88ª Feira do Livro de Lisboa
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FAh sim, e ficámos a saber que o Parque se prolonga por ali em diante e que há muitos mais lugares giros par ver e estar, mesmo que não haja Feira!
Acho que me consegui conter... Não acham? ;) Para o ano há mais!
88ª Feira do Livro de Lisboa
Como sempre, não podíamos perder a Feira do Livro! Desta vez fomos no último dia e com uma grande contenção de custos. O Qui ordenou que eu me controlasse. Eu tinha de me controlar! Terei conseguido?
Desta vez, pela primeira vez, fomos de carro, pelo que entrámos na Feira pelo lado oposto, isto é, o topo do Parque Eduardo VII. Assim, visitámos a feira ao contrário, começando na parte de cima direita e dando a volta por baixo. Isto, de certa forma, foi uma coisa boa, pois evitei perder a cabeça com os alfarrabistas e aproveitar outras boas promoções em editoras de que gosto realmente.
Este ano, a Feira estava um pouco diferente, com mias espaços de comidas e bebidas. Infelizmente, a água que pedi num café por lá estava bem quentinha, pelo que foi difícil aliviar o calor solar que se fazia sentir fora da sombra.
Para começar, encontrei logo um livro que me agradou na Relógio de Água. Depois, o meu objectivo era ir até ao stand da Porto Editora, pois eu desejava um autógrafo do Mário de Carvalho, que estaria disponível nesse local a partir das quatro e meia (já tinha passado um quarto de hora).
Escolhi um dos seus livros (eu não li muitos, mas achei que devia aproveitar a opirtunidade) e ele autografou-o com um cordial abraço. Estranhou que eu só tivesse um nome (não queria que ele soubesse o meu apelido) e ainda partilhou uma piada ou outra. Um senhor muito sim+pa´tico! A sua assinatura parece, no entanto, uma quebra de linha. :p
Eu e o Senhor Mário de Carvalho com o seu livro! :)
Desta feita não parámos para cervejas nem para mais nada. Só para ir à casa de banho que, deve dizer-se, estava um nojo. Entendo que ter maçanetas nas portas seja um perigo, por causa dos ladrões de maçanetas, mas dava muito jeito para pendurar a mala e as compras!
Só voltámos a parar na Saída de Emergência. Antes dela, alfarrabistas com livros caríssimos! Estavam ali livros que as pessoas nem os querem dados e estavam a vendê-los a 5€! Achei chocante. Da mesma forma, achei chocante o espaço imenso que foi dado a uma série de editoras vanity, com os seus escritores sozinhos e infelizes. Numa outra banca, aliás, tinha visto um senhor com um livro chamado "SALAZAR" que se estava a sentir imensamente só. Quase tive vontade de comprar o livro só para lhe dar o gosto... :< Tadinho...
Portanto, vejamos qual foi o resultado desta Feira do Livro!
- "O Tumulto das Ondas", de Yukio Mishima, um autor que amo de paixão
- O livro do Mário de Carvalho, que me irá ensinar a escrever e a escrever bem! =D
- "Com a Cabeça na Lua", uma antologia de contos sci-fi passados na Lua! Adoro estas colectânias da Saída de Emergência!
- Um leque e uma coisinha promocional
- Uma ceninha para por nomes em malas promocional também
FAh sim, e ficámos a saber que o Parque se prolonga por ali em diante e que há muitos mais lugares giros par ver e estar, mesmo que não haja Feira!
Acho que me consegui conter... Não acham? ;) Para o ano há mais!
By : ladyxzeus
Vagabundo ao Serviço de Espanha
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Vagabundo ao Serviço de Espanha
Camilo José Cela
1948
Livro de Viagens
Recebi este livro numa actividade do BookCrossing, sendo que o escolhi porque - depois de ter lido um livro de José Cela no original Espanhol - gostaria de experimentar de novo este autor. Vim a saber, então, que uma das suas vertentes de escrita mais exploradas é a chamada literatura de viagens. Este livro é um desses exemplares.
O autor traveste-se de "vagabundo", enquanto viaja por uma Espanha sulista sem um objectivo definido. É neste ambiente de calor e quase deserto que ele observa as formas de viver de cada lugar por onde passa e conversa com as pessoas que habitam esses ermos locais. Conhecemos, então, uma Espanha antiquada, violenta mas cheia de um sentido de humor desviado e ligeiramente ácido.
O autor relata exactamente o que observa o que, por vezes, se torna ligeiramente enfadonho. Porque, para ser sincera, os hábitos e vivências destes lugares estão fossilizados numa época que já não existe e que, para mim, tem apenas um interesse lateral.
Ainda assim, li este livro num instante, pelo que - para os fãs das viagens - recomendo bastante!
By : ladyxzeus
O Manual dos Inquisidores
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O Manual dos Inquisidores
António Lobo Antunes
1996
Romance
Bom, chegou a altura da minha lista de leitura em que estão os livros do Lobo Antunes. Significa que, durante os próximos tempos, haverão grandes maratonas de Lobo Antunes! Espero não morrer... Começámos por este livro, que me surpreendeu pela positiva mas que, no entanto, não é um romance perfeito.
Através de uma linguagem onírica e fragmentada, o autor mostra-nos a vida das pessoas que rodeiam uma figura misteriosa e maléfica, um senhor ministro de tempos antigos e fascizantes que tem em si mais mistérios do que podemos imaginar.
O autor faz, como sempre, um óptimo trabalho em mostrar a vida comum das pessoas, os seus desejos mais íntimos, o terror da pobreza que sempre atormenta as pessoas destas histórias. Só muito lentamente é que nos vamos apercebendo que a história não é sobre as pessoas, as pessoazinhas, mas sim sobre o grande sol orientador sob o qual orbitam. E este sol é o tal ministro, caracterizado como velho violento e inutilizado, remetido à ignorância de um lar onde ninguém mais lhe obedece.
No entanto, não gostei de todo do final. O facto de o ministro, nos momentos finais, se revelar um louco, com comportamentos erráticos que apenas revelam a sua obsessão pela perda, torna a conclusão muito desapontante e pouco natural.
Ainda assim, fiquei com vontade de ler mais livros do autor, o que vai acontecer em breve :)
By : ladyxzeus
Detective Conan: Episode One
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Detective Conan: Episode One - The Great Detective Turned Small
Gosho Aoyama - TMS Entertainment
Anime - Filme
2016
5 em 10
Apesar de todos os avisos em contrário, este anime estava na lista, portanto fui vê-lo. Segundo consta, é uma versão alternativa (e não canónica) dos primeiros episódios de Detetcive Conan, em que ocorre o evento de ele ficar criança. E, realmente, se tiver acontecido realmente assim, bem... Que mau...!
A narrativa não tem qualquer tipo de sentido a partir da sua base. O maior detective do mundo é uma criança de 16 anos que, quando enfrenta misteriosos inimigos vestidos de preto (porque estar vestido de preto é característica única dos inimigos neste anime, ao que parece), se torna numa criança de 6 anos. Com toda a naturalidade, a paixão platónica do detective leva a criança para casa, como se ficar a tomar conta de crianças desconhecidas fosse algo perfeitamente normal. A partir daí ficamos a prever o que a série irá ser.
Para além disso, a produção é terrível. Eu pensava estar a ver um anime dos primórdios dos anos 2000 quando descubro que afinal foi feito em 2016! Uma vergonha! Má qualidade na animação e na imagem, diversos defeitos de anatomia facilmente evitáveis, cenários básicos e pouco criativos.
Mais uma vez, temos uma boa ED e pouca polpa na banda sonora.
Enfim, por um lado ainda bem que não me pus a ver a série...
By : ladyxzeus
The Sniper from Another Dimension
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The Sniper from Another Dimension
Shizuno Koubun - TMS Entertainment
Anime - Filme
2014
6 em 10
Temos visto os filmes de Detective Conan sem nenhuma ordem em especial e desta vez calhou ver o décimo oitavo. Chiça, décimo oitavo!
Este é, até agora, o melhor filme da saga, sem qualquer dúvida. Apesar do mistério ser tão simples como habitual, desta vez fazendo uso de alguma geometria descritiva e visualização no espaço, temos antagonistas mais sólidos e um pouco mais interessantes, embora as suas motivações sejam extremamente infantis.
É também o primeiro filme que vejo nesta saga em que finalmente as acções violentas têm consequências violentas. No entanto, infelizmente, a própria motivação dos antagonistas e também dos protagonistas faz com que estes eventos se tornem irrelevantes e apenas mais uma brincadeira de crianças.
É esse o verdadeiro problema de Detective Conan: a infantilização do tema, a preseunção de que é perfeitamente plausível um grupo de crianças de seis anos lutar contra um inimigo armado com uma sniper.
De resto, temos uma excelente fluidez na animação e um certo foco no traço que o torna mais forte e assertivo, o que - considerando o estilo habitual da série - se torna bastante vantajoso neste tipo de design.
Musicalmente, temos uma ED engraçada mas uma banda sonora pouco memorável.
Vamos a ver quantos mais filmes me resta... ;)
By : ladyxzeus
Ashita no Joe 2
2
Ashita no Joe
Dezaki Osamu - Mushi Productions
Anime - 47 Episódios
1980
6 em 10
Dez anos após a estreia de Ashita no Joe, somos agraciados com a continuação desta história, épico desportivo que tanto marcou a sua época.
Após um inusitado desaparecimento, no final da primeira season, Joe Yabuki regressa pronto para novas aventuras e novos combates. Surpreendentemente, este personagem vem bastante diferente. Se na primeira season tínhamos um Joe insuportável, irresponsável e muito pouco cativante, durante esta "ausência" ele parece ter crescido de forma surpreendente. DEtas feita é um rapaz que quer realmente vencer e que já não passeia pela vida com aquele ar de indiferença que o tornava uma pessoa horrível.
Assim, temos combates bastante mais interessantes, em que os níveis de motivação estão sempre ao rubro e em que a significância de ganhar e perder ganha uma nova forma. Desta vez já não há casos de vida ou morte mas apenas o puro prazer desportivo de continuar a subir nas categorias essenciais.
Infelizmente, a animação tem um valor de produção muito baixo que, devido à longevidade da série, não foi de todo aproveitado. A animação é precária para a sua época, o que é uma pena, pois os combates estão bastante bem coreografados. O design das personagens contém também algumas falhas, sobretudo nas cenas de mais acção.
Agora, a parte que eu gostei mais deste anime foi, sem dúvida, a banda sonora. Com um conjunto de peças com tonalidade blues, é recriado um ambiente de bar que não só ajuda na caracterização das personagens como torna o anime numa experiência muito mais agradável.
Um bom anime.
By : ladyxzeus
São Jorge
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São Jorge
Marco Martins
2016
Filme
7 em 10
Queixava-me eu, recentemente, do estado do cinema português. Mas este filme, que já vejo dois anos atrasada, dá-nos uma nova esperança no cinema que se faz por cá.
Jorge fica desempregado após a sua fábrica entrar em falência, nos famigerados anos da Troika. Consegue ganhar uns trocos entrando em perigosos combates de boxe. Graças a isso, é-lhe dada a oportunidade de trabalhar como colector de dívidas, as chamadas "cobranças difíceis". A sua função é bater nas pessoas para que elas paguem à empresa. Será que isto tudo vai correr bem?
Com uma estrutura simples e sólida, este é um filme que analisa - mais do que as perosnagens - uma forma de viver e a dificuldade de enfrentar a pobreza. Filmado em diferentes bairros sociais, já de si bastante problemáticos, conseguimos entrever um pouco do que é a vida das pessoas neste tipo de situações.
Os actores fazem um excelente trabalho, transmitindo nas suas expressões os sentimentos de medo e esperança, de um desalento que poderá ser enfrentado com o esforço e dedicação daqueles que nada conseguem fazer. É esta frustração, do encontro da miséria no meio da pobreza, que caracteriza profundamente estes personagens, dando-lhes uma densidade que não seria possível noutro tipo de ambiente.
Um filme que se revelou uma agradabilíssima surpresa!
By : ladyxzeus






