena exposição introspectiva.
Tesouros da Feira da Ladra é uma coisa divertidíssima. É uma exposição de objectos bizarros encontrados na Feira da Ladra, uma homenagem ao anónimo.
Finalmente, no terceiro andar, um andar de paredes cimentadas nuas, está a colecção Onde Nascem as Ideias. Cadernos de Equilibrista. Manuel Estrada. É um conjunto das ilustrações de Manuel Estrada e os seus cadernos pessoais. Foi ilustrador de capas de livros e tem trabalhos muito interessantes (sobretudo para quem conhece os livros em questão)
Recomendo a visita a este museu. É rápido. É grátis. É giro. Porque não?
Museu do Design e Moda
A propósito de fazer horas e de eu sempre ter sonhado ir ao MUDE, fomos ao MUDE. É um museu gratuito e recomendo-o a toda a gente, pois - mais que coisas interessantes - tem coisas divertidas.
Começamos pela Exposição Permanente. Aqui apresentam peças de mobília, decoração e vestuário com designs característicos e originais de cada década. Existem objectos que conhecemos bem, mas outros que são muito interessantes pela sua originalidade e por terem influenciado o design como uma arte. Apesar de ser chamada de "permanente" há a troca frequente de algumas peças, por isso vale a pena voltar mesmo que já se tenha visitado.
Diz-me do que gostas dir-te-ei quem és é uma interessante colecção de moda que nos permite conhecer um pouco dos designers por trás das peças. Juntamente com vestidos e peças de roupa (das quais eu usaria mais de metade) aparece uma pequena colecção de objectos pessoais que inspiram os autores. Também há uma micro-entrevista a cada um. Uma pequena exposição introspectiva.
Tesouros da Feira da Ladra é uma coisa divertidíssima. É uma exposição de objectos bizarros encontrados na Feira da Ladra, uma homenagem ao anónimo.
Finalmente, no terceiro andar, um andar de paredes cimentadas nuas, está a colecção Onde Nascem as Ideias. Cadernos de Equilibrista. Manuel Estrada. É um conjunto das ilustrações de Manuel Estrada e os seus cadernos pessoais. Foi ilustrador de capas de livros e tem trabalhos muito interessantes (sobretudo para quem conhece os livros em questão)
Recomendo a visita a este museu. É rápido. É grátis. É giro. Porque não?
By : ladyxzeus
NieA_7
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NieA_7 (NieA Under 7)
Yoshitoshi Abe - Shaft
Anime - 13 Episódios
2000
4 em 10
Ah, vê NieA que é do Yoshitoshi Abe! Ah, vê NieA que o gajo fez Lain e Haibane Renmei! E não me recordei que detestei Lain e não achei Haibane nada de especial. NieA é um pedaço fecal.
Comecemos pela arte. Já sabem que no me gusta. Mas mesmo no me gustando sou capaz de fazer uma apreciação coerente da qualidade. Em NieA esta é nenhuma. Os bonecos estão praticamente desenhados em blocos. Então quando estão longe são apenas umas peças às cores. São muito pouco detalhados, tanto em design como em movimentos, e as suas acções são desenhadas à pressa, com recurso a umas linhas nojentas que abanam para trás e para diante. Os fundos são igualmente mal feitos, assim como maquinaria e outros objectos. Está tudo muito mal desenhado, como se tivessem que despachar a série toda em três dias de trabalho e, para ser mais rápido, tivessem pegado nos lápis com o punho cerrado.
Depois passamos para a história. 13 episódios de anime e não compreendi sobre o que era. Temos uma bacana que vive com um alien (de que irei falar de seguida) e vivem as duas esfomeadas. Ela trabalha, o alien não. E é isto? Acho eu? Devo ser muito estúpida, realmente. Ou então é o anime que não tem conteúdo. Dos dois males... Enfim, seguimos as aventurrraaas e desventurrrraaaaas deste peeeeersonaaaagens encaaaantadores! Que é basicamente a gaja a trabalhar e o alien a comer coisas e a dizer que tem fome. Questões que se colocam e que não foram respondidas: de onde vem o estúpido do alien? Porque é que não há dinheiro? Porque é que há racismo contra aliens? Qual é a crise que o mundo está a enfrentar? Eu creio que o anime queria ser um manifesto político-social, mas foi feito de maneira tão incompetente que foi impossível tirar essas conclusões daí.
Agora, personagens. Se há protótipo de personagem que eu detesto e abomino é o da "moça estúpida que está sempre com fome, mas é muito simpática apesar de só fazer merda". NieA é isto e nada mais. Nada Mais. A outra moçoila, a humana que vive com esta criatura aberrante, é outro protótipo. O da "jovem trabalhadora que não consegue admitir a mudança na sua vida e que, por isso, reclama, berra, dá chapadas e cai de bicicleta" Um pouco menos detestável, mas ainda assim muito pouco complexo. Há um certo crescimento ("ah, eu não gosto da NieA mas afinal até tenho saudadinhas") mas algo muito pouco cheiroso.
Em termos de música, estamos reduzidos a efeitos. Efeitos que me causam horror, pois são coisas cartoonísticas, turururururus, coisinhas a cair e outras idiotias do género. Vence a música da OP que é original e muito interessante.
Lain e Haibane podem não ser nada de especial mas são interessantes. NieA nem isso. Dou-lhe um 4 porque sei que muita boa gente acha graça a este tipo de comédia fácil. Li algures que há quem ache isto um retrato belo e sensível, mas eu não vi beleza, sensibilidade ou sequer do que é que é o retrato. Como sempre, culpa mea.
By : ladyxzeus
Hanasaku Iroha
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Hanasaku Iroha
Ando Masahiru - Bandai
Anime - 26 Episódios
2011
6 em 10
Por uma vez um anime que me manteve atenta do início ao fim! Uma experiência muito agradável, mas que ainda assim possui uma série de defeitos que me impedem de lhe dar um rating mais alto (mas estive bastante dividida entre o 7 e o 6)
Ohana é uma jovenzita de Tóquio sem grandes objectivos de vida que se vê confrontada com a situação de, por uma razão extremamente parva e desadequada, ter de ir viver para uma estância termal e trabalhar lá. Assim o anime decorre em termos de slice-of-life (acho engraçado este termo "fatia de vida") em que acompanhamos as pequenas aventuras diárias desta pequena e dos seus colegas e amigos.
Este género não tem história, apesar de em Hanasaku Iroha fazerem uma tentativa de desenvolvimento narrativo que cai um pouco por terra devido à fragilidade do próprio tema. Assim, tem de - necessariamente - se basear no desenvolvimento de personagens. À primeira vista este é feito de maneira leve e concentrada, dando a cada personagem alguns episódios para ser desafiado e para se desenvolver, mas eu encontro nisto uma falha. Não é um crescimento discreto e saboroso mas mais um "tira a tua senha". Ohana, que aparenta ser quem mais se desenvolve, revela a partir do primeiro momento os seus objectivos. No seu primeiro dia de trabalho é logo demonstrado todo o seu futuro e todos os seus novos sonhos. Depois, além do trio essencial, o resto da equipa termal tem apenas um desenho muito superficial. Fiquei curiosa em relação a eles mas não creio que nem com uma continuação sejam revelados os seus segredos.
A arte é bastante agradável à vista e, como o implica toda a modernidade, as cenas de acção são muito rápidas e fluídas. Não há grandes cenas paisagistas e insistem em mostrar sempre os mesmos lugares, quando poderiam ter feito algo de muito mais belo.
Existem algumas músicas bonitas ao piano, mas não o suficiente para me incentivar a tocá-las (não que eu possa tocar piano com estas novas unhas de gel cor de laranja fluorescente com brilhantes que o meu pai me ofereceu...) A OP e as múltiplas EDs são todas cantadas por uma vozinha de gato que me irrita solenemente e só são apropriadas em momentos pontuais.
Bonito e leve, é como uma barrita energética de chocolate dietético para o lanche. Como o seu equivalente alimentar, digere-se muito rápido e dentro de algumas horas só me irei lembrar que tenho fome.
By : ladyxzeus
Dois de Nós
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Dois de Nós
Ana Pepine e Paul Cimpoieru
2010
Teatro
7 em 10
A propósito de uns convites ganhos para o Festival de Teatro de Almada (o 29º), fomos ver esta peça. Dois de Nós é um misto de teatro, pantomima e dança, contando uma história sem palavras, própria para públicos de qualquer língua. A história é bastante simples, mas pelos vistos pode ser interpretada de várias maneiras. Por aquilo que eu percebi, fala de um casal que se separa, ambos têm aventuras e depois voltam a ficar juntos. No início pensei que a história estivesse a andar para trás e que nos tivessem a mostrar o seu primeiro encontro. Os meus amigos afirmam que só ela teve aventuras e que ela é que era a personagem principal. Eu continuo a achar que são os dois.
A produção é muitíssimo simples, o que funciona extremamente bem. Deu-me ideias e inspirou-me para fazer coisas semelhantes com os meus cosplays, apesar de eu não ter aqueles movimentos corporais e ser uma desajeitada. A interpretação, se ao início parecia apenas mais uma repetição de uma peça que se vem fazendo desde 2010, foi sentida. Achei especialmente emocionante o reencontro com a representação dos momentos passados. E o meu momento preferido foi os pézinhos a abanar. :3
As músicas dão mais brilho e vivacidade à história.
O grande defeito é que houve alguns momentos de mímica que, simplesmente, não se percebiam. Ok, estão a abrir coisas, mas o quê? Além disso, um erro crasso: ele saiu de casa sem abrir a porta.
Foi uma experiência bonita, que recomendo se tiverem oportunidade.
Depois houve BEBERETI, em que pudemos interagir com os actores e comer doses industriais de pão de queijo. Claro que ninguém foi interagir com os actores, tiveram todas vergonha de ir falar com o Paul Cimpoieru (e não saberíamos dizer o nome dele), cuja prestação foi "muito bom"...
O meu scanner está a embirrar, mas quando lhe passar coloco aqui o programa. :)
By : ladyxzeus

