• The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

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    The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
    Douglas Adams
    1979 - 1992
    Ficção Científica

    Este foi o último livro que me faltava ler do montinho adquirido na Feira do Livro. Já há muito tempo que queria ler este livro e até o tinha em versão digital no Kobo. Mas quando vi este volume "Ultimate", com os cinco livros e um conto extra, pensei que seria uma boa oportunidade.

    Os livros são independentes uns dos outros, de certa maneira, portanto falarei de cada um separadamente.

    The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

    Arthur Dent é um britânico normal que vive uma vida normal, até ao dia em que é informado de que a sua casa será demolida para construir uma estrada. No entanto, o seu estranho amigo Ford Prefect leva-o para fora do planeta, já que este também será demolido para construir uma estrada. Reunindo-se com diferentes pessoas, descobrem uma série de coisas sobre o planeta Terra, que afinal foi construído para dar a Pergunta à Resposta para todas as Coisas do Universo, que é... 42.
    Trata-se de um livro muito engraçado, com um típico humor britânico tão característico dos Monty Python (para quem o autor, aliás, escreveu). As descobertas que são feitas uma após outra são surpreendentes, se bem que por vezes muito difíceis de imaginar. Por exemplo, foi muito difícil para mim visualizar Zaphod, com duas cabeças e três braços. Para além disso, estava convencida de que esta aventura seria mais um caminho pelo universo de mochila às costas, mas tornou-se mais uma espécie de mistério policial.

    The Restaurant at the End of the Universe

    Depois acabamos por ir comer a um restaurante onde podemos ver o universo a acabar constantemente. São introduzidos novos conceitos sobre viagens no tempo e universos paralelos, o que acaba por tornar o livro muito confuso. Para além disso, começo a reparar que este livro tem falhas estruturais graves, como inexactidões, confusões e contradições.

    Life, the Universe and Everything

    Mais uma vez temos de salvar o planeta, desta feita contra um grupo de pessoas que gosta da paz e do amor e da exterminação de todas as outras formas de vida. Mais uma vez, a narrativa apresenta-se confusa, sempre intercalada com passagens do guia que nada significam para o contexto em questão. O livro começa a tornar-se cansativo e repetitivo e começo a arrepender-me de não estar a fazer intervalos entre cada um dos volumes.

    So Long and Thanks for All the Fish

    Este foi o meu livro preferido do conjunto, porque pela primeira vez falamos de algo aparentemente normal e vemos como o personagem de Arthur Dent evolui. No entanto, esta evolução acaba por descaracterizar um pouco o personagem. Ficam em falta explicações diversas que nos são prometidas ao início, o que acaba por ser um processo frustrante.

    Young Zaphod Plays it Safe

    Um pequeno conto, cujo conteúdo me passou completamente ao lado. Não compreendi o contexto nem o objectivo, mas se calhar é porque sou um pouco burrínea.

    Mostly Harmless

    Introduzem-se conceitos de universos paralelos. No entanto, foi o livro que menos gostei, de todo. Confuso, sem interesse, com uma descaracterização completa dos personagens e mal introduzido dentro da cronologia da série.

    Para mais, não foi escrito por Douglas Adams, o que se nota pelo conjunto de piadas altamente forçadas que povoam todo o livro.

     Em conclusão:

    Este guia para as galáxias aparece com um potencial hilariante imenso, logo ao início. No entanto, o próprio autor diz que tudo isto foi escrito, mais ou menos, por mero acaso e que se há coisas que fazem sentido nem ele sabe porque razão isso acontece. E isto nota-se bastante. Os cinco livros em conjunto tornam-se quase torturantes no sentido em que as piadas se repetem, os conceitos são altamente complexos e estão mal explicados e estruturados e, no fundo, tudo se torna num verdadeiro aborrecimento. Felizmente, houve o Thanks for all the Fish para me fazer relaxar um pouco na leitura.

    Recomendo, talvez, o primeiro volume pela sua importância revolucionária no âmbito da ficção científica da época. Os outros, deixaria para trás.
     

  • Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"

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    Lançamento "Não Metas um Poeta Dentro de Água"
     
    Hoje falaremos de algo um pouco diferente. Sexta feira que passou, após um dia de trabalho não extenuante (porque cancelado), dirigi-me à Oficina do Cego para o fabuloso lançamento de uma publicação altamente independente, de nome "Não Metas um Poeta Dentro de Água" .

    Contexto? Ora bem, já no ano passado, fui fazer um Curso de Escrita Narrativa, com o autor e mestre Rafael Dionísio (publicado pela Chili com Carne). Participaram também a Patrícia M. Noronha e o Rodrigo Prista, sendo que ficámos grandes companheiros literários depois de todo este processo criativo. Ora, com este curso vinha um bónus! A publicação dos contos realizados nesse âmbito, num conjunto de fotocópias com aspecto muito agradável.

    A Oficina do Cego é uma oficina de tipografia, sendo que foi lá que foi feita a capa, sob a mágica orientação da Patrícia (já que eu estava a trabalhar e o Rodrigo ausente sem licença). Foi feita em caracteres móveis, que incluem letras e um bonequinho a saltar para dentro de água. Onde arranjámos o título? Ora, estávamos falando sobre um poeta que gostava de natação e alguém, acho que eu, gritou... NÃO METAS UM POETA DENTRO DE ÁGUA! E, assim, ficou o nome.

    Neste lançamento, com muita comida e bebida, falámos um pouco sobre os nossos contos, que foram ilustrados de forma bastante macabra pelo mestre João Feitor. Eu cá gostei bastante da ilustração do meu conto, embora não tenha percebido o tema da aranha ;)
     
     

    Sobre os contos propriamente ditos, dissemos várias coisas. Farei mais um menos um resumo:


    Em "O Sonho de Matilde", da Patrícia, um professor de pintura morre de inveja do talento da sua aluna idosa, sendo que posteriormente acontece um crime. 

    Em "Carlos André ou Antifa", meu, um jovem metaleiro está dividido entre a sua paixão pelo moshpit e a sua paixão pelo jazz. Está sempre acompanhado pelo seu gato anti-fascista, o Antifa e, posso dizer, a história acaba bem. :)

    Em "Bequadro", do Rodrigo, falei eu um pouco, já que o referido rapaz está ausente em terras africanas até notícia em contrário. O Rodrigo é poeta e é um conto poético, no universo da música clássica, em que se prevê uma desgraça (mas não é um crime).

    Estive acompanhada pela minha mãe e pelo Rui (sua pessoa) e foi muito interessante estar com todos. Falei com muitas pessoas diferentes que me deram toda uma nova perspectiva sobre o mundo editorial, e para quem espero não ter parecido demasiado convencida sobre os meus talentos, que são quase nenhuns...

    De resto, fiquei com vontade de praticar mais a minha escrita (que podem acompanhar no meu blog paralelo O Bentivi Urbano), participar em mais cursos e, no fundo, escrever mais coisas. :) Fiquei com 15 mini livros para mim. Foram fotocopiados 50, 15 para cada um e 5 para a Oficina. Dos meus, estou a oferecê-los às pessoas mais próximas de mim, sendo que até já mandei um para o Brasil, para sermos internacionais! Qualquer um de vós que queira ler estes contos, poderei enviar pelo correio um dos volumes. Peço depois é que partilhem com as pessoas. :)


  • Blue Submarine No. 6

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    Blue Submarine No. 6
    Maeda Mahiro - Gonzo
    Anime OVA - 4 Episódios
    1998
    6 em 10

    Um curto OVA, com episódios de 28 minutos (excepto o último, que tem 40). Acabou por ser uma experiência mais curiosa do que esperava ao início.

    Neste mundo, tudo está semi-submerso no mar. Lá vivem umas criaturas, humanos artificiais, que estão em constante batalha com as pessoas da superfície. Mas quando um piloto vulgar salva um destes seres e volta a pô-lo dentro de água, tudo pode tornar-se um pouco diferente do que se previa.

    A história não é original, mas é interessante na medida em que a estrutura social dos vários seres é apresentada de forma diferente. Da mesma forma, distingue-se pelos designs dos personagens, das diversas criaturas e da maquinaria. A história desenvolve-se até um ponto de viragem bastante pessimista, mas infelizmente pareceu-me que o OVA foi demasiado curto para que apresentassem o material na sua íntegra Assim, acaba por parecer demasiado curto. O que eu queria realmente saber não nos foi mostrado (seria, "o que se passará depois de encontrarem os monstros"), mas talvez isso não seja necessário o parte integrante da história. Talvez o objectivo seja efectivamente passar esta ideia de vida perdida.

    Apesar de os designs serem muito bons, não se pode dizer o mesmo da animação. Este OVA saiu entre 98 e 2000, pelo que a animação digital ainda é primordial. Isso nota-se com evidência em todas as cenas que incluem máquinas e máquinas dentro de água, o que é um pouco desagradável.

    Musicalmente, não temos uma OST muito forte, mas isso pode ser compensado por uma ED sólida e reminiscente de sons populares de décadas passadas.

    Foi um anime giro, mas não o recomendaria.
  • Cleopatra

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    Cleopatra
    Osamu Tezuka - Mushi Production
    Anime - Filme
    1970
    7 em 10
     
    Depois de ver a Belladonna of Sadness, recomendaram-me que visse o resto do projecto Animerama. Como já tinha visto o 1001 Noites, restava-me este, que procedi a assistir na companhia do Qui. Este é o outro filme escrito e dirigido pelo mestre Osamu Tezuka, o que acaba por ser bastante evidente no estilo artístico e narrativo.
     
    Para começar, não recomendo de todo a versão que está no youtube (e que vimos para não termos o trabalho de sacar), pois as legendas são uma coisa completamente destituída de sentido. Os próprios subbers dizem "como o filme não faz sentido as legendas também não", mas a verdade é que - pelo pouco Japonês que sei - o filme é bastante mais simples do que aparenta à primeira vista.

    Tudo começa com uma civilização do futuro que se vê perante uma invasão com o "Projecto Cleopatra". Para descobrirem do que se trata o tal projecto, decidem enviar três representantes ao passado, à época da conquista do Egipto pelos romanos, para saber o que se passava na altura. As conclusões... Bem, terão de ver o filme :)

    A narrativa é simples e acaba por se basear, sobretudo, nas relações entre os personagens. A nossa personagem de foco é a Cleopatra, que aparece mais como uma vítima do acaso e de um amor inusitado que nunca tinha conseguido antes, do que como a entidade manipuladora que os livros de história nos mostram. Assim, o filme acaba por ter uma vertente muito feminista e respeitadora da figura feminina (apesar de todo o erotismo inerente), já que a figura de Cleopatra é apresentada sob uma luz quase vitimizadora, em que há a obrigação de fazer todo o tipo de coisas que colocam os seus ideais em cheque.

    Como disse anteriormente, este filme tem uma elevadíssima carga erótica. Isto, à mistura com o estilo característico de Tezuka, tem um resultado deveras estranho e absolutamente hilariante. As cenas mais sérias são cativantes, mas existe uma miríade de outros momentos em que somos efectivamente obrigados a rir. Tezuka faz todo o tipo de coisas, desde uma "pantera cor de rosa" em cavalo até auto-referências nos piores momentos.

    E, falando em todo o tipo de coisas, que dizer da animação? Este é um filme absolutamente revolucionário. Fazem-se aqui coisas que se foram tornando vulgares, acabando por desaparecer nos dias de hoje. Temos de tudo, desde animação com recortes, a técnicas de slow-motion, passando mesmo pelos primórdios de uma reciclagem de animação muito discreta... Enfim, a ideia que dá é que lhes disseram "tomem dois euros e façam um filme" e que, com isso, fizeram tudo aquilo que se lembraram :) A forma como algumas cenassão animadas (por exemplo, o assassinato de César) prima por uma originalidade estonteante e uma capacidade de decisão típica de uma pessoa que se quer divertir a fazer coisas. O resultado é, simplesmente, fascinante.

    Finalmente, digamos algo sobre a banda sonora. Com uma mistura de sons pop típicos da época e algum sonoro experimental, mantém o filme vivo e palpitante do início até ao fim. Não me impressionou tanto como nos outros filmes da saga, mas ainda assim tem o seu valor.

    Enfim, devo dizer que este conjunto de filmes, individualmente ou todos juntos, são uma experiência de visualização fantástica. Sobretudo para quem tem interesse na evolução da animação e como ela veio a ser o que é hoje. Porque estes filmes são sobretudo uma experimentação e a avaliação de tudo o que se pode fazer. Isso é, sem dúvida, demasiado interessante para podermos perder.
     

  • Kamisama no Memochou

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    Kamisama no Memochou
    Sakurabi Katsushi - J.C. Staff
    Anime - 12 Episódios
    2011
    6 em 10

    Parece-me que finalmente regressei ao meu ritmo normal de visionamento de anime. Ah, finalmente!

    Recomeço as minhas visualizações com um anime que, como quase tudo, não foi nada de especial. No meio de dezenas (ou centenas!) de animes de mistério, este é apenas mais um deles. Afinal, o que se passa aqui?

    Um rapaz inadequado vê-se envolvido com um grupo de pessoas que trabalha para uma rapariga misteriosa que vive fechada no seu quarto. Uma NEET (not employed, being educated or in training) que, apesar de tudo, trabalha como detective para quem precisar de um detective. Porque, tal como o estereótipo indica, é uma super hacker plena de inocência, beleza e ursos de peluche. E lá vão estes geeks todos resolver uns casos e descobrir umas cenas sobre a vida, num ambiente em que, no fundo, não se passa nada de importante.

    Talvez o facto de nenhum dos casos ser realmente importante esteja relacionado com o facto de que as personagens também não tenham nada de relevante sobre elas. Se temos a NEET como factor principal, isso significa que todos os outros personagens saíram mais ou menos ignorados, sendo que todos eles foram enquadrados dentro de uma caixinha estereotipada e não mais de lá saíram. Quanto à moçoila, apesar de estar fechada em casa com a sua bonecada, é extraordinariamente boa em tudo, distinguindo-se em campos tão improváveis como a habilidade desportiva. Isso não só lhe retira qualquer realismo que ainda restasse como a torna em mais uma típica Mary Sue, uma projecção autoral idealista em que nada pode deixar de ser perfeito.

    A animação é típica e tanto boa como insossa. Não há atenção ao detalhe, os designs pretendem retratar uma normalidade que acaba por se tornar aborrecida pela falta de conceptualização. Cenas de acção propriamente ditas? Pouco que se veja.

    O mesmo acontece na música. OP e ED são mais do que já vimos tantas vezes antes, enquanto que no parênquima nem se dá pela presença das peças.

    Um anime muito pouco impressionante, repetitivo dentro do género. Será esquecido bem depressa.
  • Super Lovers

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    Super Lovers
    Ishihira Shinji - Studio Deen
    Anime - 10 Episódios
    2016
    5 em 10

    Com este anime termino a season de Primavera. Comecei a vê-lo porque há bastante tempo que não pegava num BoysLove e experimentava um certo tipo de saudade em relação ao género. Mas este anime trouxe-me uma certa revelação, que talvez esteja relacionada com o ascender de minha provecta idade. Parece-me que, infelizmente, este tipo de BL me faz uma certa confusão.

    Mas o que deveria eu esperar de um anime chamado "Super Lovers" com um puto e um adulto abraçados na imagem promocional? Repare-se que eu antes até achava piada a isto. Era romântico e fofo e tal. Mas agora estou a ter dificuldade em ultrapassar este tipo de mecanismo narrativo.

    Processa-se assim: um gajo todo bom vai ao Canadá e descobre que a sua jovem mãe adoptou um puto todo bom. Depois eles crescem mais um pouco e desenvolve-se uma relação de amor fraternal que excede as necessidades entre-irmãos. Ao início, até era um anime simpático: como conquistar a amizade de um miúdo que só fala com cães e, progressivamente, entrar no seu mundinho. Mas a partir do momento em que a narrativa se passa no Japão, tudo começa a tomar proporções muito estranhas.

    Poderia ter sido um anime que explorasse a descoberta da sexualidade do eu adolescente, mas a caracterização dos personagens não o permite. Para começar, são fixas dentro das suas personalidades, acabando por entrar de rompante por dentro do estereótipo "seme" e "uke", o que já se vem tornando aborrecido. Mesmo dentro disto, os personagens têm atitudes erráticas: por vezes demasiado infantis, outras demasiado adultos, nunca um meio termo. A relação em si é estranha porque, apesar de serem irmãos adoptados, há sempre uma aura incestuosa vagando por cima de nós. Existe mais uma série de outros personagens, mas que não contribuem em nada para a narrativa e que não sofrem qualquer tipo de caracterização ou desenvolvimento.

    A arte é básica, muito típica do género, sendo que o design dos personagens peca pela falta de originalidade e realismo. Não temos grandes cenas de animação e o aspecto mais interessante acaba por ser o design dos canídeos que populam o anime em maior ou menor quantidade.

    Musicalmente, temos uma sonoridade repetitiva, com OP e ED pouco inspiradas e o resto da banda sonora muito pouco memorável.

    Para mim, uma experiência que teve o seu valor, pois revelou que estou velha para isto.

  • Sailor Moon: Crystal Season III

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    Sailor Moon: Crystal Season III
    Kon Chiaki - Toei Animation
    Anime - 13 Episódios
    2016
    10 em 10 

    Como referido anteriormente, Sailor Moon é uma paixão que venho alimentando por muitos anos. Assim, afirmo desde já que esta classificação máxima (o 10 em 10) é uma mentira puramente subjectiva. Passarei a explicar no comentário que se segue a minha real opinião sobre este anime que, embora tenha adorado com todo o meu coração, ainda contém algumas falhas que poderão ser colmatadas no futuro (e que espero que sejam)

    Esta "Season III" mostra-nos a secção da história relativa ao aparecimento das Outer Sailors e da Super Sailor Moon. A história tem um toque de ficção científica muito característico desta série, que mistura a magia do amor com aspectos mais técnicos, fruto de uma imaginação prodigiosa. Claro que a narrativa tem as suas falhas, mas aprecio-a por ser típica da sua época e estonteante na sua concepção.

    Assim, o que poderei comentar sobre este anime? Começo pelas personagens. Mais uma vez, estabelecemos a sua força enquanto lutadoras num contexto difícil de ultrapassar, em que as suas vitórias são conseguidas por um conjunto de ideais que deveriam ser incutidos no público alvo deste tipo de anime. As novas personagens são apaixonantes e cativantes, envoltas numa aura de mistério ao início mas progressivamente convencidas a juntarem-se na luta contra as forças maléficas. As relações entre as personagens são quase comoventes pelo facto de provarem que ainda existem valores neste universo.

    De resto, observamos uma mudança radical no estilo escolhido para esta nova instância de Sailor Moon. Se nas primeiras duas seasons o traço único do manga foi mantido, desta feita escolheram dar um toque mais moderno. Acredito que isto tenha sido devido às críticas abismais dos fãs das séries originais, que não conseguiram aceitar as imagens clássicas do manga adaptadas e a cores. Este novo estilo acaba por funcionar bastante bem e ser um pouco refrescante, apesar de tudo. Espero que todas as pessoas que reclamaram se sintam bem felizes agora :)

    A animação tem bastantes erros, o que é uma situação um pouco infeliz, mas quando acerta... Acerta plenamente. Temos um conjunto de imagens que resultam extremamente belas. Ainda assim, foi um pouco aborrecido ver a reciclagem constante de animações, sobretudo no respeitante aos ataques (que, para mais, têm sequências um pouco estranhas e quase ridículas)

    Finalmente, a música é um dos pontos fortes. Temos peças corais altamente intensas para os momentos de mais acção, enquanto que outras peças instrumentais estabelecem outros momentos, num efeito muito emocionante. Ao início demorei a habituar-me à nova OP, mas mais tarde admiti que era perfeita para o anime. Temos também 3 EDs, dedicadas a personagens diferentes, que são simplesmente apaixonantes e viciantes.

    Um anime com muitas falhas, mas que não posso deixar de amar. <3

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