• Lupin III

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    Lupin III
    Takahata Isao - Tokyo Movie Shinsha
    Anime - 23 Episódios
    1971
    7 em 10

    Depois da minha experiência com Lupin, encontrava-me bastante dividida, sem saber se gostava ou não do franchise e do personagem ou o quê. Afinal, é um personagem tão marcante que me parece importante saber pelo menos o essencial sobre ele. Para isso, porque não pegar na série original? É isso mesmo! Vamos viajar um pouco até ao início dos anos 70 e ver realmente o que se passa aqui. :)

    A minha conclusão é que afinal até gosto bastante do Lupin! =D

    São vinte e três episódios, cada um com a sua história. O maior ladrão de todos os tempos tem sempre uma coisa nova para roubar, ou alguma alhada da qual se safar e, por isso, nunca nos cansamos. Em cada episódio, Lupin mostra os seus truques fantásticos e dá sempre a volta por cima do malfadado Zenigata, o polícia que nunca o consegue apanhar (definitivamente). O que é muito interessante nestas histórias pequeninas, são os truques todos e toda a vivacidade impressa na resolução de cada caso, para bem ou para o mal. Também é um anime com muitos momentos de acção, desde loucas perseguições de carros (da época!), a perigosos tiroteios e até uma grande quota de explosões!

    Isto é conseguido por um conjunto de personagens deliciosas, que nunca deixam de nos surpreender com a sua esperteza e o seu bom humor. Lupin e os seus amigos, todos eles são mestres da vigarice. E para se ser vigarista tem de se ser bastante inteligente! Portanto, é um anime que nunca cansa e que nunca deixa de surpreender. São também personagens muito engraçados, numa certa candura que torna infantil mesmo as situações mais violentas. Isto dá azo a muitos momentos de comédia bem real, se não pelas falas, pelas situações ilógicas, caricatas e desiquilibradas em que os personagens se enfiam.

    Considerando que este anime é de 71, uma fase bastante iniciática da animação japonesa, convenhamos que a arte não está nada má. Por um lado, há recurso de métodos que sim, poupam recursos: frames repetidas nos momentos mais inesperados e de maior acção. No entanto, há uma atenção ao detalhe preciosa, sobretudo nos movimentos dos personagens, que se mexem com uma miríade de movimentos articulados que dão um efeito tanto fluído como muito cómico, dependendo do contexto.

    Na música, temos algo muito engraçado: há um tema principal, o tema do Lupin (Lupin Lupin), um jazz-rock muito simpático e com muito estilo. Todas as outras músicas são variações sobre este tema, o que por si só ´é muito engraçado, mas também demonstra uma certa capacidade imaginativa.

    Portanto, esqueçam os filmes, esqueçam a série da Fujiko. Estes 23 episódios foram mais que saborosos! Para além disso, é representativo da sua época e é vintage, portanto vejam-no imediatamente! :)
  • A Fúria dos Reis

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    As Crónicas de Gelo e Fogo - A Fúria dos Reis
    George R. R. Martin
    1999
    Romance Fantástico
     
    Parecia que há muito tempo não lia nada, correcto? Aqui está a verdade: andava prisioneira desta aventura de cavaleiros e eteceteras que, no topo das suas oitocentas páginas, nunca mais acabava! Deveras, foi um sofrimento sofrido para ultrapassar este livro!
     
    Depois da excitação toda que o primeiro volume me causou. foi com grande ansiedade que segui para o segundo. E foi dos maiores desapontamentos que já vivi na minha vida literária. Bem, também não foram assim tantos...

    Este segundo volume segue a história do anteriorl, mas inserindo mais personagens, mais guerras e mais detalhes. O grande problema é que estes detalhes são, no fundo, um chorrilho de banalidades e inutilidades, que em nada acrescentam à história ou à construção do universo fantástico. Porque realmente, não é relevante saber quantos caracóis tinha o cabelo da rainha coiso e tal, nem quantas gárgulas tinha o torreão do castelo. O livro é rico em descrições, mas são descrições inúteis.

    Também as descrições das lutas, batalhas e outras coisas de acção aparecem constantemente e não servem para. Para. PARA. NADA! Houve um capítulo em que o famigerado do autor passou cerca de 30 páginas a dizer nomes de navios! Por favor! Por amor de deus!

    No fundo, pouco ou nada a história avançou. Bem dizia uma conhecida minha que séries de livros tão longas não podem, não têm a capacidade de ser boas. Pensei que fosse diferente, enfim... Morreram umas quantas pessoas, outras ficaram sem nariz, mas no final está tudo na mesma como a lesma.

    Agora vem aí um grande intervalo para outras leituras. Talvez se me esquecer mais ou menos o que se passou a leitura dos outros volumes seja mais refrescante.
  • Zegapain

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    Zegapain
    Shimoda Masami - Sunrise
    Anime - 26 Episódios
    2006
    6 em 10

    Não esperava nada deste anime. Aliás, pela sinopse até esperava pouco. Mas veio a revelar-se uma história muito interessante e complexa, que acho que vale a pena ver.

    Kyo é um jovem que gosta de nadar e que está a tentar, por todas as coisas, recuperar o clube de natação da escola. Quando tenta fazer um filme com a sua amiga Kaminagi para o publicitar, vê uma estranha rapariga, muito bonita e mais velha, a dar um belíssimo salto para dentro da piscina. A partir daí, é-nos apresentado outro mundo, outro universo, em que as coisas não são bem como a realidade a que estamos habituados. Nesse universo, Kyo tem de conduzir um robô chamado Zegapain Altair e lutar contra algumas pessoas muito diferentes dos humanos normais, com objectivos diferentes que serão revelados ao longo da série.

    A história tem um conceito que parece muito inspirado por filmes ocidentais como o Matrix. Isto é, temos um universo real e um universo falso, em que temos de despertar para podermos viver na realidade. Existem algumas alterações, como o facto deste universo ser baseado na internet e em servers, em que as pessoas vivem como cópias e não como sonho. Na verdade, é uma ideia que está muito bem explorada e esclarecida e que poderia funcionar ainda melhor se estivesse numa escala global e não remetida a uma simples cidade japonesa. Para além disto, há algum ênfase nas relações entre as personagens dos dois universos e das pessoas que vivem entre eles, sobretudo nas relações de amor e amizade.

    O ritmo é lento e muito pausado, permitindo-nos pensar com acesso a uma imagética bela, muito relacionada com a água. Esses momentos são, infelizmente, descompensados com uma animação terrível nas cenas de acção. Na realidade, o anime teria beneficiado imenso se tivessem cortado por completo as lutas entre robots e se tivessem dedicado apenas à exploração da realidade e das emoções dos personagens. A verdade é que o design dos robôs é absurdo e a animação, um CG muito sujo misturado com 2D, é escabrosa. Por isto, não posso dar uma nota superior na minha classificação, algo de que gostaria muito.

    A música, essa, tem alguns momentos lindíssimos. Tanto a OP como a ED são marcantes e estabelecem desde logo a natureza do anime: é um anime introspectivo e calmo, um anime que deseja falar sobre a vida e não apenas mostrar coisas a lutarem umas contra as outras. Dentro do parênquima, temos uma série de músicas interessantes mas pouco originais, mas sempre bem aplicadas.

    Recomendo vivamente esta experiência, pois é algo bastante diferente daquilo que já nos vamos habituando. Achei um anime refrescante, que me deixou sempre com vontade de ver e, por isso, acho que vale a pena experimentar.
  • Edge of Tomorrow

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    Edge of Tomorrow
    Doug Liman
    2014
    Filme
    5 em 10

    Depois de um filme excelente, porque não um filme terrível? Mas não vimos double session ilegal (entrar noutra sala de cinema em vez de sair cá para fora). Simplesmente fomos para casa e pôs-se o filme a sacar.

    Começo por dar a informação que descobri há pouco, e que faz todo o sentido: este filme é inspirado numa novel Japonesa, e subsequente manga, chamado "All you need is kill",  de Hiroshi Sakurazaka. Segundo me consta, anda toda a gente meio maluca com este manga, adoram-no. Mas, se for como filme, é caso para dizer "porquê". Mas enfim, voltemos ao filme.

    O planeta Terra foi invadido por um grupo de criaturas extremamente difíceis de matar, de nome "mimics". São tipo uns aranhiços gigantes e mal-cheirosos. Quando luta contra um deles, todo azul brilhante e todo catita, este oficial que acidentalmente foi parar ao campo de batalha, ganha o poder de voltar atrás no tempo quando morre. O que significa que ele sabe o que vai acontecer e pode planear o que fazer e vencer a guerra. Depois, conhece uma gaja chamada Rita que é mestre do assassinato de aranhiços fedorentos. E depois o Tom Cruise tem de ir salvar o mundo, que é coisa que nem sempre corre bem (pois o Tom Cruise come placentas, ew)

    Em vários momentos eu esperava que o filme fosse numa direcção completamente diferente, muito mais complexa e, consequentemente, mais interessante. Mas a estrutura de shounen mantém-se do início ao fim. Na realidade, eu esperava desde o início que o Tom Cruise falasse com os soldados rasos e fizesse com que estes se organizassem, de preferência numa espécie de revolução. Mas não, sozinho estou, sozinho ficarei, sozinho vencerei as forças do mal. A estrutura do filme é exactamente igual à estrutura do shounen, com certos erros básicos que poderiam ter sido evitados com um melhor conhecimento do género (e não apenas sacar inspiração da novel e fazer o que nos apetece). Por exemplo, o ritmo do filme começa demasiado lento, para depois acelerar e voltar a decrescer, o que faz com que o espectador não consiga fazer uma manutenção da sua expectativa e, por isso, a concentração. A sequência de treino, apesar de importante, pareceu-me demasiado longa e repetitiva. Em vez de um efeito que poderia ser cómico, foi aborrecida. Em compensação, a sequência do planeamento e estratégia foi demasiado apressada, o que não permite uma percepção real o do que realmente se passa.

    Apesar de ao longo do filme os personagens irem desenvolvendo as suas capacidades físicas, a estrutura e engenharia da maquinaria não aparenta ser nada realista. Não parece fácil de usar e não tem grande mobilidade. Assim, o design poderia ser melhorado. Em termos de efeitos especiais, é caso para dizer que não é nada de especial. A animação por computador não é realista e as sequências de luta nada de espectacular têm, pois normalmente terminam em morte e, como a morte não é sinal de derrota, isto é inconsequente.

    O final é simpático e amoroso, mas a música dos créditos quebra completamente com o ambiente criado ao longo do filme.

    Enfim, acho que se fores um rapaz vais curtir totes. Se fores eu, é só mais um.
  • Gone Girl

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    Gone Girl
    David Fincher
    2014
    Filme
    7 em 10

    Vamos ao cinema! Há quanto tempo não vamos ao cinema? Não sei, mas vamos agora. :> Fique a nota da descoberta de que a minha mãe tem um cartão Zon e que isso oferece um bilhete nos cinemas Lusomundo (que já não têm esse nome, não interessa)

    Este é um longo filme que trata da situação de uma pessoa desaparecida, com um certo twist muito assustador e perturbador. Não posso falar dele paranão vos estragar o filme, mas aviso já que nem tudo é o que parece.

    Desde o início, com uma sequência de imagens do ambiente da cidade, o filme se estabelece como fonte de stress. Tanto para os personagens como para nós, espectadores. Nick Dunne já não gosta da mulher. Ela aborrece-o e ele não a compreende mais. Portanto, no dia de aniversário de casados, ele pondera o que há-de fazer com o seu casamento destroçado. Quando chega a casa, atinge-o a descoberta de que Amy, a sua esposa, desapareceu do mapa. Nesse momento começa uma busca incessante e altamente mediática para a encontrar, intercalada com imagens dos momentos passados que explicam como o casamento - que era tão bom - se veio a tornar desagradável e exasperante. Mas quando começam a acusar Nick de ter assassinado a esposa, tentamos perceber... O que é real? O que não é? E na segunda parte do filme há a luta pela descoberta do que é verdadeiro, em que percebemos pelo caminho a verdadeira dimensão destes personagens.

    Apesar de ser um filme de grande duração, mantive-me concentrada do início ao fim, o que não é normal em mim. As pessoas que estavam ao nosso lado desapareceram no intervalo, dizendo que não vinham ao cinema ao Domingo para adormecer. Mas o filme não é nada assim, pois mantém a expectativa até ao final, mesmo depois de a história estar concluida. A conclusão é estranhamente fascinante, pois é o compromisso entre o melhor possível, mas também não podia ser pior.

    Gostaria de fazer uma nota para o trabalho de actor, que merece atenção. Ambos os personagens, que têm uma construção muito sólida, são interpretados de forma excelente. A dualidade desespero-loucura, a sociopatia real e falsa, tudo isto não seria possível sem um grande trabalho de actores experientes. No caso de Ben Affleck, ainda bem que lhe deram a oportunidade de escapar das comédias terríveis.

    Também as imagens paisagísticas, apesar de simples, são muito interessantes.

    Assim, acho que posso recomendar que vejam este filme. Se for no cinema, ainda melhor. :)
  • Shakugan no Shana

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    Shakugan no Shana
    Watanabe Takashi - J.C. Staff
    Anime - 24 + 24 + 24 Episódios + 4 OVA + 1 Special + 1 Filme
    2005 - 2012
    6 em 10

    Aviso: encontro-me de "férias", portanto irei ver mais anime do que o suposto.

    Há muito tempo ouvia falar da Shana. Waifu para aqui, waifu para ali, tinha curiosidade em saber quem seria esta criatura que partilha o cognome com a minha mãe. Saquei a primeira coisa que me apareceu e era um batch com todas as coisas enunciadas acima. Ainda faltam alguns elementos, mas - para ser sincera - não me apetece ver mais nada relacionado com isto durante muito tempo, talvez o resto da vida. Este comentário serve para todo este material em geral. Houve uma grande melhoria em todos os aspectos desde a primeira instância até à última, mas alguns pontos mantêm-se.

    Para começar, é-nos introduzida uma história extremamente complexa, que envolve seres de outros mundos, organizações subespaciais em conflito umas com as outras e uma série de gente com nomes bizarros, como a Shana dos Olhos Flamejantes e a Pessoa que Sabe todas as Coisas, entre outros. A complexidade da história vai aumentando de forma um pouco confusa, para uma conclusão que, não sendo extremamente clara, é satisfatória e responde a todas as dúvidas. Na verdade, o anime balança entre a típica luta do bem contra o mal e momentos de fatia-de-vida que contribuem para o desenvolvimento das relações entre os personagens. Isto é mais evidente na segunda season, que parece existir como ponto de equilíbrio entre a introdução e a conclusão. Nesta, desenvolve-se uma história em que os papéis dos personagens estão invertidos, o que pode parecer estranho ao início.

    Falando nos personagens, não são especialmente fortes ou interessantes. Sobretudo o personagem principal, é muito insonso, mesmo depois de virar a boneca e se passar para o outro lado. Shana, essa sim, aparenta ser bom material para waifu, não só devidoàs suas características físicas, mas também ao seu poder inicial (os olhos flamejantes). Talvez seja a única personagem a sofrer um desenvolvimento com carácter de interesse, pois existe um crescimento e materialização de sentimentos. É uma personagem que, apesar do poder físico, aparenta ter algumas fraquezas emocionais, que são ultrapassadas ao longo das seasons com recurso a muita descoberta interior. Nesse aspecto, é uma personagem interessante.

    A arte começa por ser terrível, absolutamente horrorosa, sem atenção ao detalhe, com cores deslavadas e sequências de animação atrozes. À medida que o tempo passa, aparece uma produção mais cuidada, sendo a terceira season rica em grandes momentos de animação, com lutas muito brilhantes e extremamente bem coreografadas.

    MMusicalmente, temos muito pouca variedade em termos de género, sendo todas as OPs e EDs aquele pop-rock no feminino pouco inspirado a que os meados dos 00s nos habituaram. Na primeira season há momentos de silência exagerados, colmatados à medida que o tempo passa com alguns instrumentais que, apesar de vulgares, calham bem dentro da sequência das lutas.

    Concluo com o facto de que, realmente, compreendo porque esta série é tão amada. Apareceu na televisão americana e poderá ter sido o anime introdutório para muitas pessoas que hoje se orgulham de ser ota-cus. A personagem é forte e carismática e a história tem os seus detalhes que poderão captar a atenção. Não me cativou, mas não é nada de mau.
  • O Labirinto do Fauno

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    O Labirinto do Fauno
    Guillermo del Toro
    2006
    Filme
    8 em 10

    Enquanto estava toda a gente no Iberanime a apanhar chuva, estava eu com o Pi numa casinha geminada no meio de uma floresta de eucaliptos a ouvir a chuva. E a ver este filme. E a beber uma mini garrafinha de vinho absolutamente delicioso da região desta floresta de eucaliptos, que é Pegões.

    Para começar, não esperava um filme em espanhol. Ainda menos um filme passado durante a sangrenta guerra civil espanhola. Uma menina é levada para uma aldeia onde um grupo de militares luta contra guerrilheiros. A sua mãe está grávida e elas vão ter com o pai da criança, o maligno e sádico Capitão.

    Perante os horrores da guerra e todas as divisões emocionais que a moça tem em relação à mãe, ao seu novo pai e às pessoas que vivem nesta casa, Ofelia refugia-se num mundo fantástico, que poderá ser tão inventado como real, que tem como base um misterioso labirinto em ruínas. Ela encontra um Fauno que lhe diz que ela é uma princesa de um reino de imortalidade. Para poder voltar para ele, terá de cumprir três tarefas.

    Mas a vida real não lhe permite cumprir as tarefas. Entre a guerra, a fragilidade da mãe e a antipatia do Capitão, ela acaba envolvida numa luta que não é a sua, tentando fazer o seu melhor e revelando-se incapaz perante a realidade crua de todos estes adultos que já não se permitem acreditar em nada de bom. Os dois temas do filme entrecruzam-se de uma forma brilhante, levando a uma conclusão trágica, comovente, mas ainda assim com um pouco de esperança no futuro e em todas as coisas positivas em que nos abrigamos. No fundo, o filme dá a vitória não aos franquistas nem aos revolucionários, o filme dá a vitória às coisas boas, à inocência e à imaginação.

    O universo fantástico é recriado de forma muito realista, com recurso a muito material oriundo do folclore europeu e, sobretudo, do folclore ibérico. Também a imaginação do realizador (também argumentista) é merecida de nota. A caracterização dos espaços, das criaturas, dos monstros, tudo é feito com cuidado e está aqui um excelente trabalho.

    Uma nota para o tema musical que dá a tonalidade ao filme e, sobretudo, ao final. Até agora estou com ele na mente.

    E assim se passou (com mais uns episódios de Space Dandy, que estamos a ver ao nosso ritmo) o fim de semana em que eu utilizei o prémio literário que ganhei no Natal passado. Foi uma chuva muito agradável.
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