Hitsugi no Chaika: Avenging Battle
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Hitsugi no Chaika: Avenging Battle
Masui Shoichi - Bones
Anime - 12 Episódios
2014
6 em 10
Este é o primeiro anime de actual season a terminar. Para saberem sobre a primeira season, carreguem aqui. :)
Esta segunda parte pega na história exactamente onde a deixámos. Chaika e os seus amigos continuam à procura dos restos de uma pessoa, o "pai" de Chaika. Mas desta vez envolvem-se em diferentes aventuras e começam a descortinar os segredos por trás desta pessoa misteriosa e da própria Chaika. Para mais, aparecem novos conceitos, um pouco mais complexos, nomeadamente o facto de existirem mais raparigas iguais a ela, que procuram a mesma coisa. Há um conjunto de episódios muito interessante passado numa ilha misteriosa. No entanto, este conjunto de elementos novos acaba por não ser explorado na totalidade, sendo que há muitas coisas que gostaria que tivessem tido mais desenvolvimento e que acabaram por sair frustradas. Assim, em conclusão, a história acabou por se simplificar numa simples luta de bem contra o mal que, apesar de ter o seu interesse, não correspondeu às expectativas.
Para além dos personagens da season anterior, são apresentadas algumas pessoas novas, nomeadamente um novo conjunto de Chaikas que, apesar de serem todas similares, têm personalidades distintas. Na verdade, o facto de aparecerem estes novos personagens apenas me deixou curiosa em relação aos outros elementos deste mundo fantástico. Relativamente àqueles que já conhecíamos, não houve qualquer tipo de evolução e acabaram um pouco ignorados, sobretudo Frederica, o dragão.
Em termos de animação, temos algumas lutas bem coreografadas. No entanto, nos momentos mais importantes o anime peca pela falta de detalhe e por alguns erros técnicos na anatomia, sobretudo na das criaturas fantásticas. No respeitante a cenários, temos alguns bons momentos, mas o anime não se distingue por isso.
Musicalmente, muito pouco a apontar. Na verdade, a animação da OP e ED pareceu-me mais interessante do que as músicas em si.
Foi um anime engraçado por si só, mas que será rapidamente esquecido (fora a quantidade de screenshots que servem como imagens reactivas, mas isso não tem nada a ver, haha)
By : ladyxzeus
Seto no Hanayome
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Seto no Hanayome
Kishi Seiji - Gonzo
Anime - 26 Episódios + 2 OVA
2007
6 em 10
Reza a lenda que depois de um anime interessante vem sempre um anime irrelevante. Mais uma vez, aplica-se ao caso.
Um rapaz inconsciente cai ao mar e é salvo por uma sereia. Ditam as regras das sereias que qualquer ser humano que conheça a sua identidade terá de ser destruído. A menos que faça parte do seu grupo. E, assim, o jovem fica de se casar com a sereia. Que, por sinal, é filha dos yakuzas do mundo das sereias. Desta forma, passamos a seguir as aventuras de um grupo de gente, entre pessoas e sereias, que deveria ter uma grande dose de piada. Mas, como sabem, o meu sentido de humor faleceu. Também não ajuda ter visto o anime todo ao longo do dia de hoje e de já estar completamente saturada dele (mas a verdade é que não tenho nada para fazer. Quem quer ir passear comigo?)
O anime desenvolve-se numa espécie de ritmo de harem, se bem que com poucas características ecchi que costumam ilustrar essa categoria de anime. No fundo, é a relação do jovem com um grupo de raparigas, sereias ou pessoas. Toda esta gente farta-se de gritar, de bater uns nos outros e de levar com água. Tudo isto me causa irritação. Simplesmente, são personagens muito pouco interessantes que, bem no fundo, pouco se distinguem umas das outras. As raparigas, então, quando pensávamos que tinham algo de único, no momento a seguir fazem coisas que deveriam pertencer à personalidade de outra personagem qualquer. São todas iguais, até no design.
Em termos de arte e animação, temos os truques típicos de uma comédia, em que os personagens mudam de feições conforme a piada é dita. Isto por vezes funciona. Por vezes não funciona. Estas variações são recorrentes e acabam por se tornar muito previsíveis. Ainda assim, não é este o pior aspecto do anime, e apresenta-nos uma arte colorida, suave e simpática.
Musicalmente, os efeitos sonoros são para esquecer. Em termos de OPs e EDs, temos músicas bastante açucaradas que ligam bem com o tema da série.
Não abro a caixa de sugestões para boas comédias porque não me apetece rir. Apetece-me comer.
By : ladyxzeus
Canaan
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Canaan
Ando Masahiro - Lantis
Anime - 13 Episódios
2009
6 em 10
Canaã é o nome de uma terra bíblica. Mas este anime não tem nada sobre a bíblia. Na verdade, Canaan é o nome de uma rapariga. Uma rapariga com poderes especiais que trabalha para uma organização. Quando conhece novas pessoas e faz amigos, acaba lutando contra uma antagonista homónima que lidera uma organização terrorista.
Este é um anime seinen, que toca assuntos mais maduros e complexos. Fala sobre a morte e o ataque às instituições de poder, acompanhando esses temas com muitas cenas de acção, com muitos tiros e muitos pontapés fornecidos por raparigas em roupas justas (mas nada de atrevido). É uma história simples, que envolve uma certa dose de fantasia, mas que é interessante o suficiente para nos manter atentos ao seu decorrer.
As personagens estão definidas pelos seus poderes especiais, que variam entre uma voz de ultrasons e dois apêndices (uma coisa bastante chata e inútil, digo eu). Achei muito interessante a história dessa rapariga da voz, pois ela não podia falar e o seu destino final foi bastante comovente. Quanto aos personagens principais, Canaan tem muito pouco que se lhe diga. Maria dá um toque de inocência à história, mas a sua personalidade infantil retira muito do realismo que a produção gostaria de ter. Temos também uma jovem psicopata, mas cujas acções contribuem muito pouco para o desenrolar da narrativa e que poderia ter sido eliminada facilmente.
Como disse, este anime está recheado de cenas de luta, das mais variadas formas. Para isso, esperaríamos um orçamento muito elevado para elas, o que não acontece. As coreografias estão bem feitas, ainda que simplificadas nos movimentos, mas - no geral - pareceu-me que uma animação mais espectacular teria ajudado a melhorar a qualidade global.
Musicalmente, temos uma OP e ED que colocam um tom grave em todo o anime. A música pop recorrente no táxi foi um bom toque de humor. De resto, não temos nada de extraordinário na banda sonora.
Foi um anime simpático para ver ao longo do dia de hoje, mas não o recomendaria. Com o mesmo tema, creio que no passado se produziram melhores histórias.
By : ladyxzeus
A Arte da Caligrfia Japonesa
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Trata-se de uma exposição com vários textos escritos em Japonês, com técnicas da caligrafia tradicional aplicadas. Os textos variam, existindo muitas coisas diferente, desde haiku a citações de Confúcio. E cada texto é único em si mesmo, pois cada um está escrito (ou será desenhado) de forma própria, sob um fundo de tecido relacionado com o tema. Isto tem resultados que são de grande beleza e que chegam a emocionar. Houve um que gostei especialmente: não me lembro o que estava escrito, mas eram caracteres curtos, duros, rudes, num fundo inteiramente branco, sem qualquer tipo de textura distintiva. Com esse, senti até um arrepio, aquele arrepio que se sente quando se vêem grandes obras de arte.
A entrada é gratuita e a exposição está patente até dia 28 de Dezembro, pelo que se tiverem oportunidade façam o favor de a ir visitar. Eu irei de novo assim que puder, até porque fiquei com vontade de comprar o catálogo, para ficar com as traduções dos textos e poder lê-las com mais cuidado. Ora aí está uma prenda de Natal gira para me oferecerem :)
A Arte da Caligrafia Japonesa
Exposição
Correndo contra o tempo, de Almada até Lisboa, consegui ir ter com a Ana-san e a Mafalda-san à Gulbenkian para vermos esta exposição.
Infelizmente, chegámos um pouco tarde e faltavam apenas dez minutos para o seu encerramento (não definitivo, apenas para o dia), pelo que apenas conseguimos ver metade das coisas expostas. Terei de ver a outra metade numa outra ocasião, que certamente se proporcionará.
Ora, o que é isto? Citemos o site da Gulbenkian:
Obras-primas da caligrafia japonesa contemporânea vão estar reunidas em Portugal a partir do dia 10 de outubro e até 28 de dezembro, numa mostra organizada pela Academia de Arte Caligráfica do Japão, em parceria com a Embaixada do Japão e a Fundação Calouste Gulbenkian. A exposição, apresentada na Sala de Exposições Temporárias da Sede da Fundação (piso 01), é composta por cerca de uma centena de obras maiores dos mais conhecidos calígrafos contemporâneos japoneses. Mais do que um gesto de escrita, a caligrafia tem sido desenvolvida, ao longo dos anos, como uma forma de arte criativa para expressar a profundidade e a beleza espiritual, fazendo parte integrante da história e do quotidiano do povo japonês
Trata-se de uma exposição com vários textos escritos em Japonês, com técnicas da caligrafia tradicional aplicadas. Os textos variam, existindo muitas coisas diferente, desde haiku a citações de Confúcio. E cada texto é único em si mesmo, pois cada um está escrito (ou será desenhado) de forma própria, sob um fundo de tecido relacionado com o tema. Isto tem resultados que são de grande beleza e que chegam a emocionar. Houve um que gostei especialmente: não me lembro o que estava escrito, mas eram caracteres curtos, duros, rudes, num fundo inteiramente branco, sem qualquer tipo de textura distintiva. Com esse, senti até um arrepio, aquele arrepio que se sente quando se vêem grandes obras de arte.
A entrada é gratuita e a exposição está patente até dia 28 de Dezembro, pelo que se tiverem oportunidade façam o favor de a ir visitar. Eu irei de novo assim que puder, até porque fiquei com vontade de comprar o catálogo, para ficar com as traduções dos textos e poder lê-las com mais cuidado. Ora aí está uma prenda de Natal gira para me oferecerem :)
By : ladyxzeus
Blue Jasmine
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Blue Jasmine
Woody Allen
Filme
2013
7 em 10
Será certamente conhecido de todos vós que eu não sou grande apreciadora da obra do Woody Allen. Pelo menos dos filmes onde ele aparece. Parece-me, a mim, que o senhor se transfere para todos os personagens e que todos eles são retratos dele próprio. Todos os seus personagens têm uma neurose própria e, no caso daqueles que são interpretados por si próprio, não têm a sua identidade: todos os personagens são Woody Allen e, assim, Woody Allen está sempre a fazer dele próprio. Nesta sua sequência de filmes sobre cidades, o autor encontra uma nova maneira de se expressar, que me parece muito mais única e muito mais original, pois faz uso de outros actores que, por sua vez, têm a sua própria forma de interpretar as psicoses do realizador. E neste filme, em que seguimos as tentativas de recuperação de uma mulher à beira de um ataque de qualquer coisa, parece-me que isso é, finalmente, conseguido.
Jasmine era muito, muito rica. Por sua própria mão, perde tudo o que tinha e viaja até São Francisco para tentar fazer uma vida nova, tendo como ponto de partida a casa da sua irmã - uma pessoa completamente diferente. No entanto, a nova vida na nova cidade colocará à prova a sua capacidade de adaptação. Enquanto isso, tem de lutar contra as constantes memórias e o sentimento de opressão e paranóia e tentar manter-se equilibrada.
Esta neurose é muito diferente daquilo que vemos nos outros filmes do autor. Desta vez, temos uma pessoa que está realmente à beira de perder completamente o controlo e que não está a conseguir encontrar-se e colocar um pouco de lógica na sua vida para que as coisas corram melhor. As situações em que se encontra também não ajudam. Rodeada de personagens únicos e que têm os seus motivos para a perturbarem de todas as formas, Jasmine é uma personagem perdida e desesperada. Coloca-se aqui então o trabalho da actriz, Cate Blanchett, que transmite este sentimento de forma perfeita, fazendo-nos ao mesmo tempo odiar e amar a personagem, ter pena dela e ao mesmo tempo tentar compreender como pode ser tão difícil mudar de vida. E na verdade é, pois a personagem está feita de forma a nunca ter conhecido nada para além de uma vida perfeita.
Apresenta-se, então, um filme extremamente negativo, apesar de ter o seu lado cómico dependendo das situações. A história tem tudo para terminar num bom tom, mas a vida não costuma ser assim e todas as coisas acontecem para que a personagem acabe num beco sem saída, numa nota extremamente trágica se olharmos para a sua situação final.
É também uma análise muito interessante à vida socialite das duas cidades, Nova York e São Francisco. Mostra também o lado mais normal, o das pessoas vulgares. Tudo isto recheado com bonitas imagens paisagísticas da cidade onde ocorre a acção. Será mais um filme publicitário?
Creio que Woody Allen, agora idoso, chegou a um ponto de maturidade em que consegue analisar os seus problemas de forma mais séria. Neste filme é-nos apresentado um Woody Allen que perdeu toda a esperança, mas que não perdeu a vontade de fazer rir as pessoas. Talvez seja a sua derradeira grande obra.
By : ladyxzeus
Tenchi Muyo! Ryo-Ohki
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Tenchi Muyo! Ryo-Ohki
Yatagai Kenichi - VAP
Anime OVA - 6 + 6 + 1 + 6 + 1 Episódios + 1 Special
1992
5 em 10
Este conjunto de OVAs é o Tenchi Muyo original, coisa que toda a gente adora porque passou na televisão americana. Considera-se um dos fundadores do género harem. Será que isso é uma coisa boa? Duvido bastante. Ainda bem que as coisas evoluem. Isto é horroroso.
Um jovem parte uma pedra que não devia, soltando um demónio que é um alien. Depois juntam-se mais gajas e um coelho e é isso. O resto é uma festa de vozes histéricas e coisas histéricas e algum serviço visual e algumas cenas de acção.
Digamos que o anime seria virtualmente melhor se a animação fosse minimamente decente. Não é todos os dias que se vê um anime em que os personagens têm um dedo de cada espessura. Os designs são abomináveis, apesar de já saberem que desgosto do tipo de caras desta época temporal. Nos OVAs mais tardios, já dos 00s, temos algum CG surpreendentemente pavoroso.
Os personagens estão reduzidos a mamilos.
Finalmente, a música não ultrapassa o pop irritante das vozes de gato fofinho. Vozes essas que são recorrentes em todos os personagens, sendo doloroso para os tímpanos seguir este anime.
Não é preciso dizer muito para compreenderem que detestei.
By : ladyxzeus
Tubo de Ensaio Parte II
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Tubo de Ensaio Parte II
Bruno Nogueira e João Quadros
2009
Crónicas
Boa tarde minhas abéculas húmidas! Hoje tentarei escrever este comentário elevando-o ao imenso nível de piada que este conjunto de crónicas tem! Mas não conseguirei... Porque eu, oh!, eu, não tenho um pingo de veia cómica! O Bruno Nogueira também não, diga-se de passagem. Sempre embirrei com ele e não foi depois de ler isto que deixei de embirrar.
Este livro reúne um conjunto de textos seleccionados do programa da manhã da TSF, o Tubo de Ensaio, em que o respectivo autor faz diversas tentativas de gozar com diversas coisas diversas, como por exemplo anões. Deve ser um trauma que ele tem de ser muito alto, mas aparece este aspecto dos anões em demasiadas crónicas. Quase um fetiche. Muito bem, está no seu direito.
Existem vários conceitos que, realmente, poderiam ter sido engraçados. Por exemplo, o John Lennon cantar com um buraco na cabeça como as baleias teria piada, se ele tivesse levado um tiro na cabeça e não três no peito. Simplesmente o jovem, coitado, não está muito bem informado acerca dos assuntos sobre os quais poderia fazer piadas. Como a cor dos lavagantes. Nunca terá visto um lavagante, o que será compreensível.
Sugeria ao jovem que estudasse um pouco o seu livro de gramática, porque o livro está cheio de erros surrealistas, que seriam admissíveis se isto fosse um quadro do Miró e não um livro. Sabem, os livros têm palavras. Convém estarem escritas correctamente.
Para mais, há coisas com que é chato gozar. Isto é, é engraçado gozar com o pessoal a morrer lá em sítios onde ninguém vai. Mas acho que o jovem não acharia tanta piada ao cancro se a mãezinha dele tivesse um no pulmão (ou no lóbulo da orelha).
De resto, é uma escrita sebosa que só me fez rir de vez em quando, o que não é normal para um livro de comédia. Lembre-se o jovem de que eu conheço o gajo que o ensinou a ter esta personagem que ele possuiu para toda a vida como uma segunda identidade. É melhor usarmos a primeira, pelo menos essa é genuína.
Beijos no atlas, primeira vértebra cervical.
By : ladyxzeus