• Captured in her Eyes

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    Detective Conan: Captured in her Eyes
    Kodama Kenji - TMS Entertainment
    Anime - Filme
    2000
    6 em 10
    Ver os filmes de Detective Conan tem sido uma aventura e, ao mesmo tempo, um enorme sacrifício. Mas este filme, o quarto da saga, foi moderadamente agradável e simples de aturar. Um alívio!

    Mais uma vez, Conan tem de encontrar um misterioso assassino que nem mesmo os mais profissionais detectives conseguem descortinar. As pistas são poucas mas, como habitualmente, são muito simples e evidentes. Mas não é o caso que torna este filme interessante. O que faz este filme, até agora, mais ou menos único na saga é o facto de se explorar um pouco a relação entre as personagens e de quase se perceber que Conan é um adulto preso no corpo de uma criança. Nesse aspecto, o filme torna-se bastante original e foi isso que me manteve a vê-lo com alguma atenção.

    Temos também uma animação superior à média destes filmes, com utilização inteligente dos cenários em proveito da acção. A qualidade de imagem está aprimorada e temos algumas cenas de acção bastante intensas, com um valor de produção bem usado.

    Musicalmente, temos um tema final que não faz muito sentido mas que pode ser agradável ao ouvido.

    Ainda me faltam ver alguns filmes, mas agora tenho a esperança renovada!

  • Sara

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    Sara
    Bruno Nogueira / Marco Martins
    Série - 8 Episódios
    2018

    Mais uma série portuguesa com o cunho de Bruno Nogueira. Dá vontade de dizer "claro que é uma comédia". Faz rir, mas não diria que é bem uma comédia.

    Sara Moreno é uma actriz, de teatro e filmes portugueses daqueles que estreiam em Cannes. Sempre teve jeito para chorar mas, um dia, decide que não consegue mais. A partir daí a sua vida altera-se imensamente, porque passa a encontrar o seu lugar no seio das novelas mais parolas e deprimentes de que há memória. Enquanto isso, tem de ler os escritos do seu pai doente e deprimido.

    Se esta série tem momentos hilariantes (a maioria das vezes protagonizados pelo bizarro "agente" Albano Jerónimo), trata-se mais de uma análise àquilo que é ser actor e ao lugar do actor no panorama cultural. Se não há espaço para uma actriz que, talentosa, é remetida para o lugar da novela porque "não consegue chorar", qual a função do entretenimento? Qual a função da televisão?

    Enquanto isso, temos personagens que - mais que uma caricatura - simbolizam um certo sorriso de desespero, um sorriso carnívoro da realidade brutal em que não há lugar para os inadaptados.

    No entanto, penso que a série não está perfeita. Encontro-lhe algumas falhas. Por exemplo, se ao início havia uma maior exploração do sentimento de Sara, a narrativa toca em pontos como a gravidez e as relações que depois são abandonados sem mais nem menos. Também é difícil de compreender algumas das interacções de Sara com os seus amigos, sendo que nos episódios finais existe mais uma contemplação da morte que não justifica algumas das atitudes dos personagens.

    Ainda assim, fartei-me de rir em alguns momentos, assustei-me em outros. Recomendo!

  • The Unspoken Life

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    The Unspoken Life
    Kimberly Pope-Robinson
    2017
    Auto-Ajuda
     
    O tema da auto-ajuda não é especialmente frequente neste blog. Este livro "The Unspoken Life", surge nas minhas mãos após uma palestra pela autora, num congresso da minha ordem profissional no início do ano. As suas palavras tocaram-me e, por isso, decidi comprar o livro.
    A minha profissão é conhecida por todos por ser altamente emocional e, ao mesmo tempo, técnica. No entanto, nem todos sabem que é aquela com maior taxa de suicídios a nível mundial, causados pelo elevadíssimo stress no trabalho, falta de respeito entre colegas e pelos clientes, a elevada carga emocional que lhe está inerente e, sobretudo, pela falta de valorização da pessoa enquanto trabalhador e enquanto indivíduo.
     
    Este livro vai de encontro à ideia de que todos nós somos importantes e insubstituíveis. Com exemplos únicos do nosso trabalho, mas que podem ser extrapolados para qualquer profissão, a autora sugere que encontremos os nossos próprios "balões", que nos elevarão acima da linha do mar, para onde os "sinkers" da vida diária nos afundam.
     
    O livro é precioso como referência, mas fiquei um pouco desapontada por a palestra a que assisti ser uma cópia ipsis verbis deste volume. Assim, acabei por não aprender muita coisa de novo.
     
    De todas as formas, a autora disponibiliza o contacto e uma comunidade para que possamos praticar essas suas sugestões. Penso que me vou inscrever :)

  • Batman: O Príncipe Encantado das Trevas

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    Batman: O Príncipe Encantado das Trevas
    Enrico Marini
    2017
    Banda Desenhada

    Comprámos esta obra em dois volumes na CCPT 2018. A arte da capa fascinou-nos e, assim, não resistimos em adicionar esta graphic novel à biblioteca.
     
    Nesta balada de Gotham City, o autor toma uma série de liberdades com o nosso herói morcego, misturando muitos elementos bastante amados do universo numa só história. Tudo começa quando uma mulher acusa Bruce Wayne de ser o pai da sua filha de 9 anos. Ao saber disso, Joker decide raptar a criança, de forma a obter um avultado resgate.
     
    Apesar das liberdades narrativas e de design, que por ora até são bastante interessantes (uma mota-gato para a Catwoman!), esta é uma aventura viciante que nos permite encontrar novas análises neste conjunto de personagens. A caracterização é especialmente boa no caso de Jokjer e Harley Quinn, que aparecem com um discurso cheio de humor negro e com personalidades malévolas e, ao mesmo tempo, muito divertidas.
     
    Os diálogos casuais entre todas as personagens fazem com que a leitura seja rápida, o que é ajudado pela sequência cheia de acção entre os painéis. O autor faz uso de grandes e largos cenários ao longo das páginas, com uma coloração muito suave que oferece uma boa sensação de movimento. Quase podemos ver cada um dos músculos dos desenhos a vibrar.
     
    Uma excelente aventura com uma conclusão improvável!



  • Lisboa Games Week 2018

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    Lisboa Games Week 2018
    Evento

    Se por momentos duvidei que pudesse ir a este evento, foi com muito gosto que consegui terminar o meu cosplay, inscrever-me para o concurso individual, ensaiar E AINDA ter folga nesse dia! Hoje vou falar-vos da minha experiência neste evento de videojogos e no respectivo concurso de cosplay :)

    Como saberão, eu não sou a pessoa mais experiente em termos de jogos. Isto significa que, fora uma ou outra incursão no retrogaming (que na altura não era retro), sei muito pouca coisa. Mais uma vez, fui ao evento com esperança de experimentar a realidade virtual e, mais uma vez, não foi possível de todo.

    Depois de obter a minha credencial, procurei por todo o lado o local onde fazer a confirmação da minha inscrição. Organizado em dois pavilhões da FIL, este ano a organização mudou o locao do palco, pelo que foi um pouco difícil de encontrar. Para além disso, a Cosplay Hour - organizadora do concurso de cosplay - estava num lugar nada adequado, muito longe do palco e misturados no meio da confusão. Esta empresa disponibilizava vestiários (que careciam de um espelho...), aluguer de cosplay e bolachinhas! Adorei as bolachinhas! Mas foi difícil de os encontrar e, mais difícil, reencontrar o local do palco.

    Nos vestiários, conheci umas meninas muito simpáticas que me emprestaram linha e agulha (a minha armadura, que tinha estado a coser ao fato de manhã, descoseu-se do fato assim que a coloquei, lol) e que me apoiaram moralmente enquanto eu tentava calçar as minhas botas maléficas sem rebentar as costuras das minhas calças, demasiado apertadas nesta fase da minha vida em que enfardo comida em barda sem controlo. Fica a sugestão de, num próximo evento, disponibilizarem pelo menos um banco ou cadeira no vestiário e um espelho. Saí de lá sem ter a certeza se a peruca estava bem encaixada na moleira ou se, pelo contrário, tinha um aspecto ridículo, embora as meninas me tenham tranquilizado relativamente a isso. Noutra nota, fica também a sugestão de fazer o vestiário unissexo, pois assim dá mais espaço para todos.

    Aproveitei para tirar algumas fotografias a pessoas bonitas que circulavam naquella área e de eu própria ser receptáculo do olho de fotógrafos, o que me causou grande agrado. Afinal, eu não estava exactamente confiante a usar o meu cosplay de guerreira dos yoyos à la anos 80, sobretudo devido ao facto de a minha camisa ser COR DE LARANJA e de as minhas calças serem AMARELAS, que são cores que - como todos sabemos - não ficam bem em nada, em ninguém nem uma com a outra.. Depois fomos todos juntos até ao palco, onde confirmámos os últimos detalhes e nos alinhámos por ordem de entrada.

    Foi quando descobri que um terço dos concorrentes inscritos havia desaparecido misteriosamente pelas rachas da terra. Evidentemente que este belíssimo sistema de "quem concorre não paga" faz com que muitos chicos e chicas espertos e espertas se aproveitem para se inscrever, entrar sem pagar e depois fugir da organização aos risinhos, de forma a não participarem no concurso - que é um elemento de grande stress e ansiedade para todos nós.

    Tanto stress e ansiedade que várias das pessoas à minha volta me descreviam o seu prjecto de skit e se afirmavam altamente nervosas e eu dizia "nã val a pen"e eu dizia "vai lá e faz" e lá foram e izeram e ganharam e venceram e eu fiquei toda contente! =D

    Entretanto, eu mesma. O meu cosplay era da Mamiya, de Hokuto no Ken. Conforme bem citado pelo apresentador, isto é uma série de 83, altura em que quase ninguém do público era nascido (eu ouvi gritos a dizer que não, mas não inventem porque nem eu era nascida e eu sou de imensa antiguidade). Portanto, decidi pegar nos jogos dessa altura e fazer um skit animado e divertido de murros e pontapés ao som de 8 bits! Na verdade, eu só tinha tido tempo para ensaiar uma hora no dia anterior. Mas foi uma hora muito intensiva, em que perdi pelo menos uma grama de massa corporal, e acabou por correr tudo bem! Fiquei muito satisfeita, apesar de muito cansada, e fiquei contentíssima de as pessoas terem gostado e várias me dizerem que se riram e se divertiram! =D Mas, repare-se, fiquei mesmo muito cansada. Ia-me desfalecendo. Felizmente a organização providenciou-me um golo de água e um sofá, onde pude hiperventilar até recuperar a minha frequência cardíaca normal.

    Em breve terei o skit na minha página de Facebook! Mantenham-se atentos a ela, pois irei transferir muito material de cosplay para lá, ok? :)

    A imagem do sucesso =D
     
    No final do concurso, antes da entrega dos prémios (parabéns a todos! <3 ), houve uma pequena surpresa. Duas moças vestidas com trajes de um certo videoclip das danças coreanas, foram fazer a referida dança coreana para o palco, convidando todos os cosplayers a fazer a dança corean. Como eu não sei do que se trata, dancei a macarena. :)
    Depois fui dar uma volta pelo evento, falar com pessoas amigues e lindes. e ver se conseguia experimentar algum jogo. Queria experimentar o Kingdom Hearts (não consegui), o Spyro (não consegui) e qualquer coisa com realidade virtual (também não consegui). Sei que não o consegui por vergonha ou incompetência, mas a verdade é que não sei como ficar numa fila para jogos nem quanto tempo posso gastar a jogar. Ficará para a próxima em que, espero eu, irei acompanhada por alguém mais experiente nestas lides e conseguirei aguardar pacientemente a minha vez.

    O espaço, no entanto, poderia estar melhor organizado. O facto de as estruturas não estarem todas viradas para o mesmo lado torna o percurso do evento muito confuso, sendo que várias vezes fui parar a becos sem saída que não tinham nada. As lojas, organizadas numa espécie de molho de bróculos, estavam tão juntas que era muito difícil transitar. Para além disso, não sei o que é esta coisa dos geeks com as mochilas, mas toda a gente tinha mochilas ao nível da minha cabeça/tronco/ombros/pernas, que me batiam com toda a força, com frequência. Isto poderia ser evitado se contassem com espaço para as mochilas, em vez de calcularem a área necessária baseando-se apenas em pessoas de pequenas dimensões. Os artistas, bons artistas, estavam remetidos num canto misterioso e difícil de encontrar. Comprei uma boneca para um bebé que conheço e ganhei ainda uma pokébola, que fez as alegrias da gata Joplin durante (mais ou menos) 4 minutos, altura em que desapareceu debaixo de um móvel para não mais ser encontrada. :)







    Observando o público do evento, gostaria de comentar que vi vários pais (que não eram muito mais velhos que eu!!) com um ar de sacrifício imenso, cientes de que os seus filhos não queriam estar ali com eles e que não estavam à vontade. Gostaria de lhes deixar a dica: se jogarem também, vão ver que é giro! Aproveitem que estão com os putos para se divertirem todos juntos!
    De resto, havia muito cosplay e bastante variado. Considerando que este ano havia pré-inscrições para as entradas gratuitas (que eram MUITAS), seria de esperar que o evento estivesse muito bem recheado, mas penso que os cosplayers se diluíam um pouco na multidão incessante de mochilas. Falando nisto das entradas grátis, considero uma parvoíce que os mascarados exijam a entrada sob o argumento de "damos alegria ao evento". Nem se notava que havia cosplayers, tantas eram as pessoas. Ainda assim, o meu olho clínico captou a imensa e intensa beleza e talento de alguns seres humanos, que passarei a mostrar:

    Cosplayers Humanos de Grande Talento e Beleza!























    E assim se passou mais um ano de Lisboa Games Week. Mais um ano em que não joguei nada. Mas mais um ano em que curti totais de fazer o meu cosplay e o meu skit! Já tinha saudades de coisas assim calmas e relaxantes, embora muito cansativas!

    Espero ver-nos no ano que vem!

    Uma careta de parveta para finalizar!
    Obrigada! <3
  • Steins;Gate: Fuka Ryouiki no Déjà vu

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    Steins;Gate: Fuka Ryouiki no Déjà vu
    Hamakasi Hiroshi - Whitefox
     Anime - Filme
    2013
    5 em 10

    Apesar de ter gostado muito da série original de Steins;Gate, nunca tinha perspectivado que viesse a ver mais alguma coisa desse franchise. Talvez porque nunca tivesse imaginado que fosse um franchise.

    Neste filme, os conceitos iniciais de Steins;Gate, das linhas temporais e das viagens no tempo, misturam-se de forma a fazer com que Okabe sofra um desaparecimento total. Resta a Kurisu encontrar a linha temporal onde ele está para o restituir à realidade.

    Ora, infelizmente este tipo de conceito narrativo já foi tão utilizado e tantas vezes que, no fundo , já sabemos mais ou menos o que vai acontecer. Evidentemente que tudo culmina no amor apaixonado, na libertação do outro para a felicidade de todos e assim por diante. Portanto, algo muito previsível e aborrecido.

    A animação também não é nada extraordinária, sendo que não temos cenas espectaculares de acção nem cenários altamente detalhados. O anime volta uma e outra vez aos mesmos locais, sem lhes acrescentar nada de novo e mantendo-se firme e seguro na sua mediocridade.

    O mesmo acontece musicalmente. Os efeitos sonoros são repetitivos e contribuem para a sensação de que estamos a rever a mesma história uma e outra vez, sendo que as músicas feature não têm qualquer tipo de interesse estético.

    Uma treta de filme e uma péssima sequela a uma série tão gira.
  • O Trem das Treze (e Treze)

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    O Trem das Treze (e Treze)
    Teatro & Teatro
    2018
    Teatro
    Para finalizar as minhas visitas na Mostra de Teatro de Almada, fui assistir a esta peça excelente, organizada por um dos ramos da Associação Mundo do Espectáculo, na qual também participo.

    Apresenta-se-nos um palco aos quadradinhos brancos e pretos, como um tabuleiro de xadrez infinito e indefinido. Lá ao fundo, um relógio diz que são uma e qualquer coisa. De repente, aparecem duas figuras, exactamente iguais, com roupas iguais, malas iguais e caras iguais. Comentam um com o outro que faz frio. E a partir daí se desenvolve uma comédia de semelhanças e enganos, sendo que o comboio das treze (mais treze) nunca mais chega.

    Com interpretações excelentes, este é um texto que tem tanto de simples como de misterioso. Aproximando-se um pouco da tradição do absurdo, são palavras que servem o propósito de manipular as personagens até chegarem a um culminar de violência e hilariedade, tanto mais estr como o cenário monocromático que está sempre presente.

    Fazendo uso de muita física, com um texto de difícil repetição de palavras, as actrizes remetem-nos para este universo parado no tempo, uma plataforma de um comboio que não chega e que, na verdade, nem sabemos se existe.

    É uma peça diferente, muito curiosa e que, se houver repetição, vale muito a pena ir ver!
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