• Queer

    0

     

    Queer
    Luca Guadagnino
    2024
    Filme
    8 em 10


    Daniel Craig demonstra a sua versatilidade com esta interpretação de homem homossexual no México dos anos 50. Baseado no conto com o mesmo nome, este filme conta a história de autodescobrimento de um expatriado homossexual, que se esforça por encontrar uma razão de viver dentro da sua sexualidade e num país estrangeiro.

    O filme é muito romântico e sensual, mas com uma tristeza pairando como uma nuvem ao longo de toda a narrativa. A experiência com alucinogénicos, a experiência sexual, tudo isso já não faz parte do conto original, mas acaba por nos mostrar um pouco sobre o desespero destas pessoas numa época em que as pessoas queer "não existiam".

    Com uma cenografia de extrema beleza, e actores muito talentosos, conseguimos ver um pouco dos sentimentos do realizador, e destrinçar um bocadinho o seu sofrimento enquanto homem gay.

    Recomendo bastante.

  • Christine

    0

     

    Christine
    Stephen King
    1983
    Terror


    Mais um livro do Stephen King que recebi pelo BookCrossing. Este fala sobre o famoso carro assassino, e estava ansiosa por ler esta história.

    Fiquei muito desapontada. 

    Para começar, este livro prolonga-se profundamente na sua própria história, enchendo-nos de detalhes que são muito pouco importantes, e isso torna-o muito maçudo. Demorei uma eternidade a lâ-lo, e não foi por ter um especial interesse em saboreá-lo.

    A história de Christine é menos assustadora do que esperava, e os personagens são muito pouco cativantes, por isso nem sequer estamos a torcer por eles.

    Além disso, o carro não é propriamente psicótico, só mata quem lhe faz mal, o que é - de certa forma - justo.

    Um dos livros mais fracos de King até agora.

  • Sing Sing

    0

     

    Sing Sing
    Greg Kwedar
    2023
    Filme
    6 em 10

    Numa prisão de alta segurança, um antigo traficante de droga estimula a criação e manutenção de um grupo de teatro. Vamos conhecer estes perigosos prisioneiros à medida que o teatro estimula a partilha dos seus sentimentos e a capacidade de manter a calma nos piores momentos.

    E este filme mostra-nos como o teatro é realmente terapêutico e maravilhoso.

    No entanto, o argumento é bastante simplista, indo do ponto A para o ponto B da maneira mais óbvia possível. Não há muito a falar sobre isto, excepto que a narrativa nos obriga a perdoar estes criminosos e a vê-los como pessoas humoradas e reais, o que é uma coisa boa, mas de uma forma tão básica que isso se torna uma coisa chata.

    Ainda assim gostei bastante porque amo teatro e nada me vai impedir.

  • A Different Man

    0

     

    A Different Man
    Aaron Schimberg
    2024
    Filme
    6 em 10


    Um filme estranhíssimo, que se distingue por utilizar um actor que tem realmente uma doença deformativa, em vez de um actor famoso cheio de maquilhagem.

    Este homem deformado tem uma vida simples, um pouco infeliz, e faz uma operação para ter uma cara dita "normal". A partir daí, a sua vida dá uma volta muito diferente, e deixamos de saber o que é real, o que é fantasia, e qual dos actores é a pessoa real.

    Esta confusão toda torna-se muito difícil de entender, mas enfrento este filme mais como uma experiência cinematográfica do que uma narrativa em si. Se aproveitarmos simplesmente a experiência visual, extremamente surrealista, acaba por ser um filme bastante satisfatório.

  • Toast of London

    0

     

    Toast of London
    Matt Berry & Andrew Matthews
    2012
    Série


    Uma série de comédia que fala de actores, de actores falhados e de actores desesperados. 

    Toast (Matt Berry), é um actor de grande método em busca do papel perfeito, em busca de um lugar onde possa trabalhar e ser, finalmente, feliz. Infelizmente, nem tudo corre bem, e está sempre a arranjar papéis de que não gosta, com que não se identifica, ou simplesmente não é escolhido em primor do seu grande rival.

    Assim, temos uma série que é menos sobre teatro e mais sobre uma sequência de gags e pequenas piadas, a maioria bastante homofóbicas, que no seu todo fazem uma série bastante mediana.

    Não me ri loucamente, mas também não detestei.

  • A Complete Unknown

    0

     

    A Complete Unknown
    James Mangold
    2024
    Filme
    6 em 10


    É sempre um pouco difícil falar do misterioso e pouco vocal Bob Dylan, e este filme faz uma tentativa de biopic que vai desde o momento em que começa a tocar em festivais de folk até ao momento em que decide que as guitarras eléctricas são bastante giras.

    Fico sempre feliz por ver o Timóteo, e o Timóteo a cantar até se dá bastante bem, porque dá um pequeno twist nas músicas e torna-as um pouco mais pessoais, em vez de ser apenas uma imitação.

    De resto, a história contada - segundo me constou - corta bastantes elementos da pessoa real que foi (e é) Dylan, cortando a história precisamente quando ela se torna um bocadinho estranha (depois de um acidente de mota, o artista virou-se para a música religiosa)

    Sem ser pela performance e pelo belíssimo aspecto do Timóteo, temos pouco a acrescentar.

  • The Red Shoes

    0

     

    The Red Shoes
    Michael Powell & Emeric Pressburger
    1948
    Filme
    9 em 10


    Voltamos à acção, após alguns meses de inactividade, com um dos melhores filmes que tive a oportunidade de ver desde SEMPRE.

    Este filme de 1948 é inspirado pela horrível história dos irmãos Grimm, que fala de uns sapatos vermelhos que obrigam uma menina a dançar sem parar pela floresta, até ao momento em que um condoído lenhador lhe corta os pés (e os sapatos continuam por aí a dançar). Na narrativa do filme, esta história é substituída por um bailado, em que Vicky Page - uma bailarina à espera do sucesso - é a protagonista. No entretempo, esta bailarina cria uma relação amorosa com um compositor, e é no conflito desta relação que se baseia a sua capacidade de dançar e de actuar perfomaticamente.

    Apesar do argumento bastante simples e directo, os efeitos utilizados neste filme são de uma beleza tal que chega a ser hipnotizante. Como nos anos 40 tiveram a capacidade de fazer semelhantes efeitos, é um mistério para mim.

    No fundo, adorei este filme, que tem muito de emocional, muito de belo, e muito sobre a arte, colocando uma análise muito interessante sobre a própria realidade do mundo do espectáculo.

    Recomendo MUITO.

  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan