Anifest 2013
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Anifest
Convenção
Tenho de me controlar. Não por uma razão má. Passo a explicar:
Tenho um vaso na sala. Tem terra. Não tem flores. Tem só terra. Acho isto uma espécie de art noveau abstracta. É absolutamente hilariante e não consigo parar de me rir.
Adiante!
Como não podia deixar de ser, Lisboa volta a ser palco de um evento de anime, jogos e cosplay. Este ano o título é "Anifest" e realizou-se na ETIC, escola profissional de artes e design. Vou primeiramente falar dos aspectos gerais e depois passar para os dias.
No que respeita ao espaço, achei excelente e muito bem aproveitado. Estava ao nosso dispor o rés-do-chão do que aparentava ser o edifício admnistrativo. Ao entrar, podíamos logo encontrar os artistas (que são bons artistas) e não havia maneira de escapar deles. Isto é um aspecto muito positivo, pois realça a importância cada vez maior que eles têm num evento, para comprar coisas originais, boas e baratas. Seguia-se uma sala para jogos (onde estive não para jogar, como explicarei adiante), balneários masculinos e femininos, um pavilhão onde estava instalado o palco e uma zona com stands profissionais. Falando no palco, bastante bom, com espaço suficiente para o que eu queria. Além do mais, ar condicionado! Que salvação!
Infelizmente, a música estava sempre demasiado alta nos momentos mais inoportunos.
Cosplays variados, com uma tendência para as séries desta season.
Em termos de alimentação, muito parca. Cup Noodles fazem cancro! Se bem que ao fim da tarde já estava com tanta fraqueza que fui comprar um. E era o último! Mas fizeram-me o favor ENORME e agradeço do fundo do meu coração pequenino, fizeram-me o favor IMENSO de me dar uma sandes que era para os voluntários. Salvaram-me mesmo, estava-me quase a dar um fanico. OBRIGADA! Voluntários perfeitamente, positivamente, lindosamente encantadores
Em termos de alimentação, muito parca. Cup Noodles fazem cancro! Se bem que ao fim da tarde já estava com tanta fraqueza que fui comprar um. E era o último! Mas fizeram-me o favor ENORME e agradeço do fundo do meu coração pequenino, fizeram-me o favor IMENSO de me dar uma sandes que era para os voluntários. Salvaram-me mesmo, estava-me quase a dar um fanico. OBRIGADA! Voluntários perfeitamente, positivamente, lindosamente encantadores
Na rua, pouco espaço para sentar. E as pessoas, meu deus, porque é que tem de falar toda a gente AOS GRITOS inopinadamente, vocês magoam-me. E porque é que falam em Inglês!? A VOSSA LÍNGUA É O PORTUGUÊS E SIM EU ESTOU A GRITAR PODE SER QUE AOS GRITOS PERCEBAM CHIÇA PENICO (sem ofensa, no offense, sans ofence, é assim? PT-PT, por favor, sim? Vá lá? Sejam amigos, I parlez no engrish I only talkate portuguish)
Passemos agora ao importante (as fotos já vêm aí, esperem)
Primeiro Dia
Cheguei às dez e três, precisamente. Ainda tive tempo de comprar o almoço (uma sande de peru com ervas finas do sweet drop, bem boua) e cheguei. Ora bem, cheguei a esta hora matutina para ter tempo de me vestir. Pois, como já estão a adivinhar, fui para participar no ECG (electrocardiograma) E, assim, fiquei à espera que chegasse uma lista. Até que desistiram da lista e deixaram os ECGianos entrar. Ainda me tentei afinfar a um bilhete grátis, por causa do concurso de skits do segundo dia (no qual participarei, com a Hota), mas com um par de respostas menos agradáveis lá desisti. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Então boca.
Maravilhosos camarins cheios da luzinhas e de ares condicionados. Vesti-me, uma das minhas bolinhas partiu-se, despi-me, colei-a, vesti-me, ai caralho, ai filha da puta, pára quieta ai caralho, e o pior é que isto ficou tudo gravado pela filmadora/jornalista que lá estava a ver as nossas preparações. Cortem isto, por favor. ;__; A minha coroa estava meio frouxa de a ter atirado tantas vezes ao chão durante os ensaios mas pensei... Não há-de acontecer nada.
Passado algum tempo de espera (sempre e sempre, todos os concursos, em todo o lado, para sempre, já me devia ter habituado) dirigiram-nos para a sala das pré-seleccções, onde o júri nos ia avaliar. Mais espera. Falando do júri, só pessoas largamente conhecidas e que aprecio e uma astrangeira. Shappi de seu nome. Agradeço o meu auto-controlo por (quase) não ter cantado isto sempre que ela aparecia. Correu bem, acho eu, ainda me deram alguns conselhos interessantes. Vou tentar lembrar-me deles antes de faltarem dois dias para o próximo evento. :) Entretanto uma das concorrentes ficou ligeiramente acidentada com o seu fato e o meu estojo de primeiros-socorros de cosplay foi útil para alguém, pela primeira vez na sua curta vida! =D Bendita seja a cola quente!
Cirandei por aí um pouco na esperança que me tirassem fotografias. Mas sou muito feiosa, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho-eclair ;_________; Por isso deixei de cirandar e corri para tirar umas fotos com os fotógrafos na sala dos fotógrafos das fotografias. Pensava que era na rua, por isso cheguei um pouco atrasada. Estavam sempre a ralhar comigo por estar muito austera e fixa, mas a minha interpretação da Utena com o Rose Bride Gown é como alguém que está desconfortável naquele papel. Pediram-me para voltar lá, mas não voltei, já estava muito cansada e queria ver o resto do evento.
Concurso? Parece-me que correu bem. Em breve, quando estiverem todos os vídeos online (agradeçam à Hota), farei um comentário a cada um e um comentário maior a mim própria. Se quiserem mais detalhes, irei colocá-los em pouco tempo, no meu Cosplay Portfolio. Só tive muita pena de uma coisa: o público. O público não se sabe controlar. Não sabe estar quieto, não sabe estar calado. É muito (mesmo muito) desagradável fazer uma performance para um público que não está nem aí. A performance é para vocês, é para vocês verem.
Depois de, finalmente, me livrar dos sapatos que me atormentavam, seguiu-se um longo período de tempo morto. Não tinha interesse no workshop de desenho nem nos karalhokes nem nos bailados, por isso... Muitos cigarros. Isto foi uma falha, porque poderiam ter tido alguma coisa mais interessante para nos entreter. Por exemplo, passar o quizz para o palco principal, fazer aqueles concursinhos de comer coisas, qualquer coisa que não fossem pessoas cantando, que mal se percebia de tão alto estava o som.
E finalizamos o dia com um concerto dos The Penny Traitors. Começou mal. Testes de som, testes de som que nunca mais acertavam, pensávamos que o concerto já tinha começado e népia, eram testes de som, lambda. Tocaram uns clássicozinhos, se bem que - e, como banda nova que são, pelamordasanta levem isto de forma construtiva - me pareceu que necessitam de mais técnica em todos os instrumentos e sobretudo na voz. Tive de sair a meio do concerto, pelas 19 horas, porque me lembrei de que tinha uma coisa importante para fazer.
Gravar o skit para o Iberanime OPO. Mas como o farei se não consigo parar de me rir? Bem, passemos às fotos!
(Algumas) Fotos do Primeiro Dia
Klein Crocodile *___*
É uma senhora, tão fofinha! Cosplay não tem idade! Tão fofinha, meu deus!
Os outros estrangeiros que por lá andavam, fiquei com um cartão!
E assim termina o primeiro dia! No geral gostei bastante e fora aqueles pontinhos de menor importância acho que correu tudo bem! Mas até ao lavar dos cestos ainda é vindima, por isso não vou já brindar à organização. ºvº Agora tenho de gravar as falas de uma série de gente! Até amanhã! E lembrem-se, quando a gente pedir para gritarem, gritem!
Segundo Dia
Esta mensagem já vem um pouco atrasada. Fui passar a ressaca do evento a outro lugar bem mais agradável que a minha casa e não pude actualizar, mas já cá estou para falar sobre o que se passou no segundo dia do Anifest! Falando em ressaca de evento, também vos acontece a mesma coisa? Eu estou cheia de energia os dias todos e de repente parece que cai um cansaço e só quero ver anime e dormir. No caso, ver anúncios Japoneses durante horas e dormir entre outras coisas...
Mas bem. Desta vez apanhei a Hota pelo caminho (ou ela apanhou-me a mim) e fomos as duas para a ETIC. Chegámos um bocadinho mais tarde que a hora de abertura, não tínhamos de trocar de roupa. Fomos logo vestidas, para grande gáudio de um menininho que ia no autocarro com a gente.
A primeira actividade do dia era o workshop de Props com o Klein Crocodile (a Shappi). Apesar de me ter inscrito assim que soube da notícia, não estava lá o meu nome. O que me remete para um certo problema de comunicação. A informação é bastante difícil de procurar no facebook do evento, pelo que contamos sempre com o site para nos actualizarmos. No entanto, o site não estava actualizado. Por exemplo, a situação da entrada grátis para os cosplayers, depois o organizador esteve a explicar-nos o que aconteceu, mas estávamos convencidas de que era real e afinal não era por causa das informações no site. E os workshops, que estavam quase cheios quando me inscrevi porque no site ainda estava a informação de "para breve". Mas acabou por correr tudo bem, fica apenas a nota para se conjugar melhor o site com os mails com o facebook para a próxima. :)
O workshop foi muito interessante, aprendi algumas dicas que não sabia e coisas muito complicadas passaram a ser simples. Tenho alguns projectos com armadura (ou fatos de astronauta, ou coisas para a cabeça) e agora já me sinto mais confiante para os começar. Isso foi o mais importante para mim, porque tenho muitas ideias para esses cosplays e sentia-me limitada por não saber por onde começar.
Como o workshop atrasou a começar, também atrasou a acabar. Saí antes, quando iam começar a falar de asas (que já sei fazer, tenho uma série delas), par obter algumas informações sobre o concurso de skits em que ia participar com a Hota, em modo Misa suicida e Raito semi-gay (equipado com Déte Nóte e pochete). No e-mail que me tinham mandado estava com a impressão que era para lá estar às 13:30, mas depois informaram que era às 14:45. Ainda assim, por segurança, faltámos ao workshop de cosplay para o qual estávamos inscritas, porque atraso menos atraso ainda perdíamos o mais importante. Por mero acaso, também nos inscrevemos para o desfile, estava uma voluntária a perguntar se queríamos participar e... Porque não?
No concurso éramos muito poucas. Poucas, éramos só meninas. Dois grupos e três solos e viemos a descobrir que havia prémios para solos e para grupos. Então ganhámos todos. =D Quando aparecerem por aí os vídeos (desta vez não tinha ninguém infiltrado par nos gravar) irei falar um pouco mais deles. Mas pelos vistos o nosso deve ter corrido bem porque ganhámos o Primeiro Lugar! Fizemos uma paródia de uma paródia, o Melga Shop do Herman Enciclopédia, chamada de "Kira Shop". E ao demonstrar o nosso produto, o Déte Nóte, pensámos... Quem é que toda a gente quer matar? E pelos vistos confere. Hihihi.
No desfile enganámo-nos nas poses que tinhamos combinado, mas tudo bem.
Logo a seguir, trocar de roupa porque estava assassinada com o calor e ala para o Painel de Dobradores. Desta vez não estava só o João Loy, Vegeta, mas também outras pessoas (Mário Bomba, Bárbara Lourenço e Sandra de Castro) que fizeram animes que eu conhecia e que eu não conhecia. Era uma variedade muito grande. Gostei muito de ouvir algumas coisas que eles disseram, como por exemplo a necessidade de fazer formação, e o facto de os workshops serem apenas um "approach" ao assunto e não uma verdadeira formação. A dobradora Bárbara Lourenço é fã inveterada de anime desde o tempo em que não havia fansubs e adorei a partilha da experiência dela, pois ainda me identifico (também eu recebi uma cassete, de Ai no Kusabi, com legendas coladas, em Espanhol). Também gostei muito da dica dela de que a comunidade do agora precisa de um bocadinho de humildade. Tive de sair a meio, aliás, quase no fim, porque atrás de mim estavam umas criaturas que a cada palavra que algum dobrador dizia BERRAVAM HISTERICAMENTE. Eu estava a passar-me da caixa dos pirulitos, cheia de dores de cabeça, estavam-me a vir as lágrimas aos olhos. Qual é a necessidade de GRITAR, questiono de novo. Há momentos para berrar, há momentos para bater palmas, há momentos para estar quieto. Aprendam isto, miúdos: é tudo uma questão de timing. Guardem os berros para quando forem ver um concerto dos vossos coreanitos, aí está toda a gente preparada para eles.
Enfim, fui dar uma volta, comprar umas bolachinhas para lanchar, uma garrafinha de vinho para mais logo... Voltei para ver o concerto.
Achei este concerto, dos Ryuusei, uma experiência bastante positiva. Pareceu-me uma banda unida e humilde e não estou a dizer isto porque conheço o gajo das teclas, o Pedro. Tocaram músicas um pouco diferentes do habitual. Adorei a garra do baterista, mas - desculpa Pedro - acho que o teclado precisa de mais técnica. A voz também, mas no caso da vocalista, acho que lhe fariam bem umas aulinhas de teatro, para aprender a soltar a franga. Muita timidez em palco é muito (mesmo muito) limitativa, até no efeito que a voz tem. Tive pena de estar tão pouca gente a assistir ao concerto.
E assim terminou mais um evento. Vamos às fotos, que é o que toda a gente quer! =D
(Algumas) Fotos do Segundo Dia
E assim se passou mais um evento. Agora, esperemos pelos skits para os vermos. :> Gostei bastante deste evento, os aspectos positivos ultrapassaram largamente os negativos. Por isso, até ao próximo!
By : ladyxzeus
Noite da Alma
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Gaea - Noite da Alma
Sophia CarPerSanti
2011
Romance Fantástico
E com este livro, finalmente termino os prémiso que recebi no concurso da Nanothron. Já não era sem tempo!
Pois bem, este livro é uma coisa enorme. Oitocentas páginas. Oitocentas páginas de demónios. E vou confessar: ao ler este livro eu só conseguia pensar num anime, daqueles shoujos góticos em reverse harem... Bem, quem lê este blog por causa dos livros não sabe do que estou a falar, mas é uma coisa gira. Por isso, admitamos desde já, o livro é giro. Vou começar por dizer as razões pelas quais o livro é giro.
Os personagens, que dão vida à história. A história é muito simples, mas aceitável, e o que lhe dá brilho são as personagens. Mari, o centro das atenções, pareceu-me (muito ligeiramente) uma auto-inserção. Mas , ao contrário das auto-inserções mais vulgares, ela tem uma personalidade própria. Ela é capaz de tomar decisões, ela tem dúvidas coerentes com o contexto da história, ela tem atitudes, que se vão desenvolvendo à medida que ela vai compreendendo os seus sentimentos. E depois, o harem. Todos eles têm alguma coisa para contar e é através do que eles contam que ficamos a saber como funciona o mundo dos Deiwos (que os "Humanos" chamam de "Demónios"). E, este mundo, é curioso e fascinante e queremos sempre saber mais sobre ele até ao fim do livro.
E agora, as razões pelas quais o livro perdeu-se no meio de tanto potencial.
É demais. É demasiado longo. É demasiado detalhado em detalhes que não importam. Não é relevante descrever todas as refeições todos os dias. Não é relevante descrever o que Mari veste todos os dias e de que cor é a camisa de Gabriel. A história não avança porque está presa em detalhes da vida normal. É certo que algo da vida normal é importante, para sabermos como os personagens se dão uns com os outros, mas é demasiado detalhe, um fatia-de-vida que não contribui em nada para a história.
Além disso, o que são aquelas citações de Crowley? Pensava a autora que nos ia impressionar muito ao citar o senhor? Sobretudo com citações que não têm relação nenhuma com a história, com o desenvolvimento, com os personagens, com nada? E aquele glossário? Cheio de palavras que não figuraram uma única vez durante toda a narrativa?
E aparentemente isto vai ser uma série... Se forem todos tão grandes como este, não há prateleira que aguente!
Um livro que me causa uma certa pena, porque é mesmo giro mas que se torna aborrecido. Gostaria de o ter partilhado no BookCrossing, nomeadamente num BookRay, mas como era demasiado grande para por no correio, decidi libertá-lo "ao vento", deixando-o à espera de novo dono num dos bancos da praça em frente ao Continente do Colombo. Espero que encontre alguém que goste dele, tanto como eu gostei (porque gostei mesmo muito, apesar de tudo)
By : ladyxzeus
´Searching for Sugar Man
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Searching for Sugar Man
Malik Bendjelloul
Filme
2012
8 em 10
Quarta-feira, dia de mais uma sessão de cinema ao ar livre no Martim Moniz. Cheguei mais cedo, na esperança de comer alguma coisa, e já só havia lugares soltos. Muito rapidamente, até os lugares soltos ficaram ocupados. Graças a algum poder sobrenatural, conseguimos sacar umas cadeiras aos cafés-restaurantes-bares que agora decoram a ex-Chinatown Lisboeta. Ainda assim, tinha um senhor cabeçudo que me tapava as legendas (ele por sua vez também tinha um senhor cabeçudo a tapar as dele). Mas vamos ao filme.
Infelizmente, quero recomendar este filme. Por isso, não vou poder falar sobre NADA do que se passa nele, porque o que tem mais graça é a surpresa que ele nos mostra. Fala sobre um músico dos anos 70, Rodriguez, uma espécie de Bob Dylan que nunca conheceu o sucesso. Então... Então, vão ter de ver o filme.
Apesar de não ser muito conhecedora de cinema documental (ou de cinema em geral), acredito que este filme esteja muito bem feito, porque mantém o interesse sem nunca aborrecer. Conta com vários relatos de pessoas que conheceram (conhecem? Quiçá...) Rodriguez, imagens, fotografias dele e dos seus álbuns, e gravações antigas.
Mas o que dá o brilho ao filme sobre o Sugar Man, é a música do Sugar Man. Eu já tinha ouvido a banda sonora antes de ouvir o filme, mas no filme faz muito mais sentido. É surpreendente que Rodriguez não tenha tido o sucesso que merecia, porque a música é mesmo de qualidade. Mesmo que não vejam o filme, recomendo que explorem este artista, porque é realmente interessante.
Tenho pena de não poder falar muito sobre o filme, para não estragar a graça que ele tem. Avanço apenas que quase chorei naquele êxtase final.
By : ladyxzeus
A Fórmula do Amor
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A Fórmula do Amor
Alex Rovira e Francesc Miralles
2009
Romance
Um livro que recebi no BookCrossing. Estava expectante para ele, porque a sinopse e o primeiro comentártio pareciam muito interessantes, mas depois fui ler mais comentários e nenhum BookCrosser parecia ter gostado do livro... Fiquei com um certo medo.
A verdade é que me peguei a ele e só o larguei quando terminou. É quase um policial, com um pequeno twist: um homem que não tem qualquer relação com o assunto une-se a uma misteriosa mulher para encontrar o último segredo de Einstein. O título em Português é um spoiler para a descoberta final, mas ainda assim o livro está bastante bem conseguido.
Cada capítulo deixa-nos num precipício, temos sempre de ler o seguinte para tentarmos perceber o que se passa.. E só percebemos mesmo no fim. Isto por vezes era um pouco irritante, mas quando meti na cabeça que o livro era para terminar rapidamente, passou a ser motivador. Ao longo das descobertas, que fazem os personagens viajar pelo mundo ocidental quase todo, vai-se desenvolvendo uma história de amor que dá o mote para a revelação final.
Também é demonstrado neste livro um bom trabalho de pesquisa, com muito "trivia" sobre o Einstein que, sendo bastante acessível, também é muito interessante. A explicação simplificada das teorias ajudou muito.
O final foi um pouco desapontante, porque não foi a "fórmula" a ganhar, mas ainda assim gostei bastante do livro.
By : ladyxzeus
Tenshi Nanka Ja Nai
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Tenshi Nanka Ja Nai
Ai Yazawa
Manga - 40 Capítulos/8 Volumes
1991
7 em 10
Este manga tem uma história engraçada por trás. Bem, pelo menos eu acho-a engraçada! Estava com a Hota em Espanha, naquele evento a que fomos, e queria comprar um manga. De repente ela mostrou-me este e disse-me que era da autora de Nana e de Gokinjo Monogatari e eu achei por bem comprá-lo. Foi quando ela me disse que tinha 8 volumes. Oh bem, agora já está, vou coleccionar o resto. Após alguma investigação, descobri que esta edição, da Planeta Agostini, era uma edição condensada em 4 volumes. Viva! Então vi o OVA. Como podem ver, detestei-o. E a Hota disse-me "isso é daquele manga que compraste em Espanha!" E eu vi a vida a andar para trás... Pensei em vendê-lo, mas quem quereria um manga em Espanhol? Então decidi dar-lhe outra oportunidade e comprar o resto da colecção.
Valeu a pena.
Conta uma história de amor adolescente muito simples. O que é único neste manga são os personagens e a visão que eles têm sobre a vida. Se um romance adolescente normalmente tem uma rapariga negativa que se apaixona por um rapaz positivo, aqui acontece precisamente o contrário. Os personagens são absolutamente fascinantes, pois é com o bom humor e com uma perspectiva boa da vida que eles resolvem os problemas que se lhes aparecem. No final, é o amor que acaba por vencer. A simplicidade é o seu forte. Gostei tanto da personagem principal, Midori, que a vou adicionar à minha lista de planos de cosplay (que podem consultar no meu Portfolio)
O traço é delicado e sonhador, muito feminino. E a minha parte preferida da autora, as roupinhas, está bem presente, apesar de discreta. Também é muito engraçado ver como se vestiam as pessoas normais nos anos 90 Japoneses.
As ilustrações da capa desta edição deluxe, sobretudo as da capa de dentro, são absolutamente deliciosas. é nelas que basearei o meu cosplay, a versão "Anjo Saejima".
Um manga muito agradável e positivo que só trará sorrisos a quem o ler. E em Espanhol é sempre mais divertido!
By : ladyxzeus
Black Dynamite
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Black Dynamite
Scott Sanders
Filme
2009
6 em 10
Filmes ao ar livre no Martim Moniz? Bora! Fora as baratas, tudo bem. Venho redescobrindo a minha baratofobia... Este foi o filme ideal para ver no meio da rua, rodeados de sangria de frutos vermelhos e estrangeiros. Porque é simplesmente hilariante.
O filme é uma paródia, uma parvoíce pegada. Fala sobre Black Dynamite, um preto (fora o racismo) do kung-fu que este no Vietname e é da CIA. Por causa da morte do seu irmão, acaba por limpar o seu bairro da droga, que afectava ATÉ OS ORFANATOS e descobrir os terrores chineses por detrás da cerveja Anaconda (makes you go Ooooo) Por isso o filme tem tudo: roupa dos anos 70, funk manhoso, kung-fu, muitos tiros, montes de mortos, gajas nuas (mas poucas), palavrões, tudo o que se possa imaginar. O resultado é de chorar a rir.
Isto não seria possível se não fosse o diálogo que, sendo bizarro e ilógico, está bem escrito o suficiente para quase tudo rimar, o verdadeiro hip-hop ainda antes de ele aparecer.
O filme tem muitos erros, que parecem ser propositados, que apenas acrescentam à hilariedade.
De resto, lembrem-se sempre que os donuts não usam sapatos de crocodilo.
By : ladyxzeus
A Rapariga que Roubava Livros
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A Rapariga que Roubava Livros
Markus Zusak
2006
Romance
Recebi este livro no BookCrossing. Um livro que não sendo enorme, me pareceu, nunca mais terminava. Não era muito pesado, mas era muito volumoso. Uma história realista e tocante.
Fala sobre a Segunda Guerra Mundial, mas de uma perspectiva diferente. Para começar, o narrador é a Morte. Isto torna todo o livro em algo que, desde si, é naturalmente pessimista. Isto não é feito de forma forçada para puxar o horror, mas de uma forma inócua, quase matemática. Porque a Morte não liga nenhuma a ninguém, apenas cumpre com a sua função.
O outro lado da perspectiva é que, pela primeira vez que eu tenha lido, o livro não fala da perspectiva das vítimas, os judeus, mas sim daqueles que estão a salvo e que optam por os ajudar. A personagem principal é Liesel, uma menina que vai crescendo numa Alemanha em guerra. Na vida dela há muitas pessoas que se relacionam, o seu melhor amigo, os seus pais adoptivos, os seus vizinhos, um judeu pugilista... E livros. Liesel adora livros. Por isso rouba-os. Mas ela não é uma ladra normal, ela só rouba quando existe a necessidade pessoal e emocional de ter um livro. São os livros que a salvam neste universo desesperante, mas - devido à distância que o narrador tem da história - isto só se torna verdadeiramente comovente e horrendo mesmo no final.
Quase chorei nesse final, mas estava no autocarro e chorar com livros no autocarro dá mau aspecto, por isso controlei-me. É agri-doce, querendo isto dizer que acaba tudo mal, mas que dá para viver depois disso.
Gostei muito deste livro e recomendo-o, se bem que talvez não seja apropriado à faixa etária do programa Ler+. Porque é violento, triste e profundamente realista.
By : ladyxzeus
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