Perguntem a Sarah Gross
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Perguntem a Sarah Gross
João Pinto Coelho
2015
Romance
Recebi este livro pelo BookCrossing, através de um longo ring que já se vinha prolongando por algum tempo. Eu fui a última mas, mesmo assim, peguei logo no livro. Lê-se bem, mas.... Há sempre um mas, não é?
Para começar, este livro é passado num ambiente que parece tão pouco familiar como inverossímil: a escola americana, escola privada cheia de idiossincrasias. No entanto, todas elas, assim como o mapa da escola e como as personagens que vão aparecendo, acabam por ser absolutamente desnecessárias ao desenvolvimento da história. O autor atira para todos os lados: quer falar do holocausto, quer falar do racismo, quer falar de perseguidores sexuais e pedofilia. No entanto, não é capaz de se focar em um dos temas e explorá-lo em detalhe, sendo que todos os caminhos se concluem em lado nenhum.
Como se a passagem pela escola e o encontro de todos os personagens tenha sido indififerente!
De resto, o livro foca-se bastante nos terrores e horrores do holocausto nazi. A recolha destas experiências e a tentativa de as colocar em papel foi bastante mal sucedida, porque a forma de escrever bem humorada retira muito do factor pânico das situações. Para além disso, há uma sucessão de cenas cada vez mais melodramáticas e muito foleiras (tocar violino no funeral?) que tiram o realismo da história e afastam-na para uma fantasia cinematográfica mal adaptada ao fundo literário.
Portanto, um livro que se lê bem mas que não é especialmente bom. Agora, penso que regressará a casa :)
By : ladyxzeus
Gintama: Porori-Hen
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Gintama: Porori-Hen
Fujita Yoichi - Bandai Namco Pictures
Anime - 12 Episódios + 12 Episódios + Alguns OVAs e Specials
2017
5 em 10
Na tentativa de compeltar a minha nova PTW (que, para quem não sabe, consiste no Top 400 do MyAnimeList), fui ver algumas seasons e episódios soltos de Gintama que ainda não tinha visto. Este comentário inclui todos eles.
Porque, realmente, o que há mais para dizer sobre Gintama? Os personagens continuam exactamente iguais, talvez com menos piada do que ao início porque os seus tropes nunca mudam. Sempre o mesmo tipo de piada para cada um dos personagens e sempre o mesmo tipo de resposta para cada situação. A narrativa, que se faz passar por séria de vez em quando, aparenta começar muito bem e depois descai para a piada escatológica de espadas enfiadas analmente.
Questiono-me porquê esta divisão em seasons e episódios se não há qualquer distinção puramente factual entre todos os episódios desta série. Se nos primeiros 300 episódios havia algo de muito bom, algo de realmente genuíno, à medida que a série continua nota-se uma incapacidade de inovar e de se transfigurar, tornando-se os episódios numa repetição sempre constante das mesmas dicas e das mesmas referências.
No fundo, no fundo, Gintama tornou-se uma seca. Não gosto mais.
By : ladyxzeus
Mandingo
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Mandingo
Kyle Onstott
1957
Romance
Este foi um livro que o Qui encontrou perdido na casa dos pais. Num acesso de piedade, trouxe-o para que eu o lesse. E foi o que fiz.
Apesar do livro se chamar "Mandingo" e de ter o subtítulo "Paixões Escaldantes", trata-se de uma narrativa quase inteiramente dedicada ao jovem fazendeiro que faz criação de escravos para venda e troca. O livro é, então, mais um manual de criação de seres humanos para consumo do que um romance propriamente dito.
O livro fala de coisas terríveis, mas de uma forma tão obsoleta que acabam por se tornar irrelevantes. a população negra que habita este livro não aparenta ter qualquer tipo de sentimento ou personalidade senão os mais básicos traços de um mamífero, sendo que os outros personagens nem os consideram seres humanos "a sério". Apesar de tocar em diversos temas relacionados com a escravatura, desde o comércio em lotes às lutas até à morte entre escravos, o foco principal nunca é o negro enquanto pessoa: é antes o dono enquanto personalidade.
As paixões escaldantes acontecem apenas nos finalmentes do livro, assim como os maiores acessos de violência. São tão inusitados, estes, que em vez de causarem pena causaram-me um acesso de hilaridade.
De resto, é uma edição terrível cheia de gralhas e uma escrita que se perde em detalhes inúteis e nunca retoma o foco na história principal. Penso que terá sido um livro muito famoso, mas qvá-se lá saber porquê.
By : ladyxzeus
Aoi Hana
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Aoi Hana
Yamamoto Kouji - J.C. Staff
Anime - 11 Episódios
2009
6 em 10
Mais um anime sugerido pelo clube. Este, um pouco diferente do habitual.
Fumi é uma rapariga tímida e alta que, no passado, teve um desgosto de amor. Agora que entrou na escola secundária, vai juntar-se a um clube em que irá conviver com muitas outras raparigas, incluindo a sua amiga de infância e uma senpai simpática. E, no meio de cenários e bandolinas de um clube de teatro, irá encontrar um novo amor.
É um anime romântico, sob a perspectiva unicamente feminina, muito calmo e contido. O desenvolvimento do romance não varia de qualquer outro anime do género que tenhamos visto, mas temos personagens bastante coerentes e pouco emocionais, o que dá uma certa aura de "adulto" a todo o conceito. Falamos directamente sobre a homossexualidade feminina, o que é algo um pouco raro em anime, mas apesar de tudo penso que o assunto poderia ter sido explorado em mais detalhe. Ainda assim, a abordagem naturalista que é feita é bastante satisfatória.
A arte é igualmente simples, com designs bastante básicos e nada de especialmente belo. É umn anime que recorda os clássicos shoujo dos anos 70, mas sem a superprodução visual destes. Não existem grandes cenas de acção que permitam demonstrar a animação mas, no geral, está tudo bem aproveitado.
Também a música passa desapercebida, quase não se notando que existe uma banda sonora digna desse nome.
Um anime que é tão simples que acaba por cair no esquecimento. Uma pena, porque tinha potencial.
By : ladyxzeus
Hand Shakers
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Hand Shakers
Suzuki Shingo - GoHands
Anime - 12 Episódios
2017
4 em 10
Sempre que me dizem que um anime é muito mau, eu não consigo descansar até encontrar uma forma de dizer às pessoas que não é assim tão mau. Mas há casos em que as pessoas têm razão. E Hand Shakers é um deles, para grande pena minha.
Sou sincera quando digo que este anime me causa pena. Isto porque a intenção de o fazerem, de o porem no mundo e dele passar na televisão, a intenção era boa. Era para ser um bom anime de acção, um shounen com boas lutas e umas raparigas giras. Infelizmente, está tão mal executado que não consegue cumprir com nenhumas das suas propostas.
Por alguma razão e por nenhum objectivo concreto, um rapaz vê-se de mãos dadas com uma rapariga e não a pode soltar. Juntos, terão de lutar contra outros "hand shakers". Porquê? Não se sabe exactamente. O objectivo é, dizem eles, encontrarem-se com deus. Mas para quê? Qual a vantagem de nos encontrarmos com o divino? Quero dizer, directamente. Há brindes ou algo?
Com grandes discursos plenos de palavras em latim, estes personagens vão lutando uns contra os outros e fazendo amigos com raparigas jeitosas e os seus hand shakers. A animação, toda em 3D com cell shading, é simplesmente terrível. Os movimentos dos personagens não têm peso nem consistência e os seus poderes estão sempre a variar. Já para não falar das maminhas rotativas!
E, no fundo, o principal problema é que todo o anime parece o preliminar de um filme pornográfico. A qualquer momento parece que as personagens vão todas tirar a roupa e fazer o amor.
Salva-se, no entanto, a banda sonora. As peças são boas e gostei sobretudo da ED (que, infelizmente, não encontro para sacar... Halp?). Apenas estão mal utilizadas em todas as ocasiões.
Mas vá, que o anime não é assim tão mau. Não arranquei os olhos enquanto o via, já é uma vantagem.
By : ladyxzeus
Violet Evergarden
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Violet Evergarden
Ishidate Taichi - Kyoto Animation
Anime - 13 Episódios
2018
7 em 10
O último anime da season que passou. Gostei muito, mas não terá sido o meu preferido.
Estamos num universo que está em guerra. A guerra, quase a terminar. Uma misteriosa rapariga com mãos robóticas veio desse mundo bélico para agora trabalhar como Auto Memory Doll: uma pessoa que escreve cartas para outros.
Este anime é uma mistura do mais puro fatia de vida, em que Violet e as suas companheiras vão escrevendo cartas diversas sobre assuntos diversos, mas também tem uma secção de elevado desenvolvimento da personagem e da sua relação com o mundo. Com esse flashback como base, podemos notar o quanto ela evolui enquanto personagem narrativa e, também, enquanto pessoa potencialmente real. Este desenvolvimento é algo de extraordinário e culmina na capacidade da personagem escrever melhores cartas e se envolver emocionalmente, finalmente, com aquilo que a rodeia.
Apenas não gostei como o próprio anime foi estruturado, sendo que os episódios de flashback poderiam ter sido incluídos de forma diferente para que o ritmo narrativo não fosse completamente destroçado.
A animação é maravilhosa, muito fluída e altamente detalhada, com designs originais muio interessantes. Aliás, gostei tanto do vestido de Violet que gostaria de fazer cosplay dela, só pelo gosto de costurar aquele fato, mas infelizmente é contra a minha religião fazer personagens que têm 14 anos de idade. Sim, a Violet tem 14 anos de idade. o__o
Em termos musicais, é um anime que impressiona pouco, embora tenhamos um bom conjunto de vozes.
No geral, é um excelente trabalho, tal como a KyoAni nos vem habituando.
By : ladyxzeus
Pingu in the City
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Pingu in the City
Iwata Naomi - Polygon Pictures
Anime - 26 Episódios
2017
6 em 10
Sim. Eu sei. Eu sei que é um mémé da internet. Sei que odeiam o nootnoot e isso.
Mas há algum problema em um adulto funcional gostar genuinamente do Pingu? Come and get me!
Esta versão japonesa do amado clássico pinguinico mostra-nos o nosso pinguim favorito nas suas actividades diárias numa grande cidade. Em cada episódio, ele propõe-se a fazer uma actividade, ou a ajudar algum profissional a fazer a sua actividade, tendo ou não sucesso. No entanto, ele tem sempre a capacidade de aprender alguma coisa com os seus pequenos erros e, assim, melhorar e fazer todos felizes.
É um anime para crianças pequeninas e é muito divertido. São só actividades normais, como vender flores, fazer pão ou jogar à bola, mas temos sempre uma pequenina moral escondida por trás de cada uma destas aventuras de cinco minutos. Charmoso e educativo, aí está.
Infelizmente, ao contrário do clássico dos anos 80, desta feita a animação é inteiramente digital, o que retira um pouco da magia do Pingu original. Apesar de o ambiente ter muitas coisas para fazer, estas não estão muito detalhadas em termos de design, o que torna a cidade um pouco difícil de interpretar.
Achei as vozes giríssimas, diga-se de passagem. Nootnoot em JP é muito engraçado!
Vejam isto que é rápido e é muito loko! ^__^
By : ladyxzeus





