Aliens: Inhuman Condition
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Aliens: Inhuman Condition
John Layman, Sam Kieth & John Kalisz
2012
Graphic Novel
Ofereci este livro ao Qui a propósito de um aniversário (ou seria de um Natal)? Comprei-o na altura, na Kinpin Books, porque estávamos sempre a gozar com os aliens e gostei da arte.
Como não conheço nada sobre o universo do Alien, este livro caiu-me de forma um pouco estranha. Passa-se num planeta gelado, onde uma mulher ensina sociologia e empatia a cyborgs que serão utilizados para diversas funções. Uma delas é a de destruir as terríveis criaturas que têm vindo a ensombrar o destino da humanidade. No entanto, quando ela vê que os cyborgs são brutalmente utilizados para benefício dos humanos, ela esforça-se por provar que eles também possuem sentimentos humanos.
Esta história é uma mistura entre a relação máquina-pessoa e o desenvolvimento de uma personagem que vive afligida por um trauma do passado, que depois se vem a revelar menos verdadeiro do que se pensava. Trata-se de um bom estudo, embora não passe muito mais informação sobre o universo em que se passa a narrativa.
A arte é estranha, pois em termos anatómicos está bastante descuidada. No entanto, devido à pintura difusa isto acaba por funcionar bem de alguma forma.
Continuo sem vontade de ver o filme original, pois sei que morreria de medo.
By : ladyxzeus
Capitão América: Série Ouro
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Capitão América: Série Ouro
Vários
2005
Banda Desenhada
Outro livro do Qui, uma colectânea com quatro histórias do Capitão América. Não conhecia esta personagem, mas depois de ler estes exemplos... Não fiquei a gostar nada dele.
Para começar, não gosto nada de nacionalismos obsessivo-compulsivos, sobretudo quando são dirigidos a um país tão ilógico com os US of A. Em todas estas histórias aparece-nos um inimigo super poderoso, sempre relacionado com alguma guerra que esteja em curso. E, evidentemente, é na América que está o lado do bem. Evidentemente. Porque esse belo país de liberdade e justia não fez nada de errado para ter inimigos. Nada de todo.
É esse pretensiosismo que me irrita no personagem e me impossibilita de o apreciar.
No entanto, temos de admitir que a arte da primeira história (Inimigos) é brilhante. Com cores suaves, lápis de cor, cenários muito detalhados e uma anatomia perfeita, é um prazer ler esta história nem que seja só pelos desenhos. Quanto às outras, são muito mais antigas, mas também são curiosas, embora a qualidade da arte deixe muito a desejar.
Enfim, não me verão com um cosplay de menina américa. Nunca.
By : ladyxzeus
A Misteriosa Ligação Entre Três Habitantes de Brooklyn
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A Misteriosa Ligação Entre Três Habitantes de Brooklyn
Pedro Zamith
2000
Zine
Trouxe este exemplar da colecção Bedeteca 2000 da LFL da Quinta das Conchas. :) Esta colecção foi editada no ano cito, tendo por objectivo publicitar novos autores do panorama da banda desenhada portuguesa da época. Neste volume é-nos mostrada uma história de Pedro Zamith.
Que é horrorosa.
Isto é, a história em si é engraçada. Tem um gag final com piada e alguns momentos que fazem rir. Mas a arte... A arte! Simplesmente grotesca. Com traços largos a preto sobre fundo branco, torna-se numa confusão estilística em que o ponto essencial é a deformação de todos os objectos. Isto seria interessante se os elementos de cada vinheta não se confundissem, tornando a leitura muito difícil e a distinção dos lugares, pessoas e eventos muito hermética.
Para além disso, diz que se passa em Brooklyn, mas pelos cenários poderia passar-se na Baixa da Banheira.
No me gustou.
By : ladyxzeus
Batman: Ano Um
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Batman: Ano Um
Frank Miller & David Mazzucchelli
1986
Graphic Novel
Ok, estamos em 86 outra vez. Passa-se aqui algo de muito estranho...
Ofereci este livro ao Qui por um Natal anterior, já que ele gosta do Batima. Agora foi a minha vez de o ler: gostei mesmo muito!
Nesta história, o início da personagem de Batman é reinventada. Numa Gotham assolada pelo crime e por uma força policial corrupta, aparece esta estranha figura que, pela primeira vez, experimenta lutar contra as forças do mal. Ao início, nem tudo corre bem. São-nos mostradas as fragilidades do herói enquanto pessoa, enquanto ser humano que, não possuindo nenhum poder especial, pode apenas contar com a sua inteligência, a sua tecnologia e a sua forma física.
Mas o herói desta história é Gordon, que ainda não é comissário: acabado de chegar à cidade, tem de enfrentar todas as vertentes dos acontecimentos. Por um lado, tem de prender os criminosos, claro. Por outro lado, tem de lutar contra a pressão de uma esquadra corrupta que não só não o deixa trabalhar como o ameaça. E depois existe Batman: quem é ele e o que faz aqui? Devemos prendê-lo? Quando se começa a revelar o porquê da existência desta figura e Gordon descobre o que se passa na polícia, tudo poderá mudar.
Também nos é apresentada uma versão muito interessante da Catwoman, degenerada de um submundo em que a figura feminina nunca poderia vencer. Assim, apresenta a figura feminina com uma grande força colectiva: Catwoman como representação do feminismo.
A arte é crua, bruta, com cores simples e escuras. Existe um uso de sombras paisagísticas excelentes que, não adicionando muito detalhe, transmitem na perfeição o ambiente desta cidade feita de lixo e que deseja continuar assim.
Não conheço muitos comics americanos, mas parece-me que este é um excelente exemplo!
By : ladyxzeus
Leão, o Africano
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Leão, o Africano
Amin Maalouf
1986
Romance
Parece que estamos presos em 86? :o Este livro foi um empréstimo do meu pai ao Qui, que infelizmente nunca teve oportunidade de o apreciar, porque eu lho roubei para ler. Foi uma leitura simplesmente fascinante!
Fala sobre um homem, o tal Leão, um muçulmano do século XV-XVII que viveu grandes aventuras enquanto embaixador, mercador e, mais tarde, como protegido do papa em Roma. Considerando que esta pessoa existiu realmente, este livro terá tido por trás um intensíssimo trabalho de pesquisa, que se revela pela atenção ao detalhe, quer nas personagens, nos seus hábitos e também nas paisagens.
Viajamos para um mundo encantado, como só ouvimos nas fantásticas histórias de Xerazade, mas que terá existido na realidade, antes de nós termos lá ido deitar tudo abaixo. São-nos mostrados detalhes culturais, em que a vida está sempre dependente da religião mas a religião (muito ao contrário do que pensamos hoje em dia!!!) não impede a vivência normal das pessoas. Os elementos religiosos estão perfeitamente integrados na sociedade de então e aparentemente todos conseguem viver mais ou menos felizes com as suas situações.
Hassan, o nosso protagonista, casa-se diversas vezes, com ou sem paixão, descasa-se também, viaja muito, fica perdido em muitas situações e acaba por se encontrar num mundo que não é o seu, não podendo revelar muito daquilo em que acredita sob o risco de ser inquirido e, posteriormente, preso ou assassinado de alguma horrível maneira. Esta visão do mundo europeu pelos olhos de um muçulmano é, de todas as partes, a mais negra mas também uma das mais curiosas.
De resto, lemos este livro como se de uma história de encantar se tratasse. Porque, realmente, encanta!
By : ladyxzeus
Coyote: Luzes da Califórnia
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Coyote: Luzes da Califórnia
Rámon Charlo
1950
Folhetim
Quando estive no Brasil da última vez, achei por bem trazer um souvenir para aquele que viria a chamar-se Qui. Num sebo (alfarrabista), encontrei uma revistinha selada, que me parecia muito antiga e que me parecia ser BD. Afinal era um folhetim, do famoso "Coyote", um herói da Califórnia criado por um Espanhol. Agora que o li, diverti-me imenso, pois parece-me que era o tipo de história que o meu pai lia quando era miúdo. :) Afinal, é mesmo dessa época!
O Coyote é um herói mascarado que apanha bandidos diversos, sem olhar a meios. Nesta história, morre quase toda a gente de forma altamente violenta, sem rodeios nem floreios, há grandes tiroteios em que o herói quase sofre uma fatalidade (quase!), há perseguições a cavalo, há traições e grandes amores improváveis... Enfim, tudo aquilo que se poderia esperar de um pulp western, çpuro e duro!
Mas a melhor parte é que está escrito de uma forma tão simples e directa que a leitura é facílima e altamente viciante. Queremos mesmo saber como é que o nosso herói vai apanhar o vilão!
Fiquei com vontade de ler mais coisas do género, portanto quem souber onde se arranja, +é só avisar, hahaha
By : ladyxzeus
Platoon
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Platoon
Oliver Stone
1986
Filme
6 em 10
Vimos este filme, ainda dentro do ano de 1986, que é especial para a gente. Trata-se de mais um tratado anti-guerra, tendo como panorama (mais uma vez) a guerra do Vietname, mas que acaba por não se distinguir com grandes honras de outros filmes do género.
Um tipo, contra todas as probabilidades, voluntaria-se para ir para a guerra. Começa por detestar, mas à medida que vai vendo os horrores a descortinarem-se à sua volta acaba por se converter em mais uma máquina, se bem que nunca deixa totalmente de lado a sua sensibilidade.
Aliás, o tema principal do filme é como, dentro de um pelotão, as opiniões podem divertgir conforme a visão da guerra é emocional ou puramente mecânica. Estas diferenças acabarão por ter consequências importantes no desenrolar do filme, apesar de não serem especialmente exploradas, na medida em que a narrativa divide imediatamente o espectador entre os "maus" e os "bons", sem deixar que os primeiros tenham um lugar na visão do autor.
As cenas de acção já foram muitas vezes vistas e só em algumas ocasiões transmitem o pavor dos intervenientes destas batalhas.
Um filme de guerra bom, mas pouco distinguível.
By : ladyxzeus
