Kara no Kyoukai: Mirai Fukuin - Extra Chorus
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Kara no Kyoukai: Mirai Fukuin - Extra Chorus
Sudou Tomonori - ufotable
Anime - Filme
2013
6 em 10
Para saberem mais sobre os outros filmes de Kara no Kyoukai, cliquem aqui.
Este filme é um extra e complemente ao Mirai Fukuin, filme da saga lançado em 2013. Num curto espaço de tempo, meia hora apenas, são-nos dadas a conhecer duas histórias pequeninas, que no final se relacionam levemente.
Primeiramente conhecemos a história de um gato, de quem Shiki tem de tomar conta até se arranjar um novo dono. Nesta história há pouco para dizer, pois se resume à interacção dos personagens com este animalzinho, que tem uma paixão por Mikiya. Na segunda parte, acompanhamos duas raparigas que tinham aparecido como personagens secundárias nos filmes anteriores da saga. Nesta parte há mais acção e dilemas, mas pouca coisa. No final, o gato é adoptado.
Este filme aparece, então, como uma espécie de "brownie" para os fãs da série. As relações entre os personagens, especialmente Mikiya e Shiki, são fortalecidas, o que é realmente uma coisa agradável e bonita de se ver. Em termos narrativos, nada de especial acontece, mas a forma como as duas histórias se interligam é engraçada.
A arte é de topo, mas desta vez não há cenas de acção evidentes que demonstrem a qualidade da animação. Shiki tem muito pouca acção e movimentos, o que é uma pena, e os momentos resumem-se a uma das raparigas da segunda história atirando com objectos na direcção da outra.
Na música, infelizmente, o filme não passa a excelente banda sonora das instâncias anteriores. Apesar da música final ser apropriada, foi pouca coisa para aquilo que nos habituámos a esperar.
Recomendado, mas apenas para os fãs da série.
By : ladyxzeus
Pasolini
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Pasolini
Abel Ferrara
Filme
2014
6 em 10
Todos os anos, pela altura do Natal, o Fonte Nova - centro comercial perto da minha casa - faz uma promoção envolvendo bilhetes de cinema. Um voucher para bilhetes duplos foi utilizado neste filme.
Pasolini foi escritor e cineasta italiano, activo nos anos do rescaldo pós-guerra e na corrente comunista que então lutava para se afirmar na estrutura política decorrente. O seu filme mais famoso chama-se "120 Dias de Sodoma" e eu nunca o vi nem o quero ver, pois aparenta ser centrado de roda de todo o tipo de actividade sexual. Neste filme assistimos aos últimos dias deste autor, em que ficamos a conhecer um pouco sobre a sua visão sobre a vida, em diversas entrevistas e cenas soltas, e sobre o filme que planeava fazer logo antes da sua morte, de contornos trágicos e misteriosos.
Enquanto que os diálogos das entrevistas são muito bem conseguidos e nos dão realmente a ver as diversas facetas deste autor, as cenas diversas da vida actual e passada estão centradas na sua homossexualidade, acabando por definir a pessoa apenas como móbil sexual em vez de ser humano e definido. O grafismo das cenas não choca, pois aparece desadequado e mal integrado com o resto do filme. No entanto, a interpretação dada àquele que teria sido o seu último filme é bastante engraçada e serve bem como uma espécie de homenagem. Talvez uma melhor produção nos efeitos especiais tivesse tido um efeito visual mais agradável, mas tal como está também fica bem divertido e foi talvez a minha parte preferida do filme.
Quanto ao momento da morte, a verdade é que não se sabe muito sobre o que realmente aconteceu. Assim, o filme foi obrigado a tomar uma certa liberdade na interpretação dos factos conhecidos, sendo que oferece uma nova perspectiva. Esta é bastante plausível, tendo em conta o que nos foi apresentado sobre Pasolini anteriormente, não deixando nunca de ser injusta e trágica.
Apesar das falhas o filme deixou-me extremamente curiosa em ler os escritos de Pasolini, pelo que procederei a arranjar alguns.
By : ladyxzeus
Rakuen Tsuihou - Expelled from Paradise
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Rakuen Tsuihou - Expelled from Paradise
Mizushima Seiji - Toei Animation
Anime - Filme
2014
6 em 10
Filme muito recente que nos oferece um novo tipo de visionamento, com um estilo de animação ainda pouco explorado. No entanto, o resultado fica aquém das expectativas.
Apresenta-nos uma história original: neste universo os seres humanos estão reduzidos a informação numa rede de internet. Uma agente deste mundo dirige-se ao planeta Terra, onde as pessoas ainda têm corpo, para descobrir o paradeiro de um hacker que poderá por em perigo a existência humana tal como se conhece nesse momento. Acompanha-a um humano real, Dingo. Ainda assim, pareceu-me que este mundo de influência cyberpunk poderia ter sido melhor explorado, pois tem detalhes sobre os quais gostaria de ter sabido mais.
Os personagens sofrem um desenvolvimento muito típico, sendo que o mais interessante ao longo do filme é a sua relação e diálogos, à medida que ambos aprendem mais sobre o mundo um do outro. No entanto, a estrutura da narrativa é muito igual a tudo o resto que vamos vendo e, assim, não se distingue pela positiva. Em termos de designs, pareceram-me um pouco ilógicos e a chamar claramente por fanservice, o que dentro do contexto é bastante desnecessário (e até um pouco surpreendente, tendo o filme cunho da Toei)
O que realmente distingue tudo isto dos outros filmes que foram saindo ao longo do ano são a arte e animação. Primeiramente, é um filme puramente digital e 3D. No entanto, o efeito tridimensional é amaciado com uma pintura em cell-shading. É uma técnica que vem sendo utilizada ultimamente em pequenas sequências, pelo que um filme de longa duração em que a utilizam é sem dúvida uma boa novidade. No entanto, tudo isto não funciona bem pois não há atenção nos detalhes. Os movimentos dos personagens parecem demasiado fixos e pouco plásticos, sendo que também as cenas de acção sofrem bastante com a falta de fluidez. Em termos de cenários e sua animação, este estilo pode parecer um pouco estranho.
Musicalmente, temos uma boa panóplia de sons, entre o techno e o rock, primorosamente encaixados nas sequências respectivas.
Um filme curioso e bom para quem gosta de curiosidar, mas que certamente irá envelhecer pessimamente.
By : ladyxzeus
They Are My Noble Masters
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They Are My Noble Masters
Kudou Susumu - Lantis
Anime - 13 Episódios
2008
5 em 10
Como eu vejo anime aleatoriamente, às vezes calham-me estas coisas sem eu saber sequer que as tinha nos planos para ver. Porque é que eu tinha isto nos planos para ver é outra história. Mas, vá lá, não é assim tão, tão, tão mau.
Ren e Hato são irmãos e, depois de sairem de casa, encontram trabalho como criados de um grupo de irmãs muito ricas. À medida que aprendem mais sobre serem criados e sobre como servir os seus mestres, desenrolam-se muitas situações engraçadinhas. Infelizmente, não há nada de realista na exploração do tema, o que torna toda a série numa festa de erotismo e maminhas com muito pouco por onde se lhe pegue. Existem alguns gags bastante engraçados dentro do contexto, sobretudo aqueles com o general dos criados, pelo que a série não é um insucesso absoluto.
Felizmente não há demasiados personagens e não nos perdemos no excesso. Nenhum deles tem qualquer tipo de desenvolvimento, excepto Ren nos episódios finais (em que se conhece a razão pela qual fugiram de casa), e limitam-se a ser um expositor de roupinhas e lingeries. Felizmente que nos animes modernos a lingerie tem um design mais interessante do que as próprias roupas e a sua visualização não se torna num desperdício completo.
A arte não está má, com um brilho próprio e boa utilização de cores. Os designs dos personagens são originais e é fácil distingui-los uns dos outros. Em termos de animação, não há grandes momentos de acção que a demonstrem, mas no que respeita aos movimentos das pessoas está tudo dentro dos conformes.
Na música, temos OP e ED bem animadas e alegres, que decidem o tom leve da série. Quanto ao resto da OST, não é nada de extraordinário, mas há alguns temas muito simpáticos que jogam bem com as acções narradas.
Talvez seja um bom anime para os fãs de ecchi, mas como esse não é o meu caso... Lavo daí as minhas mãos.
By : ladyxzeus
As Vinhas da Ira
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As Vinhas da Ira
John Steinbeck
1939
Romance
Este sim, é oficialmente o primeiro livro a ser lido em 2015. Um romance de excelência, que amei ler em todos os momentos.
Directamente e com mestria, Steinbeck aborda a realidade americana durante a grande depressão. Seguindo a família Joad, ele conta como tantas pessoas foram obrigadas a abandonar as suas quintas e fonte de rendimento para migrarem, numa espécie de êxodo, para a Califórnia, onde se acreditava existir trabalho com fartura e potencial felicidade. No entanto, lá chegados, é revelado que na verdade o trabalho que há é pouco para tanta gente e muito mal remunerado. Porquê? O autor explica tudo isto com uma lógica simples, fácil de seguir, mas de certa forma aterrorizante, pois estes acontecimentos - que estão muito bem inseridos na sua época - podem retratar qualquer tipo de trabalho pós-revolução industrial. Isto significa que o desespero destas pessoas é muito semelhante ao nosso desespero actual.
As descrições são muito detalhadas e vivas, mas nunca são exaustivas ao ponto de nos cansarem. Todas elas são necessárias para que nos seja possível compreender como o estado do tempo, meteorologia e natureza afectam directamente estas pessoas em viagem, condenadas a passar o resto das suas vidas em precários acampamentos à beira da estrada. Os diálogos são extremamente realistas, fazendo uso de todos os termos idiomáticos de cada uma das terras pelas quais os Joads passam.
De tantos em tantos capítulos, existem alguns elementos intermédios, narrativas de coisas que não se passam com a família que vamos seguindo mas que são referentes a todas estas pessoas, centenas de milhar, que se transportam de um ponto ao outro do país. São estes capítulos que trazem proximidade à realidade desta gente, que nos ajudam a perceber com exactidão as injustiças que sofrem. Mas também a solidariedade expressa de uns para com os outros.
Apesar do seu tom negativista, é um livro que alimenta uma certa esperança na humanidade. Apesar de perdermos tudo aquilo que nos define como pessoas, se nunca perdermos o carinho para com os outros, conseguiremos sobreviver. É uma grande lição. Um livro que é uma obra-prima.
By : ladyxzeus
Starship Operators
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Starship Operators
Watanabe Takashi - J.C. Staff
Anime - 13 Episódios
2005
5 em 10
Este anime apresenta-se logo como um balde de água fria desde o primeiro momento.
Um grupo de cadetes militares numa nave espacial recebe a notícia de que o seu planeta foi pacificamente conquistado por um Reino. Decidem revoltar-se e para obterem fundos vendem-se a um canal de televisão, que lida com a situação como se fosse um reality show. Agora, repare-se que nós não sabemos quem são estas pessoas, sabemos mal o que elas fazem aqui, não fazemos ideia da motivação do Reino nem das pessoas do planeta, não sabemos nada. E teríamos esperança de que algo se ficasse a saber ao longo da série, mas muito pouco é adiantado. O elemento reality show é mal explorado e desaparece gradualmente, tornando-se completamente inconsequente. Assim, em termos de história, temos uma narrativa incongruente e incompleta, que deixa muito a desejar mas que nem sequer propõe qualquer tipo de curiosidade.
Para compensar isto, poderíamos ter personagens muito fortes com motivações e vidas singulares. Mas nada disso existe. Existem alguns dramas pessoais, casos amorosos, pessoas que morrem, mas perante a história tão mal contada e desorganizada, acabamos por não nos identificar com nenhum deles e acabamos por ignorar as suas dores e problemas.
Em termos de animação, não posso dizer que esta produção seja muito forte. Para isso, recorreram a uma escolha estilística que, fazendo sentido perante o orçamento, é bem feia. As cenas de acção e batalhas são mostradas em ecrã, simbolizando cada nave espacial por triângulos verdes ou amarelos ou cor de laranja. Isto poupa dinheiro, mas é aborrecido de ver.
Musicalmente, nada a apontar.
Uma série que teria potencial para ser muito mais interessante.
By : ladyxzeus
Young Frankenstein
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Young Frankenstein
Mel Brooks
Filme
1974
7 em 10
Chegados a casa em noite de tempestade, faço o pedido: vamos ver um filme com pessoas para rir. E o Qui desencantou este filme. 8D
Inspirado nas personagens do livro original, Young Frankenstein é um tributo em forma de comédia a todo o franchise antiquado "Frankenstein". Mantendo personagens e conceitos fiéis ao livro, acrescenta-lhes um twist cómico que dá azo a demasiadas gargalhadas.
O trisneto do Frankenstein original não acredita no trabalho das gerações anteriores. Apenas quando se desloca à Transilvânia começa a trabalhar nisso, ficando totalmente obcecado com a ideia de reanimar tecido morto. Com ajuda dos seus assistentes, Igor e Inga, consegue criar "A Criatura", um ser enorme mas com um cérebro anormal, que o torna numa pessoa extremamente simples, delicada e ao mesmo tempo perigosa. No final, depois de muitas voltas, obtemos o mesmo elemento moral do livro original: apesar de todos termos medo da Criatura, ela não quer fazer mal a ninguém.
O elemento cómico é obtido por séries de gags que apenas são melhorados pela capacidade dos actores. Igor, sobretudo, é um personagem hilariante e muito simpático. Também as situações em que aparecem grandes discursos altamente filosóficos, fazem com que até os mais fortes se desfaçam em risos.
O filme está a preto e branco, em homenagem aos filmes antigos do Frankenstein, mas isso apenas o melhora. Todo o ambiente é de puro terror, com trovoadas, nevoeiros e lobos a uivar. Mas tudo isto aparece em oposição a um conjunto de personagens tão fabuloso que o efeito final é irónico e apenas nos faz gargalhar mais.
Das melhores comédias que vi ultimamente, recomenda-se.
By : ladyxzeus
