• Disenchantment Season 3

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    Disenchantment Season 3
    Matt Groening
    2021
    Animação

    Num instante comemos com molho a terceira parte (season?) de Disenchantment. Acompanhando Bean, Elfo e Lucy nas suas aventuras pelos diversos países deste universo maluco, ficamos a conhecer novos personagens e a conhecer novas facetas dos antigos.

    Interessante ver o desenvolvimento de Steamland, porque não há muitas séries com o tema steampunk. Interessante também ver como os autores exploram a sexualidade, de forma divertida e inocente, demonstrando que ela existe de todas as maneiras, neste mundo e no outro.

    Nesta season houve maior influência de animação CGI, que nem sempre foi discreta, o que pode ser um defeito.

    De resto, aguardamos ansiosamente pela próxima parte.

  • Fate/stay night: Unlimited Blade Works 2nd Season

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    Fate/stay night: Unlimited Blade Works 2nd Season
    Iwakami Atsuhiro - ufotable
    Anime - 13 Episódios
    2015
    6 em 10

    Se ao início esta segunda season parecia promissora, o final tornou-a em apenas mais um shounenesco do género dos shounenescos.

    Saber está prisioneira, os espíritos heróicos lutam uns contra os outros, e desta feita sofrem até um bom desenvolvimento, em termos emocionais e narrativos. No entanto, o facto de o menino de sempre se envolver nas lutas e de as resolver, essencialmente, à chapada, torna tudo um pouco idiótico.

    A animação não está má, embora a estrutura das lutas (resolver à chapada) a possa tornar um pouco aborrecida.

    Enfim, um anime que certamente agradará aos fãs da saga, mas que me chateou pela sua vulgaridade.

  • New Battles Without Honor or Humanity

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    New Battles Without Honor or Humanity
    Kinji Fukasaku
    1974
    Filme
    6 em 10

    Depois do primeiro filme desta pentalogia, parece lógico vermos o segundo, que foi o que fizemos. Este filme não tem qualquer relação com o anterior, excepto que trata do mesmo universo yakuza, do mesmo gangue.

    Um yakuza esteve preso durante uma série de anos para se descobrir liberto e sem um objectivo definido. Se por um lado lhe agrada a ideia de se reformar, pois não há um lugar para ele, constantemente surge a pressão para que ele assassine um opositor do chefe principal. Nesta dicotomia encontramos o personagem, que se mantém sempre fiel a si próprio, através do seu próprio código de honra, não permitindo que o enganem e não se permitindo a perder o lugar nesta sociedade selvagem.

    O filme tem um ritmo frenético, por vezes tornando o filme difícil de compreender, porque os personagens estão caracterizados de forma semelhante, assim como no filme anterior. É um filme de acção puro, em que os dilemas pessoais são deixados para trás para serem substituídos por uma série de tiros, que nem sempre atingem o alvo.

    Violento, é também um filme divertido. Espero que possamos ver os seguintes.

     

  • A Biblioteca à Noite

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    A Biblioteca à Noite
    Alberto Manguel
    2006
    Não-Ficção

                    Recebi este livro através do BookCrossing. É um livro precioso. Neste volume, Alberto Mangel fala-nos da história das bibliotecas, no mundo e no espaço-tempo. Leva-nos numa viagem aos lugares mais escondidos e interessantes destes paraísos livrescos, falando sobretudo dos dilemas da organização e dos significados presentes e passados destes lugares.

                    Com exemplos luminosos e histórias castiças, o autor mostra-nos a importância da biblioteca enquanto espaço, físico e emocional, e quantas vezes as bibliotecas salvaram vidas (ou, por outro lado, as atormentaram com os desígnios da sua infinitude).

                    Talvez o livro esteja um pouco desactualizado no aspecto relativo ao livro digital, a biblioteca digital, que como sabemos agora – 2021 – é uma potência crescente, útil, inacabável e plenamente acessível por todos. Penso que o autor ainda terá o vício dos livros físicos, sempre amados e nunca substituíveis, mas hoje em dia relativizados em relação ao infinito da internet.

                    De resto, um livro muito bem escrito que nos leva até à fantasia da realidade: a biblioteca enquanto lugar de amor.

  • Ma Rainey's Black Bottom

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    Ma Rainey's Black Bottom
    George C. Wolfe
    2020
    Filme
    7 em 10

    Como fazer uma biografia sobre uma das figuras mais misteriosas do Blues? Este filme fá-lo perfeitamente, de forma contida e ainda assim muito fiel.

    Em vez de falar de Ma Rainey, uma das criadoras deste género musical, através de uma biografia comum com dados da infância e aventuras diversas, o filme foca-se num único momento de gravação de um disco. Este momento, através de uma actriz extraordinária, consegue caracterizar toda a personalidade da personagem em apenas uma hora e meia.

    A juntar a isso tudo, uma crítica acutilante ao papel dos negros e brancos na indústria musical, e um "vai-te lixar" ao racismo sistémico, que ainda era mais abundante nesta época.

    Um filme curto, condensado, mas muito intenso.

  • School Rumble Ni Gakki

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    School Rumble Ni Gakki
    Kanasaki Takaomi - Studio Comet
    Anime - 26 Episódios
    2006
    3 em 10

    Eu não devia ver segundas seasons quando não gostei da primeira season. Mas para mim é irresistível ver tudo quanto existe. Portanto, também vejo porcaria. Porcaria bem feia e mal-cheirosa.

    Este é um romcom sem qualquer tipo de conteúdo. Faz-se passar por uma comédia, mas não tem graça nenhuma porque todos os punch lines são básicos. Acho que muita da atractividade está nas referências a outros animes, mas acredito também que a maior parte dos fãs deste tipo de anime não apanhe a maioria (quem vê romcoms em 2006 não costuma ver shoujo dos 70s)

    A animação é grotesca, não há uma única pessoa que esteja desenhada de uma maneira lógica. A animação é cheia de linhas cinéticas ridículas e catrapows feitos no power point. As vozes são irritantes e os efeitos sonoros dignos de um cartoon americano feito na máquina de lavar roupa.

    Mas enfim, por vezes é bom ver um anime muito mau. Para nos lembrarmos de que há animes bons.

  • Barefoot Gen 2

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    Barefoot Gen 2
    Hirata Toshio - Madhouse
    Anime - Filme
    1986
    7 em 10

    Revimos o fortíssimo Barefoot Gen (muito recomendado) e acabámos por ver também a sequela.

    A sequela aparece alguns anos depois dos primeiros acontecimentos, a bomba atómica propriamente dita. Agora, estas crianças - que já cresceram um pouco - têm de fazer a sua vida numa cidade destruída. Este filme explora como Hiroshima não foi de todo apoiada na sua reconstrução, tornando-se uma cidade paupérrima e desesperada. Fala também das injustiças cometidas contra crianças que, órfãs, não tinham outro remédio se não participar na vida oculta da criminalidade ou ir para um tortuoso orfanato.

    É um filme agressivo de uma outra forma, mas ainda assim tem sempre uma nota de esperança. Estes miúdos estão cheios de recursos imaginativos, e ganham dinheiro, e constroem uma casa, e fazem tudo para sobreviver numa cidade que deixou de existir, tanto para eles como para todos os outros.

    Apesar de não ter a qualidade técnica do primeiro filme, também emociona e também é muito importante para compreender quais foram as reais consequências desse crime humanitário que foi a bomba atómica.

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