Tonio Kröger
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Tonio Kröger
Thomas Mann
1958
Romance
Finalmente, o último livro que recebi no meu aniversário, desta feita cortesia da minha irmã e da minha mãe (a prenda é da primeira, mas foi a segunda que o foi comprar e escolher) :)
Um dos primeiros romances do génio de Thomas Mann, fala sobre as complicações da vida de um rapaz que anseia ser escritor e acaba por se tornar um deles. No entanto, ele continua sempre a ser um burguês, pelo que para se afastar desse conceito acaba por se ir isolar numa estância de férias na Dinamarca. Lá, é mais uma vez confrontado com os desejos do seu passado.
Escrito com grande mestria, este curto livro tem muita força pelo seu personagem principal. DE certo modo, identifiquei-me muito com ele. É um personagem pleno de dúvidas e questões sobre a sua existência, no mundo e em sociedade, e qual o lugar que pode encontrar para si próprio num universo onde tudo sobre ele é estranho e onde ele próprio se sente uma criatura bizarra e diferente, perante o fascínio que sobre ele exercem as "pessoas exemplares" que imagina na sua cabeça.
Assim, temos uma dicotomia entre o que é real no personagem e aquilo que ele procura tornar-se através da sua escrita. Sai frustrada sua tentativa?
Terão de ler para saber. :)
By : ladyxzeus
Cinco Esquinas
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Cinco Esquinas
Mario Vargas Llosa
2016
Romance
Segundo livro que me ofereceram pelo aniversário, desta vez presente do Rui :) Trata-se deo último romance do nosso grande amigo Vargalhosa.
Infelizmente, fiquei com a sensação, ao longo de todo o livro, de este não era o Vargalhosa conforme o conheço. A história, o desenlace, tudo me pareceu um pouco amador. A história é aquela de várias personagens intercruzadas. Um milionário dono de minas, a sua esposa, amante da mulher do melhor amigo do primeiro, o jornalista que revela fotos escandalosas desse, a sua ajudante... E, por trás de tudo isto, o misterioso "Doutor", adido do presidente.
A história passa-se numa Lima, Peru, imaginária, aterrorizada por ataques terroristas e raptos. No entanto o autor não explora isto de todo, preferindo a história da vida diária das pessoas acima enumeradas. Quando acontece um crime, várias coisas acabam por ser reveladas. Tudo isto seria muito bom, se os personagens fossem efectivamente cativantes. Existe um trabalho sério de caracterização de todos eles, mas o estrato dos "ricos" não é de todo realista, sendo que as cenas sensuais entre as duas amantes parecem estar ali mais para impressionar do que para dar força à história.
Apesar de tudo, está bastante bem escrito e é um livro que se lê muito bem.
By : ladyxzeus
Samurai Champloo
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Samurai Champloo
Shinichiro Watanabe - Manglobe
Anime - 26 Episódios
2004
8 em 10
Já tinha visto este anime há muito tempo e agora revi-o juntamente com o Qui, que vem gostando de trabalhos deste realizador e animador. :) E, mais uma vez, Watanabe não desaponta!
Esta é a história de três pessoas que se unem em busca de um misterioso homem, depois de uma série de contratempos. Juntos, sempre prestes a separar-se, vivem aventuras diversas, sempre salvos pelo poder da espada. Na sua viagem encontram coisas cada vez mais bizarras e, também, mais perigosas. Será que vão conseguir safar-se?
A história é semi-episódica, com alguns arcos de dois a três episódios, relatando o caminho diário destas três pessoas, Fuu, Mugen e Jin. Há muita crítica social e muita diversão à mistura, mas quando falamos de coisas sérias também há uma lógica dentro do arco e conseguimos manter sempre o foco no objectivo final, o de encontrar o samurai que cheira a girassóis. Nesta secção, o autor explora um assunto sério e que vemos pouco no anime: o tratamento dado aos cristãos no Japão na época Edo. Muito original e bastante bem concretizado.
Mas o realmente cativante deste anime são as personagens. Cada um deles tem uma história pregressa que os tornou tal como são hoje, mas nem por isso deixam de evoluir, individualmente e, sobretudo, uns com os outros enquanto companheiros e amigos. A caracterização é perfeita, sendo que não se deixa de parte um certo traço cómico em cada um, e o desenvolvimento também não lhe fica atrás: os personagens que conhecemos no início já são outras pessoas daquelas que vemos no final da série.
A animação é feita com poucos recursos, sendo evidente que o nível de produção não é especialmente alto (sendo que existem muitos flashbacks repetidos, por exemplo). Com os possíveis, foram feitas sequências com resultados impressionantes. Não é todos os dias que vemos uma luta de samurais em break-dance!
Finalmente, a música. Trata-se de uma banda sonora com 4 volumes e é das minhas preferidas dentro do universo dos animes. Hip-hop instrumental, alguns sons spoken-word e muita música tradicional japonesa com respectivos instrumentos. Uma variedade brilhante com alguns temas absolutamente memoráveis, obra de Fat Jon e o saudoso Nujabes.
Uma série que foi um gosto rever e que recomendo vivamente a todos!
By : ladyxzeus
Doclisboa '16 | Festas
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Doclisboa '16 | Festas
DJ Set
Depois do evento fui para casa jantar com o Qui e fomos para uma festa que ele queria ir imenso, uma festa temática do Doclisboa (o festival de cinema documental). Segundo a descrição do evento, a festa consistiria no seguinte:
22 OUT / das 23.00 às 04.00
Look at These Pictures
No dia da projecção única de Mapplethorpe: Look at the Pictures, vestem-se casacos de cabedal, sintoniza-se a telefonia e dança-se com Patti Smith, Lou Reed e The Stooges.
DJ Set: Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar)
Look at These Pictures
No dia da projecção única de Mapplethorpe: Look at the Pictures, vestem-se casacos de cabedal, sintoniza-se a telefonia e dança-se com Patti Smith, Lou Reed e The Stooges.
DJ Set: Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar)
Decidi fazer este comentário porque foi uma noite engraçada. Para começar, demorámos sete mil anos a estacionar, sendo que apenas conseguimos lugar no parque de estacionamento de Santos. Claro que para subir dali até ao Príncipe Real, onde iria ser a festa, ia morrendo. Depois, começou a chover torrencialmente. Mas, finalmente, conseguimos entrar no lugar da festa.
Achei-o simplesmente fascinante! Um palacete antiquíssimo, todo partido aos bocados (o que constituía um certo perigo, não fosse o tecto cair-nos em cima, ou aquilo tudo ficasse em chamas por causa de um cigarro mal apagado no chão), onde imaginei como seria a família que vivia ali antes de o lugar ser transformado em palco para festas.
Arranjámos lugares no último andar, zona de fumadores, onde podíamos ouvir um outro DJ Set que estava na sala ao lado, que passou grandes sons (nomeadamente, Arcade Fire). No entanto, não fomos dançar porque estava toda a gente cansada e aquilo estava a ficar cheio de gente.
Grandes aventuras na casa de banho, que estava desfeita em pedaços e cheirava a fezes.
Mas, o mais importante de tudo, o DJSet do gajo dos Heróis do Mar! Enquanto lá estivémos... Não aconteceu! =D Nada de sons punk, nada de fotos agressivas, nada de nada. A nossa teoria é que o DJ não arranjou lugar para estacionar. Afinal, ele não estava lá...
Talvez tenha chegado mais tarde.
By : ladyxzeus
Ganbatte! Japanese School Festival 2016
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De resto, aproveitei o descontozinho e comprei algumas cenas. Provei também, antes de tudo isto, o meu primeiro Bubble Tea: absolutamente delicioso! Refrescante, alimentício, maravilhoso! Adorei! Mas, as coisas que arranjei:
Assim foi o evento e... Esperem! Falta uma coisa importantíssima!
Ganbatte! Japanese School Festival 2016
Evento
Ora bons dias a todos! Hoje é dia de vos falar do evento do passado fim de semana, em que participei na qualidade de pessoa normal. :)
Será importante começar por dizer que nos dias anteriores ao evento estive profundamente doente, com uma constipação que perfeitamente simulou um atropelamento por camião de suínos. Assim, não consegui preparar-me adequadamente para a minha participação no concurso, pois tinha de estar aos saltos para ensaiar e a minha condição corporal não me permitia fazer grande coisa. Apesar de tudo, os deuses da aspirina salvaram-me e, assim, consegui ir ao evento de todos os modos. Carregada com grandes malas lá me meti dentro do carro e ala que se faz tarde!
Lá chegada, a primeira má notícia era que não podia estacionar ao pé da escola. "Estes lugares são para os estudantes das aulas de Japonês" (ok) e "Ali em cima é para o staff" (ok). Portanto disse "vou estacionar ali no lugar do embaixador que é meu conhecido" (o que não deixa de ser verdade) e fui estacionar ao pé da embaixada, que de qualquer forma não é assim tão longe. :) Seguidamente, carreguei alguns objectos até à entrada e coloquei-me numa fila que não andava nem para trás nem para diante. Três minutos depois fartei-me e fui buscar também o meu fato. O meu fato todo branco e chuva começando a pingar, ai! Perguntei a um staff o que fazer e o jovem informou-se que eu deveria aguardar na fila da lentidão. Quando manifestei o elemento de que o meu fato ia apanhar chuva, prontificou-se imediatamente para o guardar no casinhoto da entrada, sendo que outra mocinha simpática me ofereceu uma sombrinha. Mas a chuva não estava assim tão agressiva, pelo que aguardei a minha vez com toda a paciência. Quando ela chegou, demoraram um pouco a encontrar a minha identificação. E quando finalmente paguei não havia troco para ninguém: as moedas haviam desaparecido! Assim, disse-lhes que ficassem com o troco, que o iria buscar mais tarde.
Falando em troco e dinheiros, quando me inscrevi aproveitei para perguntar, mais tarde, se os cosplayers do concurso teriam de pagar bilhete (é uma questão válida, parece-me). Disseram-me que sim, evidentemente, pois estaríamos a concorrer por diversos e fabulosos prémios. Tudo bem. Mas devo referir que o evento estava caro. Para um evento de pequena dimensão, numa escola, o preço estava um pouco elevado. Convidei até uma série de pessoas para virem comigo, que afastaram essa possibilidade quando lhes disse o valor do bilhete. Bastava baixarem um simples euro e, penso eu, a adesão teria sido muito mais abrangente.
Mas continuemos!
Assim que entrei, busquei o local onde os cosplayers poderiam trocar de roupa, para poder deixar lá minhas pequenas tralhas e estar mais à vontade. Foi quando me informaram que, efectivamente, existia um balneário para os cosplayers, mas que não poderia ir para lá porque estava a haver uma palestra. Que me trocasse na casa de banho. Que guardasse as tralhas no bengaleiro. Para descobrir esta informação ainda andei muito de um lado para o outro com todas as coisas às costas, mas acabei por as abandonar aos cuidados de um staff no bengaleiro. Não me deixaram pagar o bengaleiro, obrigada! :)
Depois vagueei um pouco por aqui e por ali. O espaço era excelente. Dentro de uma enorme escola, reservaram para o evento um pavilhão e um auditório, sendo que o espaço estava assim dividido em diversas salas, cada uma com um tema. Estava tudo bastante bem dividido, o que acabava por diluir um pouco a população presente, mas penso que se houvera havido uma enchente talvez tivesse sido um pouco complicado circular. Havia Artist Alley, Creative Alley, Lojas, uma Zona Zen onde estava pessoal, a zona da Jan Ken Pon, duas salas de workshop, uma sala para maiores de 18 que não vi... Havia mesmo muitas coisas para ver!
Prova de que estamos numa escola, não esquecer!
Entretanto achei a Ana-san, que estava na organização para dar um workshop de Japonês e para avaliar o concurso de Maids. Que, aparentemente, tinha apenas uma participante, mas conseguiram arrepanhar mais meninas algures. Ainda as vi numa luta intensa com um pacote de ketchup, num simulacro de omurice (que já fizemos em casa e é delicioso, diga-se de passagem). Como isso me deu uma fome medonha, fui almoçar a um restaurante próximo, já que conheço todos os da zona. Infelizmente aquele onde queria ir estava fechado, o que me deu grande pena: é um restaurante mesmo bom. Se forem da área ou estudarem naquela escola, vão lá: é "O Cantinho da Mafalda" e tem um menu bem barato e delicioso, sempre com comidas diferentes! :)
No regresso, procurei as salas dos workshops, pois iria ter um Workshop de Argumento. Como os processos digitais da sala original não estavam funcionando muito bem, fomos para outra e lá assistimos a um workshop/palestra sobre argumentos para banda desenhada, dirigido por um argumentista da Jan Ken Pon. Foi giro e tirei muitos apontamentos. Aprendemos, tendo como base duas páginas da BD do próprio palestrante, três métodos diferentes para explicar ao nosso desenhador como vai ser a história. Fiquei com muita vontade de experimentar um mix de dois, pois adorava escrever para BD. :) Se alguém conhecer alguém que conhece alguém que goste de desenhar e procure um texto, avisem-me!
Aproximava-se, de forma galopante, a hora do concurso, pelo que achei melhor ir buscar minhas tralhas ao bengaleiro (ainda lá estava o mesmo staff) e procurar, então, o balneário para me vestir. Encontrei-o mas... Não podia lá entrar. Estava a haver um concerto (Kishi Kasei, parece-me). Portanto indicaram-me, mais uma vez, a casa de banho. E eu pensei... "Atão". Parece-me que nesta fase do campeonato, ter um lugar para os cosplayers se vestirem é o mínimo da delicadeza que se pode ter. Afinal, havia tantas salas e salas que podiam perfeitamente ter reservado uma para vestiário, balneário ou que fosse. Enfim, fica dado o recado...
Andei por lá vestida com meu vestido branco e minhas asas e meu coração, tirando fotos a pessoas e tendo fotos tiradas. Falei com um rapaz que pensava que eu estudava ali, coisa com a qual me fartei de rir (já saí da escola há, tipo, três milhões de anos). Fui reparando que o evento estava composto, mas não estava assim muita gente, de todo. Na verdade, quase dava a sensação de que havia mais staff e convidados do que visitantes: cada vez que olhava para alguém, lá tinham a fita de convidado! Não tirei fotos a ninguém do staff porque odeio aquela t-shirt que eles estavam a usar (mas é implicância minha, nada contra)
Assisti também a uma apresentação de um grupo de live-action fight games, ou como era, que consistiu em dois gajos vestidos com cenas a baterem um no outro pela escada abaixo. Quando vi o colchão no rés do chão e eles lá em cima no segundo andar, pensei que se fossem atirar dali de cima e comecei a pensar logo em manobras de ressuscitação. Mas não, tal não aconteceu.
Perto da hora do concurso, descobri os jurados. Pessoas que conheço há tempos e são muitos queridas para mim. <3 Eles quiseram avaliar o meu fato ponto a ponto, o que foi um pouco cómico, porque o fato não tem nada que avaliar. É só um vestido, com corpete (que tem a sua técnica, mas nada de mais), uma saia em viés, umas asas recicladas de outro fato e um coração com espuma dentro. Até me perguntaram "alguma técnica especial que usaste?" e eu "não nada, super simples! =D" Depois falámos um pouco do Mr. Brown, que agora já tem cara. :) Apareceram entretanto umas sete mil noivas (ok, eram 9, mas pareciam bués), as noivas de Santo António, que estavam ultra-lindas e foram avaliadas uma a uma, o que acabou por atrasar um pouquinho o nosso horário. Sem problema: elas tiveram de participar no Sábado pois no Domingo não podiam (penso eu que era assim?) e até foi uma coisa boa, porque assim o concurso ficou ligeiramente mais composto.
Porque éramos apenas duas concorrentes. D: Bem, pelo menos o segundo lugar está garantido! Primeiro foi a outra mocinha, que também tinha um fato muito loko (amei o chicote!) e fez um skit bem simpático e depois fui eu e depois foram as noivas de Santo António que fizeram uma apresentação fantástica (eu só vi de costas, mas adorava ter estado no público para ver!). Quanto a mim, o que dizer do meu sukito? Desde há muito, muito, muuuito tempo que queria fazer uma apresentação com esta música. Sei que é uma música ultra-rebuscada, porque é um dos sons do nosso saudoso Batatoon, que a referência ia passar ao lado de toda a gente, mas a verdade é que adoro mesmo este sonoro. Passo o tempo todo a cantá-lo, lol. Assim, quis fazer um skit bem simples que fizesse as pessoas sorrir um bocadinho. Espero ter conseguido! :) Infelizmente nem tudo correu perfeitamente, porque me puseram a vara das fitas do lado oposto ao suposto e isso baralhou-me o esquema: não tinha ensaiado o suficiente, devido ao meu processo patológico, para poder improvisar convenientemente. Para além disso, o efeito do meu vestido tomara-que-caia foi bastante visível, porque o gajo ia-me caindo pelos ósculos abaixo, conforme vi no vídeo. Mas alguma força misteriosa impediu que isso acontecesse, pelo que digamos todos um ámen colectivo, ok? ;D
De todas as formas, poderão ver o meu skit breve, brevemente, na minha página de cosplay. =D
Quando anunciaram os prémios, estava toda contente a bater palminhas porque a outra moça tinha ganho a Menção Honrosa. Digo-vos, naquele momento nem associei que, se éramos duas, eu teria necessariamente de ter ganho o primeiro lugar. Estava genuinamente feliz por a menina ter ficado com um prémio, como se em vez de duas fôssemos vinte e três! Portanto, fiquei também genuinamente espantada por ter ganho o primeiro lugar! Isto nem sequer faz sentido, mas fazer sentido nunca foi o meu forte... D: Portanto, ganhei cenas! CENAS! Então:
- Uma videoshoot com a CMR Produções (o Kawatta-kun, com o qual tenho de falar, já que entretanto pensei e tive uma ideia!)
- Uma photoshoot com o ShadowShaper (também tenho de ir falar, também tive uma ideia!)
- 20% de desconto nos patrocinadores oficiais
- Um prémio surpresa (um pacote de pocky)
De resto, aproveitei o descontozinho e comprei algumas cenas. Provei também, antes de tudo isto, o meu primeiro Bubble Tea: absolutamente delicioso! Refrescante, alimentício, maravilhoso! Adorei! Mas, as coisas que arranjei:
- Um bloquinho muito giro
- Uma Funko Pop da Bulma
- Uma caneca KimiDoll (não estava com desconto, mas fizeram-me o imenso favor, obrigada :)
- Um pacote de pockys de morango que desapareceu muito rápido
Assim foi o evento e... Esperem! Falta uma coisa importantíssima!
FOTOFOTO
Parceira de concurso! <3
Ana-san, eu salvava-te se não estivesse a tirar a foto
As minhas amigas piriris, com quem tive uma interessante conversa sobre ranho
Buéda noivas! Fiquei com pena de não ter apanhado uma foto melhor...
Em conclusão: foi um evento muito simpático e divertido, apesar de pequenos detalhes que podiam ter corrido melhor. Como dizia ao organizador, acho que estes eventos fazem falta, para não ser só Ibers e cenas dessas. Às vezes faz falta voltar um pouco às nossas raízes, penso eu, com eventos pequeninos, de convívio e com diferentes actividades do habitual. No entanto, o preço era elevado para o conteúdo e, sobretudo, foi um bocadinho difícil ser cosplayer neste evento, pois as condições eram muito precárias. Mas enfim, são tudo aspectos que poderão melhorar um dia. Aguardo a próxima edição! =D
Nota: Esqueci de dar agradecimentos devidos à Ana-san, que acabou por não poder assistir ao sukito, ao staff Ivo Anjo, que fez o favor de gravar o sukito (somos anjos! Unidos pelo destino!) e a todas as pessoas que depois acabaram por permitir a minha entrada no backstage, que estava cheio de projectores e rapazes em tronco-nu. OBRIGADES A TODES! <3 <3
Nota: Esqueci de dar agradecimentos devidos à Ana-san, que acabou por não poder assistir ao sukito, ao staff Ivo Anjo, que fez o favor de gravar o sukito (somos anjos! Unidos pelo destino!) e a todas as pessoas que depois acabaram por permitir a minha entrada no backstage, que estava cheio de projectores e rapazes em tronco-nu. OBRIGADES A TODES! <3 <3
By : ladyxzeus
Festa no Covil
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Festa no Covil
Juan Pablo Villalobos
2010
Novela
Começo a ler os livros que me ofereceram pelo meu aniversário (aniversário!). Este foi o Qui que me ofereceu, escolhido com todos os cuidados que Qui tem em escolhas. :) Trata-se de um livro curtinho, com apenas 80 e poucas páginas, mais uma novela do que um romance. É o primeiro livro de um autor Mexicano em ascendência e, para primeira obra, é um trabalho divertido e bem curioso.
Narrado na primeira pessoa, conta as aventuras e desventuras de um rapazinho que, de entre todas as coincidências, é filho de um barão da droga. Assim, a sua forma de ver o mundo é bastante diferente da das outras crianças. Tem uma colecção de chapéus tão vasta que precisa de um quarto só para ela e o seu sonho é ter um hipopótamo anão do Líbano para a sua colecção de animais.
O discurso é muito divertido, porque é narrado por uma criança pequena (embora nunca saibamos exactamente a sua idade). Ele considera-se um prodígio porque conhece uma série de palavras ditas "difíceis", que repete constantemente na sua narrativa. No entanto, acaba por ser uma criança simplesmente inadaptada, pois não tem contacto com os seus pares e vive rodeado por um ambiente de perigo e constante suspeita. Ainda assim, há uma confiança cega naqueles que o rodeiam e, de certo modo, quase podemos dizer que este miúdo tem uma vida feliz.
É uma suposição muito grande pensar como seria a infância no palácio do cartel da droga, mas é uma ideia bem concebida e muito bem executada. Fala mais sobre as alegrias da infância, mas de uma perspectiva um pouco perversa.
Um livro divertido, simples, que me arrancou sorrisos bastantes. Obrigada, Qui :)
By : ladyxzeus
Em Busca do Tempo Perdido 7 - O Tempo Redescoberto
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Em Busca do Tempo Perdido 7 - O Tempo Redescoberto
Marcel Proust
1927
Romance
Parece que, portanto... Descobri o Tempo Perdido! Pois é... Terminei a grande saga! E devo dizer que não foi nada tão difícil como esperava, porque foi uma leitura absolutamente deliciosa! =D
Ora, neste último volume o Narrador continua à procura de um tempo que já se perdeu. E tudo está bem, até que começa a Primeira Guerra Mundial. Nessa altura parece que todos os homens jovens são deslocados para as trincheiras, restando os doentes, como ele, e os velhos. Assim, ele assiste a algumas coisas ligeiramente escabrosas, quase todas protagonizadas pelo Sr. de Charlus.
Mas depois, e aqui está o génio disto tudo!, ele afasta-se para casas de repouso, para regressar anos mais tardes. E nessa altura... O tempo! O tempo que estava perdido! Onde está ele? Estão todos velhos. Velhos, horrendos, acabados. Os salões que encantavam o narrador no passado perderam todo o seu brilho, todas as pessoas reaparecem como peçonhentas, sem interesse. Finalmente o autor percebe que o mundo em que vivia nunca foi real: não era aí que ele iria encontrar o tempo que se perdeu. Agora, perto da morte, é que fianlmente percebemos como nada disto faz sentido.
O narrador compreende que nada disto faz sentido.
E isto, senhores, isto é brilhante!
Recomendo vivamente a todos que tenham a aventura de, pelo menos, experimentar este romance em 7 volumes. É simplesmente fabuloso!
By : ladyxzeus


