• Contos de Terror e Arrepios

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    Contos de Terror e Arrepios
    Bram Stoker
    Século XIX
    Contos


    Pequeníssimo volume com alguns contos de terror pelos dedos de Bram Stoker (autor do Drácula).

    As histórias são curtas e directas ao assunto, algumas mais assustadoras que outras mas todas elas com uma aura desactualizada mesmo à século XIX. A história que mais me impressionou foi a da gata, porque a violência perante os animais é injustificável e a gata tinha toda a razão.

    Uma nota para a péssima edição deste livro, cheia de gralhas e com uma textura de muito desagradável leitura.

    Foi um ápice ler este livro, que é curioso para aqueles que gostam do género.

  • O Código das Mentes Extraordinárias

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    O Código das Mentes Extraordinárias
    Vishen Lakhiani
    2016
    Auto-ajuda


    Este livro foi-me oferecido pelo Natal, pela minha sócia, talvez como dica de que preciso de ajuda para desenvolver uma potencial mente extraordinária.

    O autor propõe que nesta vida estamos condicionados por "bullshit rules" (brules), instituídas pela nossa cultura e educação, que temos de contornar por forma a desenvolvermos o nosso pleno potencial. Afirma também que esse pleno potencial será atingido pela meditação, pelo perdão e comprando o curso que ele ministra.

    Ao início o livro estava a ser bastante convincente, mas assim que chegou à parte do "perdão" tive vontade de deitar o livro no lixo: há coisas que são imperdoáveis.

    Enfim, este é um método como outro qualquer para o desenvolvimento pessoal, mas mais que me desenvolver pessoalmente eu preciso é de resolver os meus problemas psiquiátricos.

    Adeus.

  • The Hudsucker Proxy

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    The Hudsucker Proxy
    Joel Coen
    1994
    Filme
    6 em 10


    Uma comédia doida e improvável pelas mãos dos Irmãos Coen.

    Quando o presidente de uma grande empresa se atira da janela do milésimo andar, os sócios precisam urgentemente de encontrar algum substituto. Procuram alguém que seja parvo, para que possam aproveitar para vender as suas acções e, ainda assim, enriquecer com a desgraça. Encontram a pessoa ideal na figura de Norville, que tem uma ideia fixa: um círculo. Para as crianças. E assim se faz uma grande invenção!

    Este filme é um grande gozo à norma, povoado por personagens inverosímeis e memoráveis, e com uma escolha de sets muito bizarra, que nos mostra um universo inventado fabril e desesperante, que apenas fica povoado de cor com este Norville, personagem inocente mas de certa forma inteligente.

    Os diálogos têm aquela arte Coen tão característica, apesar de o tema ser tão patético.

    Por isso, foi um filme divertido, mas que não ficará na memória.

  • Ata-me!

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    Ata-me!
    Pedro Almodóvar
    1990
    Filme
    6 em 10


    Começamos nova ronda de posts neste espaço com um filme que tinha ficado esquecido: Ata-me!, de Pedro Almodóvar.

    Um filme estranho e perturbador, mas pleno de sarcasmo e momentos cómicos, que fala de um Síndrome de Estocolmo entre Ricky - rapaz que acabou de sair do hospital psiquiátrico - e uma antiga amante com quem tinha passado apenas uma noite. Esta, antiga estrela de filmes pornográficos, estaria nesse momento a terminar um filme "a sério", que a levaria ao estrelato.

    A narrativa é horrenda, porque o desenvolvimento de uma história de amor improvável nesta situação tão violenta não deixa de ser duvidosa. Os elementos sexuais estão constantemente presentes, mas pontuados por uma espécie de inocência perversa.

    Por isso, acabei por não apreciar muito.

  • O Infinito num Junco

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    O Infinito num Junco
    Irene Vallejo
    2019
    Não-Ficção


    Ofereceram-me este livro no Natal e como já tinha ouvido falar TANTO dele (via BookCrossing) passei-o logo para a frente da minha pilha TBR.

    Por um lado gostei, por outro fiquei desapontada. A autora tenta, neste livro, explorar a história do livro enquanto objecto, começando no mundo do papiro e terminando no universo do papel. No entanto, ela não o faz de forma cronológica, o que acaba por ser bastante confuso.

    Para além disso está constantemente a misturar histórias da sua própria vida, que não me interessam nada, para tentar ilustrar o quanto ama e gosta de livros, o que para todos os casos também não interessa.

    Devido à estrutura confusa do livro, que mistura a Babilónia com o Holocausto, a leitura é difícil e por vezes aborrecida. Felizmente temos muitas curiosidades interessantes e estranhas sobre o mundo da antiguidade para nos entreter.

  • Broker

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    Broker
    Hirokazu Koreeda
    2022
    Filme
    5 em 10


    Fomos ver este filme no cinema. Foi muito chato.

    Uma mulher abandona o seu bebé numa caixa de bebés de uma igreja local da Coreia. A criança é levada por um funcionario, para que - com o seu parceiro - seja vendida a uma família que não possa ter filhos. Quando a mulher regressa para recuperar o bebé forma-se uma espécie de família quebrada que vai numa roadtrip em busca das pessoas ideais para a adopção.

    Este filme tem uma série de camadas sobre as personagens que me pareceram absolutamente inúteis para o desenvolvimento da história. Para mim não era necessário ter uma perspectiva do passado de cada personagem, com excepção talvez da figura feminina, sobretudo porque o filme tenta justificar com isso o injustificável (roubar e vender bebés, ie. tráfico humano)

    Podia ter sido muito mais curto e muito menos chato se tivessem cortado uma série de elementos que me pareceram superficiais.

    Não gostei.

  • The Assistant

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    The Assistant
    Kitty Green
    2019
    Filme
    5 em 10


    Um filme indie que vimos pela actriz protagonista, Julia Garner, de quem gostámos muito na série "Ozark".

    Uma anónima assistente de uma grande empresa de Hollywood trabalha que se farta e não vê reconhecidos os seus esforços. Um Chefe também anónimo domina todas as conversas nesta empresa, e ele é uma pessoa difícil e violenta. Quando a assistente repara que o Chefe utiliza a sua influência para conquistar incautas raparigas e aproveitar os seus desejos de fama para fins sexuais, coloca-se em conflito. Mas valerá a pena?

    O filme é muito estranho porque esta empresa gigante parece estar parada algures em 2002. Os telefones são velhos, os computadores são modernos, as fotocopiadoras são antigas, a copa tem um design old-school. Então parece que estamos encapsulados numa empresa fantasma pavorosa, da qual não podemos sair sem dar cabo da saúde mental.

    Apesar de a actriz ser muito boa, a sua personagem também não revela grande densidade, pois foi escrita quase para provar um argumento, um subtil momento de "MeToo" que acaba injustiçado e frustrado.

    Foi interessante, mas será rapidamente esquecido.

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