Lupin III: The Castle of Cagliostro
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Lupin III: The Castle of Cagliostro
Hayao Miyazaki - Tokyo Movie Shinsha
Anime - Filme
1979
7 em 10
Como sabem, a minha anterior experiência com Lupin não foi muito positiva. Podem consultá-la aqui e aqui. Assim, quando me pus a ver este filme tinha a expectativa muito baixa. Felizmente, ou talvez seja esse o talento do Sr. Miyazaki (mesmo quando não associado à Ghibli), surpreendeu-me muito pela positiva.
Desta vez a aventura do ladrão favorito da criançada é penetrar um castelo super-protegido para salvar uma jovem condessa de se casar com um homem que, além de vilão, quer toda a fortuna que está escondida na residência. Para isso precisa de usar um anel, que Lupin não lhe dará sem luta!
A premisa é muito simples, mas o que faz realmente a história são os detalhes. Acho que desta vez o conceito de "Lupin" foi captado perfeitamente: os truques utilizados são engraçados, charmosos e inteligentes, sem nunca serem violentos ou algo mais do que puro entretenimento. Para isto, temos uma animação que - não sendo espectacular - está atenta ao detalhe, dando muita vida e emoções positivas a todas as sequências.
Como disse anteriormente, o personagem de Lupin brilha com este filme. Se eu não gostava muito dele anteriormente, mudei de ideias. No entanto, pouco crédito é dado a todos os outros, que poderiam ter visto um pouco mais de desenvolvimento ou, pelo menos, de participação.
Em termos musicais, também não temos nada de espectacular, sendo o filme ilustrado por peças muito simples. No entanto, são bastante eficientes, porque dão muita graça a cada momento.
Um filme muito leve e uma excelente aventura para os mais novos.
By : ladyxzeus
Inverno de Sombras
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Inverno de Sombras
L. C. Lavado
2013
Romance Fantástico
Livro que recebi no BookCrossing e que não estava à espera que fosse tão grande. Quinhentas e Noventa páginas que rapidamente se tornaram numa tortura.
Desde já vamos admitir: a ideia está muito gira. A fantasia, bruxos e feiticeiros, está muito bem montada e as plíticas e intrigas dentro deste universo são muito interessantes. O mesmo se passa com a descrição destas criaturas mágicas. Podia ser um bom anime, este livro. Os personagens são, ao início, muito únicos e as relações entre elas são vívidas e quentes. No entanto... O que poderá ter falhado?
Se a história é interessante, há neste livro um problema grave: o ritmo. A narrativa é, simplesmente, demasiado longa... E move-se a ritmo de pastilha elástica, como uma telenovela da TVI. Os personagens têm a sua vida normal, acontece algo; voltam à vida normal, acontece algo; voltam à vida normal, acontece algo. Estes momentos de "vida normal" são úteis para conhecermos mais sobre os personagens e sobre as suas relações, mas podiam ser resumidos e condensados sem se perder informação.
Depois, ao longo do livro, os personagens têm atitudes que não se conjugam com o que nos foi apresentado anteriormente acerca deles. Por exemplo, Isadora - a personagem principal - é apresentada como uma pessoa tímida e fechada sobre si mesma. No entanto, não tem problema nenhum em agir de forma extrovertida e por vezes violenta e sarcástica quando isso possa trazer graça ao diálogo. Para mim, o exemplo mais flagrante é Danton, o Príncipe da Bruxaria. Ora, o homem anda por ali cheio de frieza e de estilo e depois materializa o seu IPod para ouvir Linkin Park? O gosto musical desta pessoa é absolutamente anti-climático (se bem que hilariante)
Se ao início gostei bastante do livro, do ambiente, da magia... Rapidamente se tornou muito cansativo. A partir do meio, só desejava que acabasse. Foi uma luta constante mas... "Quem já leu 400 páginas lê mais 200!"
Nota: o pior de tudo é que dentro do livro vinha um bloquinho artesanal para escrevermos a nossa opinião do livro. Até agora, parece-me que fui a única pessoa que encontrou defeitos... Tentei não escrever isso, escrevi apenas "tinha coisas que..." e "morri quando o Danton se pôs a ouvir Linkin Park". Mas pus o link do blog e agora espero sinceramente que a autora não venha ver.... ;_;
Nota: o pior de tudo é que dentro do livro vinha um bloquinho artesanal para escrevermos a nossa opinião do livro. Até agora, parece-me que fui a única pessoa que encontrou defeitos... Tentei não escrever isso, escrevi apenas "tinha coisas que..." e "morri quando o Danton se pôs a ouvir Linkin Park". Mas pus o link do blog e agora espero sinceramente que a autora não venha ver.... ;_;
By : ladyxzeus
Fargo
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Fargo
Joel e Ethan Coen
1996
Filme
7 em 10
Já vi este filme há umas duas semanas, mas esqueci-me de escrever sobre ele. Fica, pois, um comentário. Talvez seja um comentário um pouco injusto, porque eu captei muito pouco do final do filme por motivos que não vale a pena enumerar.
Apesar de o filme dizer que é uma história real, isso não é verdade. Depois de saber isso, fico desapontada, porque seria muito mais divertido se tivesse sido verdadeiro. Um homem contrata dois tipos para raptarem a mulher dele, num esquema que vai fazer todos ganhar o dinheiro do sogro rico. No entanto, no meio da neve, do frio e de muitos diálogos hilariantes, tudo começa a correr mal. E aí entra uma polícia que, no desequilíbrio da sua gravidez, vai encontrar os raptores e assassinos!
As personagens são deliciosas. Depois de ler um pouco sobre os actores e o seu trabalho neste filme, fico feliz por ter podido ver tão bom trabalho de actor. Neste filme, cada pessoa é única nas suas neuroses, ficando tudo equilibrado pela figura da grávida, que contrapõe toda a energia negativa com uma neutralidade e calma fascinantes.
Um grande problema de filmes passados na neve, é que não há muita variedade de cores e de imagens. Este filme não foi muito para além disso, mas teve os seus momentos de bonitas paisagens e de interessante composição. O contraste do sangue dá um resultado sempre original.
Terei de rever o filme mais tarde ou mais cedo. Mas não faz mal, porque gostei dele. :)
By : ladyxzeus
84ª Feira do Livro de Lisboa
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84 Feira do Livro de Lisboa
Desta vez fui à Feira do Livro muito bem acompanhada. Dia de calor extremo e pavoroso, ignorei as pelusidades sovacais para usar um vestidinho de cava (todo vintage, todo 70s, tava tã linda). Só não tomei atenção aos pés, pois os sapatos que ficavam melhor também são dos que dão menos jeito para andar.
Bem, a Feira... Em tudo igual à do ano passado, pareceu-me que desta vez havia mais sítios para sentar, mais comida para comer, mais bebida para beber e mais coisas para as crianças brincarem. Parámos na esplanada da Sagres, onde experimentei aquela coisa "Radler". Uma cerveja de limão. Não imaginam o bem que me soube! Andei o fim de semana todo a limonada e aquilo sabe a limonada! É mesmo bom, podia embebedar-me com aquilo tantas vezes quanto me pedirem!
Parte horrífica é que o jardim do Parque (Eduardo VII) se encontrava ocupado por um ecrã gigante a passar o maldito futebol, nem num sítio cheio de livros me livro de aturar matraquilhos, chiça penico.
Contas feitas, desta vez gastei muito pouco dinheiro. Menos de 25€... Havia muitos, muitos livros fora do eixo Leya-Porto Editora a preços muito, muito simpáticos. Este foi o resultado:
- O Estrangeiro (Albert Camus)
- Antologia Poética de Antero de Quental (era só um euro pah)
- Peito Grande, Ancas Largas (Mo Yan) (livro que queria ler há imenso tempo e que nunca tinha visto)
- Tron (Steven Lisberger e Brian Daley)
- Senhora Oráculo (Margaret Atwood)
By : ladyxzeus
Panty and Stocking with Garterbelt
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Panty and Stocking with Garterbelt
Imaishi Hiroyuki - Gainax
Anime - 13 Episódios
2010
5 em 10
Eu sabia. Eu sabia que não ia gostar. Eu sabia que ia abominar. Então, porque é que eu vi? Porque é que eu me submeti a esta actividade masoquista de ver uma coisa que eu sabia que ia detestar? Pela mesma razão pela qual vejo e leio todas as coisas. Para saber.
Existe uma razão muito simples pela qual eu, necessariamente, achei este anime uma abominação. Eu detesto, odeio com todas as minhas forças, todo o tipo de piada sexual, escatológica ou coisas do género que possa existir. Logo, todas as piadas, todas elas, ao longo deste anime... Não têm piada. E como avaliar um anime de comédia em que não achamos piada a nada? É um desafio, sim. Mas existem pontos em que eu posso criticar: a comédia é demasiado fácil, demasiado óbvia. Li algumas reviews que diziam "é sofisticada". Ora então, seu eu disser "este desenho animado é mau como a merda, caralho" e depois me peidar, isto tem piada? É sofisticado?
Da mesma forma diziam que PSG servia como uma crítica à indústria do anime tal como ela é. Acho isto uma consideração estupidamente errónea. À primeira vista, podemos penar que isto é um cartoon americano. Estilo Cartoon Network (que, por sinal, sempre detestei também). Mas se observarmos a arte com atenção, a cor, a proporção, tudo isso é tipicamente anime, tipicamente Japonês. Dou a mão à palmatória: a arte é muito boa, com momentos muito experimentais que são o maior ponto de interesse ao longo desta viagem de horrores. O mesmo se passa em termos de animação. Mas isto acontece porque é um anime e tem todos os elementos de anime. Não se enganem pelo estilo. Nem sempre precisamos de pernas compridas e pestanas brilhantes para ter uma estética típica.
O problema aqui está precisamente na concepção de que PSG tenta ir para além dos limites impostos pelo género. Não vai. Nunca poderia ir, porque todos os elementos são muito próprios. As próprias personagens, são a caricatura de coisas que a cultura Japonesa rejeita (nomeadamente, a sexualidade feminina). A única forma de tornar este anime mais americano, mais diferente, é ter merda, canzana e esperma espalhados por aí. E isso não torna uma animação única: torna-a vulgar.
(Diga-se de passagem que desgosto de quase todos os desenhos animados americanos, do Cow and Chicken ao Family Guy.)
Musicalmente, passa-se a mesma coisa. A maneira de ser mais ocidentais será convertermo-nos à geração autotune e ilustrar o anime com um pop repetitivo e pouco inspirado?
Enfim, é difícil expressar o quanto este anime superou as minhas expectativas. Eu sabia que me ia sentir horrorizada ao longo de todos os episódios. Mas não sabia que ia encontrar razões tão óbvias para isso. :)
By : ladyxzeus
O Retrato de Rose Madder
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O Retrato de Rose Madder
Stephen King
1994
Romance
Uma das minhas grandes falhas literárias era nunca ter lido Stephen King. Apesar de já ter ouvido falar imenso (quem não?), nunca tinha calhado. Finalmente, calhou. Apareceu no BookCrossing e aproveitei.
Esta é a história de Rose, uma mulher maltratada pelo marido de forma brutal e redutora. Decide fugir para outra cidade, mas o doido vem atrás dela. Até aqui, estava a espantar-me.... Sempre tinha ouvido dizer que o Stephen King só escrevia coisas dentro do género thriller e terror. De thriller tem muito logo desde o início. Podemos ver a perspectiva de Rose e, ao mesmo tempo, a do seu marido Norman. As duas em conjunto são uma perseguição sufocante, que nos leva à beira dos nervos.
Mas então, mais ou menos a meio do livro, entra o factor fantástico em acção. A partir daqui, muito do livro se perdeu. Rose entra dentro do quadro de Rose Madder (o retrato do título) e lá terá de realizar algumas tarefas, que a ajudarão mais tarde a divorciar-se do marido (em sentido mais do que literal). Este twist é interessante ao início, mas o universo dentro do quadro não está suficientemente explorado e acaba por se tornar confuso. Existem muitas referências, tanto surrealistas como no que respeita às diversas mitologias, mas elas perdem-se umas nas outras, tropeçando numa imagem muito incerta. Talvez isto tenha sido propositado para alimentar a aura de mistério que todas estas cenas exalam, mas achei que teria tido um efeito mais forte emocionalmente se tudo se tivesse estabelecido de forma mais clara.
O final é desapontante e também bastante confuso. Porque é que Rose fica com "raiva"? Isto no sentido figurado, é claro. Se ela eliminou a fonte da "raiva", porque passou para ela? O que significa realmente a árvore? E a raposa? Por todo o lado estão símbolos que não se relacionam uns com os outros e aparentam ser bastante aleatórios.
Mas fiquei com vontade de ler outros livros do autor para tirar as dúvidas.
By : ladyxzeus
Area 88
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Area 88
Nunokawa Yuuji - Studio Pierrot
Anime OVA - 3 Episódios
1985
7 em 10
Retrato artístico da guerra, Area 88 é um OVA com três episódios longos, produzido nos idos tempos dos anos 80.
Conta a história de Shin, um rapaz que estudava aviação para uma companhia aérea e, enganado pelo seu melhor amigo, se vê como soldado de uma guerra desconhecida e à qual não pertence. Na sua busca por voltar à sua amada, que deixou no Japão à mercê desse "amigo", é feita uma análise romantizada da guerra e da aviação, com momentos muito emocionais e muito bonitos.
A história é muito simples e o OVA peca por não a explorar suficientemente. Gostaríamos, talvez, de saber com mais detalhe a razão pela qual existe esta guerra, qual a relação deste país imaginário com os outros. Qual o funcionamento deste pequeno exército, qual a sua organização. Sobretudo, gostaríamos - talvez - de saber mais sobre os que ficaram. Isto relaciona-se intimamente com o desenvolvimento das personagens. Se Shin está concretizado de forma muito realista, em que podemos ver muito bem o que o faz sofrer, porque luta e porque razão toma a decisão final (que, apesar de muitas pessoas não terem gostado, achei muito apropriada), os outros personagens poderiam ter tido um pouco mais de desenvolvimento. Falo, nomeadamente, do rival, aquele que quer destruir Shin de qualquer forma. Porque é que ele quer fazer isto? E a rapariga, qual a fonte de tão grande paixão?
Mas se há alguma coisa que torna este OVA fora do vulgar, é a animação. Ninguém diria que estamos num estúdio há 30 anos atrás, porque é perfeitamente exemplar. As cenas de luta com os aviões estão próximo do genial, com um uso brilhante de perspectivas, dentro e fora das máquinas, oferecendo uma variedade muito grande de momentos que poderiam estar em qualquer guerra. Podemos sentir realmente o que estes soldados sentem e vêem, senti-me realmente dentro de um avião a lutar numa guerra que não era minha.
No que respeita a música, temos uma excelente colecção que reúne o melhor da pop da época, com várias músicas efusivas e apaixonadas.
Um anime que recomendo, marcante de uma época e uma mais valia para todos os interessados em pop-art e anime.
No que respeita a música, temos uma excelente colecção que reúne o melhor da pop da época, com várias músicas efusivas e apaixonadas.
Um anime que recomendo, marcante de uma época e uma mais valia para todos os interessados em pop-art e anime.
By : ladyxzeus
