How to Train Your Dragon 2
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How to Train Your Dragon 2
Dean DeBlois e Chris Sanders - Dreamworks
Animação - Filme
2014
6 em 10
Dean DeBlois e Chris Sanders - Dreamworks
Animação - Filme
2014
6 em 10
Depois de treinarmos o primeiro dragão, temos de ver a sequela!
Cinco anos depois do primeiro filme, a vida na aldeia de Berk é bastante boa e divertida, com dragões como animais de estimação. Mas Hiccup e Toothless vão por outros caminhos, tentando mapear as ilhas e descobrir outro dragão da mesma espécie. O que eles encontram é (bem, nem tanto assim) surpreendente.
Neste filme são apresentadas novas personagens, com uma nova aliada e dois novos antagonistas, mais poderosos que os anteriores. Há um certo piscar do olho às associações de protecção aos animais e ao treino positivo. O design das novas criaturas tem o seu interesse. Mas de resto, o nível do filme mantém-se, se é que não se reduziu um pouco.
O ambiente está mais negro, há mais cenas de acção. Citando o Qui, tudo sintomas de uma sequela. Para mais, há alguns pontos em aberto que chamam pelo terceiro filme. Isto é, um filme tão agradável sofreu com o poder do franchising.
Em termos de animação, há algumas variações, nomeadamente o uso de marionetas em alguns momentos, sendo que nem sempre a animação é puramente digital. Achei que a luta final poderia ter sido um pouco mais espectacular. Na verdade, o final poderia ter sido um pouco diferente e não me deixaria tantas dúvidas em relação ao futuro dos personagens (e, sobretudo, dos dragões)
Existe um ênfase grande no romance e em momentos musicais, mas não é suficientemente credível para nos emocionarmos grandemente com a tragédia que aparece mais tarde.
No geral, achei o filme menos interessante e menos divertido do que o primeiro. Não deixa de ser um filme simpático, mas podia ter ficado na gaveta.
By : ladyxzeus
The Wind Rises
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The Wind Rises
Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
Anime - Filme
2013
9 em 10
Duas double sessions, muitos filmes. Falaremos bastante deste nos tempos vindouros.
Durante muito tempo, sempre houve anúncios de que o Sr. Miyazaki se ia reformar, que ia deixar de fazer filmes e todas essas coisas. Na verdade, três ou quatro filmes foram o seu "último filme". Então, deixei de acreditar que ele se fosse reformar. Mas apareceu o "Wind Rises", que viria a ser o filme definitivo. Ouvi e li críticas agressivas, intenso desapontamento dos fãs. Mas, apesar de todas as subversões, quando terminei de ver este filme, decidi comigo própria: é este o filme definitivo. Para finalizar uma era, seria necessária uma obra prima. E aqui está ela. Acredito que este filme venha a ser um dos exemplos pilar para todos os visionantes. Acredito que este se tornará um filme essencial.
Para começar, neste último filme, o Sr. Miyazaki decide cortar todas as relações com o passado. Assim, apresenta-nos um filme de não-ficção, inspirado na vida e obra de uma pessoa que realmente existiu, passado no mundo real, relatando coisas que efectivamente aconteceram. Para além do mais, é um drama. E, finalmente, não será de todo o mais apropriado a crianças muito pequenas.
A pessoa escolhida para protagonizar este filme chamava-se Horikoshi Jirou. Na impossibilidade de se tornar piloto de aviões, o seu fascínio desde criança, torna-se um dos mais importantes engenheiros a trabalhar nos primórdios da Mitsubishi. E desenha, com sucesso relativo, aquilo que virão a ser os aviões que proliferaram durante a segunda guerra mundial e que interviram de forma muito importante no seu desfecho.
O tema é o sonho. Jirou sonha constantemente com o seu ídolo - Caproni - uma pessoa de um passado mais remoto, que desenhou aviões. Tendo este homem como exemplo, Jirou sonha em construir o melhor avião. Ele não quer uma máquina de guerra, ele não se interessa sobre o destino que irá ser dado ao seu avião. Ele deseja construí-lo pelo simples prazer de criar. E aqui, desde já, se estabelece uma força na personagem impossível de contornar. É um sujeito estranho, este, que fala de forma monocórdica e trabalha a toda a hora, sem dormir, fumando e fumando. Será um indício de autismo? Mas são estas pequenas coisas, que ao início são irritantes, que definem o personagem como uma pessoa real e única dentro do seu contexto.
Paralelamente ao sonho dos aviões, o vento levanta-se de outra forma. Desenrola-se uma história de amor de contornos trágicos, mas com sentimentos tão puros que não podemos deixar de desejar que sejam simplesmente felizes. É uma história comovente e muito realista, falando da epidemia de tuberculose que decorria na época, não só no Japão mas um pouco por todo o mundo. Os momentos do casal são extremamente simples, mas com um romance implícito que vem apenas a tornar a conclusão ainda mais triste, apesar de lógica e necessária.
No respeitante à animação, temos o melhor que este estúdio tem para oferecer, e ao qual já estamos bem habituados. Como a história não se passa num mundo fantástico, e sim no mundo real, não temos grandes complexidades estruturais ou extremamente originais. No entanto, há tal delicadeza no detalhe dos cenários, profundidade e suavidade que este filme se torna surpreendentemente belo. Os cenários são pintados por meios tradicionais e apesar de existir um tratamento digital, sobretudo evidente na cena do terramoto, este integra-se bastante bem e não nos faz estranhar. Em todos os desenhos técnicos se revela uma pesquisa profunda sobre o tema. É também de notar o excelente trabalho de fotografia e enquadramento, que nos trazem cenas muito realistas e, sobretudo, muito belas.
Gostaria também de falar da excelente animação de todas as cenas de sonho, em que viajamos em cima de aviões impossíveis e em que Jirou se consegue aperceber dos seus erros, aprendendo e evoluindo. Cada cena representa um pilar importante na evolução, no vencer dos medos e na concepção do avião ideal, que depois tem a sua inspiração final dentro do romance. Estas cenas de sonho transladam-se também para cenas em que o personagem se encontra extremamente concentrado. São a única parte fantástica do filme e trazem uma frescura estonteante e inspiradora.
Musicalmente, temos um tema recorrente, interpretado em vários tempos e vários instrumentos, conforme seja mais adequado à situação. É um tema muito positivo, que acrescenta ao filme uma onda de optimismo que não corresponde à realidade. Quero eu dizer que este filme apresenta todos os temas, o sonho, o romance, sob uma perspectiva muito positiva. E a verdade, aquilo que aconteceu no mundo real, no nosso mundo, não podia ter sido pior.
E é por isto que me apaixonei por este filme.
A narrativa tem vários elementos autobiográficos. Miyazaki não só fala sobre uma pessoa por quem terá a maior consideração: ele revisita-se em várias cenas. Temos muitos momentos que nos recordam filmes anteriores, como Porco Rosso e A Viagem de Chihiro, o que demonstra uma capacidade auto-crítica de louvar. Mas o mais importante, para mim, é o momento em que nos apercebemos do verdadeiro conceito do filme. Acredito que nunca o Estúdio Ghibli fez algo tão negativista, apesar de o apresentar sob uma luz de aparente felicidade.
Porque, apesar dos aviões serem o sonho de Jirou e de ele dedicar a sua vida à sua concepção, a verdade é que estaríamos todos melhor se ele tivesse abandonado o seu sonho logo antes de ele existir. Porque Jirou construiu os aviões. E depois veio uma bomba atómica. E qual é a moral disto tudo? Por vezes os sonhos são belos, mas as consequências são tão destrutivas que temos de ter a capacidade de avaliar quais os sonhos que se devem tornar realidade ou não. Foi o que Jirou, enquanto personagem (enquanto pessoa?) não conseguiu fazer.
Assim, o final apresenta-se muito agridoce, controverso e intenso. A cena final é subtil e maravilhosa, tornando toda a experiência do filme muito extrema.
Assim, gostaria de recomendar a toda a gente que veja este filme. É a obra de arte que vem a provar a verdadeira capacidade de Miyazaki, é o seu filme definitivo. É a película que condensa todo o trabalho de uma geração e que vem finalizar uma era na indústria cinematográfica e de anime. Será certamente uma peça importantíssima no crescimento do anime como arte visual e acredito que a sua importância será devidamente reconhecida quando os ânimos acalmarem. Pois o filme não corresponde às expectativas. No entanto, cria novas expectativas. E a essas, ultrapassa-as.
By : ladyxzeus
Majokko Shimai no Yoyo to Nene
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Majokko Shimai no Yoyo to Nene
Hirao Takayuki - ufotable
Anime - Filme
2013
7 em 10
Um filme muito divertido, especialmente para os mais novos.
Duas bruxinhas, Yoyo e Nene, dedicam-se a resolver maldições. Até ao dia em que começam a aparecer estranhos edifícios no mundo mágico! Quando dão por elas, estão separadas e Yoyo vai parar ao mundo real, ao nosso mundo. E no mundo real também se estão a passar coisas estranhas: pessoas transformam-se em bichos estranhos e edifícios desaparecem! Como resolver o caso? Com muita magia... E bom humor!
A história é muito simples, mas este universo mágico está cheio de pequenos detalhes encantadores. Por exemplo, o facto da magia de Yoyo ser "desenhos infantis" e o gato andar com a cabeça à roda. O mundo mágico não faz sentido, pois é mágico, mas as pessoas que vivem nele parecem estar felizes e isso é o que importa.
No respeitante a personagens, há uma certa aprendizagem sobre a vallorização da vida, mas o desenvolvimento não é muito patente. Teremos de admitir desde logo que Yoyo, que está no mundo real, é muito mais velha do que parece e que, portanto, não poderá desenvolver os laços que esperaríamos normalmente com as pessoas da terra. A história paralela, a história de amor entre a bruxa e o humano, essa sim é muito simpática.
O ponto forte do filme será, sem dúvida, a animação. É realmente digna de tripanário. As cores são muito vivas e existem cenas muito intensas, de busca e perseguição. Também existem coisas divertidas, como courgettes a dançar. E há muitos momentos de simples surpresa, de não compreendermos exactamente o que se passa, mas é tão agradável à vista que nos mantemos sempre focados.
Musicalmente, temos uma certa variedade, incluindo um momento musical no meio do filme. São músicas infantis, simpáticas e amigas.
No geral, um bom filme para mostrar a miudagem. Espero que alguém lhe coloque legendas em português, para que eu possa fazer isso. :)
By : ladyxzeus
Strike Witches
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Strike Witches
Takamura Kazuhiro - Gonzo
Anime - 12 Episódios + 1 OVA
2008
6 em 10
Parafraseando o que uma amiga disse: "Este é um anime que fez tudo bem em todas as partes erradas"
Estamos em 1944, mas existe magia e alta tecnologia. O mundo está a ser invadido por uns bicharocos voadores, os Neuroids, e a única maneira encontrada de lutar contra eles foi reunir um grupo de menininhas e dar-lhes umas pernas robóticas com asinhas de helicóptero, que lhes permitem voar em todas as posições possíveis e dar tiros portentosos nesses tais bichos (que parecem mais robots, mas aparentam estar vivos, à medida que a história progride)
Por alguma razão muito pouco convincente, elas não usam parte de baixo. Calças? Saias? Calções? Nada. Só a cuequinha. Por alguma razão que nem sequer é explicada ("porque magia" parece ser suficiente) cada vez que elas usam os seres poderes voadores aparecem-lhes orelhas e caudas de bicinho, cãozinho, gatinho, coelhinho, inho.
Enfim, em termos de história a coisa não é propriamente a rainha da cocada preta. Em termos de personagens também não. Passamos os doze episódios a assistir à sua vida diária, com umas lutas voadoras por aqui e por ali. Elas simplesmente não fascinam, não têm suficiente densidade e humanidade para que realmente acreditemos nos seus sentimentos e emoções. Cada uma é um estereótipo muito mal cortado da caixa dos Cheerios. O facto de não usarem parte de baixo também não ajuda nada, sobretudo quando estão a tentar convencer uma série de senhores de uniforme que são elas que estão com a razão.
No entanto, e aqui a suína torce as suas vértebras caudais, no entanto... A arte. A animação. São estrondosas. O cenário é o mar, num Verão calmo e com poucas nuvens. É bem bonito. E as cenas de acção, têm momentos únicos e apaixonantes. Quase que dá vontade de gostar de tudo o resto, para que possamos dar uma melhor classificação a isto. Há, certamente, um grande exagero em mostrar volumes vulvares (que, se formos pelo lado negativo, se parecem muito com volumes penianos do universo shota. éÉ tudo uma questão de perspectiva) e uma vez até aparece um mamilo aos pulos, mas perdoemos isto, tendo em conta de que é uma série para rapazinhos hiperexcitados.
Musicalmente, nada de bom, nada de mau. OP e ED vulgaríssimas, parenquimatosamente nada de muito especial.
Enfim, eu cá gosto de ver todas as coisas. Serve como experiência. Recomendo a rapazinhos hiperexcitados.
By : ladyxzeus
O Cónego
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O Cónego
A. M. Pires Cabral
2007
Romance
Tive a boa sorte de receber este livro pelo BookCrossing. Trata-se de uma edição rara, difícil de encontrar, que está esgotada há muito tempo. Felizmente, uma membra teve a oportunidade de adquirir o livro e a bondade supersónica de o partilhar cá com a gente. :)
Devo dizer que há algum tempo que um livro não me dava um gozo tão grande como este. É maravilhoso, tanto que até o li à noite antes de dormir, coisa que faço muito raramente e apenas em livros que estou a adorar positivamente.
Um jovem padre de Trás-os-Montes é colocado a paroquiar uma aldeia nos confins do país, muito próxima de outra aldeia de onde veio uma pessoa que conheço e é muito minha amiga. Isto é, este lugar existe mesmo! Será que os personagens também existem? Pelo livro, tudo indica que sim. Enfim, este padre, ao longo de várias conversas com o antigo padre, que está acamado, e outros personagens, vai descobrindo - segundo diversas perspectivas - tudo sobre a vida e obra de uma figura que muito marcou esta aldeia: o Cónego.
É no retrato deste homem, que aparece tanto como figura mitológica como ser humano irascível, que ficamos a conhecer muito sobre a vida nestas aldeias, numa época em que ainda estavam completamente isoladas daquilo a que se poderia chamar civilização moderna. Os personagens são únicos e realmente acreditamos que todos eles possam ter existido. Não pude confirmar com a minha amiga, pois a narrativa passa-se nos anos 30-40 (não consegui perceber com muita precisão) e ela ainda não era nascida. Senti, talvez, falta de que aparecessem outras pessoas da aldeia para além do eixo referido constantemente, os quatro personagens essenciais na partilha das histórias sobre o Cónego.
Mas aquilo que gostei mais foi, sem dúvida, a maneira de escrever. Toda a escrita está cheia de pequenos detalhes, talhados em ourivesaria, pequenas expressões, palavras, maneiras de dizer, todas típicas do tempo e do espaço onde decorre a história. Assim, o relato torna-se vivo e está inserido dentro de um lugar que passamos a desejar visitar, para falarmos com estas pessoas e comermos o que elas comem, todas essas pequenas coisas.
Sinto-me uma sortuda e muito feliz por ter tido a oportunidade de ler este livro. Se houver outros do autor, gostaria de os encontrar e lê-los todos também!
By : ladyxzeus
Waga Seishun no Arcadia
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Waga Seishun Arcadia
Katsumata Tomoharu - Toei Animation
Anime - Filme
1982
8 em 10
Há bastante tempo tinha visto o anime de Captain Harlock, pelo qual não morri de amores. Assim, não alimentava grandes esperanças quanto a este filme. Mas fiquei muito surpreendida, e pela positiva!
Waga Seishun Arcadia, ou "A minha juventude em Arcadia", passa-se antes de Harlock ser um pirata. Na verdade, conta a história de como se tornou um, como perdeu o olho e como reuniu o grupo de pessoas que viriam a ser os seus amigos, companheiros e parceiros. É uma história dolorosa num ambiente de guerra muito semelhante àquilo que se vivia depois da Segunda Guerra Mundial, no Japão.
O filme explora diversos elementos neste cenário de guerra, em que no fundo Harlock consegue reunir um grupo de pessoas que estão contra o sistema e que desejam a serem livres de viver e de se expressar num mundo governado pela opressão. Não há histórias comoventes do passado, não há relatos das maldades cometidas para com estas pessoas. No entanto, os personagens revelam uma dor muito forte, expressada pela emotividade de cada cena. E, no meio disto, há sempre uma mensagem de esperança, uma mensagem de que a revolta pode realmente acontecer se nos reunirmos e acreditarmos que é possível.
Os personagens, dos quais não tinha gostado na série original, apresentam-se aqui muito mais humanos. Logo na cena inicial, falando da juventude passada em Arcadia, sobre como Arcadia é a nossa juventude, percebemos que estes personagens viveram algo inexplicável, inconcebível. E é isso que nos vão mostrar. São personagens que têm sentimentos muito fortes e que acreditam verdadeiramente naquilo porque podem lutar. O seu desenvolvimento é a descoberta: partimos de um ponto em que estão completamente indefesos, para ver como abandonam esses medos e percebem que podem, efectivamente, marcar uma diferença no panorama actual.
Se o design dos personagens varia um pouco do original, estando mais adaptado aos anos 80 (em que o filme foi feito), nem por isso deixam de ter variações muito interessantes, sobretudo no respeitante às expressões faciais. Em termos de maquinaria, existe uma atenção intensa no detalhe. A animação, não sendo soberba, está bastante boa para a época. Mas o que mais me impressionou na arte foram os cenários, sobretudo os espaciais, que são feitos num tom aquarelável e têm, por si só, uma intensidade fora do vulgar.
E tudo isto não seria possível sem uma banda sonora primorosa, feita de peças instrumentais que marcaram toda uma geração de animes. São estas peças que acrescentam a emotividade às situações, como falava anteriormente, sendo essenciais para que o espectador consiga captar com exactidão o que realmente os nossos personagens estão a pensar e querem dizer. No final, temos uma música característica da época e do género em que o anime está inserido.
Não posso deixar de recomendar este filme. Parece-me uma peça importantíssima no universo de Leiji (o Leijiverso) que deve ser vista por todos aqueles que tenham interessa na história do anime. E por todos aqueles que, simplesmente, gostem de anime!
By : ladyxzeus
David Bowie is...
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David Bowie is...
Documentário de Exposição
Isto foi uma experiência diferente, portanto o melhor é começar pelo princípio.
Eu costumo ler um blog, que sigo, chamado Sound+Vision. É administrado pelo João Lopes e Nuno Galopim que são, respectivamente, críticos de cinema e música. Ambos são fãs inveterados do David Bowie. Então, anteontem, apareceu um passatempo no blog, para ver o documentário de uma exposição que estava instalada no museu V&A em Londres, sobre a vida e obra de Bowie. O passatempo consistia em dizer em que cinema queríamos ir ver o filme, o nosso álbum favorito do Bowie e porquê. Eu escolhi aleatoriamente o Space Oddity e inventei um porquê, pois realmente não tenho um álbum preferido (gosto de todos). Ganhei os bilhetes e, assim, fui com um amigo.
A minha experiência com Bowie vem, desde o seu ponto inicial, da minha paixão por tudo quanto é belo, nomeadamente Gackt. Um dia, a minha mãe, ao ver-me em adoração ao meu altar de Gackt (sim, tenho um) comentou casualmente:
"Isso que tens por esse Japonês, é aquilo que eu tinha pelo David Bowie"
A partir daí, a curiosidade apareceu e imediatamente segui para ouvir a discografia completa. Fiquei maravilhada, pelos sons, pela imagem, por todas as coisas. Por isso, ter oportunidade de saber sobre um dos que se tornou artistas favoritos foi uma experiência única.
O dia foi estranho. Chovia torrencialmente, vi uma árvore a tentar atravessar a estrada (caindo, com um som "ploft" com toda a sua massa vegetal em cima da passadeira. Ainda bem que não estava a passar ninguém), a estrada ficou cortada por causa da árvore, etc. Comi, pela primeira vez, um frozen yogurt, que é delicioso. E, com isto, entrei na sala para ver o filme.
Antes do filme, os críticos ainda falaram sobre toda a discografia e videografia do artista durante um tempo que estava entre os trinta e os sessenta minutos (quarenta e cinco, portanto). Mostraram três videoclipes essenciais e falaram muito. Passado certa altura, confesso, já não os estava a ouvir. Finalmente, veio o filme.
Essencialmente, era a visita guiada à exposição, com comentários dos visitantes e com comentários de pessoas que conheciam o Bowie. Começavam pela infância, mostrando fotos de bebé nunca antes vistas e pedaços do trabalho prematuro de Bowie, que desde logo se interessou pelo aspecto gráfico da música e não só pelo facto de tocar e cantar. Depois, passou para toda a cenografia, incluindo os fatos e máscaras utilizados ao longo do tempo. Como eu não sou muito de ver vídeos, desconhecia a maioria deles. Realmente, o homem é dono de um estilo muito único, que veio a influenciar géneros, modas e atitudes de toda uma geração.
Falaram, também, de material como as fotografias e capas dos discos. Vi pela primeira vez a imagem completa da capa do álbum "Diamond Dogs", que é estranhíssima e fascinante. Vi também muitas outras fotografias que nunca tinha visto. A partir daí, passaram para o trabalho cinematográfico, que nunca pensei ser tão grande (vi apenas dois filmes). Falaram bastante de "Labyrinth", que nunca vi mas parece ter um estilo próprio, e do "Homem que veio do espaço", que é um filme bastante estranho e sobre o qual tenho sentimentos mistos.
De entre as pessoas que foram falar, estava um estilista Japonês que muito influenciou Bowie ("Bowie is Bowie, Kansai is Kansai"), um historiador de cinema, um coleccionador de memorabília que tinha a avaliação escolar do artista. Mas o mais interessante foi ver aquilo que os visitantes, fãs normais como nós, tinham a dizer.
Para concluir, o mote da exposição era "David Bowie is..." Isto porque, apesar de tudo, ninguém sabe exactamente quem ele é e o que é que ele é. Durante muito tempo a sua identidade estava presa a personagens, tendo renascido como uma versão integral dele próprio durante o período de Berlim e vagueando por aí até agora em que, no topo da sua maturidade, Bowie apresenta novos discos e novas músicas e novos vídeos, sempre frescos e excitantes. Portanto, o que é David Bowie?
eu tenho a minha resposta.
David Bowie is Love.
By : ladyxzeus