• Umineko no Naku Koro ni

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    Umineko no Naku Koro ni
    Kon Chiaki - Geneon Universal Entertainment
    Anime - 26 Episódios
    2009
    6 em 10

    Quando elas choram, quando elas choram... Parece uma música pimba, é melhor não começar assim. :3

    "Quando as Gaivotas Choram" é um outro take da série "Quando Choram", do qual conhecia - anteriormente - a história das cigarras. Nesta série temos mais ou menos a mesma estrutura, com um mix de magia, bruxas e maldições. Tudo começa quando os elementos de uma família riquíssima se reunem numa ilha do Pacífico para decidirem sobre a herança que cada membro irá receber aquando a morte (que está para breve) do líder familiar. No entanto, não sabem eles que este líder tem uma obsessão gravosa com o amor da sua vida, a bruxa Beatrice. Ora, para ela aparecer e viver, é necessária uma série de sacrifícios, que se inicia logo no segundo episódio. Felizmente há uma salvação: Battler, um jovem membro da família, recusa-se a acreditar na existência da bruxa. Assim, fazem o acordo: se Battler resolver os crimes misteriosos que, repetidamente, matam a sua família, poderá mandar Beatrice embora. Se desistir e passar a acreditar nela... Bem, logo se vê.

    A complexidade da história torna-a numa espécie de conto policial místico, o que tem o seu interesse. Infelizmente, a existência dos personagens apenas perturba o "jogo" e torna tudo menos emocionante. Afinal, são tantas personagens que não conseguimos criar uma ligação forte com elas. Não haveria problema no número de personagens (que são realmente muitos, quer do lado dos vivos quer dos mortos e parecem nunca acabar, pois de tantos em tantos episódios mais personagens são introduzidos), se estas estivessem desenvolvidas com algum tipo de propriedade. Existem algumas relações de interesse, como a de Maria e a sua mãe, mas acabam por ficar para trás perante a sempre presente possibilidade de todos morrerem antes de se observar uma conclusão. Gostaria de ter ficado a saber mais sobre as outras pessoas, como a mãe de Battler ou aquela senhora do cabelo com dois tons quenãomalembraonome.

    A própria Beatrice (na sua encarnação de Beato) poderia ter sido desenvolvida de forma muito mais acutilante, de forma a explicar o porquê da sua maldade inerente. De certa forma, a atitude das bruxas é um elemento cativante, pois revela inteligência na escrita do argumento. Mas a sua personalidade, propriamente dita, acaba por se tornar um pouco errática. As vozes não ajudam, com interpretações exageradas e histriónicas que tornam estas personagens um pouco vergonhosas.

    Em termos de animação, não posso dizer que esteja excelente, mas tem os seus momentos. O design dos personagens é um pouco confuso e aleatório: de alguma maneira aparentam ter uma "farda", apesar de estarem todos vestidos de maneira diferente. Mais interessante é a montagem de cenas, que mantém sempre o mistério dos crimes.

    Musicalmente, achei aborrecido. OP e ED de contornos "épicos" que criam um ambiente de opulência que depois não se vem a revelar. No parênquima, muito pouco a apontar.

    Tinha dito algures que tinha esperança que esta série me entretesse fenomenalmente. Não foi fenomenal, mas vê-se.
  • Song of the Sea

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    Song of the Sea
    Tomm Moore
    Animação
    2014
    8 em 10

    Dos nomeados para os Óscares, faltava-nos ver este, que ainda não tinha chegado à internet numa boa versão (nem aos cinemas, nem a lado nenhum). E agora, posso dizer com segurança qual o filme que acho que deveria ter ganho o prémio em causa: este. Um filme maravilhoso.

    A história baseia-se nas lendas e mitos do folclore do Norte, nomeadamente da Irlanda. Aprendemos aqui a lenda do "selkie", uma espécie de foca que se transforma em pessoa quando toca na terra. Juntando várias lendas, vivemos então uma aventura de uma menina que tem de voltar ao mar e do seu irmão humano. É um filme muito interessante no respeitante a todas estas histórias folclóricas paralelas, que são fascinantes e que merecem mais estudo da minha parte. Mas também porque conta um drama familiar, dos dois irmãos que não se compreendem, dos pais ausentes e da dor da perda. Neste aspecto, identifiquei-me muito, pois tenho uma irmã (bem, duas) e a nossa relação podia ser bem melhor. Talvez precisemos de uma aventura com bruxas, foquinhas e fadas para nos unirmos finalmente.

    A animação é extremamente original. Baseada em desenhos que podem ter uma inspiração em aspectos tradicionais, faz um uso discreto dos meios digitais que se encontra muito bem integrado neste conjunto de imagens em 2D. A paleta de cores é muito completa, fazendo uso de todo o tipo de matizes nas cenas de mar e floresta, o que traz um conjunto de texturas visualmente muito agradável. O design dos personagens é simples e directo, mas de certa forma sincero. Para mais, as cenas de acção e cenas marítimas fazem uso excelente da técnica e perspectivas.

    Finalmente, não posso deixar de falar da música. A banda sonora é quase revolucionária, apresentando-nos músicas românticas, lentas e com um toque de surrealismo, mantendo sempre a tradição. Variações do mesmo tema, são intrigantes e apaixonantes, provocando uma imersão completa no universo do filme.

    De todos os filmes nomeados este foi sem dúvida o que mais me apaixonou, que me comoveu e que me tocou. Assim, recomendo-o vivamente. Apropriado a todas as idades, é um conto de fadas diferente e que não merece ser esquecido.
  • O Estrangeiro

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    O Estrangeiro
    Albert Camus
    1942
    Romance

    Comprei este livro na Feira do Livro, porque já tinha lido um do Camus, predecessor deste, e tinha gostado imenso. Posso dizer que também gostei imenso deste: li-o numa assentada. Comecei-o de manhã enquanto esperava pela minha vez para arranjar as unhas e terminei-o à tarde quando estava no barco a ir para Cacilhas.

    "O Estrangeiro" é um homem inadaptado. A narrativa começa com a morte da mãe deste personagem, que estava num lar e vai a enterrar. A sua atitude perante este facto, e perante a vida em geral, pode ser caracterizada como "neutra". Na verdade, este homem passa pela vida como se ela não existisse, aproveitando as coisas de que gosta e sofrendo com as que não aprecia, mas tudo de forma bastante indiferente. Sabemos que gosta de nadar no mar e ir à praia. Sabemos que responde secamente, e de forma positiva, às acções dos outros porque, simplesmente, não quer saber.

    É quando mata um homem, acidente ou não, que a sua atitude perante a vida começa a torná-la um pouco complicada. Assistimos ao seu julgamento e interrogatórios e sabemos que a sua condenação é injusta: nós conhecemos esta pessoa e temos uma ideia do que o levou a cometer o assassinato. Vendo bem as coisas, a culpa não é dele. Mas é uma pessoa diferente, um "estrangeiro" no meio de todas estas pessoas. Ninguém o consegue compreender e ele não se esforça por se fazer entender. 

    Assim, o livro tem uma força profunda e delicada, relatando-nos factos que podem ser considerados surreiais com tanta naturalidade que simplesmente os aceitamos como verdadeiros. A história desta pessoa diferente podia ser a de qualquer um que esteja um pouco deprimido ou que não se encontre na sua melhor forma. Considerando os problemas graves da sociedade de hoje em dia, que se baseam muito nesta premisa, Camus conta uma história extremamente actual.

    Para mais, a escrita tem momentos de extrema beleza, em que o autor tece considerações ligeiras - mas importantes - sobre a vida e sobre emoções e sentimentos.

    Gostei imenso e mal posso esperar por ler outros livros do autor.
  • Antologia Poética de Antero de Quental

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    Antologia Poética de Antero de Quental
    Antero de Quental
    Século XIX
    Poesia

    Comprei este livro na Feira do Livro, pois estava barato e sentia falta de poesia nas minhas prateleiras. Enfim, tudo indica que poderia ter escolhido melhor poesia.

    Antero de Quental foi um jovem Açoreano que escrevia versús muito vunitos sobre coisas muito vunitas, nomeadamente Jesus, a espada em chama de Jesus, a águia de Jesus e coisas vunitas que Jesus fez. Enfim, é um tipo de poesia carregadíssima com esta misticidade cristã. Embora esta tenha uma certa graça quando bem utilizada, no caso de Antero de Quental podemos discernir que estão aqui os primórdios, as origens!, dessa coisa maravilhosa que é o azeite.

    Se existe poesia azeiteira, Antero de Quental é o rei.

    Não gostei de quase poema nenhum, mas ainda assim transcrevo para aqui um dos dois ou três que até achei interessantes:

    ... LUX DUBIA

    Verg.

    Visões! Visões longínquas!
    Ondas do céu - tão puras...
    nuvens do mar - tão brandas...
    e, em tudo... formosuras!

    Coisas incertas, vagas,
    que a gente vê passar
    pelo-crepúsc'lo à tarde,
    e erguer-se com o luar...

    E mal se sabe ao certo
    se estão, se andam girando,
    ou se é o olhar turbado
    que as foi alevantando...

    Astro, que está crescendo,
    imenso, desusado,
    e se acha ser escuro
    apenas é fitado...

    Relâmpago, que o olho
    mal sabe inda se viu
    e, já nesse horizonte,
    ao longe se sumiu...

    Imagens fugidias,
    que à noite andam girando
    e entre a vigília e o sono,
    no leito, visitando...

    Véus de cambraia e renda
    flutuansdo ao longe, ao longe...
    nota socmo sumidas
    no canto de algum monge...

    Que neste céu vaguíssimo
    tomassem corpo, enfim...
    saudades misteriosas
    que a gente vê assim.

    Nem bem ao certo sabe, 
    se as vê ou se é que as sente,
    ou só com, olhos de alma
    apenas as pressente.

    Aparições fantásticas
    que muito além da vida
    nos levam, em hora estranha,
    a alma adormecida!

    Oh! quem soubera, espíritos,
    donde assim baixais!
    se sois talvez a imagem
    - no céu - de nossos ais!

    Se sois apenas sonho
    que a mente nos criou....
    ou alma irmã da nossa
    que sobre nos pairou...

    Ou ser que anda vestido
    dos raios do luar
    e para a vaga altura
    nos vem a convidar...

    Não é deserto o espaço,
    o céu não é deserto
    e então - quem sabe? - às vezes
    se possam ver mais perto.

    Essas essências puras
    que além da esfera habitam,
    onde se escuta a música
    dos astros, que palpitam

    Pois são talvez espíritos
    e vêem donde vens,
    alma! vê tu se podes
    falar-lhes - tu que tens.

    Em ti, inda um reflexo,
    como tremente lua,
    dessa penumbra incerta
    - mas doce - onde flutua

    A essência, e onde enlaçados
    vão, como a adormecer,
    banhados no infinito - 
    - juntos - a causa e o ser.

    Vendo bem a coisa, até este poema é um pouco foleiro. O que havemos de fazer? :p
  • Message to Adolf

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    Message to Adolf
    Osamu Tezuka
    Manga - 36 Capítulos/5 Volumes
    1983
    8 em 10

    Este manga fala sobre três homens que partilham o mesmo nome: Adolf. Um deles é por nós todos conhecido como aquele que instigou uma das maiores guerras da humanidade e como criminoso principal do holocausto que nos flagelou a meio do século passado. Os outros dois... Bem, teremos de ler para o saber.

    Tudo começa nos jogos olímpicos de Berlim. Sohei Toge é um jornalista Japonês encarregado de fazer uma grande reportagem acerca das derrotas e vitórias desportivas. No entanto, tudo muda quando recebe mensagem do seu irmão pedindo que vá buscar uns documentos. Este irmão é um activista comunista e os documentos tornam-se no elemento central da narrativa policial em que este manga se baseia. São a prova escrita de que Adolf Hitler, que odeia os judeus, tem em si - afinal - sangue judeu. Preservar, encontrar, esconder e evitar que estes documentos caiam nas mãos erradas (enquanto os tentamos passar para as mãos certas) é o mote que Tezuka nos dá para uma diferente perspectiva da segunda guerra mundial.

    Participantes nesta história são também Adolf Kamil e Adolf Kaufman, personagens fictícias que têm um papel muito importante na caracterização da realidade de ambos os campos desta guerra impossível. Kamil é um judeu residente em Kobe, no Japão. Kaufman é o seu melhor amigo, mas após a morte do pai é enviado para a Alemanha para fazer parte da Juventude Hitleriana. A relação entre os dois é um elo muito importante para acompanharmos não só a narrativa policial como também a própria história da guerra.

    Esta está contada de forma directa e simples. Os horrores da guerra são expressos de forma evidente, por vezes gráfica mas nunca vulgar. Através deste conjunto de personagens, ficamos a saber todas as perspectivas, e nenhuma delas é agradável. Assistimos à execução sumária de judeus, assistimos aos bombardeamentos no Japão e assistimos a todas as consequências que tudo isto traz, não apenas para os nossos personagens mas para toda a história da humanidade. Afinal, temos um relance da vida na guerra do Médio Oriente pouco depois.

    O que é mais impressionante neste manga é a caracterização das personagens. Todas elas, todos os Adolf, começam com uma aura de inocência, em que as suas acções aparentam ter um lado positivo por mais que sejam horripilantes. Mas, a pouco e pouco, há uma degradação emocional e mental dos personagens, que os leva a ter atitudes cada vez mais desregradas e, usando palavras do próprio manga, "lunáticas". Gostei especialmente da caracterização de Hitler, que aparece como um louco assombrado por uma eterna solidão.

    A arte é, simplesmente, espantosa. Existem cenas grandiosas, com um detalhe profundo e uma utilização de texturas excelente (especialmente tendo em conta que não são utilizados screentones). O design dos personagens é realista, sendo que não temos um excesso de pessoas extremamente bonitas. Por vezes os designs podem parecer um pouco caricaturais, mas isso apenas contribui para o realismo de toda a história. Nos momentos de guerra, especialmente no respeitante aos bombardeamentos, há excelente utilização de luz, trazendo toda uma matiz de cor a estes elementos.

    Assim, este manga apresenta-se como uma das últimas obras do mestre Osamu Tezuka, mas também um trabalho fundamental para a caracterização do autor enquanto pacifista, um homem que lutou constantemente para que o horror da guerra não fosse esquecido da melhor maneira que sabia: contar histórias. É uma leitura emocionante, viciante, que não posso deixar de recomendar fortemente.
  • Real Drive

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    Real Drive
    Furuhashi Kazuhiro - Production I.G.
    Anime - 26 Episódios
    2008
    6 em 10

    Este é um anime com uma premisa interessante. Num futuro próximo, a consciência humana está ligada numa espécie de "network" submarino. Aqui, seguimos as aventuras de um grupo de pessoas envolvidas com o mergulho nesta "network", em que resolvem problemas de fuga de informação e de mal-entendidos entre as diversas consciências. É uma temática com uma certa influência cyberpunk, mas tratada de uma forma muito mais leve e relaxada.

    Isto acaba por ser um pouco anti-natural no decorrer da história. Afinal, tratando de assuntos tão sérios, a forma como estes são abordados acaba por ser demasiado infantil e pouco realista. Temos um conjunto de personagens que, tendo o seu interesse, acaba por se manter dentro do lugar-comum da sua natureza, havendo pouco ou nenhum desenvolvimento. Ainda assim, fica a nota para o interessante design, em que vemos uma grande variedade de pessoas. Afinal, é muito raro ver personagens gordinhas em anime.

    Colmatando estes aspectos menos bons, temos uma arte que pode ser caracterizada como espectacular. Toda a acção é passada numa paradisíaca ilha do Pacífico-Sul, com céus muito azuis, águas muito límpidas e toda uma modernidade na arquitectura que se conjuga muito bem com a natureza da ilha. Para mais, as cenas de acção propriamente ditas estão animadas com mestria e elevado detalhe, sendo que se tornou um prazer observar cada uma das lutas físicas que apareceram durante o anime.

    Musicalmente, temos algumas peças interessantes na banda sonora mas pouco mais. A OP e ED são vulgares e parecem não se adaptar bem ao tema e, de resto, há pouca variedade.

    Se por um lado este tema talvez merecesse uma abordagem um pouco mais regrada, podemos considerar este um bom anime para relaxar (o que é sempre uma coisa boa)
  • Pi

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    Pi
    Darren Anofsky
    Filme
    1998
    7 em 10

    Sábado passado, dia 14 de Março de 2015, processou-se um dia muito especial para mim: o dia do Pi! Em inglês, este dia relata-se como "3.14.15", o que é o valor do número Pi. :) E eu gosto do Pi. Acho-o super fofinho e adoro dizer PIPIPI. Pi. Tinhamos planos de ir a uma festa com o pessoal depois de jantar, mas acabámos por ficar em casa. Apesar de tudo, celebrámos o dia do Pi vendo este filme. Não o terminámos e acabei por o rever no dia seguinte depois do jantar.

    Um thriller intenso e misterioso, conta a história de um génio da matemática (repare-se na temática deste fim de semana) que tenta encontrar padrões nos valores da bolsa. Embrenhando-se cada vez mais na paranóia dos números e de uma doença mental que o assola, acaba por se envolver com um grupo de cabalistas (misticidade judaica) que procuram um número de 216 dígitos na Tora. Para mais, é perseguido por uma entidade governamental que quer também este valor de 216 dígitos. Que número é este? 

    É um filme altamente stressante, sobretudo devido à opção estilística. O filme é todo a preto e branco, com as sombras extremamente carregadas, o que dá todo um ar de misticidade à narrativa. Isto é complementado por uma banda sonora repetitiva, enervante e desconcertante, conjunto de ruídos que são incomodativos tanto para nós como para o personagem.

    Este está caracterizado muito bem, embora as suas acções acabem por ser um pouco limitadas ao sofrimento da paranóia.

    No final, acabamos por não saber qual é o número nem o que ele faz, sendo que nos são dadas informações ambíguas sobre o destino do nosso personagem. Mas, segundo me pareceu, ele não precisa de sofrer mais, o que me deixa aliviada.

    E assim terminaram as nossas celebrações Piicas. :)
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