• A Cidade do Teatro

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    A Cidade do Teatro
    Vários
    2016
    Documental

    Este livro tem uma história gira! =D Pois parece que agora sou vizinha de umas novas pessoas, uma delas a Dona Sarah. Ora um dia estava no quintal com um pessoal a mostrar o quintal e a vizinha chamou-me: "vi-vos no teatro no outro dia! Venho dar-vos este livro que coordenei!" E era este!

    Trata-se de um livro documental comemorativo dos vinte anos da Mostra de Teatro de Almada, que fala com algum detalhe da história do teatro na cidade, dos tempos de Gil Vicente até aos dias de hoje, fazendo também - no final - uma referência biográfica a todos os grupos que participaram neste evento desde os anos 90, altura da sua criação.

    É um livro cheio de charme, pleno de fotografias que nos mostram a evolução do universo cénico ao longo dos tempos. Também fala de todos os momentos importantes, sempre frisando a luta constante contra os regimes em vigor através da arte.

    Talvez o único defeito seja o elogio permanente e certamente exagerado do papel da Câmara Municipal nesta evolução. No entanto devemos considerar que foi esta entidade o principal patrocínio na criação do livro e, também, da própria Mostra.

    Gostei muito deste presente. Portanto acho que vou dar a minha última zine à vizinha, para fazer um intercâmbio literário. :)

  • JoJo's Bizarre Adventure: Diamond is Unbreakable

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    JoJo's Bizarre Adventure: Diamond is Unbreakable
    Takamura Yuuta - David Production
    Anime - 39 Episódios
    2015
    6 em 10

    Jojo está de volta, com a muito esperada adaptação da quarta parte do manga. :) Um anime que teria sido excelente se não fosse pela soma de certos detalhes que se tornaram menos bons.

    O Jojo desta season é Josuke Higashitaka, filho perdido de Joseph Joestar. Na cidade de Morioh acontecem coisas estranhas e ficamos a saber que muitas pessoas têm um stand. Ao longo de todos os episódios conhecemos quase todas e é isso que se torna um pouco aborrecido. Grande parte do anime tem uma natureza episódica tipo "monstro da semana" que torna o visionamento num exercício um pouco difícil, semana a semana. Quando finalmente aparece o verdadeiro vilão, é um alívio: porque ele é a pior pessoa que poderíamos encontrar no nosso caminho. Um dos vilões mais fascinantes que vi em anime, trata-se de um louco psicopata com um fascínio por mãos. Todo o processo de descobrirem quem ele é e como o vencer é viciante, cativante mas... Parece que o final acontece por mero acaso.

    Outro aspecto que me fez sorrir logo desde o início foi a arte. Levando-nos até memórias de uns anos muito pop, está plena de cores, texturas e formas que se adaptam a cada cena de maneira a que todos os momentos são únicos. No entanto, em alguns episódios a animação está bastante medíocre, prova de que o orçamento foi mal distribuído ou simplesmente mal gerido.

    Também a música vence neste anime, sendo que neste campo não há detalhes para nos tirar o foco. As OPs são originais, animadas, sempre um prazer ouvir. Já a ED é um clássico que fica sempre bem.

    Um Jojo down, mais para vir! Espero eu!
  • Fune wo Amu

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    Fune wo Amu
    Kuroyanagi Toshimasa - Zexcs
    Anime - 11 Episódios
    2016
    6 em 10

    Comecei a ver este anime porque achei que seria interessante um fatia-de-vida acerca de como se faz um dicionário. Infelizmente, fazer um dicionário é uma tarefa muito mais chata do que... Bem, desde início que aparenta ser uma tarefa chata.

    No entanto, ninguém neste anime parece ter noção disto. Estão todos apaixonadíssimos pelo seu trabalhoi, para "fazer as pessoas sorrir!". Mas quem é que sorri quando lê um dicionário? Eles foram feitos para ser um documento puramente informativo, não trazem propriamente grande felicidade... Ora, tenod isto em conta, o anime acaba por ser uma sucessão de improbabilidades emocionais e, assim, perde rapidamente qualquer lógica. O seu personagem principal tinha muito interesse ao início, pois trata-se de um adulto inadaptado. No entanto, o facto de ele encontrar a sua identidade social através da construção de um dicionário é altamente estranho.

    Também não temos cenas de animação propriamente ditas que nos demonstrem que existe algo mais neste anime. A arte é simples, funciona e está bem produzida, mas não é extraordinária. O mesmo acontece com a música. Muitas vezes não liga com as cenas que representa e a OP e ED são demasiado vivas para o contexto.

    Valeu a pena por ser diferente, mas podia ter sido muito superior.

  • Drifters

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    Drifters
    Suzuki Kenichi - Hoods Drifters Studios
    Anime - 12 Episódios
    2016
    7 em 10

    Finalmente começo a terminar a última season de 2016 (estava atrasada uns três episódios em tudo, mas agora estou a redimir-me ;). Falando nisso, para mim esta série - Drifters - foi das melhores coisitas que saiu este ano, apesar de estar admitidamente incompleto: já anunciaram que irá haver segunda season. Ainda bem!

    Podemos perfeitamente ser o guerreiro mais agressivo do mundo nipónico, mas quando morremos não há volta a dar. Ou será que há? Um conjunto de figuras icónicas do mundo da guerra está reunida num universo paralelo, povoado de elfos e anões que são escravizados pelas forças dominantes. Mas os "Drifters", alguns destes veteranos de outras dimensões e épocas, decidem que irão libertar toda a gente e, assim, tomar o poder.

    Do criador de Hellsing, este anime mantém muitos dos detalhes que tanto nos fascinaram nessa série. A violência extrema intercalada com o humor mais bizarro são as suas principais características. Neste anime podemos ver diversas estratégias de guerra em acção, pelas mãos dos mais talentosos combatentes de cada era. É sempre curioso vê-los a primeira vez e tentar adivinhar quem são.

    Infelizmente, a arte fica um pouco aquém do esperado, sobretudo nos episódios finais, em que se nota que há uma quebra profunda do orçamento e começam a surgir erros imperdoáveis, até a nível de anatomia e expressão. No entanto, os principais combates primam por coreografias espectaculares e altamente eficientes, pelo que tudo acaba por se compensar.

    A música é outro ponto a favor, sendo que a OP e ED são das melhores que ouvi no último ano, sendo que dentro do parênquima temos excelentes efeitos sonoros e peças que, sendo emocionantes, se conjugam perfeitamente com as cenas retratadas.

    Ansiosa pela segunda season!
  • Witch Hunter Robin

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    Witch Hunter Robin
    Murase Shukou - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2002
    7 em 10

    Há algum tempo que não via um anime de que gostasse tanto e que me desse motivação para continuar para o episódio seguinte, sem pausa, sem hesitação. Ainda assim, estou sem muito tempo (causas casas) por isso demorei um pouco a terminá-lo.

    Criação original da Sunrise, fala da caça às bruxas. Neste mundo existem pessoas com poderes especiais que, devido aos problemas que podem causar para o resto da sociedade, são ostracizadas e caçadas, de forma a que se possam estudar. Entre os seus caçadores está Robin, uma rapariga ainda inexperiente que tem, ela própria, um poder especial: controla o fogo. No entanto, coisas irão acontecer e Robin descobrrá muito sobre si própria no processo.

    Com uma aura que mistura um pouco do gótico com o cyberpunk, este anime tem um cenário único, quer nas paisagens quer nos designs. A narrativa deixa-nos sem fôlego: após uma breve aprese4ntação dos personagens e das suas actividades, começa a desenrolar-se o verdadeiro fio da história, com um mistério intrigante. Para o conseguir, temos um conjunto de personagens muito bem sucedido, em que praticamente todos sofrem uma excelente caracterização inicial seguida de um desenvolvimento causado pelo desenrolar da meada. Robin foi, sem dúvida, a minha preferida. Existe tanto nela que pode ser ainda explicado, tanto nela que pode ser ainda descoberto, mas também tanta força na sua depressão, nas suas d´uvidas, na sua perspectiva sobre a própria existência de si mesma e das bruxas. Estou considerando seriamente adicioná-la à minha lista de planos para cosplay :)

    Este anime tem várias cenas de acção, nem sempre intercaladas com momentos mais calmos. Existe um excelente equilíbrio entre estes momentos, sendo que a animação e coreografias estão bastante criativas e bem montadas, sem fazer um uso excessivo das técnicas em CG.

    OP e ED são estranhas para o contexto do anime, mas de resto temos uma banda sonora bem integrada.

    Gostei bastante, venha o próximo!

  • Eikyuu Kazoku

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    Eikyuu Kazoku
    Morimoto Kouji - Studio 4ºC
    Anime - Filme
    1997
    5 em 10

    Vi este filme de meia hora com o Qui. Um pouco alucinante, mas demasiado exagerado para que funcione devidamente.

    Crítica aos reality shows tão em voga, "Eternal Family" é sobre uma família que - qual Kardashian - tem o seu próprio reality show. Estão fechados numa casa e não fazem ideia que a sua vida diária está a ser gravada e passada em directo em todas as televisões. No entanto, um dia a sanita entope e eles vêem-se livres, no mundo cá fora. Mas todos os querem apanhar.

    Este anime é uma explosão de cores e texturas, tão exagerada que chega a ser desconfortável para os olhos e para o cérebro. Os personagens não possuem qualquer característica sem ser as apresentadas logo ao início, tal como não existe qualquer desenvolvimento. O filme aparenta ser apenas um show-off de técnicas que nem por isso estão muito bem usadas, sendo que o resultado final é uma confusão histérica que não traz nada de novo no seu contexto.

    Mais um anime de piadas sobre cócó.
  • Luna Park

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    Luna Park
    Kevin Baker & Danijel Zezelj
    2009
    Banda Desenhada

    Como sabem, ainda só comecei a explorar a banda desenhada americana, o "comic" por assim dizer, muito recentemente. Escolhi este porque o nome me fascinou, assim como a imagem de capa, tal como o nome de um dos autores (que mais tarde descobri ser croata). Foi uma excelente surpresa e abriu caminho para ler mais graphic novels de todos os géneros.

    Com uma narrativa quebrada, quase onírica, conta-nos as várias histórias de um homem que está nos Estados Unidos mas que terá fugido da Rússia. Ou terá voltado para lá? Tendo como base um parque de diversões abandonado (Luna Park), este livro é uma viagem pelo passado e pelo futuro, revelando-nos as atrocidades de todas as guerras e também a da própria realidade actual do submundo do crime norte-americano.

    Com personagens altamente detalhados, desconstruídos dentro da sua loucura, tudo é potenciado por uma arte negra, crua, fascinante, um conjunto de sombras plenas de realismo e movimento.

    O final é surpreendente e emocionante.

    Talvez seja uma BD que tenham passado um pouco ao lado de alguns leitores, mas acho que a posso recomendar.

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