Norwegian Wood
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Norwegian Wood
Tran Anh Hung
Filme
2010
6 em 10
Tran Anh Hung
Filme
2010
6 em 10
Neste fim de semana que passou não vimos double session. Em vez disso juntei-me ao Qui para (re)ver a segunda season de Space Dandy. Leiam sobre ela aqui! Quando terminámos já só deu para um filme, que foi este, Norwegian Wood.
Sobre este filme tinha uma expectativa muito baixa. Na verdade, já tinha ouvido falar dele, numa aula de Japonês. A minha Sensei não tinha gostado muito do filme e, por isso, tinha uma ideia completamente diferente dele. Afinal não foi assim tão mau, mas também não foi nada fora do vulgar, apesar de ter alguns aspectos interessantes.
Inspirado no livro de Haruki Murakami (que ainda não li), conta a história de um jovem nos anos sessenta que perde o seu melhor amigo, que se suicida. Passados alguns anos, reencontra a amiga/namorada desse amigo e formam uma relação algo estranha. Depois a amiga passa-se, vai para a casa dos malucos no meio da floresta e ele acaba por formar outras relações com outras pessoas, nomeadamente uma rapariga de mente estranhamente poluída que se apaixona por ele.
em termos de relações entre personagens e trabalho de actor, não me pareceu mal. Talvez a loucura da rapariga, que se chamava Naoko, tenha sido um pouco exagerada demais, nos seus gritos e choros. O que é realmente estranho é o ênfase dado à actividade sexual. É um exagero e parece que os personagens o fazem simplesmente por instintos carnais, sem que haja qualquer relação com o facto de se gostarem emocionalmente ou não.
O lado mais interessante do filme é, sem dúvida, a cenografia e fotografia. São imagens muito interessantes, com um misto de cores nostálgico. As cenas exteriores são passadas em lugares muito curiosos, até mesmo a casa dos maluquinhos no meio do nada. Pareceu-me, no entanto, que algumas cenas vistas pela janela eram digitais, como se as casas fossem montadas em estúdio e pusessem paisagens animadas por computador.
Ainda assim foi um filme interessante. Sobretudo deixou-me curiosa para ler o livro. Assim, se não souberem que prenda de Natal me podem dar, estão à vontade. ;)
By : ladyxzeus
Outlaw Star
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Outlaw Star
Hongo Mitsuro - Sunrise
Anime - 26 Episódios
1998
6 em 10
Vi este anime para o meu clube, mas também estava nos meus planos para ver.
Ao contrário do resto da humanidade, não achei nenhuma especialidade.
É um anime de aventura num ambiente de ficção científica, em que seguimos Gene e Jim, dois aventureiros que obtêm uma nave espacial muito especial (hehe) e várias companheiras. Envolvem-se numa série de aventuras, desde luta livre a encontrar criminosos no espaço, com o objectivo de ter dinheiro para o dia seguinte. Em termos de história é tudo muito simples, até aos episódios finais em que aparecem conceitos mais duros de roer.
O interesse desta série está, sobretudo, nas relações entre os personagens e na sua caracterização. Gene, o personagem principal, é um arquétipo shounen, o campeão sem paciência e com algum sentido de humor que está sempre a meter-se em alhadas. Jim, por sua vez, é um miúdo com tendências muito mais pacificadoras. Quanto às raparigas, a única que sofre algum desenvolvimento e não serve simplesmente para dar algo de sexy e cómico às situações, é Melfina, um bio-android que ajuda no funcionamento da nave espacial. É com ela que caminhamos para os limites da ficção científica, nesses tais últimos episódios. No entanto, são os únicos que dão que pensar.
A animação varia de qualidade conforme os episódios: em alguns mostra o melhor da década. Noutros, está muito fraca e faz uso de muitas frames paradas, para além de ter os personagens pior desenhados. É fácil perceber que estes episódios estão mais dedicados às situações cómicas, mas mesmo assim não é justificação para descurar de uma boa animação.
Musicalmente, temos duas EDs maravilhosas, com imagens de um universo fantástico surrealista que são simplesmente fascinantes. Quanto ao resto da banda sonora, tenho-a aqui para ouvir (veio juntamente com o torrent que saquei), mas não alimento grandes esperanças.
Assim, pode ser um anime que marcou uma geração, mas apesar de tudo não o recomendaria hoje em dia.
By : ladyxzeus
Na Rua Das Lojas Escuras
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Na Rua Das Lojas Escuras
Patrick Modiano
1978
Romance
Como sabem, eu adoro ler os autores premiados com o Nobel. É sempre agradável, porque é garantido que escrevem sempre bem. Assim, quando Patrick Modiano foi premiado, pensei logo em comprar um livro dele para o conhecer melhor. Felizmente, uma caridosa do BookCrossing antecipou-se e colocou este a circular, tendo eu sido logo a primeira da lista. Li-o por inteiro no dia de hoje, em que andei muito tempo de um lado para o outro a fazer coisas (desta vez correu tudo pelo melhor)
Este é um policial, mas um policial um pouco diferente. Acompanhamos "Guy", um detective privado, que busca a sua própria identidade. É um jogo de perseguição, mas em que em vez de um criminoso o investigador se procura a si próprio. Isto é desde logo, um conceito muito interessante. Está explorado de uma forma muito formulaica dentro do policial, que não deixa de ser cativante.
Este investigador conhece pessoas atrás de pessoas, descobrindo pistas sobre a sua vida passada e sobre aqueles que o acompanharam nessa altura que não recorda. Acaba por descobrir que tinha amigos e é através de pessoas que os conheciam (ou pessoas que conheciam pessoas que os conheciam) que acaba por recordar o que se passou, apesar de não conseguir ter certeza sobre, realmente, quem é.
O que torna o livro mais interessante são todas as descrições das ruas e os paralelos que o personagem faz entre estas e as suas memórias enevoadas. Se a Rua das Lojas Escuras realmente existe, ela está em todas as ruas que o personagem visita ao longo do livro, num ambiente muito clássico e um pouco deprimido, que ajuda bastante na caracterização desta pessoa.
Sem dúvida que o autor escreve bastante bem, apesar deste livro me parecer um pouco simples demais para ser representativo de um Nobel. Terei, então, de realmente arranjar outro livro dele para poder saber mais.
By : ladyxzeus
Mahatma Gandhi
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A Minha Vida Dava Um Livro - Mahatma Gandhi
Susmita Arp
2007
Biografia
Hoje estive muito tempo à espera de uma coisa que nunca aconteceu, portanto aproveitei para ler a biografia toda do Gandhi. Não é muito grande, nesta versão.
Escrito de forma simples e descritiva, o livro conta a vida toda do Gandhi, desde o seu nascimento, passando por todas as coisas que nem todos conhecemos. Este homem, símbolo da paz e do pacifismo, afinal não era tão pacífico assim. Contribuiu em muito para a independência da Índia e países circundantes, mas nem mesmo ele conseguiu que todos vivessem em paz. Talvez porque a sua abordagem não fosse a melhor.
Porque quando matam as pessoas que te apoiam com pancadas de bastões, a solução não está em fazer greve de fome. Penso eu de que.
Enfim, com este livro aprendi que Gandhi era mau para a família e que os obrigava a viver asceticamente como ele, o que haveria de ser aborrecidíssimo quando se é criança e se quer ir brincar. Também fiquei a saber que liderou guerrilhas sob o pretexto de criar uma sociedade igualitária baseada na exploração daquilo que a natureza nos dá. O que é bom em teoria, mas não funciona num mundo onde há televisões.
Fiquei com o entendimento de que o senhor era um extremista radical, mas ao contrário. Isto é, em vez de fazer atentados à bomba, fazia greve de fome. O que é muito bom, porque morre menos gente e não faz mal a ninguém. Se bem que, segundo aparenta, para ele não haveria de ser muito difícil fazer greve de fome, pois pesava apenas trinta e oito quilos e só comia vegetais crus. Também tinha uma obsessão pouco saudável com a roca de fiar e roupa tecida por ele próprio, o que deveria ser o ideal de todos os cosplayers que participam em competições internacionais.
Escrevo sobre este livro mais ou menos a brincar, porque me impressionou solenemente que o símbolo da paz no mundo afinal não fosse uma pessoa assim tão pacífica. "Manifestemo-nos pacíficamente ou morreremos tentando" parece-me um grande paradoxo. Mas foi interessante, sobretudo sabendo que este senhor costumava usar fato e gravata, cartola e meias.
By : ladyxzeus
Sem Penas
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Sem Penas
Woody Allen
Contos
1975
Recebi este livrinho num presente do BookCrossing e pensava que era uma peça de teatro. Afinal não. Trata-se de um conjunto de textos humorísticos e duas peças de um acto, Morte e Deus. Já conhecia Deus, pois no meu antigo grupo de teatro fizemos uma tentativa de a encenar (que saiu frustrada. O meu papel era "Mulher que levou uma facada")
Ora, como sabem eu tenho o grave problema de ter perdido o meu sentido de humor. No caso de Woody Allen, eu nunca lhe tinha achado muita graça. Gosto imenso dos filmes que ele escreve para outros actores, mas no caso não gosto nada quando ele é ele próprio. A sua neurose e desespero irritam-me em vez de me divertirem.
Assim, não consegui achar grande piada a este conjunto de narrativas.
O meu sentimento é que Allen se esforça demasiado para ser absurdo. No entanto, mesmo as coisas absurdas têm de fazer sentido. E aqui seguem-se piadas e piadas que todas juntas não fazem sentido nenhum. Em todos os textos seguia-se uma linha de "Pessoa X fez Y. Depois a pessoa Z disse gato". Procurei em todos os textos algo que me inspirasse a fazer um skit de cosplay daqueles à minha maneira, mas nada foi obtido, pois não há uma linha conectiva que ligue o X ao gato e, assim, a piada perde-se no meio das coisas.
Ainda assim, gostei do único texto narrado por uma figura feminina e das curtas sobre animais fantásticos (achei genial, talvez a única coisa que achei genial o "animal que tem cabeça de leão e corpo de leão mas que não são do mesmo leão")
Quanto às peças, não tinha gostado muito de Deus quando a tentámos encenar e confirmou-se esse sentimento. Quanto a Morte, acho que tem demasiada gente para uma coisa tão curta. É o problema das pessoas famosas. Pensam sempre de forma exagerada.
By : ladyxzeus
MUDE
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E assim terminou a visita, já estava o museu quase a fechar.
Foi uma tarde bem passada e, mais uma vez, insisto que visitem este espaço. É grátis pessoal!
Museu do Design e Moda
Já lá tinha ido, como podem ver aqui, mas desta feita foi na companhia do Qui.
Agora, vi com mais atenção a exposição principal. Não tinha reparado da primeira vez, mas tem muitas informações sobre a evolução do design e moda, com listas de datas marcantes na história. Infelizmente, os textos são por vezes muito rebuscados, o que torna difícil de compreender exactamente o que se passou.
Essencialmente os materiais expostos são os mesmos, mas destaco um vestido preto com laços e uma secretária toda às cores dos anos 90. É interessante ver a evolução dos padrões, formas e cores, do início do século até aos 00. Será uma exposição sempre a actualizar-se.
Não tenho fotografias porque estavam lá umas moças a vigiar-nos e não deu para tirar. Note-se também que fomos à mesma hora de uma visita de estudo, pelo que tivemos de ouvir muitos adolescentes gritando.
Encontramos uma escadinha e subimos à exposição temporária, de artigos Japoneses. Infelizmente, subimos pela escadinha errada, pelo que vimos a exposição de trás para a frente.
Assim, vimos primeiro a utilização do alumínio em objectos quotidianos do pós-guerra, como objectos de cozinha, brinquedos e material de escritório. Gostei especialmente de uma mini máquina de costura, mesmo pequenina. Estes objectos estavam descaracterizados, o que dava um ar um pouco mórbido a toda a exposição, como se nessa altura toda a gente vivesse em tons de cinzento.
Depois, passámos para uma exposição do Boro. O Boro é a roupa que se usava pelos gentios mais pobres que, não tendo acesso ao algodão e a outros materiais deliciosos para fazer roupa, usavam restos de tecidos e farrapos em geral para fazer roupa. Aparentemente, segundo o que dizia lá, isto é um percursor do movimento punk, apesar das roupas terem um aspecto mais freakalhóide do que outra coisa. Aqui, consegui tirar uma fotografia de mim própria com um destes objectos:
Com a camisola que comprei no Nihon Sekai :)
Continuemos para cima e encontramos uma exposição do IKEA disfarçada de relato dos hábitos caseiros dos portugueses. Não tinha muito interesse, pois para ver coisas do IKEA vamos à loja do IKEA, excepto o momento em que confundimos os escritórios do museu com a exposição e os invadimos (mandaram-nos embora).
Para baixo, dentro da caixa forte, estava uma exposição de óculos. Fiquei desapontada, porque eram quase todos óculos escuros. Os meus preferidos foram uns triangulares, pois adoraria ter uns óculos triangulares (adoro triângulos). Mais uma vez, conseguimos tirar uma fotografia de mim própria no local:
E assim terminou a visita, já estava o museu quase a fechar.
Foi uma tarde bem passada e, mais uma vez, insisto que visitem este espaço. É grátis pessoal!
By : ladyxzeus
Scrapped Princess
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Scrapped Princess
Masui Shouichi - Bones
Anime - 24 Episódios
2003
6 em 10
Para variar um pouco, peguemos num anime de fantasia. Já há algum tempo que não via nada dentro do género.
Num mundo onde cavaleiros e feiticeiros são reais, nasce uma princesa que está amaldiçoada. Deverá destruir o mundo quando completar dezasseis anos. No entanto, sobreviveu a várias peripécias e neste momento continua em fuga, acompanhada pelos seus irmãos adoptivos. Ele, Shannon, dá-se muito bem com uma espada e com um certo espírito draconiano. Ela, Raquel, dá-se muito bem com os feitiços. Todos juntos, irão percorrer este caminho de forma a salvarem o mundo da maldição da Scrapped Princess. Se no processo conseguirem salvar Pacifica, a princesa, ainda melhor!
O universo fantástico está interessante ao início, apresentando-nos uma série de aventuras cavaleirescas com bastante magia à mistura que são bastante divertidas. No entanto, a partir do meio da série há uma certa alteração bastante estranha, em que aparece um ambiente de ficção científica ligado a uma igreja. Isto, para mim, não fez qualquer tipo de sentido e estragou bastante aquilo que poderia ter sido um universo fantástico muito bem feito.
As personagens têm interesse na sua relação uns com os outros. Pacifica, a Scrapped Princess, é caracterizada tanto como criança fanática por ovos, com um sentido de humor aliado à inocência na sua relação com o irmão Shannon, como uma pessoa sensível, o que dá azo a momentos altamente emocionais (nota especial para o momento em que ela está na prisão). Para além do trio principal, existem outros personagens, que não estão desenvolvidos ou explorados por aí além. Na verdade, a maioria deles são mecanismos narrativos sem nada que dizer sobre eles.
Em termos de animação, temos bons momentos quando as magias são aplicadas, mas as cenas de acção física não está muito capazes. Nos cenários vemos uma quebra no orçamento, já que estes não apresentam qualquer tipo de detalhe e as cores estão aplicadas de forma preguiçosa.
Musicalmente, temos temas apropriados ao ambiente, com destaque para a ED que é muito interessante e bonita.
Soube-me bem ver este anime, porque foi bom para variar do que tenho visto ultimamente (que tem sido mecha e mais mecha e será mecha e mais mecha)
By : ladyxzeus

