• Sobrevivi

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    Sobrevivi
    Immaculée Ilibagiza (com Steve Erwin)
    Relato
    2007

    Eu costumo odiar estes livros. Isto é sobre uma criatura no Ruanda que, perseguida por um holocausto, viveu numa casa de banho com mais sete pessoas durante dois meses. E descobriu Deus no processo. Por isso sim, é uma história de coitadinhos, e eu costumo odiá-las.

    Mas por alguma razão, este tocou-me. É só um relato, não está especialmente bem escrito, não tem grandes imagens que ficam coladas à nossa retina como se as tivéssemos visto. O próprio relato até parece estar um pouco afastado da realidade, tal a naturalidade com que se fala de montanhas de corpos mortos e de cães a comê-los.

    Mas por alguma razão, este tocou-me. Não percebo o que foi. Mas subitamente voltei a entender que por piores que sejam as coisas que me aconteçam, o que lhe aconteceu foi muito pior. E a força dela, de onde veio? Não veio de dentro. Não veio da positividade. Veio de Deus. Veio de uma coisa que nem sequer se sabe se existe ou não. E, seja Deus ou sejam múltiplos golpes de sorte absolutamente convenientes, funcionou. Funcionou e ela está viva. Vantagem do livro: como ela o escreveu já sabemos do início que ela não vai morrer. Hah.

    Este livro inspirou-me. Inspirou-me a ser uma pessoa melhor, a esforçar-me mais para cumprir os meus objectivos. Inspirou-me a reencontrar a minha fé. Por isso comecei um blog, que é meio privado. Um blog para servir de registro a algo que eu já queria fazer há muito tempo: reencontrar o meu caminho. É bem diferente do desta moça. Porque eu sou Pagã, e aos Pagãos Jesus não dá-de aparecer (pelo menos de túnica branca e barba). Mas é essa a grande força deste livro. No meio de todo o mal, no meio de uma carnificina sem precedentes e sem qualquer justificação moral, há alguma coisa. Esperança. Capacidade de perdoar. Não sei. Mas há aqui alguma coisa.

    E é por isso que este livro é impressionante. E me manteve agarrada até ao fim. Recomendo, porque é realmente uma experiência fora do vulgar.

    Já agora, fica aqui o meu blog da busca espiritual e cenas. Ainda não tem nada e também nunca mais vou falar dele aqui: http://chiisa-na-inori.blogspot.pt/ É meio privado e coiso. Mas é para eu aprender coisas. E eu só funciono bem quando partilho tudo o que faço. :)

  • GetBackers

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    GetBackers
    Motonaga Keitarou - Studio Deen
    Anime - 49 Episódios
    2002
    6 em 10

    Esta é uma série para a minha lista de "todos os animes BL, Yaoi, Shounen-ai e slashable". Acho eu, pelo menos tem dois gajos muito amiguinhos um do outro e mais uma série de gente gira. É engraçado por alguns momentos, mas 49 episódios disto é claramente demais.

    A animação é um ponto forte deste anime e a razão pela qual não lhe dou uma nota mais baixa. É bastante moderna para a época e tem cenas muito boas, apesar de não serem especialmente complexas. A acção está bem construída, misturando alguns elementos de comédia que tornam o ambiente mais leve. Isto pode ser um pau de dois bicos, dado que o ambiente desta série é bastante negro por defeito e envolve muitas lutas e guerras do "submundo" da máfia, dos gangs e dos yakuzas.

    Nesse aspecto, a série não sabe muito bem onde quer ir. Isto é quase um "monstro da semana", com personagens recorrentes e alguma ridicularia cómica à mistura. Mas também temos uma história de base que envolve o passado dos dois personagens principais. O principal erro na manutenção dessa história é a passagem do tempo e uma má definição de quem é exactamente o inimigo (isto é, a razão pela qual estão a lutar). Em termos de tempo, o passado destes personagens aparenta ser uma coisa longínqua. No entanto as crianças do passado não cresceram para o presente e a questão que se põe é "será que o passado deles na realidade foi há três semanas?"

    Os personagens, além de terem uns penteados profundamente irritantes e espetados, são bastante estáticos. Existem duas facetas básicas, a séria e a cómica, e os personagens limitam-se a transitar entre elas. É divertido ver as suas interacções, sobretudo com o grande grupo de personagens secundários repetentes, mas não há muito mais por onde se lhe pegue.

    Um anime com lutas interessantes e uns super poderes engraçados. Gajos giros com abundância, e maricones também. Um tipo que controla os animais, o poder que qualquer veterinário desejaria ter. Mas são quase 50 episódios desta gente à procura de coisas perdidas. Um conceito interessante, mas quye peca pela insistência. A mim bastavam-me 13 episódios que se focassem na história principal e menos serviços de encontrar coisas. Sim, um conceito interessante, que eu quando comecei a ver a série pensei que fosse super original e prático. Depois a minha amiga Andreia disse-me que já existem pessoas com esta profissão na vida real. Chamam-se detectives. :(

  • O Chá

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    O Chá: De Oriente para Ocidente
    Exposição (Museu do Oriente)
    Não me apetecendo estudar nem trabalhar na tese, achei por bem ir com a minha mãe ver esta exposição. Assim, apesar de não ter grande competência para comentar exposições, vou falar um bocadinho dela.
     
    Instalada no Museu do Oriente até dia 13 de Janeiro (2013), esta é uma exposição que nos dá a conhecer a origem do chá e como é que ele cá chegou. A cultura em volta do chá que existe nos países orientais, nomeadamente China e Japão, versus a adaptação ao ocidente. É uma exposição muito informativa. Assistimos a parte de uma visita guiada e essa ainda é mais informativa. Tanto que nos cansou logo passados cinco minutos e fomos ver a exposição por nós mesmas.

    Aqui podemos ver uma extensa colecção de bules (se bem que não vimos o que está na imagem) e chávenas. Os bules são muito giros, têm grandes, pequenos, micro-bules e macro-bules, de todas as formas e feitios, especificando as suas categorias artísticas e em que época e cultura se inserem.

    Recomendo, até porque com cartão de estudante o bilhete só custa dois euros. E fica-se com vontade de beber chá, que é tão saudável!

    Fica aqui o folheto informativo:



  • GALS!

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    GALS!
    Fujii Mihona
    Manga - 3º Volume (em 10)/4 capítulos (em 40)
    1999
    6 em 10

    E este foi o outro manga que me ofereceram com o bilhete no Expomanga! Como vêm, ofereceram um shounen e um shonjo (e havia dois à escolha, a Hota-chan ficou com o outro shonjo). Li o terceiro volume. Como são histórias independentes deu para apanhar o fio à meada com facilidade.

    A arte é muito gira. Elas têm roupinhas diferentes todos os dias que, estando desactualizadas (note-se que isto foi publicado entre 1999 e 2002) são muito engraçadas. Não há Gal que se vista assim hoje em dia (plataformas, wat?) e ganguro morreu há anos. Acho curioso que seja uma série já com 10 anos de idade, pois significa que já nessa altura existiam referências como Morning Musume e Machine. E significa que parapara não é uma coisa nova e que nós, por aqui, é que somos uns atrasados em relação às tendências. Mas enfim, arte gira! Penteados, roupas, tudo muito detalhado, até unhas. Os fundos estão também detalhados e há boas visões da área de Shibuya.

    A história, infelizmente, é uma comédia para pitas. Isto são três miúdas de 16 anos que são Gals, e que estão apaixonadas ou procuram um homem (wat) e as suas desventuras. A história baseia-se na interacção entre personagens, que estão muito presas ao seu estereótipo. Temos uma garota histérica que fala em CAPS e, pior, em CAPS A BOLD, temos uma garota tímida apelidada de mosca morta pela sua melhor amiga (a tal que fala em CAPS) e temos uma que não está ali a fazer nada. Depois temos os gajos, que são mega giros (ok) e pouco mais.

    Este manga poderia explorar muito do universo Gal. Poderia explorar o dinheiro que se gasta em roupas de má qualidade. Podia explorar as dietas malucas que envolvem comer ovos de ténia. Podia explorar as meninas que vendem as suas cuequinhas e aquelas que têm paizinhos açucarados que mantêm o seu capitalismo. Podia explorar o quão errado é tomar apenas atenção ao aspecto exterior. Mas faz precisamente o contrário. Este manga é só fachada. É muito giro, muito bonito, mas aparentemente não tem conteúdo nenhum. É divertido, mas seria mais se eu tivesse 16 anos e unhas para pintar.

    Tal como eu sou agora, infelizmente, não cola.
  • Fumiko no Kokuhaku

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    Fumiko no Kokuhaku
    Ishida Hiroyasu - Independente
    Anime - 1 Episódio
    2009
    6 em 10

    Isto é uma produção independente, um trabalho de escola, que fica aqui porque é muito curto.


    Bem, eu espero que esta pessoa tenha tido uma boa nota, porque a animação, que não tem nenhuma grande produtora para trás, é um exemplo do melhor que se pode fazer. O trabalho com as perspectivas, a velocidade e a fluidez são de nota.

    No entanto, há duas falhas essenciais, que são a história e as personagens. A história é muito simples e a conclusão tem a sua graça, e é isso o que se quer numa animação tão curta. Mas uma curta tem de ter outras características, nomeadamente o usar da sua simplicidade para tocar o público de certa forma. Nesse campo o anime não consegue cumprir com o objectivo. O mesmo se aplica aos personagens, que nutrem um sentimento básico que nunca é desenvolvido, quer pela natureza da história quer, quiçá, pela natureza dos próprios personagens.

    De resto, isto só demora dois minutos da nossa vida e não custa nada vê-lo para um show-off de grande animação. Independente, ainda por cima!
  • Saint Seiya

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    Saint Seiya
    Masami Kuramada
    Manga - 1º Volume (em 28)/1ºCapítulo (em 110)
    1986
    5 em 10

    Este livro ofereceram-me com o bilhete para o Expomanga. Desde que decidi que Manga é coisa que eu me autorizo a não ler até ao fim (por acidentes astrológicos como Loveless) não me sinto culpada por ler um manga sem o completar e, por isso, farei os meus comentários ao volume (ou volumes) que li.

    Este é o primeiro volume da super-hiper-mega-ri-famosa série Saint Seiya, também conhecida por Cavaleiros do Zodíaco. Neste primeiro volume aprendemos o que são os Cavaleiros do Zodíaco, é apresentada a primeira parte das suas aventuras (um concurso de lutas, nem mais nem menos) e os personagens principais.

    Devo dizer que não gosto da arte. Estas cabeças achatadas irritam-me, parecem-me ser todos acéfalos. As cenas de acção são confusas. No entanto gosto da maneira como as sombras estão feitas e do detalhe dado aos fundos e aos elementos de figuração.

    Os personagens não me parecem, à partida, muito interessantes. Temos um rapazito rebelde, uma mocita mimada e um gajo que gosta dela. Parece-me bem, mas não me parece que dê para os descarnar em 28 volumes, porque a sua premisa é insuficiente. Talvez dê e, se isso acontecer, este manga será de uma qualidade incomparável.

    A história, por agora, não me parece muito inteligente, se bem que está bastante bem escrita. É uma história comum, lutas e lutas, mas as explicações científicas e os detalhes estão bem construídos.

    Não irei comprar o resto dos volumes (repare-se que eu só leio coisas que tenho na mão, nada de ler na net!) mas aceito que este manga tenha sido um grande épico da sua época, pois tem todas as potencialidades para isso olhando apenas para o primeiro volume
  • O Descontrolo de Haruhi Suzumiya

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    O Descontrolo de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    Light Novel
    2004
    Este foi um dos livros que comprei no Expomanga Madrid. Eu comprei um outro livro Suzumiya (ou, como dizem os meus amigos, "Haruhi Sodomia") numa Fnac e gostei bastante, por isso decidi comprar outro. A amiga que estava comigo disse que este seria um bom, porque são apenas mais aventuras de Haruhi e a Brigada SOS. Peço desculpa desde já se o título está "errado", mas eu li a tradução Espanhola e em  Espanha o título é assim.
    Acrescento também que ler estes livros em Espanhol é um máximo, porque ficam mil vezes mais engraçados do que poderiam ser em outra língua. Mira que esa tía, eso es moníssimo, es muy chulo e coisa do género ficam mesmo muito cómicas.
    Decido com isto começar a completar a colecção das Light Novels de Haruhi. Isto é demasiado engraçado para não se ler e está muito bem escrito. As referências perdidas no texto, históricas, geográficas, científicas, são uma graça.
    Neste volume apresentam-se três histórias, o Agosto Infinito, O Síndrome da Montanha e oo Dia de Sagitário. As histórias aparecem primeiro com a situação em que a Brigada SOS está metida nesse momento. Depois Kyon volta atrás e, detalhadamente, conta como foram ali parar. E depois como vão sair do problema. Os problemas colocados são muito interessantes e as soluções para eles estão especialmente bem pensadas. No caso da história da Montanha, foi uma forma de sair da situação muito inteligente. Por vezes as confusões de tempo e espaço são complicadas de entender, mas se levarmos tudo na boa (aí está mais uma vantagem de isto estar em Espanhol!) acabamos por perceber. Basta aceitar as coisas como elas são.
    Em termos de personagens, já as conhecia (já vi o anime e o filme e já tinha lido outro volume), há uma evolução permanente de Nagato, que já se vem notando de anteriormente, mas infelizmente os outros personagens continuam estáticos. As interacções de Kyon também evoluem, mas é de uma forma muito pouco evidente.
    De resto, podem chamar-me ignorante, pois em relação a Haruhi sou bastante. No entanto posso, com toda a segurança, recomendar esta série de Light Novels, ou  - pelo menos - este volume.
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