• Centaur no Nayami

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    Centaur no Nayami
     Oizaki Fumitoshi - Haoliners Animation League
    Anime - 12 Episódios
    2017
    6 em 10

    Mais uma season que termina e eu sempre atrasada com os animes sazonais... 

    Escolhi ver este anime porque, recentemente, havia lido o manga. Não coloquei comentário aqui porque o manga anda está em publicação. O anime adapta os primeiros volumes, deixando ainda algum espaço para outras seasons, na eventualidade de a sua estrenheza ter surtido sucesso.

    Neste universo, e para mim este é o foco mais interessante da história, os seres humanos dividem-se em várias raças bizarras. Existem faunos, anjos, centauros... Hime-chan é uma menina centauro, com preocupações de menina. Assim, temos um fatia-de-vida muito simples em que assistimos a alguns dilemas da adolescência, sempre com o curioso facto de esta vida diária ser protagonizada por seres estranhos.

    Gosto sobretudo como essas partes foram animadas. Desde elementos como a roupa, até como utilizar a casa de banho ou fazer outras coisas normais, tudo é adaptado à anatomia em questão. Os personagens são amorosos, embora pouco definidos, o que torna o anime muito agradável de ver.

    Também agradáveis são as cores, muito suaves, embora os designs e cenários tenham sido bastante reduzidos e se apresentem muito pouco detalhados. Já a música é bastante contraditória.

    Apesar de ser um anime bizarro, gostei bastante dele. Gostaria que o manga continuasse giro, para o continuar a ler.



  • OUT.FEST 2017 - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro

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    OUT.FEST 2017 - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro
    Festival
    No ano passado, havia desesperado porque não tinha ido a este festival. Portanto, este ano, acompanhada de alguns amigos e de um Qui, viajámos até à bela terra do Barreiro para experimentar um festival de música experimental. Ou exploratória, conforme dizem!

    Chegados, comprámos o bilhete e aguardámos que permitissem a entrada. Ficou tudo um pouco atrasado, pois julgávamos que a entrada era na parte da frente, mas era uma mentira. Na verdade, era na parte lateral, junto à linha do comboio, onde o edifício de uma fábrica abandonada nos remetia para um lugar pleno de urbanismo artístico.

    Analisámos o espaço. Em cada sala acontecia um concerto ou, se não tivesse condições para tal, tinha a exposição de um artista, provavelmente pertencente ao colectivo ADAO (espaço do festival). Eu espero um bocadinho de que talvez estes artistas e4stejam em residência. Enfim, cada sala era uma magia diferente, sendo que existiam instalações muito assustadores, enquanto que outras eram um pouco mais calmas.











    Depois passámos aos concertos propriamente ditos.
    Para começar vimos, na Sala das Colunas, um tal de Simon Crab. Era um senhor com um ar muito neutro que colocava sons num computador e tocava um pouco uma guitarra, acompanhado por uma rapariga com ar perdido que batia de vez em quando numa bateria e dizia poemas. Confesso que não foi a coisa mais interessante que vi nessa noite.

     

    Depois, fomos até ao Palco Oficina para ver os cabeças de cartaz: This is Not This Heat. Esta banda vem de tempos mais antigos, em que chegou a ter outro nome. Agora, apresenta-se um colectivo com duas baterias, três guitarras, um clarinete estranho, violinos e tudo o mais que se possa pensar. Foi uma experiência absolutamente brutalizante! A forma como a banda experimentava todos os sons dos seus instrumentos, sempre seguindo uma batida militarizada, aterrorizante, com letras distópicas e um constante abuso dos sons enquanto elementos conceptuais. Uma música altamente detalhada, em muitas camadas, por vezes difícil de compreender, mas com um ritmo alucinante e irresistível. Foi a minha banda preferida da noite!


    Cansados deste concerto, procurámos uma pausa. Sentar, talvez. Mas tal nunca veio a acontecer. Experimentámos a Sala de Jantar, onde tocava um tal de Jejuno. Não foi muito interessante, pelo que fomos embora. Repare-se então nas pessoas que estavam à nossa volta: um ambiente curioso, libertário, muito eclético, com representantes de todos os grupos urbanos, incluindo algumas pessoas que conhecia de vista. Note-se que estavam por ali umas cotas bezanas a fazer conversa com toda a gente, incluindo connosco. Fora isso, um ambiente muito agradável.

    Seguidamente, tínhamos de escolher entre Black Dice e as Putas Bêbadas. Mas como estávamos já no palco principal, ficámos a ver os primeiros. Foi um concerto que me deixou dividida: por um lado, os produtores com as suas maquinarias, gritos e saltos estavam a criar um ambiente de caos com uma energia altamente dançável. Mas o tipo da guitarra, parecia mesmo que estava ali porque os amigos o tinham deixado. Até a tocar a estrelinha lá no céu se notava a sua enorme dificuldade em coordenar os dedos de forma a extrair um som que fizesse sentido. O efeito geral disto era um conjunto de sons que, efectivamente, não tinham sentido mas que, após a mistura, se tornavam numa sequência de ruído quase cardíaco.


    Mais tarde soubemos que esta banda pertence ao estúdio dos Animal Collective, o que faz todo o sentido.

    Acabou este concerto e vamos ver o que se passa na Sala das Colunas. O horário alterou-se, portanto quem lá está é o DJ Nigga Fox. É certo que, para algumas pessoas, o nome do senhor soa a ofensivo. Mas considerando que é um black de Angola, acho que pode escolher o nome que quiser! Ouvi, pela primeira vez, um género em expansão nesse país: "batida". É uma mistura de kuduro com as tonalidades mais progressivas da música electrónica, com um resultado muito mexido, muito interventivo e muito coreografado. Uma música perfeita para dançar!


    Finalmente, subimos ao andar superior para ver o que estava a acontecer. Acabámos por sentar na Sala de Jantar a ver Gyur, um ser andrógino que estava totalmente focado a mexer num computador. Nunca chegámos a saber exactamente se estava a fazer música ou a jogar, pois foi o concerto mais impessoal e, ao mesmo tempo, mais introvertido que vi nos últimos tempos.

    Em conclusão, devo dizer que foi uma experiência excelente, isto da música exploratória. Fiquei com vontade de ouvir todos eles em separado para saber realmente o que se passa por aí. O espaço é fantástico, o preço foi muito justo e valeu realmente a pena!

    Para o ano, lá estarei de novo!
  • SALES

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  • A Trilogia de Nova Îorque

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    A Trilogia de Nova Iorque
    Paul Auster
    1985
    Romance 

    Este é um conjunto de três romances de Paul Auster. Recebi no BookCrossing a ideia de que este conjunto é uma colecção de romances da juventude do autor que teriam ficado na gaveta se ele não se tivesse tornado extremamente popular. Depois de ler o volume, acho que partilho desse conceito.

    Em cada uma das histórias existe um mistério, que é sempre igual: pessoas que estão atrás umas das outras, sem saberem exactamente porquê, e depois um dos interveniente sdesaparece para desespero do outro, que se torna num vadio.

    Com constantes referências a livros e filmes, que o autor descreve (uma coisa que eu acho abominável na escrita, pois era o que eu fazia aos doze anos), acabamos por não ententder a ligação entre as histórias, quem é quem e o porquê de cada coisa acontecer. São mistérios sempre iguais, tudo muito repetitivo, como uma história que se decalca e recalca por três vezes seguidas.

    Isto acaba por ser absolutamente aborrecido e nada motivador.

    No me gustou. :<
  • Kingdom

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    Kingdom
    Kamiya Jun - Studio Pierrot
    Anime - 38 Episódios
    2012
    6 em 10

    Este é o tipo de anime que, tendo uma sinopse muito interessante, se revela apenas mais uma diatribe de guerra shounenesca.

    Estamos na China antiga. Confessemos que, pessoalmente, eu não conheço muito bem a história da China antiga. Mas vamos supor que o que acontece no anime é real. Um órfão de guerra junta-se a um nobre fugitivo e juntos irão encetar um golpe de estado. Este órfão torna-se, então, um maltrapilho guerreiro. E este é o problema essencial da série.

    Se temos um conjunto de personagens com algum tipo de potencial, o facto de o anime não se dedicar de todo à trama política e, em vez disso, decidir investir-se em sucessivas cenas de acção, não permite que exista um desenvolvimento narrativo e de personagem que seria adequado a um anime com ambições tão épicas como este. Os designs são altamente simplificados (pelo menos em comparação com o manga - que não li) e, como dizia, as cenas de combate acontecem umas de seguida às outras, sem muita base teórica que nos permita achar tudo isto mais ou menos realista.

    Também a própria acçlão não é de grande qualidade. Por alguma razão que nos transcende, decidiram utilizsar CG com cell shading em todas as cenas de acção, o que as torna muito pouco naturais, por mais atentos que estivessem às coreografias. Isto é, este anime poderia ter sido um grande shounen, se a animação das partes essenciais fosse completamente diferente.

    A música é bastante repetitiva e as vozes pouco distinguíveis. Na verdade, penso que a utilização de actores com vozes muito fortes não contribui muito para o anime, pois dá.-lhe todo um aspecto sério que está constantemente a ser quebrado.

    Portanto, um anime que não me impressionou, apesar de todo o seu potencial.

  • A Sociedade Medieval Portuguesa

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    A Sociedade Medieval Portuguesa - Aspectos de Vida Quotidiana
    A. H. de Oliveira Marques
    1959
    História

    Este foi um livro interessantíssimo que me veio parar às mãos no seguimento da minha TBR.

    Explorando os anos entre o século XII e o início do século XV, o autor mostra-nos um pouco de como viviam as pessoas, ricas e pobres, nesta época que ficou conhecida por "Época Medieval". Através deste relato e exposição, ficamos a saber que esse tempo que ficou conhecido por "idade das t4revas", tinha muito mais detalhes da vida normal do que possamos imaginar.

    Por exemplo, aprendi que não havia pratos nem garfos. E que os sapatos não tinham solas. Que as "pestes" eram todas as doenças epidemiológicas, que na época não eram distinguíveis. e temos mesmo uma receita de medicamento, difícil de concretizar nos dias de hoje porque precisa de um texugo vivo e de um sessenta e quatro avos de corno de "ulicórnio", xD xD

    Este é um livro de história muito bem fundamentado: através dos escritos da época o autor consegue estabelecer uma associação de ideias e extrapolar a realidade do que estava escrito para o que terá realmente acontecido. Ficamos a saber algumas receitas culinárias (um pouco incompreensíveis, mas aparentemente muito saborosas), ficamos a saber como as pessoas se vestiam (sabiam que para a dama antiga era essencial aparentar uma gravidez em qualquer momento?), ficamos a saber quais os passatempos e mesmo os rituais da morte, isto é, os funerais.

    Escrito com suficiente inocência para não se tornar extremamente aborrecido, este é um livro essencial para quem quiser conhecer um pouco melhor a história portuguesa.
  • The Books of Magic

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    The Books of Magic
    Neil Gaiman
    1990
    Banda Desenhada

    Comprei este livro na Spring It Con 2017, pois tinha lido um comentário no blog Ler BD em que falavam de recente edição portuguesa deste volume. Comprei a versão original, que era a que estava disponível. Além disso, tinha bastante curiosidade em experimentar este autor, do qual já tinha ouvido falar muito!

    Foi-me dito que este livro era uma inspiração muito profunda para o universo e personagem de Harry Potter, mas penso que, para além do design do personagem principal, não existe muito em comum.

    Timothy Hunter é um rapaz que anda de skate. Um dia é abordado por quatro misteriosas figuras de gabardine, que lhe revelam a opção de entrar no mundo da magia e se tornar um dos mais poderosos feiticeiros de que há memória. Para o ensinar, levam-no a vários lugares mágicos. Primeiro, mostram-lhe o passado, o início da magia. A arte é difusa, misteriosa, como se de um sonho se tratasse, sendo que nos são mostradas uma série de coisas que podem ter passado desapercebidas ao resto da humanidade mas que foram de suma importância para o mundo da magia. Depois, mostram-nos duas vertentes do presente. Numa arte pop e contemporânea, vemos os feiticeiros que vivem neste mundo, as criaturas e os magos, percebendo um pouco do que cada um tem para dizer e qual a sua posição nesta realidade. Por outro lado, com um tema clássico e quase infantil, viajamos até ao mundo das fadas, onde a magia tem todo um outro significado. Finalmente, vamos até ao futuro. E o que será que o futuro nos reserva?

    Este livro é uma fascinante perspectiva da magia no universo DC, sendo que em muitos painéis nos são mostradas personagens desta equipa, que continuam sempre tendo influência tanto no mundo real como no mundo mágico. O autor faz também referência a outras das suas obras, de forma bastante discreta mas ainda assim fulcral para o desenvolvimento da história.

    Para mim, o principal defeito deste álbum é que ficam muitas coisas por explicar que gostaríamos de ver explicadas. Ficarei morta de curiosidade em saber para que serve aquela chave, por exemplo.

    De resto, uma história épica e filosófica cimentada por uma arte brilhante.

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