• The Ballad of Narayama

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    The Ballad of Narayama
    Keisuke Kinoshita
    1958
    Filme
    5 em 10

    Vimos a versão restaurada deste filme. Trata-se da interpretação poética de um hábito enraizado, antigamente, em algumas aldeias japonesas, em que as pessoas idosas eram transportadas para uma montanha, Narayama, de forma a morrerem lá sem incomodar ninguém. Este filme fala precisamente de uma senhora que deseja mais que tudo ir para Narayama.

    É um filme interessante, com um tema impressionante e um pouco violento, mas as opções estéticas e sonoras, que teriam funcionado talvez bem na altura em que foi lançado, acabam por tornar o filme numa amálgama de plasticidade que nem sempre corre bem.

    Claro que os cenários e todos os efeitos práticos são fabulosos e muito bem aplicados, mas dentro do tema da história, sobretudo com o narrador intrusivo, podem tornar-se um exagero.

    Gostei, mas não recomendaria.

  • Maoujou de Oyasumi

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    Maoujou de Oyasumi
    Yamazaki Mitsue - Doga Kobo
    Anime - 12 Episódios
    2020
    4 em 10

    Recomendaram-me este anime quando estava à procura de sazonais para ver, no início da passada season de Outono, mas desapontou-me grandemente.

    Num mundo mágico uma princesa é raptada por demónios, mas a única coisa que ela quer é dormir em condições. Por isso fará de tudo, desde raptar demónios-lençol a fazer uma banheira, para poder dormir um sono repousador.

    Infelizmente o anime torna-se imediatamente repetitivo logo a partir do primeiro episódio. O anime esforça-se por fazer a princesa ter amigos e criar relações, mas como o tema principal é o "sono" isto acaba por ficar para trás, tendo em conta que tudo o que a personagem faz é encontrar formas de dormir.

    Os designs são demasiado complexos e, fora a princesa, não há nada de fofo ou simpático. Em termos de animação temos também grandes falhas. A OP temática não impressiona.

    Por isso, um anime infeliz.

  • Kuma Kuma Kuma Bear

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    Kuma Kuma Kuma Bear
    Nobuta Yuu - EMT Squared
    Anime - 12 Episódios
    2020
    5 em 10

    A pergunta que se coloca é: "porque me sugerem estes animes?" A sério. Todos as seasons eu fico na dúvida sobre que anime ver e desta vez foi o urso urso urso urso, que é só mais um isekai básico sem nada de nota.

    Uma miúda super rica sem nada que fazer entra num jogo e é um urso (urso urso urso), mas um dos super poderosos. Com isso vence com facilidade todos os monstros e faz muitos amigos. No fundo, é um anime sem qualquer tipo de conteúdo válido. Mas é bastante fofinho, valha-nos isso.

    Também tem um valor de produção extraordinariamente baixo, à conta do covídeo, mas está muito bem usado. Temos cenários simples e coloridos em formas pastel, e cenas de acção rápidas, pouco complexas, mas bastante eficientes.

    Enfim, é um anime daqueles que vem e vai, mas foi agradável enquanto durou.

  • Berserk (2016)

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    Berserk (2016)
    Itagaki Shin - Milepensee Studios
    Anime - 12 Episódios + 12 Episódios
    2016
    4 em 10

    Queria muito saber a continuação da história de Berserk, e para além disso enganei-me num torrent e saquei a série de 2016. Então bora lá.

    Ou NÃO. Não vejam isto. Nunca vejam isto.

    A sério. Por melhor que seja a história, e a história é muito boa, a animação é simplesmente grotesca. Não existe um ponto da anatomia que faça sentido, os cenários não têm sal nem pimenta, o digital é um exagero e as expressões faciais em CGI estão feitas de forma a que toda a gente tenha aspecto de um trissómico.

    Balha-me a senhora que ainda há o manga. Vou já limpar os olhos.

  • Vampire Hunter D

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    Vampire Hunter D
    Ashida Toyoo - Production Reed
    Anime - Filme
    1985
    7 em 10

    A história de Vampire Hunter D sempre me fascinou desde os tempos do Locomotion. Agora, vi o filme original de 85 e não podia ter ficado mais feliz.

    É certo: o filme é datado. Os designs são coloridos demais para o tema, o diálogo é machista. É descenessariamente gore em alguns instantes. Mas é tão óptimo, apesar de tudo isto. Conhecemos apenas um bocadinho de D, mas D também não é para conhecer na totalidade. Conhecemos a luta dos humanos contra os "Nobres", vampiros antigos que desafiam as leis do mundo mantendo intacta a sua imortalidade. Mas também temos tecnologia de ponta e mutantes e dinossauros e cyborgs, porque neste universo temos uma mistura entre vários estilos e géneros, desde a ficção científica ao cyberpunk com um pouco de terror e western.

    Tudo isto conjugado com uma animação bastante boa para a época, com cenas de acção intensas e assustadoras, torna este filme numa referência para o universo vampírico do mundo do anime.

    Aproveitámos para depois ver a sequela de 2001, que me voltou a encantar tanto como no início. Charlotte adicionada à minha lista de cosplays, porque quero fazer coisas com vampiros sexy!

  • Obra Escrita #2

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    Obra Escrita #2
    João César Monteiro
    2015
    Cinema

    Este foi o segundo (e último) livro que comprei na Feira do Livro. Confesso que esperava algo completamente diferente, como textos privados do autor ou algo. Afinal, são as sinopses e argumentos de dois filmes: "À Flor do Mar" e "Recordações da Casa Amarela".

    É sempre interessante apanhar um livro diferente do que estamos habituados a ler e, admito, não estou de todo habituada a ler argumentos de cinema. Apesar destes estarem recheados de uma linguagem técnica que não compreendo de todo, pareceu-me "ver" os filmes enquanto lia os argumentos, ou pelo menos compreender qual a estética pretendida pelo autor.

    Os textos estão cheios de humor, não tanto nos diálogos mas nos pequenos detalhes. Nota-se que existe aqui um cuidado extremo em detalhar o que se devia ver em cada cena, talvez por forma a facilitar a filmagem. No entanto, talvez isso não deixasse muito espaço para outra visão que não fosse a do próprio João César Monteiro.

    Livro curioso, mas que me deixou sem vontade de ter os outros da colecção.

  • Sebastian ou Paixões Dominantes

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    Sebastian ou Paixões Dominantes
    Lawrence Durrell
    1983
    Romance

    Qual o significado da paixão? Qual o significado do amor? E da sexualidade? Através da sua personagem Constance, Durrell leva-nos em exploração destes conceitos no seu quarto livro do Quinteto de Avignon.

    A qualidade da escrita mantém-se, desta vez sem a carga erótica associada que marcava o livro anterior. Constance é mais que uma amante: desta vez é também médica e vai tratar o filho autista de Sebastian Affad, que dorme com ela e que a quer engravidar como prova do seu amor total mas, também, da sua indiferença total.

    A mistura entre o amor e a indiferença marca todo o tom do livro. Também voltamos aos significados do gnosticismo que haviam sido explorados em Monsieur, e em como todas essas coisas plenas de significado não podem resistir à força do acaso e à paixão da loucura.

    Mais um livro exemplar. Ansiosa pelo último da saga!

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