• Santa Company

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    Santa Company
    Itoso Kenji - Nexus
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10 

    Estamos um ainda um bocado fora de época (para mim o Natal começa, exactamente, a 9 de Dezembro), mas este era o próximo filme da lista de filmes a ver, portanto lá fui eu - a caminho de Viseu.

    Trata-se de uma curta história de Natal, nada de muito moralista. Nesta versão do Natal, tudo se processa na "Santa Company" uma empresa feita de muita gente que se dedica a tornar as festas realidade com a entrega dos presentes. Fiquei curiosa em relação à organização da empresa e tudo isto poderia ter sido melhor explicado e mais explorado, pois é a parte mais interessante de todo o filme. Enfim, uma menina (Noel) que é lá estagiária mete-se, com os seus amigos, na aventura de responder a um pedido que veio atrasado. Pelo caminho há muitas quedas e ela conhece um homem misterioso (talvez o verdadeiro Pai Natal?)

    As personagens são muito simples, sendo que a sua caracterização é unidimensional e básica. Essencialmente, percebemos apenas que são todos amigos há algum tempo e que há uma certa superioridade hierárquica entre uns e outros. Não existe qualquer tipo de desenvolvimento, fora uma conclusão aparentemente fofa, e as suas interacções estão simplificadas e funcionam apenas dentro do contexto do filme.

    Temos uma animação cuidada e sem falhas, mas que poderia ser mais ambiciosa. Os detalhes dados à organização visual da Santa Company são,  mais uma vez, a parte mais interessante do filme. As sequências de acção são simples como tudo o resto e poderiam ter sido eliminadas de todo, pois nada adicionam de positivo à narrativa.

    As músicas são natalícias, coisa que nunca se deve usar fora do Natal.

    Enfim, uma história simpática para ver com os miúdos no dia 24 enquanto se espera a altura de se abrirem os presentes.

  • Tentai Senshi Sunred

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    Tentai Senshi Sunred
    Kishi Seiji - Flying Dog
    Anime - 26 Episódios
    2008
    6 em 10

    Não dava nada por este anime. Mesmo nada. Mas depois de o começar, foi um vício até o terminar! Finalmente um anime que me fez realmente rir às gargalhadas!

    Numa cidadezinha Japonesa vive Sunred, um super-herói. Também vivem, por sinal, os monstros que são seus rivais, liderados pelo muito maléfico Vamp. Mas... E se os monstros não forem assim tão monstruosos? E o herói não tão heróico? E se forem todos... Pessoas normais?

    É com esta ideia que o anime se torna numa sucessão de situações inusitadas da vida real, em que monstros e heróis se confundem e vivem as suas vidas, sempre tendo como ideal a destruição de uns e de outros mas acabando por estar tudo em paz. Mais importante que isso é a comida! Esta "normalidade" das situações torna-as extremamente cómicas, porque não é todos os dias que vemos um monstro verde a fazer uma endoscopia ou um herói desesperado por não conseguir lavar a loiça. Pelo meio temos uma grande partilha de receitas (Vamp adora cozinhar) e muitos momentos que vão para além do cómico.

    Infelizmente, isto não é suportado por outros elementos. Por exemplo, os personagens estão muito simplificados dentro do seu estereótipo, acabando por ter uma caracterização "em branco" e nenhum tipo de crescimento associado (por mais cómico que pudesse ser). Também a arte é bastante fraca, embora o estilo simples acabe por funcionar bem dentro do contexto. Há um esforço por retratar a cidade, mas os cenários estão muito mal-feitos, isto é, tentam dar-lhes uma profundidade desnecessária quando poderiam ter feito bons desenhos de apenas alguns elementos.

    Finalmente, a música. A OP e ED são simplesmente hilariantes, sobretudo a última: trata-se de um tango de uma receita para almôndegas de frango. No resto da banda sonora, não temos grande ênfase em momentos musicais, acabando todas as musicas por ser muito semelhantes entre si.

    Pode ser um anime que, dentro da escala, não é muito bom. Mas que me fez rir que nem uma valente fe! E, portanto, não deixo de o recomendar. :>

  • To Kill a Mockingbird

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    To Kill a Mockingbird
    Harper Lee
    1960
    Romance

    Começo, então, a ler os livros que adquiri na última Feira do Livro. Este é um fantástico clássico da literatura moderna americana. Através dos olhos de uma criança, trata de assuntos como o racismo, a situação económica durante a Grande Depressão e o papel feminino nestas situações.

    Scout é uma miúda que não se comporta muito como uma rapariga o devia fazer naquele tempo. Anda descalça e de fato macaco, sobe às árvores e atira em pássaros com a sua pressão de ar. Todos menos as cotovias, porque é pecado matá-las. Tem um irmão mais velho, Jem, com quem faz todas as coisas. E o seu pai, Atticus, é advogado. Por causa disso ela gosta de ler e tem muitas perguntas sobre a vida.

    Tudo começa com um grande mistério: onde estará Boo Radley, o seu assustador vizinho? Com isto por trás, vamos conhecendo um a um todos os amigos e habitantes desta cidade sulista, embrenhada no interior do estado do Alabama. Quando Atticus toma a defesa judicial de um caso complicado, a suposta violação de uma rapariga branca por um negro, Scout observa tudo e coloca muitas questões que, na sua inocência, ainda se mantêm actuais.

    É através deste retrato tão singelo e exacto do que pode acontecer numa pequena cidade isolada que a autora nos transmite uma visão exemplar do que pode ser a vida, tendo como modelos morais uma série de personagens que ficam vivas na memória.

    Com alguns momentos narrativos espectaculares (como, por exemplo, a cena do julgamento) ficamos a conhecer todas estas pessoas e assistimos a justiças e injustiças pelos olhos de quem nada pode mudar. Os diálogos são muito ricos, e todo o texto está cheio de pequenas dissonâncias estilísticas, mesmo à moda do sotaque do sul, na época.

    Assim, torna-se numa leitura muito gratificante e o tipo de livro que eu teria tido todo o prazer em ler na escola. Porque, afinal, é tema de estudos académicos diversos. :)

  • s-Cry-ed

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    S-Cry-Ed
    Taniguchi Gorou - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2001
    5 em 10

    Tempo para mais um anime igual a todos os outros!

    Numa ilha misteriosa vivem pessoas. Algumas têm um poder chamado "Alter" em que conseguem transformar partes do corpo em partes robóticas ou monstruosas (e todo o corpo, mais para o fim). Mas há uma associação maléfica que os quer apanhar a todos sabe-se lá porque razão. Então há lutas diversas e grandes tragédias, mas com a força dos grandes punhos e dos meu tomodachi vamos conseguir vencer as forças do mal!

    Uma história fraca, em tudo semelhante a coisas que nos mostraram na mesma época (início de 00s, fim de 90s), que prima por ser indistinguível e por ter diálogos fraquíssimos. Na verdade, quase não precisava de olhar para as legendas, pois tantas vezes (tantas, tantas) já ouvi estas frases feitas e este sotaque de palavras terminadas em "oy" ou "yo". Para ajudar à desgraça, temos um conjunto de personagens perfeitamente insosso, em que o suporte que dão uns aos outros acaba por cair, outra vez, no lugar comum. De certa forma há um exagero, que poderia ser considerado se não fosse tão foleiro.

    Nisto a música contribui bastante. Temos três tipos de temas, que não se adequam em nada a nenhuma das situações e apenas lhe dão mais sabor a queijo. Primeiramente, umas tonalidades espanholadas que se inserem nas cenas de acção, mas que fazem os personagens parecerem-se com o Enrique Iglesias. Segundamente, umas peças orquestrais ali metidas a martelo. Mas o que ganha a taça são os curtos instrumentais jazzísticos que nos recordam os filmes eróticos marados dos anos 70. Enfim, é tudo absolutamente anti-climático e apenas contribui para que a história seja ainda mais ridícula. As peças, individualmente, não são más. Mas dentro da série...

    Artisticamente, é bastante fraco. Os cenários e as pessoas em geral não têm qualquer tipo de detalhe, sendo que o valor de produção é gasto em transformações espectaculares e designs estranhos e pouco imaginativos.

    Um anime fraco que, digo eu, nem vale a pena ver.

  • AmadoraBD 2015

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    AmadoraBD 2015
    Evento

    Depois da aventura Inglesa, voltamos à terra para visitar aquele que será um dos mais antigos eventos dedicados à banda desenhada em Portugal: AmadoraBD, ou o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora!

    Tudo começa com um acordar matutino e com uma vista da janela absolutamente dantesca: está a chover torrencialmente, a potes, cães e gatos, é o apocalipse aquático vindo do céu! Eu olho para aquilo e penso... "O meu fato é todo branco!" Pois levarei um cosplay para estrear neste evento e participar no desfile. Mas a chuva não nos pára e, depois de apanhar o Qui (que me tem vindo a acompanhar a este evento desde tempos imemoriais), seguimos para a Amadora. Ora, no ano passado estivemos perdidos à grande pelo que desta vez obtive um GPS melhor. Com (ou sem) a sua ajuda descobri que o Fórum Luís de Camões, onde se processa este evento, fica a cinco minutos da minha casa e que até dava para ir a pé! Mas seria um esticãozinho.

    Este ano, mais uma vez, todos os cosplayers tinham convites com direito a acompanhante. Também havia uma opção em que se entregássemos um brinquedo dava direito a um bilhete. O Qui levou três (dois robot s e um dinossauro) pelo que ganhámos três bilhetes extra! Depois pediam-nos que respondesse-mos a um pequeno inquérito sobre onde tínhamos descoberto o evento e tudo o mais. Disse que quem me convidou foi a Associação Portuguesa de Cosplay, o que é mais ou menos verdade.

    Já estando eu equipada com as minhas fabulásticas asas e disfarçada de anjo (mas eu não era um anjo! Isso vos garanto!) procurámos o auditório. Estava no andar de baixo. Lá chegados descobrimos que o desfile, em que me tinha inscrito assim que voltei das Englands, tinha sido adiado para as 17:30... Isso deu-nos tempo para ver toda a exposição! Falemos um pouco dela:

    Exposição Exponencial
     
    Este ano pareceu-me muito menor do que o habitual. O espaço era o mesmo, mas os temas expostos pareceram-me menos, para além de que a zona das lojas estava bastante diminuta. De resto, as BDs expostas (ou HQ: descobri neste evento que HQ significa "Histórias em Quadrinhos") eram muito interessantes, com pequenos pavilhões dedicados a cada uma delas e a vários autores, mostrando todo o processo criativo e de argumento em grande detalhe. De entre os assuntos expostos, achei curiosa a exposição de alguns jornais muito antigos com BDs primordiais. Mas não gostei nada que, mais um ano e mais uma vez, falassem da Mafalda, essa panhonha.












    Para além de gráficos muito curiosos retirados de uma tertúlia de desenhadores, estavam também expostos os participantes dos dois concursos propostos. Um deles era sobre os Direitos da Criança e tinha alguns trabalhos impressionantes. Achei que o mais estranho era o de um senhor de 79 anos, que retratava uns pessoais a dar no cavalo (mas não o fotografei). O outro concurso era uma homenagem aos idosos Quim e Manecas e havia coisas muito simpáticas sobre a vida, o futuro e a esperança nestes.





    Reparei que este ano o Festival parecia estar muito mais dedicado às crianças e ao público infantil em geral. Havia imensas passagens secretas e brinquedos e jogos. Mas eu era demasiado grande para brincar neles...


     Isto era um labirinto!

    De resto, pareceu-me tudo muito ecológico, com quase todos os elementos feitos em cartão, o que dava um efeito visual muito catita.

    No andar de cima estavam as lojas, à volta de um local circular onde estavam encerrados os autografantes. Comprei dois livros, mas num dos casos recebi um de oferta. Foi na Chilli com Carne! Estava a pagar quando o jovem do outro lado me diz que me vai oferecer mais uma BD! Eu pergunto "porquê?" e ele responde "porque sim"! Que fixe! Será um sinal divino? Será porque eu era um anjo? Apesar dessas vantagens, senti-me impossibilitada de circular pela maior parte dos locais, pois estava mais gente do que no resto da exposição (que estava dividida pelos dois andares, sendo que o de cima tinha o tema dos "Direitos da Criança" mais patente. Tinha uma ordem para ver, mas nós fizemos ao contrário). Uma senhora de uma das lojas até me disse "os anjos podem entrar!" ao que eu tive de responder... "Mas eu não caibo!! ;___; "

    De resto, as coisas que obtive foram as seguintes:

    • "O Poema Morre", novo album de David Soares, de que sou grande fã
    • "The Care of Birds", livro que tinha ouvido falar num blog que sigo
    • "Hábito faz o Monstro", o tal que me ofereceram (e que parece altamente tripado)
    • Marcadores diversos
    Entretanto fui falando com gente variada e conhecida, contando-lhes das aventuras britânicas e quês. Por essas alturas, aparece-me uma menininha microscópica que me vem pedir uma fotografia com uma máquina fotográfica da Dora. Ela vinha cheia de vergonha, mas eu saquei do meu coração (um prop, não um coração a sério) e lá me tirou a foto com ajuda do seu pai. Fiquei tão contente por uma coisa canocha como esta ter gostado do meu cosplay! =D

    Seguimos então para o desfile, o que significa que... Sim! Fotos! Bora:

    Fotos de Cosplayers e Desfile

    Curiosamente (ou talvez não, com o que chovia) estavam muito menos cosplayers presentes do que é habitual. Segundo o Qui, que assistiu ao desfile e que foi o autor das fotos que vos apresento, passou-se num instante. Mais ou menos como... "Então estão aqui estas pessoas e agora é boca, acabou!"

    De qualquer forma, um desfile bem organizado e profissional, como a APC nos tem habituado, que talvez tenha pecado por a maioria das pessoas (eu inclusa) não se ter mantido no palco o tempo suficiente para muitas, muitas fotos. Mas é difícil de calcular o tempo que estamos em palco quando não há skit... Ainda assim eu quis participar, para variar um pouco. :)

    Enfim, espero que a falta de cosplayers não signifique o abandono desta actividade em anos futuros. É o tipo de evento que acabou por ser esquecido por não ter animus variados, mas que é muito importante para a nossa comunidade e que devemos valorizar e manter. Até porque eu gosto de entrar gratuitamente todos os anos e vocês também deveriam aproveitar a chance, porque é uma exposição muito interessante!

    Mas vamos às fotos. Foi o Qui que tirou as do desfile e, infelizmente, ele não estava muito bem posicionado. Assim, podem parecer um pouco estranhas.

     A bruxinha quis porque QUIS muito aparecer na foto e não podemos negar este tipo de coisa porque ainda nos lançam um feitiço de fofos!












     Todos juuuntos, todos juuuntos! Eu fiquei bem o no meio! :o

     Já sabem, quem quiser as fotos em maior basta pedir neste espaço ou no Face ou na minha página ou onde quer que me encontrem :)

    Conclusões

    Apesar da variedade mais reduzida da exposição, continua a ser uma visita essencial no circudo dos bedéfilos em Portugal. Para além disso, o número de cosplayers foi muito menos do que o habitual, o que me causa uma certa apreensão... Tenho medo que, se formos cada vez menos, a organização deste evento considere que não queremos realmente ir lá e que não temos interesse, o que não é verdade. Terá sido da chuva? Ou precisamos de mais manga?

    De qualquer forma, foi um bom evento para relaxar e descansar. Também para tirar algumas fotos mais ou menos amorosas com os cenários da exposição. Para encontrar pessoas que já não via há algum tempo e conversar bastante. Ver-nos-emos de novo em breve!

    Até lá fiquem com uma foto do meu coração. Também estou eu na foto, perdão.
     
  • Massugu ni Ikou.

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    Massugu ni Ikou.
    Tsunaki Aki - Yumeta Company
    Anime - 4 Episódios + 5 Episódios
    2003
    6 em 10

    Com toda a certeza já terão percebido que eu adoro cães. Cães, baleias, manatins e peixes-lua, acho que são o top dos meus bichos preferidos. Portanto, foi com muito prazer que assisti a este anime em que os personagens principais são, precisamente, os cães. É um anime muito curto, que se vê num instante.

    Mametarou é um cão sem raça que tem muitos amigos. Em cada episódio ele faz uma nova amizade e ficamos a conhecer um pouco mais sobre outros cães, de várias raças e feitios. De certo modo, gostei deste anime sobretudo porque me deu a conhecer o modo de vida de canídeos no Japão, que é algo pelo qual tenho uma certa curiosidade. Pelo que se vê, têm liberdade de andar na rua e é improvável que lhes façam mal ou que sejam atropelados. Que bom que é ser um cão no Japão!

    Os personagens são amáveis, como só os cães conseguem ser. Infelizmente, fiquei com a ideia de que o conceito de comunicação entre cães e pessoas poderia ter sido abordado de forma diferente e, sem dúvida, mais próxima da realidade científica. De resto, apesar de uma caracterização sólida, não existe qualquer tipo de desenvolvimento pessoal ou relacional, sejam cães ou pessoas. No entanto, as suas personalidades dão azo a muitos momentos simpáticos e grandes sorrisos.

    A arte não é extraordinária, mas acerta relativamente à anatomia animal e à distinção entre raças de cães. Infelizmente, em muitos dos momentos os personagens são reduzidos a rascunhos tipo chibi, o que acaba por tornar os designs aborrecidos e cansativos.

    Musicalmente, temos OP e ED adequadas ao espírito da série e pouca coisa a apontar no parênquima, embora tivesse gostado que houvesse um maior ênfase à comunicação vocal canina.

    Um anime que todos os amantes de cães e pupis devem ver. :)
  • Irmão, Onde Estás?

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    Irmão, Onde Estás?
    Joel Coen e Ethan Coen
    Filme
    2000
    7 em 10
    Mais um filme dos Irmãos Coen, que se mantém com a estrutura que tenho referido anteriormente, a da viagem pelo profundo dos Estados Unidos, mostrando coisas inusitadas e imprevisíveis. Mas este filme tem uma particularidade: o texto foi inspirado e livremente adaptado da Odisseia de Homero.

    Assim, temos três prisioneiros que fogem e procuram chegar até ao sítio onde deve estar um tesouro, que um deles roubou. Pelo caminho, encontram todo o tipo de pessoas estranhas e têm uma viagem muito acidentada. No entanto, há algo que os pode salvar: a música! Porque, de certa forma, este filme é uma espécie de musical. Em todos os momentos há músicas, músicas folk antigas e esquecidas que pertencem a um património cultural com quem tantos, hoje em dia, se recusam a identificar.
     
    Cada cena está carregada de estranheza, mas sem nunca perder o humor improvável tão característico desta dupla de realizadores. O texto em si tem alguns momentos impecavelmente bizarros, que apenas poderiam ser transmitidos por um trio de actores de qualidade que interpretam na perfeição os seus papéis, desenvolvendo uma relação entre as personagens que acaba por ir além da premissa inicial.
     
    Para além disto, podemos assistir a uma sucessão de belas paisagens, caracterizando o interior sulista dos EUA da época com toda a circunstância.
     
    Um filme imperdível.

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