Senya Ichiya Monogatari
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Senya Ichiya Monogatari
Osamu Tezuka - Mushi Productions
Anime - Filme
1969
8 em 10
Para marcar um momento importante, decidi ver um filme. O filme teria de ser bem escolhido, por isso pensei em ver um clássico esquecido. Já me tinham dito coisas estranhas sobre esta obra e queria saber o que realmente se passava com ela. Afinal, o momento importante deverá acontecer com outro filme, por um engano que ainda não compreendi bem. Mas vamos falar agora sobre este.
Ambiente surreal, estas 1001 Noites são uma alegoria para a vida moderna e para os desejos do homem actual. Temos de ter em consideração a data em que este anime foi feito: existem miríades de influências hippies e avant-garde, que aparecem tanto na história como na arte.
Falarei primeiro da história. Um vendedor de água em Bagdad apaixona-se por Miriam, uma escrava. Depois, vive estranhas aventuras pelo universo de influência árabe. Cada uma das aventuras pode ser representativa de algo para a vida normal, servindo como metáfora aos desejos de cada pessoa. A componente sexual é muito forte e explícita, apesar de não ser gráfica (como veremos depois). A luta pelo poder, o desejo de vingança, as dependências, tudo está simbolizado através de objectos, como animais estranhos e objectos mágicos, ou pessoas, outros personagens. No final, temos uma conclusão de que o ser humano é sempre um ser mutável e adaptável e que tudo poderá correr bem se nos mantivermos com sentimentos positivos, o sentimento flower power que grassava na época.
Tudo isto é atingido por uma capacidade artística cheia de detalhes. O bizarro é atingido pela paleta de cores, pelo uso variado de texturas, mistura com imagens reais de paisagens e assim por diante. Existem algumas sequências, nomeadamente as relacionadas com a actividade sexual, que são estranhamente brilhantes, pois demonstram de forma nada gráfica o erotismo da situação, tornando o filme apropriado a todas as idades.
Falando em todas as idades, o filme peca pela infantilidade de alguns momentos. Existem muitas piadas, verbais e estruturais, que por vezes calham mal, sobretudo ao início. A partir do meio do filme, parece que nos habituamos ao ritmo e acabamos por sorrir com as feitas e desfeitas de Alladin, o nosso personagem.
Uma nota especial para a música: o tema é recorrente, mas é excelente. Com uma clara influência progressiva, molda-se em cada situação e fica sempre bem.
No geral, um excelente filme que recomendo. É uma pena que todos se esqueçam destes clássicos, que nos deram tanto e nos fizeram chegar aos dias de hoje.
By : ladyxzeus
Maria Sama ga Miteru
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Maria Sama ga Miteru
Kato Toshiyuki - Studio Deen
13 + 13 + 13 Episódios + 5 OVA + 13 + 13 + 5 + 13 Specials
2004
7 em 10
E o ritmo de uma série por semana concretiza-se imediatamente. É isto o que da ter o dia de Carnaval para fazer nada! =D Demorei algum tempo com isto porque são quatro seasons, cada uma com specials de um minuto. Vou falar, neste comentário, na minha impressão geral da série, pois as seasons completam-se como um todo, dando uma conclusão à história (que ainda poderia continuar, apesar de tudo)
Fatia-de-vida, acompanha os dias de um grupo de raparigas numa escola católica feminina, Lillian. Não é um grupo de raparigas quaisquer, mas sim as "rosas" da escola, a Associação de Estudantes. Nesta escola, há um sistema senpai-kouhai que se baseia em "irmãs": as estudantes mais velhas escolhem uma "irmã mais nova", que acompanham e protegem ao longo do seu percurso escolar. Esta relação baseia-se em respeito e carinho, também num amor fraternal. Isto é tudo muito bonito, apesar das nuances amorosas com tendÊncias yuri que pontuam os momentos, sendo por vezes muito evidentes e essenciais ao desenvolvimento dos personagens. Mais uma prova de que este tipo de anime não é uma coisa má e que eu fiz muito mal em evitá-lo durante tantos anos por razões perfeitamente idiotas.
As personagens são únicas. Cada uma tem uma característica que a define em relação ao resto do grupo, mas não estão limitadas a uma categorização. Olhando para o conjunto, temos um grupo de raparigas muito humanas, apesar da sua inocência. Este elemento torna todas as relações extremamente puras e não há qualquer tipo de maldade em nenhum momento da série.
A arte não é muito boa, com excepção para a terceira season. Como são OVAs, o investimento terá sido mais cuidado. Não existem grandes cenas de acção que possam mostrar a qualidade da animação e os designs das personagens não são muito originais. Nota para as "várias caras de Yumi" (facto que me referiram quando anunciei que ia começar a ver a série), que a distinguem em relação às outras personagens.
A música é muito calma, com excepção das OP e ED da quarta season, trazendo uma aura de inocência religiosa como tema principal do anime.
No geral, dou-lhe uma nota um pouco acima da média. Foi uma experiência relaxante e interessante, que posso recomendar.
By : ladyxzeus
K-On!!
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K-On!!
Yamada Naoko - Kyoto Animation
Anime - 26 Episódios
2010
6 em 10
Olá! Há quanto tempo! Há séculos! Há milénios! Bem, nem tanto assim... Há cerca de dois meses que não falava aqui de anime. Estou numa desorganização perfeita e está a ser muito difícil acompanhar as séries semanais e ver coisas novas. Mas agora foi colocar-me num regime de cerca de "um anime por semana" e talvez volte a um ritmo mais normal para mim. Nada como antigamente. Trabalhar, dormir, viver... Tudo me ocupa muito o tempo. Mas vamos lá falar sobre uma coisa diferente!
Como se recordarão, eu não gostei mesmo nada da primeira série deste anime. Assim, foi sem grande motivação que comecei a ver esta instância, para o meu clube elitista. A verdade é que, feitas as contas, me surpreendeu bastante pela positiva.
O anime é um fatia-de-vida no seu estado mais puro: segue a vida diária de um grupo de raparigas fofas, não muito espertas, adolescentes sem muito interesse para a grande escala das coisas. No entanto, é a sua "normalidade" que dá um toque de diversão a tudo. É um anime calmo, em que não se passam muitas coisas, mas desta vez temos alguns momentos emotivos, que - devido às minhas experiências na fase da vida dos personagens - me tocaram muito.
Se as personagens não têm nada de especial sobre elas, as suas relações têm consigo uma carga muito verdadeira, sobre as dúvidas e medos que existem nesta fase da adolescência. O que fazer quando terminar a escola, o que fazer aos meus amigos... No final, são interacções engraçadas e amorosas, quase relaxantes. Por isso, soube-me muito bem ver este anime, já que relaxamento é uma coisa que está em falta em mim.
Outro aspecto que me fez gostar muito mais desta season, foi a música. Desta vez temos muito mais música, dividida entre concertos e espectáculos. Toda ela variada e toda ela interessante, um pop simples e cativante. Vou sacar a banda sonora, é verdade.
No geral, uma experiência bastante positiva e que recomendo a quem quiser umas horinhas divertidas.
By : ladyxzeus
Cosplay Photoshoot #11
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Cosplay Photoshoot #11
Olá! Há quanto tempo! Há séculos! Há milénios!
Pois é, há milénios que não ia a um evento... Trabalho, vida, trabalho, dormir, dormir, estou com a cabeça toda às voltas. Mas agora já estou a atinar melhor, por isso podem contar comigo para os próximos!
Mais um ano, mais um Photoshoot. Tudo começa algures em Setembro, quando inicio o projecto do meu novo fato. Para levar ao Photoshoot, claro. Mas, como esta menina é uma taralhoca da cabeça, foi-se adiando, adiando, preguiçando e tal... E esta semana foi uma roda viva a terminar o fato e a ir buscar as coisas que foram feitas na oficina, andar para trás e para a frente a comprar as coisas que faltavam, oargh! Em breve colocarei todo o processo do meu fato no meu Cosplay Portfolio, caso tenham curiosidade em saber como foi feito. :)
Enfim, deitei-me cedo para descansar (como faltava descanso em mim!), acordando cedo e refrescada como um trinaranjus. Após um belo almoço de esparguete à bolonhesa (ah, podia comer isto todos os dias!) enfiei-me no autocarro com o saco do Pingo Doce cheio de tralha cosplayistica e depois mudei em Sete Rios para o metro e... Mas porque é que eu estou a falar disto que não interessa nada?
Adiante!
Com medo que o fato se desfizesse pelo caminho, decidi vesti-lo no Vasco da Gama. Como ás da inteligência que sou (...) fui para a casa de banho mais refundida, onde não estava ninguém para me perturbar. O fato não se desfez ao longo do dia. Aliás, partiu-se um ponto no ombro, mas não abriu nada. Significa que me serve e que não está assim tão mal, né?
E que cosplay era? Utena! Já tinha feito a versão Rose Bride, mas o uniforme era a versão que eu mais queria fazer. Ora, estava eu a andar Vasco da Gama fora quando vejo, em frente de um multibanco, nada mais nada menos que... Outra Utena! É claro que tinha de falar com ela! O fato dela estava super giro, muito mais limpo que o meu e mais engomado também. Fartámo-nos de rir quando olhámos uma para a outra e foi realmente um momento engraçado... A moça foi super boa-onda. :)
Avancemos para a parte da foto. O Zé Gato, fotógrafo de serviço, e o Moamô, chaperon de serviço, chegaram com algum avanço. Mas assim que fomos para a foto, ainda faltavam uns 20 minutos para as 15:00, já estava toda a gente preparada para o momento do êxtase... Foi uma foto super rápida e, como começou antes do tempo, mais rápida pareceu... Teria sido a chuva, suponho. Aliás, a chuva fez fugir muitas pessoas. Não compareceu o número habitual de gentes mascaradas e ninguém vi tirando fotos pelo Parque das Nações. Na volta, descobrimos todo o mundo encarcerado dentro do centro comercial...
Pelo meio de dedos (das mãos e dos pés) de conversa, tirámos algumas fotos. Agora, a parte triste... Não tenho nenhuma. Nem as que me tiraram, que foram poucas, nem as que o Zé tirou. Vou explicar: a portentosa máquina do Zé estragou-se. Então, para a photoshoot, levou duas analógicas e uma digital com menos qualidade. Tirou as fotos do pessoal com uma das analógicas mas... Eram 36 fotos. O rolo não acabou. Para termos essas fotos, temos de revelar o rolo. E o rolo tem de estar cheio. Mas eu PROMETO, JURO PELAS ALMINHAS TODAS DE QUE TOMO CONTA! Vou por aqui as fotos assim que as tiver e vou partilhar o link outra vez assim que tiver as fotos e elas estiverem aqui. Tá? *-*
Atenção, trago uma novidade sobre as fotos!
E são más notícias. Por favor não matem a mensageira, que sou eu. Pois bem, a máquina das fotos do pessoal era muito antiga. Fomos fazer um mini-piquenique para acabar o rolo mas... Quando o Zé o retrocedeu e se abriu a máquina... BAM! Rolo queimado! Todo enroladinho num canto tipo harmónica. As primeiras seis fotos, que eram do evento, tinham morrido. Mas podia ser que ainda se pudessem salvar as outras, caso fosse para cuidados intensivos. Após horas de cirurgia, a conclusão não podia ser pior... Queimaram TODAS as fotos! ;___________; Fica a lição aprendida, mais fotos naquela máquina satânica non... Desculpem. Estou um pouco triste porque tinhamos tirado fotos menos giras... Eu e a outra Utena, eu a lutar contra um chupa-chupa, a matar a Amy Winehouse, o homem aranha com o mini aranha... Enfim, ficarão só na memória...
Chovia. Chovia e portanto chovia e estava molhado. Húmido. Assim a dar para o desagradável. Mesmo assim, como semos uns bichos cheios de toda a coragem, rimo-nos face ao perigo e lá fomos tirar outro rolo de 36 fotos pelo Parque das Nações. Apesar de não nos termos afastado muito, fartámo-nos de andar. Se quiserem ver o resultado, vejam o álbum da photoshoot:
E, se quiserem, podem ajudar-me a escolher uma foto para mandar para o habitual concurso de fotografia... ^_^ As fotos estão estranhas, com artefactos e granulado, por causa do analógico e do tempo. Ainda assim, achei que ficaram com um aspecto giro e surrealista, daí ter chamado à Shoot "Sonho de Chuva". Acho que o ambiente combina bem com a Utena também.
E como não posso deixar um post deste calibre sem fotos, fica aqui a foto do nosso encontro imediato do primeiro grau com um senhor bizarro que pediu uma foto comigo. Olhem bem para a cara dele e imaginem isso ao pé da vossa cara. Foi tão assustador como hilariante... Fica a recordação:
Enfim, foi muito giro encontrar toda a gente e ver cosplays às cores, de todas as cores! Agora vêmo-nos de novo no Anicomics (ou antes? Se calhar... :p). E eu vou por aqui as fotos! A sério!
Enquanto não estão prontas, tenham um dia muito feliz!
By : ladyxzeus
The Hunger Games: Catching Fire
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Catching Fire
Suzanne Collins
2009
Ficção-Científica
Finalmente de regresso ao Kobo! Tenho andado extremamente ocupada, com o trabalho, o cosplay e as pessoas, mas li este livro de uma assentada. Depois do primeiro volume, tinha muita curiosidade em saber como continuava a histórai. Depois de Catching Fire, fiquei cheia de vontade de ver como a história vai acabar. Porque o livro acaba, mais uma vez num precipício e queremos, sem dúvida, saber o que acontece a seguir.
É essa a parte boa deste tipo de livros: envolvem muito rápido e são muito fáceis de ler. Uma boa lufada de água fresca entre livros mais para o pesado, mais complexos. Olhando as coisas bem a fundo, o livro divide-se em duas partes. A primeira prova que, realmente, é literatura para a adolescente fêmea e vai até meio do livro (isto é, meio da segunda parte oficial). A segunda relata outros Jogos da Fome, com toda a sua violência e insere um novo elemento na narrativa. Evidentemente, gostei muito mais desta segunda parte.
Inicialmente, podemos observar o dilema amoroso da personagem principal, Katniss, e uma multitude de vestidos e roupas de todos os géneros. Mais tempo é passado a descrever as roupas do que outra coisa. Há uma delas que faz um manifesto, o que é bastante interessante, com as tristes consequências que podem ocorrer num governo totalitário. Analisando bem o objecto, a personagem é formulaica, usada e repetida em muitos romances para jovens. Uma rapariga que tem uma característica que a define, sendo que tudo o resto é um pouco fosco, dividida entre um amor "correcto" e outro "incorrecto", o claro e o escuro. Envolve-se num problema que a afasta do verdadeiro amor (o incorrecto) e a faz aproximar daquilo que todos esperam dela.
O que distingue o livro dos outros do género é a natureza do problema que se lhe coloca: um jogo em que só um pode sobreviver. Neste aspecto, Catching Fire é mais interessante do que a prequela. Tem personagens mais interessantes (quanto mais velhos ficamos mais interessantes somos, oooh) e o campo de jogo também é mais complexo e requer algum entendimento.
O final de teor revolucionário é apetitoso e dá a esperança de que o último volume da trilogia adquira um teor mais adulto e menos focado no romance. Mas antes quero ler mais livros, tenho de rechear o meu bicho Kobo!
By : ladyxzeus
Verão Sem Homens
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Verão Sem Homens
Siri Hustvedt
2011
Romance
E finalmente saio dos livros em papel durante um bocadinho. E é uma saída em grande! Recolhi este livro sobejante da Convenção do BookCrossing 2013 e, até agora, foi dos melhores que tive o gosto de ler dessa pequena colina.
Como sabem, eu sou grande crítica dessa corrente de escritoras no feminino e para o feminino, que nos tratam de forma quase machista pela estupidificação do género. Assim, foi uma grande surpresa encontrar um livro de mulher para mulher que ultrapassa esse estigma e nos trata (às femininas) como seres inteligentes e emocionais que somos, tal como o são todos os seres humanos e, arrisco, todos os mamíferos, machos ou fêmeas.
O romance fala de Mia, uma poetisa que, após ter sido enganada no seu casamento de 30 anos, se muda temporariamente para uma pequena cidade, para junto da sua mãe. Lá, interage com três grupos diferentes de pessoas: os Cinco Cisnes (cinco velhas, incluindo a sua mãe, que discutem literatura num clube), sete miúdas a quem dá aulas de poesia e a família vizinha. As perspectivas de três gerações diferentes, oferecem - juntamente com longos discursos filosóficos pro-feministas - uma imagem muito exacta do que é realmente a vida social e amorosa em três pontos diferentes da cronologia.
As histórias não se cruzam e são contadas separadamente, pelo que o livro é leve, agradável e não é confuso. Os tais discursos filosóficos quebram um pouco o ritmo da história, mas fazem parte da personagem. São histórias de morte, do passado, de bullying, de fantasia e imaginação. Com isso, a autora faz uma excelente análise e exploração das personagens, que nos aparecem muito vívidas e palpáveis. A história de Mia poderia ter acontecido a qualquer um de nós. Aliás, cada uma das narrativas dentro da narrativa de Mia foram, são e poderão ser coisas que acontecem a qualquer um de nós.
É um verão sem homens: nenhum dos personagens relevantes é masculino. O universo é puramente feminino, fácil de identificar e, sobretudo, de nos identificar-nos com ele. Mas, ao contrário de tantas "autoras", Siri Hustvedt não torna o livro exclusivo para uma classe de género: é uma história universal sobre o ciclo de todos nós.
Gostei muito e seguirá em Ring. E agora, voltemos ao digital! Tenho agora cerca de 150 e-books que me ofereceram e terei leitura durante muito, muito tempo. :)
By : ladyxzeus
Histórias Tradicionais Politicamente Correctas
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Histórias Tradicionais Politicamente Correctas - Contos de Sempre nos Tempos Modernos
James Finn Garner
1994
Contos
Livro que veio, como o anterior, numa Troca de Natal do BookCrossing. Deste não gostei tanto, mas vou aproveitar para falar de um tema que me fascina. Por isso apertem os cintos!
Ora bem, todos conhecemos contos como a Cinderela ou O Flautista de Hamelin. Neste livrinho, estas histórias são recontadas sob uma perspectiva moderna, sem ofender ninguém. A verdade é que isto faz exactamente o oposto, ofendendo toda a gente.
Isto das ofensas é um grave assunto que se vem propagando pela internet, local onde o epíteto mais ofensivo é ser um homem branco heterossexual. Por acaso o livro não fala de cores ou de sexos, aí está uma falha. Fala mais sobre o machismo enrustido na cultura do agora (e do antigamente também) e da libertação feminina. Mas isso é coisa que as SJW (Social Justice Warriors) gostam também. Seria o livro ideal para este grupo de pessoas, se o próprio livro não fosse uma antítese de si próprio. Mas estas pessoas não aparentam ser muito espertas, por isso pode ser que o livro pegue.
E porque é que eu digo isto? Porque os seres humanos são todos iguais e têm todos os mesmos direitos. As coisas estão feitas para a média (e a média não é a maioria). Coisas simples como assentos de avião. Estão feitos para a média. E se não estás dentro da média, é assim a vida, tens de viver com isso. Não faz de ti anormal nem especial nem sequer diferente. Apenas fora da média. O universo não está feito para agradar a pessoas, seres ou entidades fora da média. O universo funciona assim. Por isso, não é por estares fora da curva de bell que tens mais direitos do que as outras pessoas.
Porque é que em vez de aceitarem a vida como ela é, com suas partes boas e mais, querem que tudo seja feito por fora da média para se adaptar às necessidades de cada um? Isso não é funcional nem lógico. Se querem coisas que se adaptem só a vós, vivam fora da sociedade (afinal, são anti-sociais, segundo consta). Aí poderão fazer tudo.
Obrigada por lerem e por me perdoarem por ser extremamente ofensiva. O assunto fascina-me e não me interessa minimamente discutir. Atentem bem no ponto anterior. Se calhar até devia apagar isto tudo para não ofender ninguém. Atentem bem no ponto supracitado. Se não pudéssemos dizer opiniões, este livro de histórias nunca teria existido.
By : ladyxzeus
