Análise: Heated Rivalry - Quanto mais me odeias, mais gosto de ti
Série inspirada na também série de livros, de mesmo nome, e que fala sobre uma rivalidade muito sensual entre dois jogadores de hockey no gelo.
Quando se conhecem, no primeiro ano em que estão a jogar profissionalizados, eles imediatamente odeiam-se um ao outro. Mas esse ódio rapidamente se transforma num amor carnal incontrolável, e ao longo dos anos estes dois (que se odeiam) vão aprendendo que - na verdade - se amam. E isso é extremamente fofinho. O discurso todo em russo do Ilya é encantador.
A série é extremamente relevante nos tempos que correm, porque nos fala de vários elementos socialmente importantes. Desde a pressão social e familiar dada aos desportistas, até ao facto de haver uma homofobia intrínseca no mundo do desporto, esta série fala disso tudo de uma forma mais ou menos ligeira, mas ainda assim muito emocionante.Concerto: FatBoy Slim
Foi com este sorriso que FatBoy Slim recebeu a população lisboeta num concerto no 8Marvila (em Marvila). Num espaço relativamente pequeno, tão cheio que não cabia nem mais uma pulga, o nosso DJ de house favorito faz a festa. E que festa!
Não consigo enumerar os sons que foi passando, mas além dos seus títulos icónicos tivemos direito a Underworld, Prodigy e até Nirvana! E eu dançava e dançava... Uma pessoa até me veio dizer que adorava a minha vibe (um pouco misterioso isto)
Dancei tanto que fiquei muito abalada, incapaz de me mexer durante toda a semana seguinte. Mas valeu a pena o dispêndio de energia, pois saí de lá bem feliz.
Foi um concerto especial, sem dúvida, que ficará para os anais da minha história pessoal.
Abril 2026: O Que se Viu e O Que se Papou
Dead Man Walking - Homem condenado à morte confessa os seus dilemas a uma freira. Este filme coloca em cheque o papel das mulheres na igreja e a sentença de morte. Fiquei com pena do MC pois ele foi só parvo, e por isso, acabou condenado. Vê-se bem.
Amagi Brilliant Part - Achei que este anime seria diferente, na verdade é apenas sobre um parque de diversões que está a ir à falência e os momentos fatia-de-vida de quem lá trabalha. Vê-se bem.
Dead Heat - Corridas de motas com pernas. Extremamente fixe e bem animado, mas cadê o final? Papa-se.
Cybernetics Guardian - Cyberpunk que mistura tecnologia com demónios, e que acaba por não funcionar muito bem porque... Cadê a história? Papa-se.
Darwin Jihen - O famoso anime do humanzé, metade homem, metade Zé. O humanzé é estranhíssimo e feio, parece um homem de meia idade com entradas. A história é muito relevante para o momento actual, pois fala do terrorismo da causa animal, o que é algo muito grave. A cena do school-shooting é mais que perturbadora, mas ainda nos conseguem perturbar mais depois disso. O Obama é o vilão. Vê-se bem.
Dragon Ball Cooler - O irmão do Freezer vem à Terra matar o Goku, sem sucesso. Papa-se.
Hime-sama "Goumon" no Jikan desu 2 - Continuamos as sessões de tortura deliciosas, mas confesso que me está a passar um bocado ao lado o porquê deste anime. Papa-se.Evento: Aniaki vs Uchuu Matsuri - Um Combate
No mês de Março tivemos dois eventos quase seguidos, os dois de dimensão semelhante, ambos em escolas. Assim, em vez de falar da experiência de cada um em separado, achei que seria divertido comparar ambos por pontos. Porque um dos eventos foi um grande sucesso. O outro evento não terá sido tão bem sucedido. Então vamos a UM COMBATE! Pelo evento de pequena dimensão melhor sucedido de Março!
Aniaki
Espaço: O espaço é a escola que já conhecemos, mas desta vez consegui aproveitar melhor o espaço porque fui para a rua. As casas de banho estavam cheiíssimas. O espaço do concurso era um ginásio, bastante desadequado porque nem tem lugar para as pessoas se sentarem.
Actividades: Nenhumas! Fora o concurso de cosplay e a Artist Alley, nada de nada, talvez porque retiraram uma sala de workshops para meter mais bancas.
Convidados: NENHUM!
Concurso de Cosplay: Em formato desfile performativo, fiz de ROBOTO. Estava imensa imensa imensa gente inscrita, e overall foi divertido.
CONCLUSÃO: Evento super super popular, mas porquê? Trata-se mais de um supermercado de arte, quase não tem actividades nem convidados nem nada. De todos os modos, fiquei feliz porque achei um porta chaves do meu maior ídolo G-sama, e entrei em delírio
---> AQUI eu e o Toshio Maeda sensei com o meu polvis. Eu feliz <3
Uchuu Matsuri
Espaço: O espaço é uma escola, mas infelizmente esta escola está toda destroçada. Janelas partidas, casas de banho repelentes. As actividades eram em salas de aula, o que nos dá boas cadeiras e tal.
Actividades: Talvez demasiadas! Havia um ror de workshops, imensos!, e muitas vezes as pessoas teriam de correr de um lado para o outro para as poder apanhar na hora correcta. Muitos dos workshops eram muito interessantes, mas a única actividade que eu queria ir era o karalhoke. Quando cheguei não estava ninguém, e estava a passar pimba, então tive vergonha de ir cantar.
Convidados: Super interessantes! Tivemos o Maeda-Sensei,que pediu para tirar foto comigo (ofereci-lhe um polvo de peluche). Adorei conhecê-lo!
Concurso de Cosplay: Em formato skit, estavamos DUAS pessoas inscritas e ainda assim conseguiram alucinar com o audio de ambos.
CONCLUSÃO: Evento praticamente vazio, não se sabe porquê. O preço? Os artistas? Honestly, para conhecer os senseis valia mesmo a pena. Whyyy
Análise: Blood+ - Quando o bom gosto se mantém
Há muito muito tempo, vi Blood+. Classifiquei-o comum 9/10 e adicionei um dos personagens aos favoritos. No entanto, não me lembrava virtualmente de NADA deste anime. Porque é que lhe dei 9? Porque é que gostava tanto daquele persoangem?
Ocasião de rever, desta vez em grupo, e parece que a minha opinião de 2007 se mantém. O meu eu de há 20 anos era realmente um poço de bom gosto.
Mas afinal de de contas, de que se trata este anime? Vampiros!
Conhecemos, ao início, uma rapariga aparente normal, embora bastante anémica, chamada Saya. Rapidamente percebemos que esta Saya é, na verdade, um chiroptera: espécie de vampiro mutante, muito feio, que ataca sem escrúpulos toda a gente. Dizem que é a forma seguinte da evolução do ser humano. Investigam sobre isso. Saya enquanto vampira tem adormecimentos periódios que duram cerca de 60 anos. A última vez que despertou, esteve na Guerra do Vietname e correu tudo muito mal. Ela apagou as suas memórias. E é nesta aventura para lutar contra os chiroptera que ela as vai recuperar.
Ela tem dois irmãos adoptivos e um "chevalier", que é o Haji, um cavaleiro defensor e protector que toca violoncelo. O Haji é lindo de morrer, tem uma personalidade toda magoada e cheia de angústia, e percebemos porquê: porque quando Saya dorme, ele - no sofrimento da sua imortalidade - tem de vaguear por todo o lado sem destino e sem nada para fazer sem ser praticar o seu instrumento (o violoncelo, por favor!)
Também os antagonistas são aterrorizantes e muito fortes, nomeadamente Diva, que tem uns gostos sexuais muito estranhos e que - com isso - protagoniza uma das cenas mais perturbadoras do anime inteiro. Os seus chevaliers também lutam, mas ao contrário de um shounen de batalha regular, eles não aparecem a cada semana. Eles têm personalidades distintas, poderes distintos e histórias evolutivas completamente diferentes, com razões muito íntimas para se manterem como chevalier.
Nas cenas de acção, a animação é brilhante, e temos uma banda sonora perturbadora.
De resto, como se confirma que eu era um génio, tenho apenas a dizer que o bom gosto é para sempre. E, para celebrar isso, quero ser um bonito. Sim, farei cosplay do Haji. Porque eu mereço.
Análise: Urotsukidoji - A Lenda do Supra Demónio
A propósito de irmos conhecer o autor de Urotsukidoji, que foi a mente perversa por trás da criação de hentai de tentáculos, achei por bem ler o seu manga mais famoso "The Legend of Overfiend" (Urotsukidoji). Sim, o manga é hentai e, não, não é SFW (óbvio!) e sim, tem muitos muitos tentáculos demoníacos.
Digamos que este manga é estranho porque está extremamente bem desenhado. Até chega a fazer impressão, porque é quase como estivessemos a ver pintura renascentista, mas em vez de orarem a deus estão em posição missionário (entre outras).
O manga acompanha as aventuras e desventuras muito sexuais de um rapazinho do nono ano e da sua namorada, que estão sempre acompanhados por um demónio extremamente apanhado por satirismo, até que se revela que o dito do rapaz é o demónio do mal supremo e que o seu filho será, portanto, o mal supremo.
O manga tem os seus momentos sensuais, nota-se que o autor este muito tempo a estudar várias maneiras prazerosas de fazer o amor, quer o mecanismo fornicatório seja um pénis regular ou os tentáculos malucos dos demónios. A rapariga é violada a cada três páginas, no entanto este manga empodera mais as mulheres do que qualquer Rumiko da vida: afinal, os tipos violam as miúdas, mas as raparigas demónio TAMBÉM violam os tipos, é tudo muito libertário e igualitário.
Com uma arte extaordinária, por vezes grotesca, por vezes cheia de sentido de humor, este é um manga clássico que - apesar de ser muito badalhoco - me encheu as medidas e será, certamente, inesquecível.
Fica a nota de que temos uma cat girl com as orelhas no sítio anatomicamente correcto.
Análise: No Coração desta Terra - Que Terra?
Livro literalmente encontrado no lixo, e que se veio a revelar uma obra máxima da literatura contemporânea.
Estamos na África do Sul, em pleno Apartheid, e lidamos com as confusas memórias de uma mulher, Magda.
Magda tem uma relação estranha com o pai, Magda tem uma relação estranha com a vida. Magda já não se recorda bem do que aconteceu: vive com os seus criados, todos negros como deveria ser, e matou o seu pai. Ou se calhar não, se calhar ele está muito velhote e xexé.
Com esta confusão mental, pareceria difícil escrever um livro sobre semelhante personagem. No entanto, Coetzee consegue fazê-lo de forma magistral, colocando por palavras bem bonitas o quanto do desespero desta mulher toca na realidade, apesar de estar bastante afastado dela porque Magda está louca.
Apesar de ser um livro bastante complexo, lê-se muito bem e é altamente viciante. É uma obra que toca no factor social, mas sobretudo no factor pessoal da personagem, que é vibrantemente confusa, mas com toda a razão.
Assim, estamos no coração desta terra, mas que terra? A África do Sul, a África em si, ou o país pessoal em que Magda se encontra? Fica a dúvida para sempre.


