Lupin III: $1 Money Wars
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Lupin III: $1 Money Wars
Kobayashi Toshimitsu - VAP
Anime - Filme
2000
6 em 10
Como saberão, a minha primeira experiência com Lupin foi esta. Como podem ver, não gostei mesmo, mesmo nad.a Pensei que com outra experiência Lupin passasse a gostar mais deste franchise e personagem. Mas a verdade é que... Não. Talvez tenha tido azar com o filme. Não sei, mas a verdade é que ainda não foi desta que Lupin me cativou.
O ladrão mais famoso do Japão está nos Estados Unidos para roubar um anel. É de pouco valor, mas tem u segredo muito importante, que poderá até destruir o mundo. Assim se gera uma luta entre o bem e o mal, mas em que tanto o bem como o mal são corruptos, avarentos e muito espertos. Só que um até é boa pessoa e o outro (a outra!) é frio e insensível. Não podemos deixar de nos identificar com Lupin e os seus amigos, pois são divertidos e simpáticos, apesar das suas tropelias não serem nada amigas das pessoas em geral.
O mistério é inteligente e, em termos de narrativa policial, o filme está bem feito. Mas eu não consigo aturar estas personagens. Não consigo aceitá-los como "a força do bem" e não consigo torcer por eles. Admito que esta oposição é parte do que torna o personagem de Lupin mais interessante, e que ele tem muito carisma. Mas, apesar de lhe achar graça, não simpatizo muito com ele. Por isso, talvez o problema seja mesmo de mim, do meu interior.
As cenas de acção seguem-se, mas o anime, apesar de só ter 14 anos, não envelheceu nada bem. As cores são pálidas e as expressões dos personagens pecam por exagero, sobretudo em cenas que são - supostamente - mais sérias (como a do enterro). Em termos de animação propriamente dita, o melhor são sem dúvida as perseguições, mas só quando não aparece ninguém nelas. Porque aparecem sempre a fazer coisas e, uma e outra vez, vem o exagero e as cenas caem no ridículo.
O melhor do filme é mesmo a música. Com uma mistura de sonoridades com muito de jazz, ilustram muito bem todas as situações, dando uma envolvência de mistério e "noir" ao filme. Que não tem nada de "noir", mas podia ter se se levasse mais a sério.
Mas talvez Lupin não seja mesmo para levar a sério e eu tenha uma expectativa completamente errada! Vou tentar mais um filme e depois disso ou funciona ou fecho a loja.
By : ladyxzeus
Nagi no Asukara
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Nagi no Asukara
Shinohara Toshiya - P.A. Works
Anime - 26 Episódios
2013
6 em 10
E assim terminam os animes das seasons passadas. :3 Este foi dos que gostei mais do Inverno de 2013. No entanto, a série alterou-se e acabo por lhe dar esta avaliação mediana.
Dois mundos vivem em oposição. Existem as pessoas do mar e as pessoas que vivem na terra, cada um na sua cidade. Tudo começa quando a escola do mar fecha e quatro alunos são forçados a ir estudar na superfície. Aí, vêem-se confrontados com uma cultura diferente e têm de se adaptar. Entretanto, existe uma história de amor e outras paralelas, mas todas elas explorando uma temática de adaptação e de respeito para com as pessoas diferentes.
No entanto, a partir da segunda parte (em que há um salto no tempo) a situação altera-se e acaba por se resumir a um polígono amoroso muito infantil que não me causou grande interesse ou expectativa. Assim, a história ficou bastante infeliz e não tive a capacidade de a apreciar, perdendo o gosto semanal que tinha em ver esta série.
Apesar da minha expectativa ter sido destruída pelo desenrolar da história, existe algo que não pode ser ignorado, que é a arte. As paisagens marinhas são exasperantemente lindas, e o design da cidade submarina é algo de espectacular. Cores, brilhos, elementos gráficos, todos eles contribuem para formar um ambiente muito realista e, sobretudo, muito belo.
Finalmente, a música. Os temas utilizados são muito calmos e muito bonitos, sendo que eu fiquei com uma preferência pela primeira ED (spoiler: a música completa não é assim tão gira). No meio, tudo se adequa muito bem a cada uma das situações, trazendo tanto tragédia como placidez a todo o ambiente.
No geral, não é uma série má. Poderá até não desapontar outro tipo de espectador, que aprecie mais a temática das formas amorosas.
By : ladyxzeus
Anicomics 2014
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Anicomics 2014
Evento
Depois de ter viajado pelo espaço (vide este blog), foi chegar a casa e dormir um bom sono bem descansado. Porque no dia a seguir... Mais um ano, mais um Anicomics!
Preparar-me para este evento foi difícil e cansativo, durou algumas semanas. No final, acho que valeu a pena. Mas falemos dos dias que se passaram.
As Origens
A aventura do Anicomics começa num Sábado à noite, num bar de bicicletas, quando eu digo ao meu amigo Zé Gato: "Zé, preciso de um cubo. Vamos fazer um cubo." Assim, todos os fins de semana ao longo de várias semanas, dirigi-me à oficina em Almada para fazer o cubo e o painel, para além de comprar materiais para o cubo (como a madeira é cara!) e para o painel. Entretanto, mais pessoas trabalhavam neste projecto: a Twinny fez a edição do vídeo em tempo record, R. ajudou-me a gravar uma música. A todas estas pessoas, e ao meu bicharoco, tenho de agradecer por me terem ajudado a tornar isto realidade. Tudo tinha de correr bem: não as podia desapontar e não podia desapontar a minha família. Porque este skit, onde se investiu tanto esforço, tempo e dinheiro, era muito especial, como verão de seguida.
Chega o dia e transporto todas as tralhas para o carro. Uma tralha ficou esquecida! A máquina fotográfica! Por isso, com muita pena minha (havia cosplays muito giros), não tirei fotos a ninguém. Em compensação, o meu pai deve ter tirado por isso vou colocar o que ele tirou... À minha irmã pequenina! Espero que fique fofinhi. :3 Cheguei logo de manhã cedo, fila gigantica para entrar. Pus-me na fila menor e ganhei uma fitinha catita com um cartão dentro de um plástico, tudo super moderno, até parecia um congresso internacional de médicos veterinários! Com ajuda de um simpático voluntário, homem pujante e forte, consegui carregar toda a minha tralha para o backstage. Seria montada depois.
Achei por bem ir tomar um café a uma esplanada. E é lá que a Ana-san me telefona em pânico. Aliás, em PÂNICO!!!!, porque não tinha computador para o workshop de Japonês que ia dar e se eu teria um. Ora, por acaso eu vivo bem perto de Telheiras e tinha o carro! Mas estava tão bem estacionada que pedi à minha mãe, que andaria pelas compras ou algo do género, para mo trazer. E assim se salvou a situação e assim se passou a manhã.
Encontrei a Hota-chan e acabámos (como sempre) por comer uma pizza de queijo de cabra na utilíssima Telepizza que fica lá perto.
E assim se gastou a hora de almoço.
Posteriormente, fui montar o meu cenário. Devo agradecer a todos os voluntários, que foram os primeiros a oferecer-se para me dar uma ajuda. Certamente que o conseguiria fazer sozinha, mas com ajuda é mais fácil. Assim, ficou o meu painel montado e o cubo todo preparado para entrar.
Vesti-me e fui ter com o meu pai, que veio de propósito de Santarém com a minha pequena irmã macaca para ver o meu skit. Claro que ainda não tinham almoçado. Claro que se atrasaram a almoçar. E é claro que não conseguiram lugar no auditório. Fui saber se os deixavam entrar... "Tivessem chegado mais cedo". É claro. É claro. É claro que o meu pai, que veio de propósito, que pagou bilhete e tudo o mais, que tem idade para ser vosso pai também, quiçá até vosso avô, não aguentou uma hora e meia de pé, foi-se sentar e nesse momento perdeu o meu skit. E é claro que se zangou comigo, com a miúda, com toda a gente e se foi embora todo revoltado. Pois claro.
Mas bem, isso é culpa nossa que somos avariados da caixa dos pirulitos, porque eu avisei explicitamente que para arranjarem lugar tinham de chegar lá pelas 14:30.
Adiante. Até agora este comentário não tem muita piada, mas a verdade é que não aconteceram muitas coisas engraçadas. Fora aquele momento que eu estava sentada na rua sozinha e passou um bebé ao colo da mãe que se pos a apontar aos gritos e apitos, todo contente, e eu lhe disse "alô bebê". É que sabem... Eu estava com os nervos todos nervosos a saltar na ponta de todos os pêlos que despontam de todos os meus sinais! Uma pessoa antes de um skit enerva-se sempre, mas este... Eu não vim ao evento para vir ao evento! Eu vim para fazer isto! E isto tinha de correr bem! Tinha muitos medos. Que o pessoal não batesse palmas. Que o pessoal se risse no final. Que isto, que aquilo, sentia que se qualquer uma destas coisas da minha imaginação acontecesse teria de desistir necessariamente do cosplay, porque deixaria de fazer sentido fazê-lo. Mas nada aconteceu, tudo correu bem.
Mas ainda não falei desse tal skit. O que era afinal?
Umas cores para intervalar
Sabem... Não, não sabem. Não podem saber porque ninguém soube, só as pessoas mais próximas de mim. Mas agora posso falar disso. A verdade é que o meu avô morreu. Era o meu único avô. O da parte da mãe já viajou para algures há muito tempo, era ela pequena. Então era deste avô, o Vô Gedeão, que eu lembrava. Ele era brasileiro, tal como o meu pai e toda a família. E tinha muita, muita idade. Já tinha 99 anos e já estava mais lá do que aqui, mas ia-se aguentando. Mas, como poderão imaginar, no Brasil faz muito calor. E ele não resistiu. Íamos visitá-lo este ano, na festa dos 100 anos, mas afinal já não vamos. Nem sei se algum dia lá voltaremos. Vi este avô muito poucas vezes, mas gostava muito dele, porque ele também gostava muito de mim, até ao final em que ele já não sabia quem era quem e quem era ele.
Por isso, fiz uma homenagem. O cosplay não tem de ser necessariamente fazer uma apresentação de uma personagem. Porque não utilizar uma personagem para passar uma mensagem? Quem melhor que a Meroko, a shinigami das crianças, para falar da morte de uma maneira simples, para crianças, para velhinhos, de uma maneira bonita? E que música melhor do que a Aquarela, que todos os brasileiros conhecem e amam, que eu conheço e amo também? E foi isso.
Normalmente guardaria as explicações para o meu Cosplay Portfolio (sem link porque está em manutenção de momento), mas desta vez vou fazê-las aqui. Ana-san debateu comigo o skit e seus significados e percebi que houve alguns momentos que não ficaram muito claros. Cada objecto e gesto representava um momento da letra da música: a bola amarela era o sol amarelo; a bola azul era um pinguinho de tinta; a parte branca do painel era o muro; a parte espacial do painel era o futuro. Correu bem? Sim, muito. O chapéu caiu-me da cabeça, mas não fez mal porque até calhou numa parte que não tinha muitos gestos, pelo que o pude apanhar e pô-lo de novo.
Mas o final... Eu não estava à espera. Mas quando ouvi "que um dia descolorirá", percebi algo que ainda não me tinha atingido realmente: as pessoas, quando morrem, nunca mais voltam. Nunca mais as voltaremos a ver. Nunca mais vou ver o meu avô. E quando essa realização me caiu em cima, comecei a chorar. A chorar, a chorar, a chorar tudo o que ainda não tinha chorado. Fui para o backstage e chorei mais e mais, fiquei a chorar até que a Ana-san veio ter comigo e me fez rir. Com as lentes rosa (novinhas em folha, perdi as outras que tinha) estava com um ar perfeitamente satânico.
Evidentemente que não passei à final, mas não faz mal. Fiz aquilo que queria e que sentia e acho que o consegui transmitir aos outros. Vieram dizer-me que houve pessoas no público que se comoveram e era este tipo de homenagem que eu queria fazer. Agora quero muito ter o vídeo para poder mandar à minha família no Brasil, e mostrar ao meu pai, que acabou por não ver nada.
Normalmente guardaria as explicações para o meu Cosplay Portfolio (sem link porque está em manutenção de momento), mas desta vez vou fazê-las aqui. Ana-san debateu comigo o skit e seus significados e percebi que houve alguns momentos que não ficaram muito claros. Cada objecto e gesto representava um momento da letra da música: a bola amarela era o sol amarelo; a bola azul era um pinguinho de tinta; a parte branca do painel era o muro; a parte espacial do painel era o futuro. Correu bem? Sim, muito. O chapéu caiu-me da cabeça, mas não fez mal porque até calhou numa parte que não tinha muitos gestos, pelo que o pude apanhar e pô-lo de novo.
Mas o final... Eu não estava à espera. Mas quando ouvi "que um dia descolorirá", percebi algo que ainda não me tinha atingido realmente: as pessoas, quando morrem, nunca mais voltam. Nunca mais as voltaremos a ver. Nunca mais vou ver o meu avô. E quando essa realização me caiu em cima, comecei a chorar. A chorar, a chorar, a chorar tudo o que ainda não tinha chorado. Fui para o backstage e chorei mais e mais, fiquei a chorar até que a Ana-san veio ter comigo e me fez rir. Com as lentes rosa (novinhas em folha, perdi as outras que tinha) estava com um ar perfeitamente satânico.
Evidentemente que não passei à final, mas não faz mal. Fiz aquilo que queria e que sentia e acho que o consegui transmitir aos outros. Vieram dizer-me que houve pessoas no público que se comoveram e era este tipo de homenagem que eu queria fazer. Agora quero muito ter o vídeo para poder mandar à minha família no Brasil, e mostrar ao meu pai, que acabou por não ver nada.
Obrigada a todos por me terem acompanhado nesta aventura. Vivam a vossa aquarela antes que ela desapareça, façam-na com as cores mais vivas. Citando Mishima "a vida humana é breve mas eu gostaria de viver para sempre"... Mas não vivemos. Há um limite para todas as coisas vivas. E é muito pouco tempo. Este skit não é só para o meu avô. É para a minha avó do Brasil, para a minha Tia Gabi, para a minha Tia Armanda. É para todos aqueles que vocês, público, perderam num momento ou outro da vida. A vida é tão bonita, a morte não precisa de ser feia... A nossa passagem por aqui é muito curta, por isso vamos tentar aproveitá-la da maneira mais feliz possível. Pode ser? :)
Finalizações Diárias
E tudo termina. Ainda chorosa e ranhosa, fui desmontar todas as coisas, com ajuda da Ana-san e do Pedro-san. Todos juntos no meu carro, vamos pô-lo em casa e comer que nem uns animalejos a um restaurante sino-nipónico na Praça de Espanha. Estava tão cansada, só queria dormir até ao infinito. E foi o que fiz. Pensei "se calhar não vou amanhã" mas depois lembrei-me... "Ainda não comprei os meus souvenires!"
Não cheguei a tirar o cenário e o fato do carro. Vim com isso tudo trabalhar. Arrumo algures durante esta semana.
De Regresso, mas por pouco tempo
A minha mãe fez o favor de me deixar em Telheiras desta vez. Demorei-me o quê, uma hora, uma hora e meia? Foi neste dia que acabei por conversar com as pessoas, trocando dedos do pé de conversa aqui e ali, revendo pessoal em geral. Comprei um set de Pins com o tema "Setembro" (o meu mês) à Marta Lebre, velha amiga da escolinha católica (huhu) e um phone-strap em forma de gelado azul. Queria encomendar um desenho, mas não estava com muito tempo, portanto pedi um cartão de visita aos artistas que gostei mais (e que desenhos lindos tinham!). Um deles não tinha... Portanto... Ofereceu-me uma print! Obrigada! =D Ficou meio estropiada no transporte, mas está inteira! Só precisa de ser passada a ferro... Sorry! Mas vou passá-la a ferro.
Ó o desenho, assim todo meio amarfanhado. Obrigada por mo darem mas... Eu não conheço Kill la Kill. :v Talvez um dia...
E assim terminou a minha aventura no Anicomics deste ano.
Espera! Espera aí! Então sua bicha maluca, não estás a ver que ainda não falaste népia do evento pah?
Sobre o Evento Propriamente Dito
Ora bem, como poderão ter constatado pelo meu relato anterior, eu estava mais concentrada em limpar a ranheta que me escorria pelo nariz e pelos olhos do que eu ver o que se passava à minha volta. Mas falemos de algumas coisas que pude apreciar:
O Espaço
Continua igual a si próprio, com um bom aproveitamento das salas. No entanto, e isto diz-se todos os anos, começa a ser pequeno demais para o público que atinge. Existiram momentos em que não era de todo possível andar de forma confortável no espaço do evento, pelo que muitas pessoas recorreram ao clássico "ficar na rua". Pessoalmente, devido a isto, houve partes que não vi - nomeadamente a exposição de banda desenhada. Achei excelente ideia o investimento nos ecrãs para que se pudesse ver em directo o que se passava no auditório, mas acredito que beneficiariam de estar em espaços mais largos e com lugar para as pessoas velhas e cansadas se sentarem. Nem que seja no chão. Também seria engraçado ter uma amostra de vídeo do lado de fora do evento, mas isso é apenas uma ideia a considerar.
As Lojas
Como habitualmente, a presença de stands profissionais resume-se à organização do evento. Ora, eu gosto bastante da loja Kingpin. Tem sempre mangas alternativos engraçados e já lá fiz compras muito interessantes. Mas desta vez, o que se terá passado?, nada de obscuro, nada de interesse, tudo coisas longas, populares ou que eu já tenho.... Bem, isso é bom para um primeiro ou segundo visitante... E vende muito! Mas gostaria muito que tivesse havido algo que me chamasse a atenção. Compreendo a posição da organização mas... Gostaria muito? *-* Terei de ir à loja para compensar.
Em termos de stands não profissionais, achei que estava muito bem composto, com uma variedade interessante. Alguns artistas eram muito, muito bons (aqueles a quem eu pedi o cartão de visita, sobretudo, vou querer encomendar!) e havia coisas muito engraçadas. Vi umas meias Angelic Pretty, mas afinal eram imitação... Mas eu perguntei na mesma só para saber se era possível ver roupa exorbitante num evento. Pelos vistos não neste caso. A sério, perguntei mesmo só para saber. Não me interessa por aí além ter umas meias com veados cor de rosa, não posso levá-las para o trabalho.
Também achei que estava tudo bastante bem distribuído, se bem que talvez houvesse um ligeiro desiquilíbrio na primeira sala.
Os Voluntários
Passarei a escrever algo a que chamarei "Ode a Essas Criaturas Maravilhosas"
Oh maravilhosas criaturas
Que me ajudam a montar cenários
Agarram em paus em altura
E enroscam parafusos vários.
Oh lindíssimas criaturas
Que nos acalmam atrás do palco
Sempre prontos com escovas
Laca, redes ou talco
Oh fantásticas criaturas
Que nos ajudam a vestir
Que levam os nossos props
Preparam o que há-de vir
Oh fofinhas criaturas
Que me aturam a chorar
Oferecem copos de água
E lencinhos para assoar
Foram estas criaturas
Que me ajudaram no meu fado
Portanto, será foleiro
Mas o meu muito obrigado
De verdade, ajudaram-me imenso e foram o meu colete salva-vidas. Digo colete e não bóia, porque assim ficam mais perto do corazón :)
Considerações Finais
Gostaria de agradecer a todos os que me ajudaram e apoiaram neste projecto estranhamente emocionante.
E queria emitir um pedido de desculpas oficial a todas estas pessoas:
- À minha família toda, porque sou uma ranhosa;
- Aos voluntários, porque tiveram de me aturar;
- Ao Homem-Aranha, por ter sido tão antipática quando estava através dele na fila: estava realmente muito nervosa;
- A todas as pessoas com quem eu mandei vir por me baterem nas asas, realmente não havia muito espaço;
- Ao grupo de pessoas ao pé das quais murmurei "já foderam esta merda toda": não estava a falar de vocês, estava apenas revoltada por estar a cair uma pena das asas;
- À APC, por não confiar na cola quente;
- Ao casal que estava à minha frente na fila para voltar ao palco, por ter suspirado cheia de sentimentos virulentos: é que eu também queria estar em carinhos diversos e tive muita inveja de vós;
- Ao público, por ter saído assim que anunciaram os vencedores: não estava muito bem;
- Ao artista que me deu a print, por eu a ter amarfanhado;
- E a toda a gente a quem fiz mal.
E agora, passemos ao importante!
Seis Fotos!!!!! =D =D =D
Certamente não se incomodarão de estar uma macaca em todas elas. Espero que até achem fofo! É a minha mini-irmã. :3 Teria todo o gosto em enviar fotos maiores, mas são de telemóvel por isso não crescem muito mais. E teria todo o gosto em ter mais fotos, mas eles só tiraram estas...
Terminamos com uma foto de um gorila mascarado de coelho e de um animal de espécie a determinar, seu pai. :3
E até à próxima!
By : ladyxzeus
Gundam Build Fighters
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Gundam Build Fighters
Nagasaki Kenji - Sunrise
Anime - 25 Episódios
2013
6 em 10
Como sabem, eu tenho aquele projecto pessoal megalómano de ver todos os Gandamus que existem e existirão. Por isso, quando apareceu este, não hesitei em ver.
Mas este Gandamu é diferente. Desta vez, pegam num conceito muito original: em vez de batalhas políticas pelo espaço, porque não apelar à nova geração e usar Gunplas, em batalhas desportivas, campeonatos? É precisamente isso: um anime para miúdos, uma noiva geração que precisa de conhecer Gundam e apreciar estes robôs gigantes do antigamente.
Assim, temos uma história muito simples, de um jovem construtor de Gunplas e do seu novo amigo, uma estranha pessoa vinda de parte incerta, que os "conduz", isto é, faz as batalhas. Para quem não sabe (que deve ser ninguém ºvº ), um Gunpla é um artigo de modelismo, em que as pecinhas do Gundam vêm todas separadas e é nosso trabalho montá-las até terem uma forma reconhecível. Evidentemente que eu nunca poderia fazer isso, com toda a certeza a primeira coisa que faria seria comer uma peça importante.
Aceitamos a história extremamente simples por se tratar de um anime para crianças. Existe toda a emoção das batalhas, mas não há nada de extraordinário a acontecer para além disso. Evidentemente que as batalhas são polvilhadas por uma animação exemplar, que torna tudo muito mais interessante.
Em termos musicais, nada que escape à temática shounen mais básica, mas são certamente musiquinhas animadas.
Um bom anime para aspirantes a animólicos. Isto é, mostrem isto aos vossos irmãozinhos, que eles vão cortiiir~~~:)
By : ladyxzeus
A Sangue Frio
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A Sangue Frio
Truman Capote
1966
Policial (Não-Ficção)
Porque não?
Eu já tinha ouvido falar bastante deste livro, apesar de não saber exactamente o que esperar. Esperava um policial, ficção misturado com não ficção, mas realmente o que se passa aqui é mais do que isto.
Depois de ter entrevistado muitas pessoas e reunido cerca de oito mil páginas de apontamentos, Truman Capote executou uma reportagem muito extensa que explora o assassinato violento da família Clutter e os seus assassinos.
Primeiramente, é descrita a vida da família Clutter. Realmente, somos forçados a simpatizar com eles, porque são muito boas pessoas e têm sucesso nos seus empreendimentos. Na realidade, cada um deles tem algo que nós gostaríamos de ter. Por isso, quando sabemos que irão ser assassinados, dá uma certa pena: não mais ouviremos falar dos detalhes dos Clutters.
Segue-se o assassinato e a fuga dos assassinos. Até agora, não sabemos porque razão assassinaram estas pessoas, apesar de sabemos porque motivo precisam do dinheiro com que serão recompensados. Aí começa a verdadeira história. Agora as pessoas normais ficaram para trás: vamos conhecer a vida íntima dos assassinos, até ao mais detalhoso detalhe, com uma minúcia preciosa, palavras de relojoeiro. Com tanta informação, não podemos permitir-nos pensar que estes homens são coisas que se possam assassinar. A verdade é que eles têm uma vida, estão plenos de sentimentos, desejos e sonhos. São seres humanos e, assim, o livro serve quase como um apelo à abolição da pena de morte.
Ao início não me prendeu, pois está escrito tal qual uma reportagem se tratasse: de forma fria e imparcial, relatando unicamente os factos. Mas à medida que vamos entrando dentro da mente dos assassinos, é impossível parar de ler.
Um livro a não perder.
By : ladyxzeus
10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte
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José Cid - 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte
Concerto
Quando se diz o nome "José Cid", no que pensamos? Macacas, bananas, Nova York, favas com chouriço... Pois bem, há uma excepção. O que pouca gente sabe é que José Cid não é só o autor de músicas foleiras do antigamente. Também é o autor de música boa do antigamente. Foi em 1978 que foi editado o album de rock progressivo que continua a ser citado como um dos melhores do mundo. Um album que nos leva a viajar pelo espaço, saindo da Terra destruída para depois voltar a formar uma nova civilização.
Desde o primeiro momento em que ouvi estes sons, há anos atrás, mostrados pelo meu amigo Chicorita, que tive o desejo de o ver ao vivo. Pensei que seria uma grande viagem a não perder. Tornei-me admnistradora do grupo do facebook que desejava ver isto ao vivo (apesar de ter descurado as minhas funções e de agora vir a destruir o grupo). Cheguei a mandar um fanmail ao José Cid, que me respondeu com a máxima simpatia, provando que é uma excelente pessoa. Mas na altura não se concretizou. Mas aconteceu. Sexta feira à noite estava eu na fila para entrar na Aula Magna, vestida no meu melhor (com um tema espacial) para assistir a um dos concertos da minha vida. Não podia ter sido melhor.
Tudo começa com os dois primeiros temas de rock sinfónico que compôs, como introdução ao tema. "Cantamos pessoas vivas" e "Vida - Sons do Quotidiano" são excelentes sonoros que podem servir como intro ao próprio album dos 10.000 anos como "os sons e a música que as pessoas fazem antes de a Terra ser destruída".
Depois, seguiram-se quatro temas do novo projecto "Vozes do Além". Com letras de Sophia de Mello Breyner e Natália Correia, são músicas com uma tonalidade ligeiramente mais pop, mas típica do Cid que todos conhecemos. Ainda assim, gostei bastante e achei o tema muito apropriado ao meu estado de espírito do momento. A vida, a morte, a vida depois da morte. Estou desejosa de ouvir o novo album, apesar de as minhas companhias não terem gostado por aí além destes novos temas.
Finalmente (já eu numa aflição para ir no banheiro), começa o que todos estamos à espera. Grita um gajo punk atrás de nós "EU QUERO CHORAR!", levantam-se os cotas - maioria do público - os namorados à nossa frente tiram mais uma selfie... E começa a viagem.
Como descrever? Primeiramente, congratulo a escolha da Aula Magna, porque a qualidade do som é sem dúvida maravilhosa. Tudo à nossa volta era o espaço e, aliado às luzes e vídeos, entrámos todos dentro da nave espacial e fomos até além de Plutão para depois voltar. Seguiram-se as músicas pela ordem correcta, todas as pessoas dançando nas suas cadeiras, muitas pessoas levantando-se para bater palmas no fim de cada música, todos unidos por uma única razão: o hiperespaço.
Chegou a minha música preferida do album: "Fuga para o Espaço". Cantei-a toda, com cuidado para não perturbar as pessoas à minha volta, quase me comovi com a beleza desta música. É a minha preferida porque sinto realmente a solidão do vácuo e a melancolia de se estar longe do planeta mãe, em busca de algo que não sabemos e não poderemos saber, que só se concretizará tanto tempo depois, 10.000 anos.
No final, repetiram algumas notas desta música e um encore. No final, todos nos levantámos e todos cantámos "um planeta vazio entre Vénus e Marte", até explodirmos em aplausos, bem merecidos. Gostei de ver a alegria na banda por terem concretizado o sonho de tantos de nós.
Apesar do épico e maravilhoso que foi, não posso deixar de notar que o nosso amigo José Cid já não tem a mesma voz. Não faz mal, porque foi excelentemente substituído por cantores líricos que fizeram todos os efeitos sonoros espaciais de que necessitávamos. Ainda assim, fiquei com muita pena de não ter ouvido os a-a-ahs na Fuga para o Espaço, que lhe traziam enorme beleza.
Mas concluo que foi um dos melhores concertos que já vi e que valeu absolutamente a pena ter ido. Obrigada, amigo José Cid, por teres concretizado este meu sonho de viajar pelo espaço! E muitas mais vezes viajaremos!
Vem amiga, a nave de comando... Esquece a noção do tempo... Não me perguntes quando. Vem depressa, antes que seja tarde... Não olhes para trás... Já toda a terra arde! Marte é verde e Mercúrio brilha, entre Vénus e centauro! Plutão é branco e ponto de paragem, na viagem pelo céu! A cabine central, emitiu um sinal! O ecrã do radar, tudo indica normal!
By : ladyxzeus
Toaru Hikuushi e no Koiuta
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Toaru Hikuushi e no Koiuta
Suzuki Toshimasa - Bandai Visual
Anime - 13 Episódios
2014
5 em 10
Não sei porque comecei a ver este anime. Talvez tenha sentido que ver aviões seria uma coisa boa. Mas nem por isso. Aliás, acabei de ver ontem, mas vejam a vontade que eu tinha de escrever que até estou aqui nas minhas interdições a fazê-lo só para não me esquecer... Hahaha
No fundo, este anime tem uma história muito simples. Poderia mesmo dizer "básica". Não passa de uma história de amor, pontuada por vingança e oposta por um ódio inerente vindo do passado. Mas eles não querem que esta seja a história principal. O desejo é que isto seja um meta-assunto e que o foco sejam os aviões e a guerra. Mas isso é impossível: primeiro porque a guerra se passa num contexto escolar, com crianças. Depois, porque o inimigo está mal definido e todos aparentam estar a lutar com o único objectivo de mostrar lutas de aviões. Finalmente, porque a trama política está muito simplificada, certamente de forma a agradar à faixa mais jovem de público.
Assim, o anime está preso numa área amorfa que não é nem o tema de guerra nem o tema amoroso, mas algo indefinido e com um rumo inconclusivo. Tem de acabar tudo bem, por isso é assim que termina, mas ficam assuntos pendentes para dar abertura a uma próxima season que... Não sei se valerá a pena.
Em termos de animação, pareceu-me muito incongruente. Se por um lado temos paisagens do céu muito bonitas, também temos personagens muitas vezes desproporcionais em relação aos objectos e, atrevo-me a dizer, com as feições tortas a ponto de nem o brilho narigudo as resolver. Gostaria muito de dizer que as cenas de luta entre avionetas estão excelentes, mas nem tudo é o que aparenta. A verdade é que o CG nota-se e nota-se bastante, apesar de já se notar uma grande evolução em relação à sua utilização há uns anos atrás.
Musicalmente, mais uma falha: a ED e OP não se adequam nada ao teor do anime, insistindo na má definição do objectivo de que falei anteriormente. Parenquimatosamente, nada fora do comum, podendo cair no vulgar nas cenas mais intensas.
Um anime que podia ter sido muito mais do que aquilo que foi e que espero que não tenha tido sucesso suficiente para uma próxima season.
By : ladyxzeus










