• Inglorious Basterds

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    Inglorious Basterds
    Quentin Tarantino
    Filme
    2009
    8 em 10

    É verdade, eu não estou a fazer isto por ordem. Não vi este filme depois do outro e antes deste ainda vi outro, esperem pela referência. OPÁ ESTOU DESCONCENTRADA! Perdoem-me... ;___;

    Mas bem, o Tarantino faz um filme sobre cada coisa, por isso porque não um sobre a segunda guerra mundial? Mais especificiamente, sobre um grupo de soldados de vibe psicopata que andam a matar nazis sem dó nem piedade. E da agente dupla que os leva a infiltrar-se, com mais ou menos jeito, no cinema. Liderado por uma judia escondida, que tem a ambição de pegar fogo àquilo tudo quando for a estreia do filme do soldado nazi que está apaixonado por ela. Tudo interligado!

    Enfim, é um filme muito divertido. Os personagens são tanto aterrorizantes como deliciosos, e isto porque são tão bizarros, cada um com um lado maligno muito evidente. Mas é impossível não gostar de todos eles, até dos piores. Isto não seria possível sem grandes actores, ajudados pela força do argumento.

    A recriação histórica é colorida e exacta, do pouco que sei da história propriamente dita, adocicada por detalhes (como os nomes no jogo dos papéis na testa).

    Só depois de ler um bocadinho consegui descobrir onde estava o Tarantino (que aparece nos filmes todos dele). Quando descobri fartei-me de rir, tentem encontrá-lo!

    Nota: antes deste filme vimos (eu revi) A Wind Named Amnesia. Queria acrescentar que desta vez adorei a banda sonora!
  • Disponível para Amar

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    Disponível para Amar
    Kar Wai Wong
    Filme
    2000
    7 em 10

    Jantar romântico, vinho romântico, indisposição romântica, filme romântico?

    Inferno-sim!

    É um filme Chinês, o que já de si é uma novidade para mim, que fala sobre a solidão e sobre o amor que nasce no meio dela. Numa casa muito estranha, com muitas zonas partilhadas por vizinhos barulhentos, uma mulher espera pelo marido que está sempre em viagem e um homem adormece antes da mulher chegar a casa. Estão tristes e acabam por se juntar na composição de uma história de artes marciais, mas sem nunca se tocarem. No entanto, têm de estar escondidos, por causa das aparências. Acabam por se apaixonar? Talvez...

    Este filme tem alguns pontos de interesse e talvez eu não o tenha apreciado como deveria por estar tão mal-disposta... Começo pela curiosidade de que o realizador e argumentista não escreve argumentos. Assim, o filme saiu praticamente todo de improviso, num jogo entre actores e director. O resultado é de uma subtileza e delicadeza fascinantes, com diálogos muito naturais - apesar da dificuldade para o visionante ocidental, à conta da língua que tem as suas inflexões próprias, bem diferentes da nossa romanização.

    Esta aura elegante é apoiada e intensificada pelo trabalho de filmagem e fotografia, sempre com perspectivas estranhas, perspectivas das personagens que por vezes podem confundir um público menos atento (eu). O que mais gostei, mais do que as cores, foram os padrões, por vezes bizarros e perturbadores, mas com um efeito de belo. Então os vestidos dela, eram fantásticos, quero-os todos para mim. Em cada cena usa um diferente!

    Mas bem, um belíssimo filme para ver no sofá, bem enroscadinha em modo-pequeno-mamífero :)
  • Medaka Box

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    Medaka Box
    Saeki Shouji - Gainax
    Anime - 12 Episódios
    2012
    6 em 10

    Toda a gente me disse que eu ia odiar. Mas estava no clube, por isso lá fui eu ver. Precisava de perceber porque razão é que haveria de odiar isto! Depois de uma versão sem legendas e de uma versão fandubbed em russo, consegui apanhar a série e lá me pus a ver.

    Não odiei! Aliás, até gostei bastante dos primeiros episódios.

    Medaka é a presidente da associação de estudantes e institui uma caixa de sugestões, onde lhe pedem favores. Ela resolve-os e planta uma flor por cada problema, com o objectivo de ter um lindo jardim. O último terço da série, mais ou menos, é uma luta em que Medaka aparenta ter super-poderes extremamente exagerados. Dizem que é essa a parte de que gostam mais, mas pareceu-me excusada e fora do contexto.

    Os personagens são típicos, todos extremamente fortes e com capacidades quase sobre-naturais para resolver os problemas. Adicionem-se maminhas, está a série feita.

    Arte? Não má, não má. Mas também não boa, sobretudo nessa última parte da luta épica, com muitos gritos, roupas rasgadas e cabelos à-la super-guerreiro do espaço. A música condiz com essa condição de super-guerreiro do espaço. A ED está engraçada, com alguma calma que falta ao resto da série.

    Acho que teria sido melhor conseguida se se tivesse mantido na onda do fatia-de-vida, com comédia e fan-service (serviço para fãs?) em moderação. Perdeu-se no vulgar muito rapidamente. Teria de ver também a segunda season, mas acho que esta me chega.
  • Only the Ring Finger Knows 1 - The Lonely Ring Finger

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    Only the Ring Finger Knows  1 - The Lonely Ring Finger
    Satoru Kannagi
    2001
    Light Novel

    Apareceu-me a oportunidade de comprar os dois primeiros volumes desta novela clássica do universo BL e não pude deixar de a aproveitar. Mas enganei-me na minha leitura: quando saí de casa, levei um dos volumes para ler nos transportes, mas levei o segundo em vez do primeiro. Assim, li primeiro o terceiro capítulo e só agora estes dois primeiros, da primeira Light Novel. Spoilei-me porque fiquei rapidamente a saber que acaba tudo em bem (e agora também vós foram spoilados!), mas nada de grave.

    A história é sobre uma série de mal-entendidos que culminam na formação de um casal, Yuichi e Wataru. Esses mal-entendidos giram todos de volta de dois anéis que se complementam. É uma história muito romântica, gostei muito.

    É também uma história BL muito típica, com uke e seme caracterizados da maneira mais comum. O seme é o rapaz perfeito mas com um génio forte, o uke é frágil e envolve-se sempre em problemas porque tenta fugir a eles. O típico. No entanto, os personagens têm um certo traço de originalidade, quando se revela a fraqueza e a insegurança do seme - Yuichi - e o amor que o uke tem dentro dele. É bonito.

    É um livro leve, bem escrito, com descrições plácidas das acções e dos locais. Conseguem-se visualizar perfeitamente, apesar de não terem muito detalhe.

    E agora que li isto, fico a pensar... Também gostava de ter um anel... ^_________^
  • 108 Termos Essenciais do Japão Contemporâneo

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    108 Termos Essenciais do Japão Contemporâneo
    Fernando Ferreira, Nuno Sarmento e Pedro Moura
    2006
    Glossário

    Ganhei este micro-livro num concurso do ClubOtaku, site para o qual contribuo com as minhas reviews de anime e manga. Era um concurso de fanfiction com o tema do "Natal" e escrevi sobre Rose of Versailles. Se tiverem interesse podem encontrar a minha história no meu deviantArt, entre outros escritos de maior e menor qualidade. Chama-se Entrega de Uma Carta no Dia de Natal.

    Enfim, passado uns tempos de ter recebido este livrito, o dono do site (que será o Fernando, mas que eu conheço como Ogata, ou Tetsuo :3) pediu-me que fizesse um comentário sobre ele aqui. Mas só agora acabei a lista gigante de livros que tinha em atraso, por isso só agora aqui estou a comentá-lo.

    Isto é uma brincadeira de amigos, que decidiram definir alguns termos da cultura pop Japonesa, isto é, de anime e manga. Agora a questão é a quem isto é dirigido: se a nós - os fãs - se aos que não conhecem. Se para nós, não vejo bem a utilidade, pois todos sabemos todos os termos aqui definidos e não existem muitas curiosidades inéditas (bem, talvez nem todos saibam de Mishima, nem da Godijira, mas eu sabia...) Para os que não conhecem, acho necessário fazer o teste e ver se é claro para quem não faz ideia do que é um anime e do que é um manga (eu digo no masculino que acho que fica mais bonito).

    Infelizmente há alguns termos que estão mal definidos e por vezes o tom pessoal é um bocadinho pessoal de mais, ultrapassando a fronteira entre o escritor e leitor de maneira um pouco desconfortável ("eu não defino esta palavra, procurem-na se quiserem e tenham medo, hoho!" Não fica bem) Entre os termos erróneos, fica a nota para shounen-ai e yaoi, que não são a mesma coisa e que são termos que já não se usam (se bem que começaram a ser abandonados circa 2006, altura em que este livrinho apareceu, por isso podemos perdoar). Da mesma forma as yamanba não existem, desapareceram, foi uma moda muito fugaz e desapareceu também a meio dos 00. Em termos de moda seria mais importante definir visual-kei (que também é música), lolita ou gyaru - gal.

    No entanto, gostei deste presentinho e vou submetê-lo ao tal teste. Isto é, vou (tentar) registá-lo no BookCrossing e promover uma actividade de empréstimos com ele. :)

    Digo tentar porque o livro não tem ISBN e não sei se o posso registar sem ele...
  • 200 Anos de Poe

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    200 Anos de Poe - Antologia Comemorativa dos 200 Anos de Edgar Allan Poe
    Edgar Allan Poe (Edição de António Vilaça)
    2009
    Contos

    Um estranho livro para um estranho autor. Comprei este livro horizontal a propósito de uma promoção da Editora Saída de Emergência, que aproveitei em grande (como podem ter reparado).

    São sete contos, que passarei a comentar um a um, brevemente:
    • A Carta Furtada - Um policial muito simples à moda do Sherlock e Agathas e essas gentes, sobre uma carta escondida da maneira mais básica.
    • A Queda da Casa de Usher - Um terror gótico sobre uma casa assombrada e um hipocondriaco.
    • O Escaravelho de Ouro - Piratas. A resolução do mistério tem o seu quê de complexidade e gostei bastante, porque os personagens eram muito divertidos.
    • O Coração Delator - O meu favorito, sobre um assassino.
    • Berenice - O meu segundo favorito, sobre um tipo que é assombrado e fica maluco sem sequer se aperceber.
    • A Máscara da Morte Rubra - Um conto de fadas que dava um belo filme de terror.
    • O Homem da Multidão - Um homem segue um desconhecido no meio da multidão e o desconhecido é estranho.
    Gostei bastante, sobretudo dos contos mais horripilantes. São estes que distinguem Poe como o fundador da literatura gótica e fantástica que tanto apreciamos hoje em dia. Os outros, os mistérios, também são giros, mas são menos impressionantes e "mexem" menos com as emoções do leitor.

    Tinha lido muito pouco de Poe, apenas alguns poemas, mas com estes contos fiquei com vontade de ler mais.
  • Nerawareta Gakuen

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    Nerawareta Gakuen
    Nakamura Ryousuke - Sunrise
    Anime - Filme 
     2012
    7 em 10

    Um agradável filme para o Verão.

    Tudo começa com a chegada de um novo estudante à escola. Esse estudante aparenta ter poderes bastante estranhos e começa a transmiti-los a todos os estudantes. São psíquicos e podem ler os pensamentos, entre outras coisas. De onde veio ele? E como resolver os problemas que são cada vez mais nesta escola? Sobreposta a esta premissa, existe também um triângulo amoroso, feito de dedicação e de sonhos. O resultado é simples, mas bastante interessante. Não posso contar mais, terão de ver o filme para saber. :)

    A arte contribui muito para o visionamento do filme ser um prazer: é profundamente bela, com fundos luminosos, de cores vibrantes e veraneantes e muito detalhado. Os designs do cenário são originais na medida em que não imagino que exista uma escola assim e de que toda a gente vive em casas espectaculares. Um trabalho de fotografia muito bom, com designs de personagens que não são demasiado simples e não destoam do resto do cenário. A animação, sobretudo dedicada a luzes que rodopiam, é boa, se bem que os movimentos dos personagens - num tom de comédia - por vezes tiram um pouco do ritmo do filme, apesar de o tornarem bastante leve. As secções que gostei mais, em termos artísticos, foram aquelas dos "sonhos", pintadas em aguarela e com cores correspondentemente surreais. Por vezes, um CG que ardia nos olhos, mas nada que não se consiga ultrapassar.

    A história tem duas camadas mas é bastante simples, tal como os personagens. De certa forma, é um verão adolescente e as personagens comportam-se como tal. A comédia vem deles e, como digo, por vezes não fica muito bem, mas se os aceitarmos como pessoas (são mesmo assim) posso admitir que estão bastante sólidos. O personagem do avô é sem dúvida o mais interessante. E o cão também, hihi.

    A música tem dois extremos: ou está extremamente bem aplicada - como o caso da constante Claire de la Lune (fica bem em todo o lado...) - ou é extremamente cliché - como o caso da música final. No primeiro caso, adicionava vibrações positivas e calmantes ao teor do filme, mas no segundo tornava-o previsível e aborrecido. Falando em previsões, o final espantou-me completamente.

    Adorei também as referências ao "Sonho de uma Noite de Verão", uma peça que tentámos montar no meu antigo grupo de teatro. Eu era a Helena, mas não conseguimos levá-la para a frente, infelizmente...

    Um bom filme para uma noite quente.
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