A Arte da Caligrfia Japonesa
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Trata-se de uma exposição com vários textos escritos em Japonês, com técnicas da caligrafia tradicional aplicadas. Os textos variam, existindo muitas coisas diferente, desde haiku a citações de Confúcio. E cada texto é único em si mesmo, pois cada um está escrito (ou será desenhado) de forma própria, sob um fundo de tecido relacionado com o tema. Isto tem resultados que são de grande beleza e que chegam a emocionar. Houve um que gostei especialmente: não me lembro o que estava escrito, mas eram caracteres curtos, duros, rudes, num fundo inteiramente branco, sem qualquer tipo de textura distintiva. Com esse, senti até um arrepio, aquele arrepio que se sente quando se vêem grandes obras de arte.
A entrada é gratuita e a exposição está patente até dia 28 de Dezembro, pelo que se tiverem oportunidade façam o favor de a ir visitar. Eu irei de novo assim que puder, até porque fiquei com vontade de comprar o catálogo, para ficar com as traduções dos textos e poder lê-las com mais cuidado. Ora aí está uma prenda de Natal gira para me oferecerem :)
A Arte da Caligrafia Japonesa
Exposição
Correndo contra o tempo, de Almada até Lisboa, consegui ir ter com a Ana-san e a Mafalda-san à Gulbenkian para vermos esta exposição.
Infelizmente, chegámos um pouco tarde e faltavam apenas dez minutos para o seu encerramento (não definitivo, apenas para o dia), pelo que apenas conseguimos ver metade das coisas expostas. Terei de ver a outra metade numa outra ocasião, que certamente se proporcionará.
Ora, o que é isto? Citemos o site da Gulbenkian:
Obras-primas da caligrafia japonesa contemporânea vão estar reunidas em Portugal a partir do dia 10 de outubro e até 28 de dezembro, numa mostra organizada pela Academia de Arte Caligráfica do Japão, em parceria com a Embaixada do Japão e a Fundação Calouste Gulbenkian. A exposição, apresentada na Sala de Exposições Temporárias da Sede da Fundação (piso 01), é composta por cerca de uma centena de obras maiores dos mais conhecidos calígrafos contemporâneos japoneses. Mais do que um gesto de escrita, a caligrafia tem sido desenvolvida, ao longo dos anos, como uma forma de arte criativa para expressar a profundidade e a beleza espiritual, fazendo parte integrante da história e do quotidiano do povo japonês
Trata-se de uma exposição com vários textos escritos em Japonês, com técnicas da caligrafia tradicional aplicadas. Os textos variam, existindo muitas coisas diferente, desde haiku a citações de Confúcio. E cada texto é único em si mesmo, pois cada um está escrito (ou será desenhado) de forma própria, sob um fundo de tecido relacionado com o tema. Isto tem resultados que são de grande beleza e que chegam a emocionar. Houve um que gostei especialmente: não me lembro o que estava escrito, mas eram caracteres curtos, duros, rudes, num fundo inteiramente branco, sem qualquer tipo de textura distintiva. Com esse, senti até um arrepio, aquele arrepio que se sente quando se vêem grandes obras de arte.
A entrada é gratuita e a exposição está patente até dia 28 de Dezembro, pelo que se tiverem oportunidade façam o favor de a ir visitar. Eu irei de novo assim que puder, até porque fiquei com vontade de comprar o catálogo, para ficar com as traduções dos textos e poder lê-las com mais cuidado. Ora aí está uma prenda de Natal gira para me oferecerem :)
By : ladyxzeus
Blue Jasmine
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Blue Jasmine
Woody Allen
Filme
2013
7 em 10
Será certamente conhecido de todos vós que eu não sou grande apreciadora da obra do Woody Allen. Pelo menos dos filmes onde ele aparece. Parece-me, a mim, que o senhor se transfere para todos os personagens e que todos eles são retratos dele próprio. Todos os seus personagens têm uma neurose própria e, no caso daqueles que são interpretados por si próprio, não têm a sua identidade: todos os personagens são Woody Allen e, assim, Woody Allen está sempre a fazer dele próprio. Nesta sua sequência de filmes sobre cidades, o autor encontra uma nova maneira de se expressar, que me parece muito mais única e muito mais original, pois faz uso de outros actores que, por sua vez, têm a sua própria forma de interpretar as psicoses do realizador. E neste filme, em que seguimos as tentativas de recuperação de uma mulher à beira de um ataque de qualquer coisa, parece-me que isso é, finalmente, conseguido.
Jasmine era muito, muito rica. Por sua própria mão, perde tudo o que tinha e viaja até São Francisco para tentar fazer uma vida nova, tendo como ponto de partida a casa da sua irmã - uma pessoa completamente diferente. No entanto, a nova vida na nova cidade colocará à prova a sua capacidade de adaptação. Enquanto isso, tem de lutar contra as constantes memórias e o sentimento de opressão e paranóia e tentar manter-se equilibrada.
Esta neurose é muito diferente daquilo que vemos nos outros filmes do autor. Desta vez, temos uma pessoa que está realmente à beira de perder completamente o controlo e que não está a conseguir encontrar-se e colocar um pouco de lógica na sua vida para que as coisas corram melhor. As situações em que se encontra também não ajudam. Rodeada de personagens únicos e que têm os seus motivos para a perturbarem de todas as formas, Jasmine é uma personagem perdida e desesperada. Coloca-se aqui então o trabalho da actriz, Cate Blanchett, que transmite este sentimento de forma perfeita, fazendo-nos ao mesmo tempo odiar e amar a personagem, ter pena dela e ao mesmo tempo tentar compreender como pode ser tão difícil mudar de vida. E na verdade é, pois a personagem está feita de forma a nunca ter conhecido nada para além de uma vida perfeita.
Apresenta-se, então, um filme extremamente negativo, apesar de ter o seu lado cómico dependendo das situações. A história tem tudo para terminar num bom tom, mas a vida não costuma ser assim e todas as coisas acontecem para que a personagem acabe num beco sem saída, numa nota extremamente trágica se olharmos para a sua situação final.
É também uma análise muito interessante à vida socialite das duas cidades, Nova York e São Francisco. Mostra também o lado mais normal, o das pessoas vulgares. Tudo isto recheado com bonitas imagens paisagísticas da cidade onde ocorre a acção. Será mais um filme publicitário?
Creio que Woody Allen, agora idoso, chegou a um ponto de maturidade em que consegue analisar os seus problemas de forma mais séria. Neste filme é-nos apresentado um Woody Allen que perdeu toda a esperança, mas que não perdeu a vontade de fazer rir as pessoas. Talvez seja a sua derradeira grande obra.
By : ladyxzeus
Tenchi Muyo! Ryo-Ohki
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Tenchi Muyo! Ryo-Ohki
Yatagai Kenichi - VAP
Anime OVA - 6 + 6 + 1 + 6 + 1 Episódios + 1 Special
1992
5 em 10
Este conjunto de OVAs é o Tenchi Muyo original, coisa que toda a gente adora porque passou na televisão americana. Considera-se um dos fundadores do género harem. Será que isso é uma coisa boa? Duvido bastante. Ainda bem que as coisas evoluem. Isto é horroroso.
Um jovem parte uma pedra que não devia, soltando um demónio que é um alien. Depois juntam-se mais gajas e um coelho e é isso. O resto é uma festa de vozes histéricas e coisas histéricas e algum serviço visual e algumas cenas de acção.
Digamos que o anime seria virtualmente melhor se a animação fosse minimamente decente. Não é todos os dias que se vê um anime em que os personagens têm um dedo de cada espessura. Os designs são abomináveis, apesar de já saberem que desgosto do tipo de caras desta época temporal. Nos OVAs mais tardios, já dos 00s, temos algum CG surpreendentemente pavoroso.
Os personagens estão reduzidos a mamilos.
Finalmente, a música não ultrapassa o pop irritante das vozes de gato fofinho. Vozes essas que são recorrentes em todos os personagens, sendo doloroso para os tímpanos seguir este anime.
Não é preciso dizer muito para compreenderem que detestei.
By : ladyxzeus
Tubo de Ensaio Parte II
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Tubo de Ensaio Parte II
Bruno Nogueira e João Quadros
2009
Crónicas
Boa tarde minhas abéculas húmidas! Hoje tentarei escrever este comentário elevando-o ao imenso nível de piada que este conjunto de crónicas tem! Mas não conseguirei... Porque eu, oh!, eu, não tenho um pingo de veia cómica! O Bruno Nogueira também não, diga-se de passagem. Sempre embirrei com ele e não foi depois de ler isto que deixei de embirrar.
Este livro reúne um conjunto de textos seleccionados do programa da manhã da TSF, o Tubo de Ensaio, em que o respectivo autor faz diversas tentativas de gozar com diversas coisas diversas, como por exemplo anões. Deve ser um trauma que ele tem de ser muito alto, mas aparece este aspecto dos anões em demasiadas crónicas. Quase um fetiche. Muito bem, está no seu direito.
Existem vários conceitos que, realmente, poderiam ter sido engraçados. Por exemplo, o John Lennon cantar com um buraco na cabeça como as baleias teria piada, se ele tivesse levado um tiro na cabeça e não três no peito. Simplesmente o jovem, coitado, não está muito bem informado acerca dos assuntos sobre os quais poderia fazer piadas. Como a cor dos lavagantes. Nunca terá visto um lavagante, o que será compreensível.
Sugeria ao jovem que estudasse um pouco o seu livro de gramática, porque o livro está cheio de erros surrealistas, que seriam admissíveis se isto fosse um quadro do Miró e não um livro. Sabem, os livros têm palavras. Convém estarem escritas correctamente.
Para mais, há coisas com que é chato gozar. Isto é, é engraçado gozar com o pessoal a morrer lá em sítios onde ninguém vai. Mas acho que o jovem não acharia tanta piada ao cancro se a mãezinha dele tivesse um no pulmão (ou no lóbulo da orelha).
De resto, é uma escrita sebosa que só me fez rir de vez em quando, o que não é normal para um livro de comédia. Lembre-se o jovem de que eu conheço o gajo que o ensinou a ter esta personagem que ele possuiu para toda a vida como uma segunda identidade. É melhor usarmos a primeira, pelo menos essa é genuína.
Beijos no atlas, primeira vértebra cervical.
By : ladyxzeus
Another
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Another
Mizushima Tsutomu - Lantis
Anime - 12 Episódios + 1 OVA
2012
7 em 10
Realmente, o que me fazia falta neste momento era ver um curto anime de mistério e horror. Another foi uma excelente viagem a um universo de terror.
Um rapaz muda-se para uma cidade e vai para uma escola nova. Na sua turma, há uma rapariga - Misaki Mei - que é tratada por todos de forma estranha. Ao falar com ela, apercebe-se que há um mistério dentro daquela turma: uma vez por mês um estudante irá morrer, pois há uma pessoa a mais na turma. Esta pessoa, que não sabemos quem é até ao momento final, já está morta e não o sabe. O que fazer para resolver o mistério e evitar que todos morram?
é neste ambiente que a acção se processa. Ao longo de doze episódios, descobrimos o que fazer para solucionar o problema e tentamos realmente fazê-lo. As consequências? Muitos mortos, mas sem sangue excessivo. Como o mistério se vai desenvolvendo ao longo da série e tudo só é revelado nos momentos finais, o espectador pode questionar-se também e formular as suas próprias teorias. É um verdadeiro policial, com o toque de horror causado pelas mortes estranhas. Estas são sempre extremamente improváveis, como se tivesse um toque de Destino Final, o que nem sempre é realista ou intenso (sobretudo nos últimos episódios, em que um psicopata se junta à cena)
Em termos de personagens, temos um conjunto de pessoas interessante, se bem que não há um desenvolvimento muito forte. A personagem de Misaki Mei é sem dúvida a mais complexa, devido à relação apontada no episódio 0 (que talvez não deva ser visto antes da série). A sua relação com a simbologia das bonecas está pouco desenvolvida e pode parecer bastante confusa. A mim pareceu-me simplesmente desnecessária e apenas um instrumento para colocar mais horror gráfico na história.
Falando nos gráficos, temos cenários bastante bons, com uma gradação de cores melancólica, trazendo um pouco de ferrugem a todo o ambiente. Por vezes há uma integração incapaz de elementos tridemensionais, mas de resto está tudo bastante realista. Nos momentos sanguinolentos, os movimentos estão fluídos, apesar de achar que estas pessoas terão, digamos, sangue a mais.
Musicalmente, para além de uma OP e ED arrepiantes, temos uma banda sonora que sempre nos motiva a manter um certo ambiente de pânico.
Assim, no final, temos uma série que - não sendo extraordinária - é um pequeno exemplo da capacidade imaginativa do mundo do anime e da capacidade de o transformar numa obra cativante.
By : ladyxzeus
Norwegian Wood
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Norwegian Wood
Tran Anh Hung
Filme
2010
6 em 10
Tran Anh Hung
Filme
2010
6 em 10
Neste fim de semana que passou não vimos double session. Em vez disso juntei-me ao Qui para (re)ver a segunda season de Space Dandy. Leiam sobre ela aqui! Quando terminámos já só deu para um filme, que foi este, Norwegian Wood.
Sobre este filme tinha uma expectativa muito baixa. Na verdade, já tinha ouvido falar dele, numa aula de Japonês. A minha Sensei não tinha gostado muito do filme e, por isso, tinha uma ideia completamente diferente dele. Afinal não foi assim tão mau, mas também não foi nada fora do vulgar, apesar de ter alguns aspectos interessantes.
Inspirado no livro de Haruki Murakami (que ainda não li), conta a história de um jovem nos anos sessenta que perde o seu melhor amigo, que se suicida. Passados alguns anos, reencontra a amiga/namorada desse amigo e formam uma relação algo estranha. Depois a amiga passa-se, vai para a casa dos malucos no meio da floresta e ele acaba por formar outras relações com outras pessoas, nomeadamente uma rapariga de mente estranhamente poluída que se apaixona por ele.
em termos de relações entre personagens e trabalho de actor, não me pareceu mal. Talvez a loucura da rapariga, que se chamava Naoko, tenha sido um pouco exagerada demais, nos seus gritos e choros. O que é realmente estranho é o ênfase dado à actividade sexual. É um exagero e parece que os personagens o fazem simplesmente por instintos carnais, sem que haja qualquer relação com o facto de se gostarem emocionalmente ou não.
O lado mais interessante do filme é, sem dúvida, a cenografia e fotografia. São imagens muito interessantes, com um misto de cores nostálgico. As cenas exteriores são passadas em lugares muito curiosos, até mesmo a casa dos maluquinhos no meio do nada. Pareceu-me, no entanto, que algumas cenas vistas pela janela eram digitais, como se as casas fossem montadas em estúdio e pusessem paisagens animadas por computador.
Ainda assim foi um filme interessante. Sobretudo deixou-me curiosa para ler o livro. Assim, se não souberem que prenda de Natal me podem dar, estão à vontade. ;)
By : ladyxzeus
Outlaw Star
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Outlaw Star
Hongo Mitsuro - Sunrise
Anime - 26 Episódios
1998
6 em 10
Vi este anime para o meu clube, mas também estava nos meus planos para ver.
Ao contrário do resto da humanidade, não achei nenhuma especialidade.
É um anime de aventura num ambiente de ficção científica, em que seguimos Gene e Jim, dois aventureiros que obtêm uma nave espacial muito especial (hehe) e várias companheiras. Envolvem-se numa série de aventuras, desde luta livre a encontrar criminosos no espaço, com o objectivo de ter dinheiro para o dia seguinte. Em termos de história é tudo muito simples, até aos episódios finais em que aparecem conceitos mais duros de roer.
O interesse desta série está, sobretudo, nas relações entre os personagens e na sua caracterização. Gene, o personagem principal, é um arquétipo shounen, o campeão sem paciência e com algum sentido de humor que está sempre a meter-se em alhadas. Jim, por sua vez, é um miúdo com tendências muito mais pacificadoras. Quanto às raparigas, a única que sofre algum desenvolvimento e não serve simplesmente para dar algo de sexy e cómico às situações, é Melfina, um bio-android que ajuda no funcionamento da nave espacial. É com ela que caminhamos para os limites da ficção científica, nesses tais últimos episódios. No entanto, são os únicos que dão que pensar.
A animação varia de qualidade conforme os episódios: em alguns mostra o melhor da década. Noutros, está muito fraca e faz uso de muitas frames paradas, para além de ter os personagens pior desenhados. É fácil perceber que estes episódios estão mais dedicados às situações cómicas, mas mesmo assim não é justificação para descurar de uma boa animação.
Musicalmente, temos duas EDs maravilhosas, com imagens de um universo fantástico surrealista que são simplesmente fascinantes. Quanto ao resto da banda sonora, tenho-a aqui para ouvir (veio juntamente com o torrent que saquei), mas não alimento grandes esperanças.
Assim, pode ser um anime que marcou uma geração, mas apesar de tudo não o recomendaria hoje em dia.
By : ladyxzeus