• Plastic Neesan

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    Plastic Neesan
    Mizushima Tsutomu - TYO Animations
    Anime OVA - 12 Episódios 
    2011
    5 em 10

    Estes doze episódios vêem-se em 20 minutos: cada um tem 2. Trata-se de uma comédia muito simples, que segue as aventuras e desventuras de três mocinhas que pertencem ao clube de modelismo.

    Mas pouco se fala de modelismo e as piadas são aquelas que já vimos na maior parte dos animes do género. Em dois minutos não é possível haver uma boa caracterização dos personagens, mas há um esforço por estabelecer, pelo menos, algumas personalidades distintas. Infelizmente, o anime não pega nas situações em que se poderia distinguir e ser único (por exemplo, falar de modelismo) e limita-se a percorrer um leque de graças que se tornam rapidamente repetitivas.

    Para um anime lançado directamente na internet (um ONA em vez de OVA), a animação não está totalmente incapaz. Os níveis de produção são baixos, mas o tema do anime também não pede muito mais que isso. Assim, acaba por ser aceitável e ter uma boa relação qualidade-tempo, embora não seja a última bolacha do pacote.

    Musicalmente, não há nada de mais a apontar, com OP e ED vulgares e vozes que se coadunam bem com o espírito da coisa.

    É o tipo de anime que poderia ter sido muito melhor se tivesse seguido por um caminho completamente diferente.

  • Encerramento do Mês da Música

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    Encerramento do Mês da Música
    Recital
    tinha visto um recital para violino e piano no guia da cidade e fui lá ver com o Qui. Foi a primeira vez que fomos juntos a algo relacionado com música erudita e foi imensamente divertido!

    O programa desfazia-se em elogios aos dois executantes, conforme referenciado na imagem:


    A entrada era gratuita e descobrimos depois que o programa seria dedicado a Fernando Lopes-Graça e seria comentado, pelo pianista e maestro João Paulo Santos.

    Pois bem, o que dizer do programa? Eu não conheço muito bem este compositor, mas sei que o senhor era revolucionário e comunista e que, por isso, teve uma vida bastante difícil, sendo que as suas obras foram proibidas durante uma série de tempo. As peças escolhidas são todas de reduzidas dimensões, sendo a maioria delas com uma vertente pedagógica bastante marcada. No entanto, podemos ouvir que este autor tem muito sentido de humor, lançando-nos notas aparentemente sem sentido mas que fazem lançar uma boa gargalhada. A minha pecinha preferida foi o Ditirambo.

    Foi muito engraçado também ver as explicações sobre cada peça, que nos clarificaram bastante alguns significados e texturas que, à primeira vista, passam bastante desapercebidas.

    Quanto aos executantes, não corresponderam em nada à expectativa que a descrição do programa tinha dado. O violinista, que deveria ser a estrela do espectáculo, deixou-se dominar completamente pelo acompanhante. Este, estava simplesmente a fazer uma leitura da peça. No fundo, quase parecia que estavam numa aula, em vez de num recital com público. Para além disso, podia ouvir o violinista a respirar (eu estava na segunda fila), o que me fez grande confusão. É a prova de que a sala tem uma acústica excelente!

    Uma experiência para repetir!
  • After Dark

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    After Dark
    Haruki Murakami
    2004
    Romance

    Também recebi este livro na BookBox referida anteriormente, curiosamente enviado pela mesma pessoa. :) Foi mais uma tentativa com Murakami e... Ainda não me convenceu.

    Mas repare-se que esta tradução em inglês dá um estilo completamente distinto ao autor, um pouco mais irónico. Apesar de tudo o "then" (ou "acto contínuo) continua presente em todas as ocasiões, sendo um vício imperdoável.

    Este livro fala de uma rapariga que fica na cidade depois do último comboio e a quem acontece uma série de coisas menos normais. Para além disso a sua irmã está em casa a dormir há semanas, sem acordar, e podemos vê-la dentro de uma televisão.

    O grande problema deste livro é que, mais uma vez, é totalmente inconsequente. As personagens não parecem aprender nada sobre si próprias ou sobre a sua relação com os outros e o autor aparentemente esquece de concluir algumas secções, sendo que há muitas pontas soltas que ficam por explicar. Se isto é propositado, digamos que não funciona nada bem.

    Para além disso, o livro está escrito como se o objectivo fosse torná-lo um filme. Espero que tal nunca venha a acontecer, porque é de uma arrogância brutal.

    Mais um Murakami, mais um desapontamento. Continuo sem saber se gosto deste autor ou não.
  • The Painter of Battles

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    The Painter of Battles
    Arturo Pérez-Reverte
    2006
    Romance


    Recebi este livro através de uma BookBox no BookCrossing. Foi a minha primeira experiência com este autor uruguaio e devo confessar que não estava extremamente motivada. Mas acabou por se revelar uma boa surpresa.

    Um fotógrafo de guerra reforma-se para ir viver numa torre abandonada no sul de Espanha, onde está a pintar um gigantesco mural que relata todas as suas experiências na guerra. Subitamente, tem uma visita inesperada: um sujeito que havia fotografado há anos encontrou-o e procura, neste momento, matá-lo para se vingar pelas consequências que a fotografia teve na sua vida.

    O livro não tem momentos de acção e baseia-se na conversa entre estes dois homens, com muitos flashbacks que nos remetem a momentos terríficos de guerra e descrevem a forma como o personagem tiraria as suas fotografias. Nesse campo, o livro parece estar bastante exacto, já que esta era a profissão do próprio autor. 

    A forma da narrativa é também bastante original, sendo que existem muitos diálogos imersivos que não fazem uso de travessão ou outra grafia. As imagens são de pavor, de terror e provam, mais uma vez, o quão terrível pode ser uma guerra.

    Os personagens estão também bastante bem caracterizados, mesmo aqueles que só aparecem em memórias.

    Fica a nota para a tradução, que me pareceu terrível. O estilo do livro deverá ser único na sua língua original, mas esta tradução para inglês fá-lo ser apenas mais um romancezeco-thriller-policial-das-cenas. Estes americanos devem gostar de ter os livros todos iguais.
  • Tantei Opera Milky Holmes

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    Tantei Opera Milky Holmes
    Moriwaki Makoto - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios + 12 Episódios
    2010
    4 em 10

    Pois é, parece que - aparentemente - fiz uma maratona de anime. Um dos piores animes que vi ultimamente. Sim senhora, estou mesmo em altas. -___- Curiosamente, sinto que é muito mais fácil maratonar um anime detestável do que um anime realmente bom.

    Então, sobre o que é que é esta coisa? Quatro meninas lindíssimas e fofíssimas são detectives famosas num universo pejado de meliantes. Mas perderam os seus poderes, os toys. Para os reganharem, e reganharem a confiança dos seus pares, terão de viver muitas aventuras. E em que consistem? Oh, várias coisas. Serem atacadas por mamonas assassinas. Serem atacadas por mamilos selvagens. Andarem de fato de banho. Lutarem contra o mal. Quem diria que uma série sobre detectives tem tão pouco mistério. De detectives, estas meninas têm só os nomes.

    As personagens são menos do que um estereótipo. São todas iguais. Os seus interesses envolvem comer e pouco mais. Distinguem-se pela cor das roupas. Em termos de personagens secundários, estão lá só para fornecer oponentes de valor a estas pseudo-meninas. E nem assim fazem um bom trabalho.

    Penso que isto é suposto ser uma comédia, mas está limitada por um exagero constante das características das personagens e das "histórias" em que estão inclusas. A segunda season ainda é pior nesse campo. Não sorri nem uma vez.

    A arte é infeliz, porque os designs são também eles exagerados e sem conexão com o contexto. A animação não é aquela a que o estúdio nos vem habituando, existindo falhas, sobretudo a nível de expressões de personagens e momentos de mais acção, que são subitamente interrompidos para nos darem uma piada com chibis.

    A banda sonora é repetitiva e exactamente igual a tudo o que temos visto nestes últimos anos. Os efeitos sonoros são cartoonescos e as vozes não transmitem qualquer tipo de personalidade.

    Recomendo: que não o vejam. Que o queimem.



  • Coluboccoro

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    Coluboccoro
    Itoso Kenji
    Anime OVA - 1 Episódios
    2007
    6 em 10

    Segundo a informação que encontrei, data o trailer deste anime de 2007, sendo o anime em si muito mais recente e suportado por um projecto em Kickstarter.

    A premissa é muito interessante, assim como o universo. Isto passa-se numa Ásia um pouco futurista, com alguns aspectos de steampunk apropriados à geografia do local. Uma princesa gostaria de ter mais liberdade para ver como vivem as pessoas, portanto vai até uma zona proibida onde encontra uma semente. Essa semente, depois de regada, transforma-se no bicharoco verde da imagem acima. E juntos viverão uma aventura.

    Tendo isto em conta, devo dizer que o principal problema deste anime é precisamente o seu universo. é demasiado grande, complexo e interessante para ser explorado num filme de apenas 26 minutos! Dá vontade de ver mais, saber mais e, talvez, ter uma season inteira de tudo isto. :)

    A animação é bastante simples (a equipa era, também, bastante pequena), mas faz um uso bastante curioso de texturas, quer nos designs quer nos cenários. Os primeiros são também muito bem pensados e apropriados ao mundo em que estamos, sendo altamente detalhados.

    Musicalmente não temos nada a apontar, mas fica a nota para a excelente animação da ED.

    Será que servirá este OVA de episódio piloto? ;)
  • Les Misérables: Shoujo Cosette

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    Les Misérables: Shoujo Cosette
    Sakurai Hiroaki - Nippon Animation
    Anime - 52 Episódios
    2007
    7 em 10

    Este é mais um anime inserido no projecto World Master Theatre, mas desta feita muito mais moderno, tendo sido o seu ano de lançamento e exibição o saudoso 2007. Este anime é baseado na obra homónima de Victor Hugo, da qual não me lembro minimamente. Assim, vi este anime como uma tabula rasa, sem qualquer conhecimento sobre a história.

    Esta, assim como os personagens, são o ponto forte do anime, não fosse trabalho do grande Victor Hugo. Como em quase todos os WMT, temos uma criança que sofre bastante ao longo da sua vida, para depois ter um final justo para a sua situação. Esta é Cosette, que se vê entregue pela sua mãe a uma família que, supostamente, iria tomar conta dela mas que, em vez disso, abusa dos seus esforços, escravizando-a como criada. Por outro lado, vemos a luta da sua mãe para conseguir emprego e dinheiro para a poder criar, apesar de estar longe. E nesse processo acaba por conhecer um homem, Jean Valjean, que - ex-presidiário - se esforça por fugir às autoridades e ter uma vida boa em que possa ajudar os mais necessitados.

    Esta conjugação caminha em direcção a uma revolução e faz um excelente trabalho em avaliar qual a verdadeira situação dos pobres na França do século XIX, que me parece ser o objectivo inicial do autor original. Através do anime podemos ganhar também essa sensação, sendo que o trabalho de adaptação me parece, nesse campo, bastante bom.

    A animação é, no entanto, bastante simples, sendo os designs pouco variáveis, as paisagens moderadamente detalhadas e as cenas de acção reduzidas. Há um bom trabalho na caracterização da época e o anime é bastante sólido e coerente, mas tem pouco de espectacular.

    Musicalmente, temos alguns temas um pouco repetitivos, sendo que a OP e ED estão bastante apropriadas, embora fiquem desactualizadas rapidamente à medida que a história progride. Teria sido uma boa ideia ter feito uma mudança a meio do anime, por exemplo.

    Para quem não conhece o projecto WMT este anime parece-me bastante acessível, pelo que não deixo de o recomendar.

    Nota: apresento também o meu total desprezo por quem chama "Les Misérables" de "Os Mizzies", porque isso é ridículo.
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